Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

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Seguindo…

Por Rodrigo | 18/02/2011, 14h51

Segue a vida, segue o trem
passa a hora
namora na janela da esperança
que a vida urge no alpendre d’alma

Segue a vida, segue o trem
dobra a montanha
passagem e viagem numa só estação

Segue a vida…
Segue o trem…

Nossa vida está seguindo realmente, passando por montanhas, atravessando desfiladeiros e ainda está passando por provações…

O manual de instruções se perdeu em algum lugar, nada é fácil e muito menos grátis. Deve estar em algum lugar no espaço… Perdido ou mesmo gravado em uma parede em letras de fogo como a mensagem final de Deus para nós… (Desculpe por todo o incomodo!)

A única coisa que temos certeza é que “ESTAMOS JUNTOS (E NOS AMAMOS)*”. Somos o hashi. Os dois, unidos.

*colaboração da Má  ;)

Mazelas da mulher moderna

Por Ma | 18/06/2010, 12h29

“Mulher moderna”.

Nome simpático pra representar a mulher de hoje: sobrecarregada de serviço, estudando pra ficar sempre atualizada, cuidando da casa, do marido, dos filhos (e do cachorro)… e ainda saindo com os amigos, indo ao cinema, lendo um livro…

Ufa! Essa mulher de hoje ter que ter muita disposição! E contar muito com a compreensão da sua família!

Sempre quis trabalhar e ter meu próprio dinheiro. E ainda acho isso ótimo. Mas sinto falta de ficar mais em casa, de cozinhar mais comidas gostosas, de ficar mais com meu marido e minha cachorra… Cuidar de casa (leia-se faxinar) não! Odeio limpar casa!

Nessa luta pra pagar as contas, fazer umas comprinhas e melhorar de vida, tenho 2 empregos e faço mestrado. Ando me questionando muito sobre tudo isso. Vale a pena ou não?

A questào é que preciso disso _não vamos colocar em pauta se as coisas que julgo precisar são realmente necessárias (nesse último final de semana prolongado vi que não é preciso muita coisa pra ser feliz!).

E essa loucura será por pouco tempo. Logo termino mestrado. Mais pra frente virão os irmãos da Lilo (ah, sim, serão dois: um menino e uma menina!). E ficarei com um só emprego.

Ou então o marido terá um super-aumento e ficarei em casa, de pernas pro ar. Ou então ganharemos na mega-sena e nos aposentaremos precocemente! Sonhar não custa nada…

Paulistana de nascimento e de coração…

Por Ma | 21/10/2009, 20h38

… e mineira, mineiríssima, de alma.

Não sei se todo mineiro tem esse carinho por Minas, ou se só mesmo quem, assim como eu, foi criada no Estado, tem família no Estado, mesmo pertencendo a outro lugar, de nascença.

Pra dizer a verdade, não sei se existem muitas pessoas apaixonadas pelo lugar onde nasceram ou cresceram. Eu amo São Paulo, e não pretendo sair daqui. Mas tenho um carinho imenso por Minas.

Minas transpira poesia: no falar de seu povo, na particularidade da língua, nos quitutes, nos costumes.

Mineiro adora receber visita. E a visita não pode sair de barriga vazia: tem sempre um café preto e umas quitandas à espreita. Lembrando que quitanda, em Minas, tem sinônimo de quitute: broa de fubá, bolo, pão de queijo…

Mineiro adora jogar conversa fora ao redor da mesa da cozinha, que chega a ser mais acolhedora que a sala de visitas.

E a comida típica mineira? Não existe melhor no mundo! Frango ao molho pardo, canjiquinha, costelinha com couve, angu, feijão tropeiro, rabada…

E foi exatamente daí que me brotou esse cheiro saudoso de Minas: consegui comprar, finalmente, o primeiro volume da Coleção Cozinha Regional Brasileira da Abril. Foi o volume mais relançado da coleção até agora e, mesmo assim, nunca encontrava-o na banca. Não estou fazendo a coleção inteira, só a de alguns Estados mais queridos (MG, SP e os do Sul).

Dentre todos os livrinhos que já tenho, o de Minas é o mais poético: o capítulo de quitandas está lá, minhas comidas preferidas também, uma parte da história está lá. E tem início com uma gostosa introdução de Frei Betto (clique aqui).

Ê trem bão!

Qual é sua banda?

Por Rodrigo | 05/10/2009, 23h21

Antigamente, podia se dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa pela banda que ela gostava e pela devoção que ela dedicava a esta banda…

Eu digo antigamente porquê hoje, se você fosse considerar as bandas de “Rock” só exestiriam emos…

Há mais de um mês fui ver duas das bandas da antiga, que ainda fazem rock’n'roll “clássico”.
Eu e a esposa fomos ver um show duplo de BLITZ e Ultraje a Rigor.

Eu fui mesmo para ver Ultraje, uma das bandas que tem as letras mais legais e engraçadas de todos os tempos.

