ago
16
Caros amigos, a vida está corrida, não está?
Marido e eu estamos muito bem, a Lilo também está ótima! Só estamos numa correria danada de trabalho!
Fazer o quê, né? Tem que trabalhar pra pagar as contas! E também pra sair, baladar, ir em restaurantes…
Falando em restaurantes, nós adoramos muito duas cantinas italianas aqui em Sampa: a Cantina Capuano e a Famiglia Mancini.
A Capuano tem a melhor lasanha que já comemos na vida e a Mancini tem vário pratos maravilhosos. E temos lembranças gostosas em cada uma delas, por isso o carinho especial.
A primeira que conhecemos foi a Macini. Nos assustamos ao ver o teto todo cheio de garrafas e lenços pendurados, toalha de mesa xadrez, paredes repletas de quadros, garçons colocando “babador”em você…
A primeira impressão foi de muita poluição visual! Depois fomos percebendo que tudo casava com a proposta da casa, de acolher seus clientes, de ser de decoração típica (alegre e simples)…
Na Capuano foi a mesma coisa, mas sem o susto dessa vez!
Engraçado o pré-conceito que tínhamos: imaginávamos um lugar tranquilo, de decoração tradicional, silencioso, formal… e adoramos encontrar o oposto.
Quantos e quantos pré-conceitos vamos formando ao longo da vida… e, ainda bem, se desfazendo deles depois!
jun
18
“Mulher moderna”.
Nome simpático pra representar a mulher de hoje: sobrecarregada de serviço, estudando pra ficar sempre atualizada, cuidando da casa, do marido, dos filhos (e do cachorro)… e ainda saindo com os amigos, indo ao cinema, lendo um livro…
Ufa! Essa mulher de hoje ter que ter muita disposição! E contar muito com a compreensão da sua família!
Sempre quis trabalhar e ter meu próprio dinheiro. E ainda acho isso ótimo. Mas sinto falta de ficar mais em casa, de cozinhar mais comidas gostosas, de ficar mais com meu marido e minha cachorra… Cuidar de casa (leia-se faxinar) não! Odeio limpar casa!
Nessa luta pra pagar as contas, fazer umas comprinhas e melhorar de vida, tenho 2 empregos e faço mestrado. Ando me questionando muito sobre tudo isso. Vale a pena ou não?
A questào é que preciso disso _não vamos colocar em pauta se as coisas que julgo precisar são realmente necessárias (nesse último final de semana prolongado vi que não é preciso muita coisa pra ser feliz!).
E essa loucura será por pouco tempo. Logo termino mestrado. Mais pra frente virão os irmãos da Lilo (ah, sim, serão dois: um menino e uma menina!). E ficarei com um só emprego.
Ou então o marido terá um super-aumento e ficarei em casa, de pernas pro ar. Ou então ganharemos na mega-sena e nos aposentaremos precocemente! Sonhar não custa nada…
mai
20
Leia esse post aqui ó:
http://maroma.wordpress.com/2010/05/20/chega-de-mimimi/
Devagarinho a gente vai voltando a postar!
mar
24
Este mês nosso Café Mineiro completa um ano! Como passou rápido… Não conseguimos escrever nele todas as nossas idéias iniciais, mas nunca é tarde; devagar e sempre!
Um ano passa rápido, mas não é por isso que devemos deixar o tempo nos levar para onde quer, com nossos compromissos e acomodações. Temos que tomar as rédeas dele e agir, sempre. Senão a coisa fica monótona e a gente nem se dá conta…
Ficamos um tempão sem vir aqui… casamento tem seus momentos difíceis, assim como todo relacionamento humano.
Nossa crise foi dura, difícil mesmo! Ainda não passou por completo, mas acertamos nossa estrada e estamos caminhando por ela.
Tempo de aprendizado, dedicação e paciência. E de muito amor, claro, senão não estaríamos aqui.
Estamos jogando frescobol…
Aos amigos, nosso agradecimento pela força!
out
21
… e mineira, mineiríssima, de alma.
