O trocadilho acima, já faz parte dos papos que tenho com o André.
Foi inventado alguns anos atrás, quando discorríamos sobre coisas engraçadas na festa da Academia.
De tudo, o que acompanhei com mais carinho, foram as animações. E UP! era quase uma barbada, na categoria de melhor animação. Assim como Christopher Waltz, para ator codjuvante.
Não posso negar que fiquei muito feliz de ver Sandra Bullock ganhar o prêmio de melhor atriz, embora tivesse um carinho especial por Helen Mirren.
Sean Penn teve seu momento Kanye West, quando balbuciou alguma imbecilidade sobre a ausência de alguma amiga, entre as indicadas para melhor atriz.
Os prêmios ditos principais suscitavam uma boa discussão sobre “produção e competência”. Visto que Avatar(A superprodução) poderia arrematar até 9 estatuetas, assim como seu concorrente, Guerra ao Terror.(O “autoral”, “independente”)
O filme menor ganhou.(6 contra 3)
Há aqueles que celebram isso, como um “despertar da indústria cinematográfica para a necessidade de incentivar o cinema autoral e independente”, a fim de não se entregar às grandes superproduções. Uma justificativa necessária? O que ganhou então, não seria o melhor?
Mérito? Pra quê, não é mesmo? ^_^
Antes de partir para o maniqueismo grotesco ( que, aliás está bem presente nos órfãos da nossa idiotia esquerdista, em ano de eleição. Assunto para outro tópico. ^_^), é preciso contextualizar como é fácil pra nós, praticantes de um cinema emergente limitado(tetraplégico, na verdade), ficar pagando pau para os filmes ditos menores(menores lá, né…porque aqui…) Já que, difcilmente teríamos estrutura(e competência) pra fazer algo diferente do “autoral”. Aliás…nem isso.
Nuestros hermanos, por exemplo, já têm duas estatuetas. E eles não costumam ter um décimo do orçamento das nossas produções.
Há quem possa dizer que o Oscar não vale nada…Ok, ok o que vale mesmo são coisas como Gramado. ^_^
Enfim, que venha o próximo.
PS.: Triste é ter que ficar zapeando a TV até acabar uns Big Blearghs da vida, pra finalmente ver a transmissão do Oscar.

Nos últimos anos, quando se trata de animação no cinema ocidental, ninguém bate a Pixar.
UP só confirma tal coisa.
A história do velhinho que decide realizar um sonho de infância, erguendo sua casa com monte de balões, é muito mais que uma mera fábula.
Está permeada de delicados retratos sobre vida e morte, envelhicemento e amadurecimento. O novo e o velho, aprendendo um com outro.
Agrada os filhos e os pais.
Difícil falar mais sem estragar.
E, definitivamente, não é infantil. Eu diria até, que não é recomendado aos pequerruchos.
Em tempo, não recomendo assistir no Imax, do Unibanco Pompéia. Cortaram o tradicional curta pré-filme, sabe-se lá por quê.
Pois é…
Tanto tempo sem escrever e volto pra reclamar…
Apesar das críticas positivas, Halloween – o início, demorou 2 anos para desembaracar aqui em terras brazucas.
Aparentemente o trabalho de Rob Zombie foi bem legal.
Mas daí, o que é que a dona Playarte faz?
CORTA 26 minutos do filme. Pra quê? Pra poder botar a porcaria da indicação indicativa mais baixa.
Agora, você imagina como fica uma película com 26 minutos a menos.
O filme que é visto como o primeiro em muitos anos a dar um tratamento bacana para um personagem de terror, virou uma colcha de retalhos.
Se essa jogada funcionou nas bilheterias, eu não sei.
Mas de minha parte, não pretendo mais assistir a NENHUM filme distribuido pela Playarte, seja em cinema ou DVD. Tampouco frequentar as salas de cinema da rede de mesmo nome.

A nova aventura de Manny, Sid, Diego, Ellie e cia traz mais uma aventura bacana desse bando pra lá de diferente.
O filme repete a fórmula das trapalhadas de Sid, com o tempero das “crises” de Manny e Diego, e umas pitadas oferecidas pela gravidez de Ellie e as sempre esperadas trapalhadas de Scrat, agora às voltas com uma fêmea de sua espécie.
Há ainda, a questão da pelicula ter sido desenvolvida especialmente para as salas 3D. Daí a brincadeira com o Ice Age 3 D.
O trabalho, sempre competente, da Blue Sky Studios, está cada vez melhor.
Enfim, uma boa pedida pra aquela sessão de cinema com todo mundo.

Coffin Joe. Assim é conhecido lá nos States, José Mojica Marins, nosso glorioso Zé do Caixão.
Ano passado, Zé do Caixão finalmente conseguiu terminar uma trilogia que começou há mais de 40 anos.
Encarnação do Demônio veio fechar o ciclo de À Meia Noite Levarei tua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). Agora, o título sai em DVD.
Mais do que um legítimo ícone pop, Zé do Caixão representa um cinema nacional diferente, longe da punheta social, o que já valeria a aquisição do título. Mas, para os fãs mais ardorosos desse lorde do gore nacional, há uma edição especial, autografada, sendo vendida na 2001video.
E já que o tema é Terror, está rolando em São Paulo, o primeiro SP Terror, Festival Internacional de Cinema Fantástico.