Na verdade a banda que eu mais gostava era Legião Urbana. Mais pelas letras e música do que qualquer outra coisa. Já a dona esposa foi fã de carteirinha mesmo de Legião, de ter livro sobre e todos os discos.

A primeira vez que eu botei os olhos na dona Marília (isso há décadas), já saímos conversando sobre Legião e cantando uma das músicas.

Música era atitude também. E a Legião simbolizava fortemente isso. A idéia de tentar modificar a realidade a nossa volta, de tentar fazer alguma coisa, fazer a sua parte.

Outra banda que sempre gostei é o Iron Maiden. Por ser um som mais pesado e com o vocalista gritando alto, as pessoas achavam que as letras não tinham conteúdo; o que não é verdade. Como exemplo, há letras de músicas que citam Alexandre, o Grande, as guerras inglesas…

Não dá pra citar todas as bandas que gosto, pois são muitas: Pink Floyd, The Doors… E você? Com qual banda se identifica?

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Putz, o show foi impagável. Blitz foi muito bom, mas Ultraje foi inesquecível!

Eu nunca havia ido a um show de rock nacional, apesar de adorar.  Tinha visto outros artistas que considero mais pop do que rock. Saí de lá com a adrenalina a mil! Querendo escutar e pular mais três horas de Ultraje! Bom demais!!

Adoro escutar Legião… sempre fui fã; de ter todos os CDs originais, lata, livro, camiseta… e fazer parte de um fã-clube. E sim, minha primeira conversa com o marido foi ao som de Legião, no salão de festas da escola, uma banda adolescente tocando.

Aliás, várias histórias do nosso início têm as músicas da banda como pano de fundo: já cheguei a dar um CD que eu tinha pra ele porque não iria chegar um novo na loja até a data do aniversário, já digitei todas as letras de música e fiz um encadernamento bem legal pra ele (entenda, eu tinha 13 ou 14 anos e não existia internet em casa), já saímos cantarolando Faroeste pela rua principal de Poços (a letra toda errada, assim como a que ele digitou e me entregou, com meu nome escrito errado…).

Qual é a minha banda hoje? Eu não sei. Minhas bandas / cantores preferidos continuam sendo os que já gostava há tempos. Algumas poucas músicas de novas bandas entraram em meu playlist tão fechado. Saudosismo? Tendência de achar que a música do meu tempo de adolescente era melhor que a de agora? Pode ser que sim, pode ser que não.

Vida simples

Por Ma | 09/07/2009, 21h10

Ser gente grande não é mesmo fácil: ter que trabalhar bastante, pra ganhar um pouquinho, pra usar o dindin pagando contas e, quando sobra, passeando.

E é um círculo tão fechado que às vezes me sinto presa dentro dele. Por vezes não me permito sair ou relaxar se as “obrigações” de casa, trabalho e escola não estiverem em dia_ o pior é que elas nunca estão e esta situação fica me incomodando.

Hoje percebi o quão gente grande chata eu posso virar se não me permitir viver, quebrar esse círculo vicioso.

Trabalhamos hoje, feriado, até meio-dia; eu no hospital e o Rodrigo em casa, pela internet. Combinamos de ele ir me buscar para almoçarmos fora. Ainda não estávamos com fome e sugeri de darmos uma voltinha de moto pela cidade. Ele me disse que tinha outros planos. Subimos na moto e passamos em casa, pois ele queria que eu deixasse minha bolsa (pois atrapalha um pouco, na moto).

E me disse que estava querendo ir pra praia, pra Santos, almoçar lá. Devo ter olhado para ele com uma cara de ET, pois ele quase desistiu da aventura.

Desde que temos moto, há uns três ou quatro anos, ele sempre falou de fazermos pequenas viagens de moto, para a praia ou cidades próximas. Mas isso nunca aconteceu, por diversos motivos. E hoje, ao ser pega de surpresa com essa proposta, me vi pensando em n coisas: que não estávamos vestidos com roupa/sapato de proteção, nem levávamos capa de chuva, nem tínhamos nos programado, nem isso nem aquilo.

Sempre achei o máximo ouvir histórias de “aventuras” de amigos e eu estava me negando a viajar pra praia só porque não tinha sido planejado dias antes. Achei muita velhacaria de minha parte. E aceitei o convite. Ainda bem!

O caminho é lindo: a estrada aparecendo e sumindo por dentro da Serra do Mar é uma visão muito bonita; ainda mais de moto. Andar descalça na areia, molhar os pés no mar, sentar num quiosque… tudo foi tão relaxante e tão maravilhoso. E rápido: da porta de casa até a areia da praia levamos uns 45 minutos. Fiquei me perguntando como não havíamos feito isso antes.

E tudo tão simples, sem as complicações que nós, gente grande, inventamos pra nos policiar.

Bom demais!

PS: Estou querendo arrecadar fundos para comprar um pequeno apê de frente pro mar em Santos. Quem se habilita a fazer a primeira doação? ;)

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