Não sei se todo mineiro tem esse carinho por Minas, ou se só mesmo quem, assim como eu, foi criada no Estado, tem família no Estado, mesmo pertencendo a outro lugar, de nascença.
Pra dizer a verdade, não sei se existem muitas pessoas apaixonadas pelo lugar onde nasceram ou cresceram. Eu amo São Paulo, e não pretendo sair daqui. Mas tenho um carinho imenso por Minas.
Minas transpira poesia: no falar de seu povo, na particularidade da língua, nos quitutes, nos costumes.
Mineiro adora receber visita. E a visita não pode sair de barriga vazia: tem sempre um café preto e umas quitandas à espreita. Lembrando que quitanda, em Minas, tem sinônimo de quitute: broa de fubá, bolo, pão de queijo…
Mineiro adora jogar conversa fora ao redor da mesa da cozinha, que chega a ser mais acolhedora que a sala de visitas.
E a comida típica mineira? Não existe melhor no mundo! Frango ao molho pardo, canjiquinha, costelinha com couve, angu, feijão tropeiro, rabada…
E foi exatamente daí que me brotou esse cheiro saudoso de Minas: consegui comprar, finalmente, o primeiro volume da Coleção Cozinha Regional Brasileira da Abril. Foi o volume mais relançado da coleção até agora e, mesmo assim, nunca encontrava-o na banca. Não estou fazendo a coleção inteira, só a de alguns Estados mais queridos (MG, SP e os do Sul).
Dentre todos os livrinhos que já tenho, o de Minas é o mais poético: o capítulo de quitandas está lá, minhas comidas preferidas também, uma parte da história está lá. E tem início com uma gostosa introdução de Frei Betto (clique aqui).
Ê trem bão!
out
5
Antigamente, podia se dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa pela banda que ela gostava e pela devoção que ela dedicava a esta banda…
Eu digo antigamente porquê hoje, se você fosse considerar as bandas de “Rock” só exestiriam emos…
Há mais de um mês fui ver duas das bandas da antiga, que ainda fazem rock’n'roll “clássico”.
Eu e a esposa fomos ver um show duplo de BLITZ e Ultraje a Rigor.
Eu fui mesmo para ver Ultraje, uma das bandas que tem as letras mais legais e engraçadas de todos os tempos.
Na verdade a banda que eu mais gostava era Legião Urbana. Mais pelas letras e música do que qualquer outra coisa. Já a dona esposa foi fã de carteirinha mesmo de Legião, de ter livro sobre e todos os discos.
A primeira vez que eu botei os olhos na dona Marília (isso há décadas), já saímos conversando sobre Legião e cantando uma das músicas.
Música era atitude também. E a Legião simbolizava fortemente isso. A idéia de tentar modificar a realidade a nossa volta, de tentar fazer alguma coisa, fazer a sua parte.
Outra banda que sempre gostei é o Iron Maiden. Por ser um som mais pesado e com o vocalista gritando alto, as pessoas achavam que as letras não tinham conteúdo; o que não é verdade. Como exemplo, há letras de músicas que citam Alexandre, o Grande, as guerras inglesas…
Não dá pra citar todas as bandas que gosto, pois são muitas: Pink Floyd, The Doors… E você? Com qual banda se identifica?
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Putz, o show foi impagável. Blitz foi muito bom, mas Ultraje foi inesquecível!
Eu nunca havia ido a um show de rock nacional, apesar de adorar. Tinha visto outros artistas que considero mais pop do que rock. Saí de lá com a adrenalina a mil! Querendo escutar e pular mais três horas de Ultraje! Bom demais!!
Adoro escutar Legião… sempre fui fã; de ter todos os CDs originais, lata, livro, camiseta… e fazer parte de um fã-clube. E sim, minha primeira conversa com o marido foi ao som de Legião, no salão de festas da escola, uma banda adolescente tocando.
