Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Arquivos: março/2009

Afazeres

Por Ma | 24/03/2009, 20h32

Desde quinta-feira, marido está desempregado. Então eu saio pra trabalhar e ele fica em casa.

Compramos um reparador de rejunte (pois a vizinha de baixo está reclamando que está caindo água do meu banho no teto do banheiro dela, então precisávamos reforçar o rejunte do piso do box) e alguns interruptores (pois alguns já estão pifando).

Deixei a sacolinha com essas compras na sala e recomendei ao marido que passasse o rejunte, trocasse os interruptores e pendurasse a roupa que tinha lavado e estava na máquina. E fui trabalhar.

Liguei para ele na hora do almoço: _E aí, pendurou as roupas? (com medo de que elas ficassem fedidas se não fossem penduradas logo). _Ah, pendurei. Bom sinal, eu pensei, e desliguei o telefone.

Quando cheguei em casa, dei uma olhada em tudo e reparei que os interruptores não tinham sido trocados. _Ué, não trocou os interruptores? _Não, esqueci. _Passou o rejunte? _Ah, não. Muito difícil! Tem que ficar agachado. Deixei pra você passar. _Mas que folga! _Ah, mas eu pendurei a roupa. E passei a que precisava passar, sem você pedir. _Ah, que bom, obrigada! Passou tudo? _Não, menos da metade! Já estava suando! _Ê lere! Almoçou? _Ah, sim. _Lavou a louça, pelo menos, né? _Hmmmm… não.

O.o

Com um homem da casa desses, acho que vou fazer uns cursos básicos de eletricista, encanadora…

Eu passei o rejunte no Box. Os interruptores novos? Ainda estão na sacola!

Com a palavra, o Marido:

Nunca desvalorizei, na minha vida, o trabalho de uma dona-de-casa, pelo contrário.

Mas estar em casa obrigado, sem opção, é uma coisa, e ser dono-de-casa é outra completamente diferente. A escolha aí faz toda a diferença, sem contar, é claro, o sentimento bom que engloba estar desempregado, né?!

Quando eu era mais novo, gostava de ajudar minha avó nas tarefas da casa, tinha dó dela sozinha cuidando de tudo e sempre usava disso como desculpa para estar junto dela e dos que gosto.

Então, naquela época, sabia passar roupa, cozinhar, cuidar da casa.

Mas isso faz mais de 15 anos, não me lembrava, por exemplo, em qual potência precisava colocar o ferro de passar, então tive muito mais trabalho para passar as roupas com o ferro ligado no numero dois (e, como conseqüência, as roupas não ficaram tão bem passadas).

Ficar agachado num cubículo que mal me comporta em pé é crueldade. Mas os interruptores têm sido puro esquecimento mesmo. Mexer com coisas eletroeletrônicas é uma grande diversão para mim.

Café Mineiro – Versão Marido

Por Rodrigo | 22/03/2009, 19h24

Apesar do Mineiro clássico ter hábitos alimentares bem parecidos com “Robbit’s”, um verdadeiro “Café Mineiro” é mais do que mesa cheia de coisas para comer.

O que realmente diferencia este café de um “Café Colonial” ou outro tipo qualquer de café é o dedo de prosa, é a disponibilidade para conversar, o causo contado…

O mineiro é bom de papo, um papo que dura mais do que o comum, se estendendo muitas vezes pela noite afora ou mesmo pela tarde a dentro.

Venha, então, conversar conosco, tocar esse dedinho de prosa gostoso que pode durar e durar…
Seja realmente nosso convidado a esta mesa de assuntos diversos, com visões mais diversas ainda, sobre todos os assuntos que você pode imaginar, como um verdadeiro “Café Mineiro” deve ser!

Café Mineiro

Por Ma | 22/03/2009, 16h00

Minas é conhecida pela hospitalidade de seu povo. Experimente fazer uma visita a uma família mineira: não importa a hora do dia, você será convidado para um cafezinho.

Engana-se quem pensa tratar-se apenas de uns goles de café preto. A mesa do café é posta: pães-de-queijo, broas de fubá, bolos, queijos, biscoitos de polvilho, bolachas, pães caseiros…

Inebriados pelo perfume da quitanda (que, em Minas, não significa apenas uma banca de frutas, mas também_ e principalmente_ todas as delícias caseiras postas à mesa), familiares e amigos sentam-se ao redor da mesa para comer e ter um “dedo de prosa”.

Essa prosa estende-se por horas e não há restrições: tudo vira motivo de conversa; do namorado novo de Mariazinha até a crise econômica.

E assim será esse blog. Queremos convidar você, nosso amigo, a entrar em nossa casa e demorar-se à mesa do café, proseando e divertindo-se.

Seja bem-vindo, a casa é sua!

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