Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Arquivos: Casal

Hashis

Por Ma | 26/09/2010, 20h08

Marido voltou da viagem a trabalho, na qual ficou 2 semanas… Ficou uma semana comigo e voltou a viajar, pra mais duas semanas de trabalho.

Nessa uma semana em que ele ficou aqui, fomos comer num restaurante japonês aqui perto de casa.

Não achamos o restaurante lá essas coisas, mas a frase que estava escrita em seu “jogo americano” (aquele papel retangular que se coloca sobre a mesa para apoiar pratos e talheres) era tão linda que tirei uma foto.

A qualidade ficou ruim… mas o que importa?

Falei pro marido que somos assim… um par de Hashis! :)

(Que saudades!)

“Os hashis não são apenas dois “pauzinhos”, eles se completam simbolizando a União, Parceria, ou seja, Um não funciona sem o Outro!”

Faltam 7 dias…

Por Ma | 04/09/2010, 22h54

Com ele tem sempre tanto barulho: alguma música, filme, vídeo na internet… tudo em volume alto, e eu sempre pedindo pra diminuir o som.

Com ele tem sempre mais trabalho: fazer a janta, lavar a louça, mais roupa pra lavar e pendurar no varal, suco pra fazer… eu indo sempre na cozinha pegar mais suco pra ele…

Com ele tem sempre a minha preocupação de trabalhar menos pra ficar mais com ele, de estar sempre cheirosa…

Com ele sempre perco a preferência da Lilo na hora de se encostar em alguém pra dormir.

Mas…

Sem ele é tudo tão silencioso!

É um prato só na mesa, é comer qualquer coisa à noite porque não dá ânimo fazer janta só pra um, é olhar a garrafa de suco vazia… é sentir-se mais cansada porque, além de trabalhar, tem que levar a Lilo pra passear de manhã e de tarde.

É ter vontade de abrir uma cervejinha e fumar um narguile mas não fazer nada disso porque seu grande companheiro não está e não tem graça fazer sozinha.

É esquecer de passar perfume…

Essa foi a primeira vez que ele saiu de viagem a trabalho. Saiu dia 29 à tarde, já deixando saudades em mim e na canina.

(E pensar que ele já passou por isso quatro vezes!)

Quando chego do passeio com ela, ela vem correndo para o computador, ver se o pai já chegou em casa. Estamos sentindo sua falta!

Agora, ainda faltam sete dias pra ele voltar… nossa contagem é sempre regressiva.

A única coisa boa é ter a Lilo dormindo colada em mim! :)


Mazelas da mulher moderna

Por Ma | 18/06/2010, 12h29

“Mulher moderna”.

Nome simpático pra representar a mulher de hoje: sobrecarregada de serviço, estudando pra ficar sempre atualizada, cuidando da casa, do marido, dos filhos (e do cachorro)… e ainda saindo com os amigos, indo ao cinema, lendo um livro…

Ufa! Essa mulher de hoje ter que ter muita disposição! E contar muito com a compreensão da sua família!

Sempre quis trabalhar e ter meu próprio dinheiro. E ainda acho isso ótimo. Mas sinto falta de ficar mais em casa, de cozinhar mais comidas gostosas, de ficar mais com meu marido e minha cachorra… Cuidar de casa (leia-se faxinar) não! Odeio limpar casa!

Nessa luta pra pagar as contas, fazer umas comprinhas e melhorar de vida, tenho 2 empregos e faço mestrado. Ando me questionando muito sobre tudo isso. Vale a pena ou não?

A questào é que preciso disso _não vamos colocar em pauta se as coisas que julgo precisar são realmente necessárias (nesse último final de semana prolongado vi que não é preciso muita coisa pra ser feliz!).

E essa loucura será por pouco tempo. Logo termino mestrado. Mais pra frente virão os irmãos da Lilo (ah, sim, serão dois: um menino e uma menina!). E ficarei com um só emprego.

Ou então o marido terá um super-aumento e ficarei em casa, de pernas pro ar. Ou então ganharemos na mega-sena e nos aposentaremos precocemente! Sonhar não custa nada…

Paulistana de nascimento e de coração…

Por Ma | 21/10/2009, 20h38

… e mineira, mineiríssima, de alma.

Não sei se todo mineiro tem esse carinho por Minas, ou se só mesmo quem, assim como eu, foi criada no Estado, tem família no Estado, mesmo pertencendo a outro lugar, de nascença.

Pra dizer a verdade, não sei se existem muitas pessoas apaixonadas pelo lugar onde nasceram ou cresceram. Eu amo São Paulo, e não pretendo sair daqui. Mas tenho um carinho imenso por Minas.

Minas transpira poesia: no falar de seu povo, na particularidade da língua, nos quitutes, nos costumes.

Mineiro adora receber visita. E a visita não pode sair de barriga vazia: tem sempre um café preto e umas quitandas à espreita. Lembrando que quitanda, em Minas, tem sinônimo de quitute: broa de fubá, bolo, pão de queijo…

Mineiro adora jogar conversa fora ao redor da mesa da cozinha, que chega a ser mais acolhedora que a sala de visitas.

E a comida típica mineira? Não existe melhor no mundo! Frango ao molho pardo, canjiquinha, costelinha com couve, angu, feijão tropeiro, rabada…

E foi exatamente daí que me brotou esse cheiro saudoso de Minas: consegui comprar, finalmente, o primeiro volume da Coleção Cozinha Regional Brasileira da Abril. Foi o volume mais relançado da coleção até agora e, mesmo assim, nunca encontrava-o na banca. Não estou fazendo a coleção inteira, só a de alguns Estados mais queridos (MG, SP e os do Sul).

Dentre todos os livrinhos que já tenho, o de Minas é o mais poético: o capítulo de quitandas está lá, minhas comidas preferidas também, uma parte da história está lá. E tem início com uma gostosa introdução de Frei Betto (clique aqui).

Ê trem bão!

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