Desde quinta-feira, marido está desempregado. Então eu saio pra trabalhar e ele fica em casa.
Compramos um reparador de rejunte (pois a vizinha de baixo está reclamando que está caindo água do meu banho no teto do banheiro dela, então precisávamos reforçar o rejunte do piso do box) e alguns interruptores (pois alguns já estão pifando).
Deixei a sacolinha com essas compras na sala e recomendei ao marido que passasse o rejunte, trocasse os interruptores e pendurasse a roupa que tinha lavado e estava na máquina. E fui trabalhar.
Liguei para ele na hora do almoço: _E aí, pendurou as roupas? (com medo de que elas ficassem fedidas se não fossem penduradas logo). _Ah, pendurei. Bom sinal, eu pensei, e desliguei o telefone.
Quando cheguei em casa, dei uma olhada em tudo e reparei que os interruptores não tinham sido trocados. _Ué, não trocou os interruptores? _Não, esqueci. _Passou o rejunte? _Ah, não. Muito difícil! Tem que ficar agachado. Deixei pra você passar. _Mas que folga! _Ah, mas eu pendurei a roupa. E passei a que precisava passar, sem você pedir. _Ah, que bom, obrigada! Passou tudo? _Não, menos da metade! Já estava suando! _Ê lere! Almoçou? _Ah, sim. _Lavou a louça, pelo menos, né? _Hmmmm… não.
O.o
Com um homem da casa desses, acho que vou fazer uns cursos básicos de eletricista, encanadora…
Eu passei o rejunte no Box. Os interruptores novos? Ainda estão na sacola!
Com a palavra, o Marido:
Nunca desvalorizei, na minha vida, o trabalho de uma dona-de-casa, pelo contrário.
Mas estar em casa obrigado, sem opção, é uma coisa, e ser dono-de-casa é outra completamente diferente. A escolha aí faz toda a diferença, sem contar, é claro, o sentimento bom que engloba estar desempregado, né?!
Quando eu era mais novo, gostava de ajudar minha avó nas tarefas da casa, tinha dó dela sozinha cuidando de tudo e sempre usava disso como desculpa para estar junto dela e dos que gosto.
Então, naquela época, sabia passar roupa, cozinhar, cuidar da casa.
Mas isso faz mais de 15 anos, não me lembrava, por exemplo, em qual potência precisava colocar o ferro de passar, então tive muito mais trabalho para passar as roupas com o ferro ligado no numero dois (e, como conseqüência, as roupas não ficaram tão bem passadas).
Ficar agachado num cubículo que mal me comporta em pé é crueldade. Mas os interruptores têm sido puro esquecimento mesmo. Mexer com coisas eletroeletrônicas é uma grande diversão para mim.
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Comments
This entry was posted on terça-feira, março 24th, 2009 at 20:32 and is filed under Casal, Coisas de casal, Homem da casa. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Mas é bem a cara desse marido essas respostas, viu? “Não passei o rejunte, não troquei os interruptores, mas..pendurei as roupas e fiz menos da metade de um trabalho extra.” Haha!
Bora fazer o curso de etiquetas + eletricista + encanador, etc, Má.
Olás!
Adorei a proposta do blog! E sim, cafés mineiros são únicos. Só quem já participou para entender o real significado. Café coado, pão de queijo, bolo de fubá, …, tudo numa grande mesa, com várias pessoas, com muitas histórias.
Sobre o ser dono-de-casa: sempre que eu vou entrar de férias me proponho a fazer um mundo de coisas em casa: arrumar armários, classificar as contas,… tudo com uma estimativa de tempo perfeita. No fim, não faço nem a metade. Fico dormindo a metade do tempo e a preguiça impera.
Grande abraço para os dois!
Eu adorei essa conversa que expressa os dois pontos de vista. Saudável na vida, adorável em um blog.
Prazer em conhecê-los. Sou fã de quitandas mineiras e de cafezinho de qualquer procedência, se bem que algumas áreas mineiras da Mantiqueira produzam cafés especiais, para gourmets, maravilhosos.
Aqui em casa é “lo stesso”, como diria minha bisavó. Mesma coisa. Sou eu que tento arrumar o chuveiro que está mal da mangueirinha, o que nunca dá muito certo. Para o rejunte contamos com a ajuda de um expert em fazer trabalho pela metade e cobrar em dobro. A vida é muito engraçada.
Meu maridón arruma tudo, tá sempre consertando as coisas. Eu não me preocupo muito e só faço o que acho realmenete importante.
Quando sobra algum din-din, pago alguém para passar minhas pilhas de roupa acumuladas.