Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

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Seguindo…

Por Rodrigo | 18/02/2011, 14h51

Segue a vida, segue o trem
passa a hora
namora na janela da esperança
que a vida urge no alpendre d’alma

Segue a vida, segue o trem
dobra a montanha
passagem e viagem numa só estação

Segue a vida…
Segue o trem…

Nossa vida está seguindo realmente, passando por montanhas, atravessando desfiladeiros e ainda está passando por provações…

O manual de instruções se perdeu em algum lugar, nada é fácil e muito menos grátis. Deve estar em algum lugar no espaço… Perdido ou mesmo gravado em uma parede em letras de fogo como a mensagem final de Deus para nós… (Desculpe por todo o incomodo!)

A única coisa que temos certeza é que “ESTAMOS JUNTOS (E NOS AMAMOS)*”. Somos o hashi. Os dois, unidos.

*colaboração da Má  ;)

Qual é sua banda?

Por Rodrigo | 05/10/2009, 23h21

Antigamente, podia se dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa pela banda que ela gostava e pela devoção que ela dedicava a esta banda…

Eu digo antigamente porquê hoje, se você fosse considerar as bandas de “Rock” só exestiriam emos…

Há mais de um mês fui ver duas das bandas da antiga, que ainda fazem rock’n'roll “clássico”.
Eu e a esposa fomos ver um show duplo de BLITZ e Ultraje a Rigor.

Eu fui mesmo para ver Ultraje, uma das bandas que tem as letras mais legais e engraçadas de todos os tempos.

Na verdade a banda que eu mais gostava era Legião Urbana. Mais pelas letras e música do que qualquer outra coisa. Já a dona esposa foi fã de carteirinha mesmo de Legião, de ter livro sobre e todos os discos.

A primeira vez que eu botei os olhos na dona Marília (isso há décadas), já saímos conversando sobre Legião e cantando uma das músicas.

Música era atitude também. E a Legião simbolizava fortemente isso. A idéia de tentar modificar a realidade a nossa volta, de tentar fazer alguma coisa, fazer a sua parte.

Outra banda que sempre gostei é o Iron Maiden. Por ser um som mais pesado e com o vocalista gritando alto, as pessoas achavam que as letras não tinham conteúdo; o que não é verdade. Como exemplo, há letras de músicas que citam Alexandre, o Grande, as guerras inglesas…

Não dá pra citar todas as bandas que gosto, pois são muitas: Pink Floyd, The Doors… E você? Com qual banda se identifica?

——————-

Putz, o show foi impagável. Blitz foi muito bom, mas Ultraje foi inesquecível!

Eu nunca havia ido a um show de rock nacional, apesar de adorar.  Tinha visto outros artistas que considero mais pop do que rock. Saí de lá com a adrenalina a mil! Querendo escutar e pular mais três horas de Ultraje! Bom demais!!

Adoro escutar Legião… sempre fui fã; de ter todos os CDs originais, lata, livro, camiseta… e fazer parte de um fã-clube. E sim, minha primeira conversa com o marido foi ao som de Legião, no salão de festas da escola, uma banda adolescente tocando.

Aliás, várias histórias do nosso início têm as músicas da banda como pano de fundo: já cheguei a dar um CD que eu tinha pra ele porque não iria chegar um novo na loja até a data do aniversário, já digitei todas as letras de música e fiz um encadernamento bem legal pra ele (entenda, eu tinha 13 ou 14 anos e não existia internet em casa), já saímos cantarolando Faroeste pela rua principal de Poços (a letra toda errada, assim como a que ele digitou e me entregou, com meu nome escrito errado…).

Qual é a minha banda hoje? Eu não sei. Minhas bandas / cantores preferidos continuam sendo os que já gostava há tempos. Algumas poucas músicas de novas bandas entraram em meu playlist tão fechado. Saudosismo? Tendência de achar que a música do meu tempo de adolescente era melhor que a de agora? Pode ser que sim, pode ser que não.

Cadastro de loja

Por Rodrigo | 21/09/2009, 14h10

Uma das coisas que mais me divertiu nos últimos tempos e que quero dividir com vocês aconteceu no Carrefour e depois no Extra.

Entramos eu e dona patroa para fazer as compras e fomos abordados pela menina do cadastro…
Todos já passaram por isso, e normalmente a resposta é a de sempre: não, obrigado, não estou interessado, hoje não…

Mas, outro dia dona esposa quis fazer este cadastro…

Ai começa a sessão de perguntas, primeiro comigo: nome, endereço, telefone, cargo/função, etc…
Chega a vez da esposa e está indo tudo bem… Até chegar no cargo/função…

Atendente: Trabalha?
Esposa: Substituo uma fono as vezes…
Atendente: Mas não é fixo, né?
Esposa: Não, não é…
Atendente: Bem, ai não vou estar podendo colocar essa informação então…
Estuda?
Esposa: Estou no probatório para mestrado…
Atendente: Mas ainda não esta matriculada, né?
Esposa: Não, to no probatório…
Atendente:Bem Sra, ai não vou estar podendo colocar essa informação também…
Acho que vou ter que estar colocando como “DO LAR”.

