Constatando
Por Luciana | 22/07/2010, 10h00
Quando meu pai morreu, a partir da morte dele, coloquei na cabeça que nada mais conseguiria me afetar.
Nenhuma perda poderia ser pior que aquela.
Muita coisa que eu perdi eu dei com os ombros e pensei facilmente (comodamente): Dane-se, meu pai já morreu e nada pode ser pior do que isso.
O grande erro é a comparação.
Nada realmente pode ser pior do que isso. Mas, que diabos, há que se admitir as perdas além dessa também.
Porque senão a gente endurece demais, sem direito a sofrer.
E eu quero ter direito a sofrer tanto quanto o direito a ser feliz. Direito às emoções que tiver que viver.
Essa constatação que pode parecer banal, é um grande começo aqui dentro.


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1 comentário em “Constatando”
Eu nem sei o que comentar, mas é que eu TINHA de dizer alguma coisa.
…tô aqui.
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