Agridoce

porque eu sou um agridoce de menina…

Lúcia Já-vou-indo

Por Luciana | 15/05/2009, 15h15

Sempre que vou a livrarias me detenho um pouquinho que seja na ala infantil.

Na época da faculdade de Letras cheguei a pensar em fazer o TCC sobre literatura infanto-juvenil – seria uma aproximação (ou não) das infâncias da Narizinho e do Menino Maluquinho. Como a orientadora que eu queria manjava mais de Jorge Amado – outra grande paixão minha – acabei deixando os livros infantis de lado, pelo menos no que tange a vida acadêmica.

Mas é irresistível pra mim mergulhar naqueles livrinhos coloridos. Ler novos, reler os que fizeram parte da minha infância, comprar uns aqui e outros ali.

O mais recentemente comprado foi o Lúcia Já-vou-indo, da Maria Heloisa Penteado. Depois de muito procurá-lo por mais de um ano, achei o último exemplar da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Fiquei feliz. Ficava feliz quando não encontrava também, porque era/é sinal que as crianças ainda leem a história da lesminha que eu tanto adorava quando eu tinha cinco anos de idade.

O livro, cheio de ilustrações de cores contagiantes, conta a história da lesminha Lúcia, que nunca tinha conseguido ir a uma festa porque sempre chegava atrasada, afinal, era uma lesma.

Até o belo dia que a libélula Chispa Foguinho teve a idéia mais genial da minha meninice: fazer uma festa na casa da própria Lúcia! Ela só não contava que a Lúcia fosse sair de casa nesse dia…

Não conto o fim para que você, leitor, saia desesperadamente a procurar um exemplar de Lúcia Já-vou-indo.

Tenho memórias sobre esse livro. Lembro da minha mãe lendo, da minha avó lendo. Aqui, um adendo: liguei pra minha mãe pra contar que tinha comprado o Lúcia Já-vou-indo, e ela disse na hora: – Ah, esse livro é a cara da tua avó, ela adorava as libélulas.

As libélulas são um caso a parte. Minha mãe e minha avó adoravam as libélulas porque eu lia errado a palavra libélula. Eu lia libelula (tônica no u). Elas morriam de fazer molecagem comigo. Ensinavam o certo, mas eu dizia que libelula era mais bonito.

Lembro também de uma noite, eu lia deitada ao lado do meu pai na cama de casal dele e da minha mãe, enquanto ela, grávida de todos os meses do meu irmão, estava deitada na rede. De repente, minha mãe fala: – José, eu vou cair.

Foi quando meu pai voou da cama pra rede e pegou minha mãe no ar – a rede tinha rasgado ao meio. Essa é a grande cena heroica da minha infância. A lembrança é tão nítida que sei até o que estava passando na TV: Anarquistas graças a Deus. E eu lia Lúcia Já-vou-indo, claro.

Você, ou seu filho, ou seu neto, ou seus alunos, deviam ler também. É lindo.

PS – Dias depois, encontrei também na mesma Livraria Cultura o Sangue de Barata, da Ângela Lago. Todo feito em versos, é um livro também muito bacana, muito minha avó, minha mãe e eu. Mas ficou pra próxima, porque o dinheiro já tinha ido com a Lúcia… ;)

4 comentários em “Lúcia Já-vou-indo”

Bel | 18/05/2009, 19h34

Quase chorei agora…
Esse livrinho foi encenado no jardim de infância, quando a minha filha tinha 3 anos. Ela foi uma joaninha, eu acho… mas a menina que fazia a Lúcia era uma gordinha fofa… deu a mior saudade!
Obrigada por me fazer lembrar disso.

Bjooo

Cris | 24/05/2009, 23h29

Oi Lu!!!
Menina, acredita que eu tenho esse livro? Fizemos uma limpeza por aqui outro dia desses e ele foi um que eu quis guardar… Está até gasto… rs
Ando muito quieta, mas estou sempre por aqui…
Bjus

maristela solar | 28/03/2011, 21h30

gente que saudades mesmo,estava lendo on line com minha filha de 11 anos,e rimos muito,ficamos com a barriga doendo kkkkkkkkkk,eu lia qdo era criança este livro e não me lembrava de como era engraçado……me diverti um monte….bjo a todos

maristela solar | 28/03/2011, 21h30

gente que saudades mesmo,estava lendo on line com minha filha de 11 anos,e rimos muito,ficamos com a barriga doendo kkkkkkkkkk,eu lia qdo era criança este livro e não me lembrava de como era engraçado……me diverti um monte….bjo a todos

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