Neste momento eu quase gorfei!
Acho que preciso continuar né?
Pra dizer sobre a revolta da esposa ou qualquer coisa afim?
Virou piada isso entre nós e entre os amigos(as)…

Ps: Ela não sabia que iria escrever sobre isso!
Ps2: Se eu não for encontrado depois deste texto já sabem quem culpar! ;)

Vida de Gente Grande

Por Rodrigo | 30/06/2009, 22h17

“Quando eu era uma criança, eu pensava como uma criança, andava como uma criança e agia como criança. Mas agora que já sou adulto devo deixar de lado as coisas de criança. ” (I Coríntios 13, 11)

O que ninguém me contou quando era criança era que dava tanto trabalho e tomava tanto tempo assim essa vida adulta. Eu via as pessoas grandes com seus trabalhos importantes e achava mágico, ser por exemplo um professor, ensinar aos outros, ser um médico que cura as pessoas…

Mas não parava para pensar em quão trabalhoso isso é. Na época nem via meus pais sofrendo isso, também por que minha mente sempre estava ocupada em outras coisas.

Hoje, quando a corrida dos ratos me pegou e não vejo uma saída próxima, olho tanto para frente quanto para trás e digo:
_Não quero mais essa vida de Gente Grande.

A Gente Grande não tem tempo! Seja para brincar, seja para se divertir, divertir quem se gosta, seja até para um cafuné… Sempre correndo, assumindo responsabilidades e nessa “brincadeira” acabando por perder contato com os amigos da antiga, aqueles que cresceram junto com a gente, que nos viram ficar apaixonados pela primeira vez, que nos ajudaram na escola, que jogávamos juntos futebol na quadra do bairro…

Infelizmente, com a grande maioria dos meus amigos eu só converso por e-mail ou msn; os que ainda não aderiram à vida digital eu tenho falado menos ainda…

Nessa vida de gente grande até a familia mesmo acaba sendo deixada um pouco de lado, e na maioria dos casos falamos que é natural, que é um processo da vida “se desligar” de seus pais. Talvez, mas só se for um processo da morte… Uma preparação inconsciente para esse desligamento.

Sinto nos ombros hoje a responsabilidade de viver em dois mundos. afinal nunca me permiti abandonar minha criança interior por completo, mas tenho responsabilidades da Gente Grande que podam e encoleram minha criança…

Eu não tenho a resposta final deste post, não tenho a medida de balanço perfeito entre essas duas vidas…
Só me sinto dividido entre elas…
Normalmente a balança esta pendendo para um lado, o lado Gente Grande pesa mais…
Acho até que é isso o que me incomoda realmente. Não poder ser o contrário…

Mas aí vem a pergunta do Morpheus nesse momento:
Se eu pudesse, eu realmente iria querer?!

Sozinho

Por Rodrigo | 23/04/2009, 20h09

Quando se vive junto com alguém ou mesmo se é casado, existem poucos momentos realmente solitários, onde estamos completamente sozinhos, acho que se resume praticamente aos momentos passados no banheiro, risos… Só lá se fica mais sozinho, não é?

Como é fácil se acostumar a ter com quem comentar um post interessante ou mesmo uma nova propaganda na televisão. Mas quando este companheiro se ausenta por um período é que se sente realmente o vazio que fica não só na casa, mas principalmente no coração e/ou na mente.

Esta semana estamos somente minha cachorra e eu em casa, a Má teve que fazer uma viagem à trabalho e apesar de não ser a primeira vez, ainda não me acostumei com isso, nem acho que vou, na verdade nem quero chegar a me acostumar.

Nessa hora ter a Lilo em casa faz a diferença, ela é uma companhia e uma fonte de alegria abundante e farta! Mas mesmo com ela em casa não consigo suportar o silêncio, então  algum aparelho sempre está ligado, seja a televisão, rádio, blip, qualquer coisa que faça barulho e possa me distrair. Sem contar é claro que eu levo a Lilo para cama comigo toda noite.
Eu faço estas coisas para disfarçar ou tentar preencher o vazio e você? O que faz para preencher o vazio de quando se está sozinho?

Ps: Na semana passada já havia prometido um texto de nós dois, mas os preparativos para a viagem e meu novo serviço acabaram tomando nosso tempo, então desculpem nossa falha, e não pretendemos deixar isso acontecer novamente.

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