Navio em alto-mar, eu e o Rô estávamos de banho tomado e arrumados pro jantar!
O jantar era em um restaurante que não fica devendo em nada a bons restaurantes em terra firme: um bom cardápio e um atendimento legal, com uma decoração muito bonita.
Sentamos em uma mesa e dois garçons vieram conversar conosco: uma era ajudante e brasileira, o que foi ótimo; outro era o garçon, propriamente dito, que era turco e falava ingês com um sotaque carregado e arranhava uma meia dúzia de palavras em português.
Escolhemos nossa entrada e nosso prato principal sem maiores problemas. A comida estava bem saborosa, deu tudo certo.
Quando fomos escolher as sobremesas, nenhuma me chamou a atenção, mas vi que tinha sorbet. Então perguntei pro garçon (turco, não se esqueçam desse detalhe), de qual sabor era o sorbet. Ele respondeu, dizendo o sabor do sorbet com sotaque carregado e eu fiquei sem entender nada. Pra não fazer feio, pedi pra ele trazer. E o Rodrigo assistindo a tudo bem quieto.
Chegaram as sobremesas: a do Rodrigo era uma com morangos, muito saborosa por sinal, e o meu sorbet era branquinho, branquinho. Experimentei: “Nossa! Que gosto de limão!”, exclamei surpresa. O Rô olhou pra minha cara, como se eu fosse louca: “Mas Má, o garçon disse que era de limão!” “Ah, é?”, disse. “O que você entendeu?” “Eu entendi que era sorbet de lhama, e que lhama devia ser algum nome de fruta que eu não conhecia em inglês, mas que ia experimentar.”, eu respondi.
O Rô caiu na risada! Aiai, foi ótimo! Mas juro que o garçon falou muinto enrolado e aquilo não parecia lemon de jeito nenhum!!
Esse vídeo, filmado pelo Ro, mostra a hora em que o navio está zarpando!
O legal é que dá a impressão que estamos parados, enquanto os prédios aos redor estão se movendo!
A terra se move em relação ao navio
Com ele tem sempre tanto barulho: alguma música, filme, vídeo na internet… tudo em volume alto, e eu sempre pedindo pra diminuir o som.
Com ele tem sempre mais trabalho: fazer a janta, lavar a louça, mais roupa pra lavar e pendurar no varal, suco pra fazer… eu indo sempre na cozinha pegar mais suco pra ele…
Com ele tem sempre a minha preocupação de trabalhar menos pra ficar mais com ele, de estar sempre cheirosa…
Com ele sempre perco a preferência da Lilo na hora de se encostar em alguém pra dormir.
Mas…
Sem ele é tudo tão silencioso!
É um prato só na mesa, é comer qualquer coisa à noite porque não dá ânimo fazer janta só pra um, é olhar a garrafa de suco vazia… é sentir-se mais cansada porque, além de trabalhar, tem que levar a Lilo pra passear de manhã e de tarde.
É ter vontade de abrir uma cervejinha e fumar um narguile mas não fazer nada disso porque seu grande companheiro não está e não tem graça fazer sozinha.
É esquecer de passar perfume…
Essa foi a primeira vez que ele saiu de viagem a trabalho. Saiu dia 29 à tarde, já deixando saudades em mim e na canina.
(E pensar que ele já passou por isso quatro vezes!)
Quando chego do passeio com ela, ela vem correndo para o computador, ver se o pai já chegou em casa. Estamos sentindo sua falta!
Agora, ainda faltam sete dias pra ele voltar… nossa contagem é sempre regressiva.
A única coisa boa é ter a Lilo dormindo colada em mim! 
Caros amigos, a vida está corrida, não está?
Marido e eu estamos muito bem, a Lilo também está ótima! Só estamos numa correria danada de trabalho!
Fazer o quê, né? Tem que trabalhar pra pagar as contas! E também pra sair, baladar, ir em restaurantes…
Falando em restaurantes, nós adoramos muito duas cantinas italianas aqui em Sampa: a Cantina Capuano e a Famiglia Mancini.
A Capuano tem a melhor lasanha que já comemos na vida e a Mancini tem vário pratos maravilhosos. E temos lembranças gostosas em cada uma delas, por isso o carinho especial.
A primeira que conhecemos foi a Macini. Nos assustamos ao ver o teto todo cheio de garrafas e lenços pendurados, toalha de mesa xadrez, paredes repletas de quadros, garçons colocando “babador”em você…
A primeira impressão foi de muita poluição visual! Depois fomos percebendo que tudo casava com a proposta da casa, de acolher seus clientes, de ser de decoração típica (alegre e simples)…
Na Capuano foi a mesma coisa, mas sem o susto dessa vez!
Engraçado o pré-conceito que tínhamos: imaginávamos um lugar tranquilo, de decoração tradicional, silencioso, formal… e adoramos encontrar o oposto.
Quantos e quantos pré-conceitos vamos formando ao longo da vida… e, ainda bem, se desfazendo deles depois!
Lilo, para quem não sabe, é nossa filha canina adotiva. A adotamos há pouco mais de um ano e meio. Ela é um doce: dengosa, esperta, carinhosa…e já veio “ensinada”: ela não faz xixi / cocô em casa, só nos seus passeios pela rua, duas vezes por dia. Por conta disso, acordamos mais cedo durante a semana para passearmos com ela antes de sair para o trabalho.
E no final de semana? Bem, no final de semana geralmente ela me deixa curtir a cama por mais algumas horas (quando não tenho que trabalhar também); e me acorda por volta das dez da manhã_ detalhe, se estamos eu e o Rodrigo dormindo, ela sempre me chama.
Já o Rodrigo não tem tanta sorte: é eu sair pra trabalhar no sábado que em no máximo 30 minutos ela já está pedindo pra ir passear; ou seja, umas oito da manhã!
Eu, toda contente, digo que ela gosta de ficar dormindo com a mamãe; o Rodrigo, todo esnobe, diz que ela gosta mais de passear com ele do que comigo. Mimimi…
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Ainda no assunto Lilo…
Hoje foi hilário!!!
Eu e o Rodrigo estávamos saindo pra trabalhar. Já estávamos no hall de entrada quando percebi que estava de tênis!! Pedi pro Rodrigo me esperar e subi até o apartamento. Quando abri a porta, a Lilo ficou me olhando, do sofá, com uma cara de quem fez arte!! Cheguei perto e vi, no sofá, um queijo cabacinha todo mordido! Ela teve a capacidade de esperar a gente sair de casa pra ir até a cozinha, ficar na “ponta das patas”, pegar o queijo de cima da mesa e levar para o sofá pra deliciar-se com ele. É mole?
Pior foi a cara que ela fez quando me viu abrindo a porta!! Tipo “O que você tá fazendo aqui?” e “Ops!”.