Aliás, várias histórias do nosso início têm as músicas da banda como pano de fundo: já cheguei a dar um CD que eu tinha pra ele porque não iria chegar um novo na loja até a data do aniversário, já digitei todas as letras de música e fiz um encadernamento bem legal pra ele (entenda, eu tinha 13 ou 14 anos e não existia internet em casa), já saímos cantarolando Faroeste pela rua principal de Poços (a letra toda errada, assim como a que ele digitou e me entregou, com meu nome escrito errado…).
Qual é a minha banda hoje? Eu não sei. Minhas bandas / cantores preferidos continuam sendo os que já gostava há tempos. Algumas poucas músicas de novas bandas entraram em meu playlist tão fechado. Saudosismo? Tendência de achar que a música do meu tempo de adolescente era melhor que a de agora? Pode ser que sim, pode ser que não.
set
21
Uma das coisas que mais me divertiu nos últimos tempos e que quero dividir com vocês aconteceu no Carrefour e depois no Extra.
Entramos eu e dona patroa para fazer as compras e fomos abordados pela menina do cadastro…
Todos já passaram por isso, e normalmente a resposta é a de sempre: não, obrigado, não estou interessado, hoje não…
Mas, outro dia dona esposa quis fazer este cadastro…
Ai começa a sessão de perguntas, primeiro comigo: nome, endereço, telefone, cargo/função, etc…
Chega a vez da esposa e está indo tudo bem… Até chegar no cargo/função…
Atendente: Trabalha?
Esposa: Substituo uma fono as vezes…
Atendente: Mas não é fixo, né?
Esposa: Não, não é…
Atendente: Bem, ai não vou estar podendo colocar essa informação então…
Estuda?
Esposa: Estou no probatório para mestrado…
Atendente: Mas ainda não esta matriculada, né?
Esposa: Não, to no probatório…
Atendente:Bem Sra, ai não vou estar podendo colocar essa informação também…
Acho que vou ter que estar colocando como “DO LAR”.
Neste momento eu quase gorfei!
Acho que preciso continuar né?
Pra dizer sobre a revolta da esposa ou qualquer coisa afim?
Virou piada isso entre nós e entre os amigos(as)…
Ps: Ela não sabia que iria escrever sobre isso!
Ps2: Se eu não for encontrado depois deste texto já sabem quem culpar!
jul
27
Os tempos mudaram… e só mudaram porque as pessoas também mudaram.
Não só as mulheres, que passaram a trabalhar fora (e ainda lutam por salários iguais), a estudar cada vez mais, a fazer trabalhos antes considerados masculinos_ como dirigir ônibus ou rejuntar o piso
.
Mas tenho percebido que a maioria dos homens da minha geração e das que se seguiram são bem diferentes dos homens da geração do meu pai.
Cresci habituada a ver meu pai subir no telhado pra fazer reparos, consertar chuveiro, passar fiação elétrica, fazer pequenas reformas em casa… coisa que, hoje em dia, poucos homens entre 20 e 35 anos fazem.
Acredito que seja pela facilidade que temos hoje em contratar um pedreiro, um marceneiro ou um encanador. Você vê um outro motivo também?
É engraçado ver essas mudanças. E não há o que criticar; são escolhas. Eu mesma odeio limpar casa e prefiro mil vezes trabalhar fora e pagar uma pessoa para limpar o apartamento.
Às vezes brinco com o Rodrigo, dizendo que ele não é o homem da casa, mas ele só é, digamos, um homem dos tempos modernos, ou melhor, pós-modernos.
jul
23
Lilo, para quem não sabe, é nossa filha canina adotiva. A adotamos há pouco mais de um ano e meio. Ela é um doce: dengosa, esperta, carinhosa…e já veio “ensinada”: ela não faz xixi / cocô em casa, só nos seus passeios pela rua, duas vezes por dia. Por conta disso, acordamos mais cedo durante a semana para passearmos com ela antes de sair para o trabalho.
