Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Arquivos: maio/2009

Darwin e Deus

Por Ma | 29/05/2009, 01h24

Quando se fala em vida a dois (e especialmente entre um casal) as discussões e divergências são as mais variadas possíveis. Um assunto que andou na moda nos últimos tempos (pelo aniversário da teoria) é justamente o título deste post…
Então resolvemos compartilhar nossas visões com vocês (e também ficamos curiosos em saber o que vocês pensam sobre).

PS: As tirinhas são de Carlos Ruas, do blog Um Sábado Qualquer.

Má:

Eu sou fã de Darwin e sua teoria da origem das espécies. Muito lógico os elementos químicos se combinando, numa atmosfera extremamente radioativa, e dando forma, ao longo de milhares de anos, às primeiras células vivas. Células que foram se recombinando, se reorganizando, e com mais alguns milhares de anos, deram formas aos primeiros animais e vegetais. Fantástico! E altamente possível, na minha opinião!

E como fica Deus nessa história? Bem, eu acredito que exista algo superior no universo, o que chamo de Deus. Pra mim, Deus arquitetou a existência do universo (o que não é pouca coisa). As transformações todas foram acontecendo por forças naturais (físicas e químicas) e estamos onde estamos.

Darwin, Deus e os dinossauros (clique para aumentar)

Darwin, Deus e o dinossauro (clickaumentável)

Não acredito que Deus tenha privilegiado os homens na criação, acho isso desculpa furada que os homens inventaram para poderem dominar (e maltratar, e se divertir às custas de) as outras criaturas. Cada criatura tem seu propósito e sua peculiaridade; ao homem coube o raciocínio lógico, que ele usa para o bem ou para o mal.

Acho que uma escola ideal deveria ensinar o raciocínio lógico, ou seja, a idéia de Darwin, e moral/ética, afinal, o que são os 10 mandamentos senão condutas éticas? E deixar a orientação religiosa com a família, e a escolha/conduta de vida com o indivíduo, quando este for adulto.

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Rodrigo:

Simplesmente eu não consigo aceitar isso, da evolução, sem pensar em Deus.
Como é possível? Uma ameba linda e graciosa está nadando pelos oceanos e de repente, ZAZ, aparece uma radiação misteriosa e PUFT! mutação_ nasce um peixinho!

Aí, passa um tempo, clima mudando, mais radiação sem explicação alguma e TCHANAM, temos os dinossauros.

Deus, Darwin e a criação

Deus, Darwin e a criação (clique para aumentar)

E assim vai até os dias de hoje, correto?

Então, o que me impede de virar uma baleia ou uma ave? O que controla essas mudanças todas, para acontecerem em tempos determinados e regulados?!

Ainda na escola, quando o professor veio explicar essa teoria eu fiz quase que exatamente essa mesma pergunta e ele olhou para mim com a cara mais lavada possível do mundo, enquanto a sala caia na risada pensando que eu tava tentando fazer piada com o professor, e disse:

_Nada! Todos nós podemos estar sofrendo mutações e passando essas mutações a diante pelo DNA.

E eu respondi: _ Espera aí, cara pálida! Só se for em você!

E assim ficou o dito pelo não dito em sala de aula, mas ninguém conseguiu me convencer e acho que nem vou querer ser convencido que isso é tão simples assim e, principalmente, que não há controle nenhum sobre isso tudo.

Gafe

Por Ma | 17/05/2009, 21h34

Hoje fomos almoçar fora, em uma galeteria, pra nos despedirmos da farra da comilança dos últimos tempos e nos prepararmos pra o início do regime, amanhã, claro, o dia oficial dos inícios dos regimes.

Estávamos brincando com as palavras_ dizendo pummmdim ao invés de pudim (e quase o Rodrigo pede ao garçom um pummdim)_ quando me lembrei da gafe cometida o ano passado, quando fomos conhecer o Le Petit Trou, restaurante francês de Edgard Scandurra.

Era época do Restaurante Week, evento em que vários restaurantes paulistanos têm opções baratas no cardápio. Fomos lá a convite de uma amiga, que trabalhava lá: fomos eu, Rodrigo, Fefa e Trotta.

Pedimos o cardápio week ao garçom, escolhemos nossos pratos e o Rodrigo foi fazer os pedidos:

_ Nós vamos querer dois filé miau, pipipipopopo… O resto do pedido não interessa. Interessa que, ao ouvirmos o “miau”, a Fefa arregalou os olhos, eu falei “Rodrigo!!” e olhei pra Fefa e a risada foi geral.

Sei lá o que passou pela cabeça do garçom. Só sei que a história ainda rende altas risadas por aqui.

Homem da relação

Por Ma | 01/05/2009, 23h14

As coisas são um pouco trocadas aqui em casa. Não todas, mas algumas.

Sou eu quem esquece datas importantes, sou eu quem não percebe um penteado novo, quem deixa a toalha molhada sobre a cama, quem não liga para a família que mora em outra cidade todos os dias… assim como sou eu quem rejunta o piso do banheiro, ok.

Uma das minhas teorias quanto a isso é o fato de eu ter sido criada pelo meu pai e ele, pela mãe. Assim eu me tornei um pouco masculina e ele um pouco feminino (ui!).

No início de minha vida em Sampa foi difícil me acostumar ao quesito telefone: ele gosta que eu ligue uma vez por dia pra saber como ele está e dizer como eu estou, mesmo a gente morando sob o mesmo teto. E eu, no início, não entendia isso, essa preocupação saudável. Não ligava nunca! Hoje, mudei bastante, mas ainda não ligo quando ele se atrasa pra chegar em casa do serviço, o que sempre me rende uma ligação queixosa “não vai me ligar, não?”

Várias vezes esqueci (e ainda esqueço) a toalha sobre a cama. Do meu lado e do lado dele!!

Costumo não reparar se o cabelo está arrumado ou não, se a camiseta está amassada…

Já liguei pra ele dando os parabéns do nosso aniversário de namoro atrasada.

Dia desses ele me fez uma declaração linda e original_ que eu só vi porque ele me mostrou! A luz do nosso quarto é negra. E existem canetas especiais cuja tinta só é visível quando a luz negra incide. Ele já estava deitado, com a luz acesa. Eu entrei e saí do quarto diversas vezes. Havia reparado em um borrão na parede mas, como sou míope e estava sem óculos, achei que fosse sujeira e pronto. “Vou ter que te mostrar, né? Você não vai ver, né? Olha lá na parede.” Fui ver: uma linda declaração de amor que fez meus olhos marejarem.

Ainda bem que ele me conhece!

 

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