Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Arquivos: 09/07/2009

Vida simples

Por Ma | 09/07/2009, 21h10

Ser gente grande não é mesmo fácil: ter que trabalhar bastante, pra ganhar um pouquinho, pra usar o dindin pagando contas e, quando sobra, passeando.

E é um círculo tão fechado que às vezes me sinto presa dentro dele. Por vezes não me permito sair ou relaxar se as “obrigações” de casa, trabalho e escola não estiverem em dia_ o pior é que elas nunca estão e esta situação fica me incomodando.

Hoje percebi o quão gente grande chata eu posso virar se não me permitir viver, quebrar esse círculo vicioso.

Trabalhamos hoje, feriado, até meio-dia; eu no hospital e o Rodrigo em casa, pela internet. Combinamos de ele ir me buscar para almoçarmos fora. Ainda não estávamos com fome e sugeri de darmos uma voltinha de moto pela cidade. Ele me disse que tinha outros planos. Subimos na moto e passamos em casa, pois ele queria que eu deixasse minha bolsa (pois atrapalha um pouco, na moto).

E me disse que estava querendo ir pra praia, pra Santos, almoçar lá. Devo ter olhado para ele com uma cara de ET, pois ele quase desistiu da aventura.

Desde que temos moto, há uns três ou quatro anos, ele sempre falou de fazermos pequenas viagens de moto, para a praia ou cidades próximas. Mas isso nunca aconteceu, por diversos motivos. E hoje, ao ser pega de surpresa com essa proposta, me vi pensando em n coisas: que não estávamos vestidos com roupa/sapato de proteção, nem levávamos capa de chuva, nem tínhamos nos programado, nem isso nem aquilo.

Sempre achei o máximo ouvir histórias de “aventuras” de amigos e eu estava me negando a viajar pra praia só porque não tinha sido planejado dias antes. Achei muita velhacaria de minha parte. E aceitei o convite. Ainda bem!

O caminho é lindo: a estrada aparecendo e sumindo por dentro da Serra do Mar é uma visão muito bonita; ainda mais de moto. Andar descalça na areia, molhar os pés no mar, sentar num quiosque… tudo foi tão relaxante e tão maravilhoso. E rápido: da porta de casa até a areia da praia levamos uns 45 minutos. Fiquei me perguntando como não havíamos feito isso antes.

E tudo tão simples, sem as complicações que nós, gente grande, inventamos pra nos policiar.

Bom demais!

PS: Estou querendo arrecadar fundos para comprar um pequeno apê de frente pro mar em Santos. Quem se habilita a fazer a primeira doação? ;)

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