Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Sorbet

Por Ma | 27/06/2011, 10h22

Navio em alto-mar, eu e o Rô estávamos de banho tomado e arrumados pro jantar!

O jantar era em um restaurante que não fica devendo em nada a bons restaurantes em terra firme: um bom cardápio e um atendimento legal, com uma decoração muito bonita.

Sentamos em uma mesa e dois garçons vieram conversar conosco: uma era ajudante e brasileira, o que foi ótimo; outro era o garçon, propriamente dito, que era turco e falava ingês com um sotaque carregado e arranhava uma meia dúzia de palavras em português.

Escolhemos nossa entrada e nosso prato principal sem maiores problemas. A comida estava bem saborosa, deu tudo certo.

Quando fomos escolher as sobremesas, nenhuma me chamou a atenção, mas vi que tinha sorbet. Então perguntei pro garçon (turco, não se esqueçam desse detalhe), de qual sabor era o sorbet. Ele respondeu, dizendo o sabor do sorbet com sotaque carregado e eu fiquei sem entender nada. Pra não fazer feio, pedi pra ele trazer. E o Rodrigo assistindo a tudo bem quieto.

Chegaram as sobremesas: a do Rodrigo era uma com morangos, muito saborosa por sinal, e o meu sorbet era branquinho, branquinho. Experimentei: “Nossa! Que gosto de limão!”, exclamei surpresa. O Rô olhou pra minha cara, como se eu fosse louca: “Mas Má, o garçon disse que era de limão!” “Ah, é?”, disse. “O que você entendeu?” “Eu entendi que era sorbet de lhama, e que lhama devia ser algum nome de fruta que eu não conhecia em inglês, mas que ia experimentar.”, eu respondi.

O Rô caiu na risada! Aiai, foi ótimo! Mas juro que o garçon falou muinto enrolado e aquilo não parecia lemon de jeito nenhum!!

Cofre

Por Ma | 06/05/2011, 10h33

Estávamos desarrumando as malas em nossa cabine: pendurando o terno e os vestidos pra não amassarem demais até serem usados; colocando xampu na banheiro… essas coisas. E queríamos guardar nossa carteira e celulares no cofre da cabine, pra podermos circular pelo navio sem ficar carregando tudo.

Mas o diacho do cofre não queria colaborar! Não fechava, ficava apitando, um horror! Então o Rô pediu pra eu procurar algum funcionário no corredor e pedir ajuda, enquano ele terminva de arrumar as malas e depois ia me encontrar.

Pois bem, andei um pouco no corredor e fiquei contente de avistar um funcionário. Então disse a ele que estava com problemas com o cofre. “What?”, disse o funcionário de olhos puxados. Então falei novamente a frase, em português “o cofre não fecha! preciso de ajuda!” E ele “Oh! Coffe? It’s on deck 9!” E eu respondi, já desesperada, fazendo mímicas com as mãos: “No, no coffe! Cofre!”. Tentando desenhar um quadrado no ar.

Graças a Deus o Rô chegou nessa hora e me salvou: “No coffe… the safe! We need help!” Ao mesmo tempo em que chegou um funcionário que falava português e entendeu o que eu queria dizer!

Afinal, o moço foi lá arrumar o cofre pra nós. E nós morremos de rir da situação!

No balanço do mar

Por Ma | 25/04/2011, 15h12

O tempo todo em que ficamos no navio, sentíamos ele balançar. Isso porque era um navio enorme!! A gente sentia ele balançar o tempo todo! No primeiro dia estranhamos mais (eu até tomei remédio pra prevenir enjôos). Depois acostumamos!

Era hilário andar pelos corredores: ziguezagueando! E quando sentávamos pra comer? Ficávamos oscilando para os lados. Quando deitávamos? Também sentíamos o balanço do mar!

O vídeo abaixo mostra o balançar do navio!

Piscina do navio

Cruzeiro

Por Ma | 22/03/2011, 20h56

Nós fizemos um mini-cruzeiro… Tínhamos a curiosidade de fazer um e a oportunidade surgiu com um preço bacana nestes sites de promoção e não deixamos escapar!

O itinerário do cruzeiro foi: saiu de Santos na segunda-feira, passou um dia em Ilha Bela, um dia em Búzios, outro dia em alto-mar, e retornou a Santos na sexta.

Na semana antes da viagem reservamos estacionamento, com vans que levavam os passageiros até o porto e buscavam… Uma diferença de preço gigantesca neste quesito: enquanto pra estacionar no porto sairia R$ 600,00, no estacionamento que fechamos saiu R$120,00.

Também combinamos com duas pessoas queridas e muito especias, nossas amigas Fefa e Seiko, para cuidarem de nossa filhota canina. Nosso muito obrigado, sempre, a vocês duas!

A coisa da novidade e a ansiedade pra embarcar estava grande, mas foi tudo muito tranquilo! O Check-in fizemos online e foi rápido na bancada de entrega de documentos, sem surpresas.

O navio era imenso! Onze andares acima do nivel mar e mais 5 abaixo do nivel do mar, conhecemos só os superiores, e são um luxo, coisa de hotel 5 estrelas mesmo! Ficamos em uma cabine interna (sem janelinha) no sétimo andar.

Foi legal ver o navio zarpar: parecia que os prédios, e não o navio, estavam se movendo. Chovia muito em Santos mas mesmo assim eu e o Rô fomos para a proa do navio, de onde já dava pra ver  o mar aberto. Ficamos só nós dois, debaixo da chuva… ganhei uma declaração de amor, um abraço bem apertado e um monte de beijos!! Essa foi a melhor parte da viagem! :) Estavamos bem debaixo da buzina nesse momento, e foi quando ela soou: forte e poderosa, ensurdecedora!

Passeamos pelo navio, conhecendo os andares. Era engraçado ficar balançando o tempo todo: não dava pra andar em linha reta, só em zigue-zague_ detalhe importante: sóbrios! E quando sentavamos um de frente pra o outro? Era divertido ver o outro balançando pra lá e pra cá. No primeiro dia estranhamos mais, ficamos um pouco enjoados. Depois acostumamos.

E a comida? A comida do restaurante self-service era boa, mas tipicamente americana: hamburguer, bacon, ovos, salsicha, pizza… Ganhei 500 espinhas por lá e um quilo extra! O jantar era servido em outro restaurante, mais chique, com cardápio a la carte e tudo o mais.

Parte da tripulação falava só inglês, parte espanhol, parte português, parte falava um pouco de cada. O Rô se virava bem, porque é ótimo em inglês: entende e fala bem! Já eu, pobre de mim, me sentia frustrada e percebi o quanto preciso fazer aulas! Meu parco inglês me ajuda a ler textos técnicos. E só.

A conclusão que chegamos é que vale a pena sim, até pensamos em ir outra vez, mas só se formos em grupo, com amigos. Achamos que assim vai ser bem mais divertido e iremos aproveitar mais.

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