E no final de semana? Bem, no final de semana geralmente ela me deixa curtir a cama por mais algumas horas (quando não tenho que trabalhar também); e me acorda por volta das dez da manhã_ detalhe, se estamos eu e o Rodrigo dormindo, ela sempre me chama.
Já o Rodrigo não tem tanta sorte: é eu sair pra trabalhar no sábado que em no máximo 30 minutos ela já está pedindo pra ir passear; ou seja, umas oito da manhã!
Eu, toda contente, digo que ela gosta de ficar dormindo com a mamãe; o Rodrigo, todo esnobe, diz que ela gosta mais de passear com ele do que comigo. Mimimi…
——-
Ainda no assunto Lilo…
Hoje foi hilário!!!
Eu e o Rodrigo estávamos saindo pra trabalhar. Já estávamos no hall de entrada quando percebi que estava de tênis!! Pedi pro Rodrigo me esperar e subi até o apartamento. Quando abri a porta, a Lilo ficou me olhando, do sofá, com uma cara de quem fez arte!! Cheguei perto e vi, no sofá, um queijo cabacinha todo mordido! Ela teve a capacidade de esperar a gente sair de casa pra ir até a cozinha, ficar na “ponta das patas”, pegar o queijo de cima da mesa e levar para o sofá pra deliciar-se com ele. É mole?
Pior foi a cara que ela fez quando me viu abrindo a porta!! Tipo “O que você tá fazendo aqui?” e “Ops!”.
jul
9
Ser gente grande não é mesmo fácil: ter que trabalhar bastante, pra ganhar um pouquinho, pra usar o dindin pagando contas e, quando sobra, passeando.
E é um círculo tão fechado que às vezes me sinto presa dentro dele. Por vezes não me permito sair ou relaxar se as “obrigações” de casa, trabalho e escola não estiverem em dia_ o pior é que elas nunca estão e esta situação fica me incomodando.
Hoje percebi o quão gente grande chata eu posso virar se não me permitir viver, quebrar esse círculo vicioso.
Trabalhamos hoje, feriado, até meio-dia; eu no hospital e o Rodrigo em casa, pela internet. Combinamos de ele ir me buscar para almoçarmos fora. Ainda não estávamos com fome e sugeri de darmos uma voltinha de moto pela cidade. Ele me disse que tinha outros planos. Subimos na moto e passamos em casa, pois ele queria que eu deixasse minha bolsa (pois atrapalha um pouco, na moto).
E me disse que estava querendo ir pra praia, pra Santos, almoçar lá. Devo ter olhado para ele com uma cara de ET, pois ele quase desistiu da aventura.
Desde que temos moto, há uns três ou quatro anos, ele sempre falou de fazermos pequenas viagens de moto, para a praia ou cidades próximas. Mas isso nunca aconteceu, por diversos motivos. E hoje, ao ser pega de surpresa com essa proposta, me vi pensando em n coisas: que não estávamos vestidos com roupa/sapato de proteção, nem levávamos capa de chuva, nem tínhamos nos programado, nem isso nem aquilo.
Sempre achei o máximo ouvir histórias de “aventuras” de amigos e eu estava me negando a viajar pra praia só porque não tinha sido planejado dias antes. Achei muita velhacaria de minha parte. E aceitei o convite. Ainda bem!
O caminho é lindo: a estrada aparecendo e sumindo por dentro da Serra do Mar é uma visão muito bonita; ainda mais de moto. Andar descalça na areia, molhar os pés no mar, sentar num quiosque… tudo foi tão relaxante e tão maravilhoso. E rápido: da porta de casa até a areia da praia levamos uns 45 minutos. Fiquei me perguntando como não havíamos feito isso antes.
E tudo tão simples, sem as complicações que nós, gente grande, inventamos pra nos policiar.
Bom demais!
PS: Estou querendo arrecadar fundos para comprar um pequeno apê de frente pro mar em Santos. Quem se habilita a fazer a primeira doação?