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	<title>Agridoce &#187; Turismo</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Típico casamento gaúcho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro. A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha. Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2010/02/DSC06154-225x300.jpg" alt="DSC06154" width="225" height="300" /></p>
<p>Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro.</p>
<p>A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha.</p>
<p>Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se tivesse saído de um daqueles tomos de O tempo e o vento, do Erico Veríssimo – o meu Veríssimo favorito.</p>
<p>Até que um belo dia o irmão do par da mocinha foi ver uma apresentação do grupo e se encantou pela parceira fraternal. Resultado: decidiu entrar pro CTG também, só pra se aproximar dela.</p>
<p>Se aproximou tanto que fui ao casamento deles. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bem, nunca tinha ido a Pelotas nem a qualquer casamento gaúcho. E é diferente sim.</p>
<p>Eles casaram da catedral da cidade que é uma igreja super bonita, cheia de vitrais maravilhosos.</p>
<p>Um dos pontos mais positivos da cerimônia foi o padre. Anote aí: pra cerimônia do seu casamento ser legal, é importante que o padre conheça um pouco você, seu noivo, a história de vocês. E esse padre tinha essa qualidade e fez da celebração algo bem reflexivo e alegre ao mesmo tempo.</p>
<p>Em seguida, fomos pra festa que foi num imenso galpão, repleto de mesas compriiiiidas, com bancos corriiiiiiiidos, música animada e um churrasco daqueles rolando. Ah, e tinha um pula-pula pra que as crianças ficassem bem esgadilhadas.</p>
<p>Depois do jantar, antes da valsa, o CTG apareceu todo paramentado e fez questão de fazer uma homenagem aos noivos. Como a banda que contrataram não apareceu, eles dançaram cantando a capela, numa das apresentações mais queridas que já vi. Era tudo emoção, sabe?</p>
<p>E é claro que depois os noivos dançaram junto com o grupo pra ficar tudo mais lindo ainda.</p>
<p>E é claro que eu não peguei o buquê da noiva.</p>
<p>E é claro que tocaram o legítimo tecnobrega paraense no meio da festa lá do outro lado do país e é claro que quem estava cantando era a Banda Dejavu famosa quem.</p>
<p>Um outro detalhe inesquecível da cerimônia foi que a noiva entrou na igreja de braço dado com o pai, ao som de uma música cantada ao vivo e a cores pelo próprio noivo!</p>
<p>E é claro que estou desde já pensando em que música vou cantar no meu casamento. Rá!</p>
<p>Uma das inúmeras pessoas que conheci e que me cumprimentou disse a grande verdade: só em velório e casamento pra reunir tanta gente querida.</p>
<p>Acima da cerimônia, do churrascão, da festa, do bolo delícia, a confraternização daquelas pessoas em torno do novo casal é que valeu cada quilômetro que tive que atravessar pra ir a esse casamento.</p>
<p>Ou você tá pensando que Pelotas é logo ali na esquina, leitor?</p>
<p>Depois eu que moro longe&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quem sabe um dia eu não resolva me casar numa cerimônia-festa tipicamente gaúcha também?</p>
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		<title>Nessa data querida</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 14:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez janeiro seja mesmo o mês que eu mais goste. Gosto de janeiro por algumas razões bem palpáveis e por outras nascidas daquelas minhas associações malucas de quem vive com um pé no mundo paralelo. Então janeiro, como janela, jarro, jasmim é daquelas palavras que a gente enche a boca pra dizer e quando diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez janeiro seja mesmo o mês que eu mais goste. Gosto de janeiro por algumas razões bem palpáveis e por outras nascidas daquelas minhas associações malucas de quem vive com um pé no mundo paralelo.</p>
<p>Então janeiro, como janela, jarro, jasmim é daquelas palavras que a gente enche a boca pra dizer e quando diz abre um sorriso! E eu adoro fazer isso. Adoro janeiro porque é um mês todo cheio de chuva, onde a cidade exaustivamente quente em que vivo fica mais úmida e doce. É uma época em que começa a chover pra valer em Belém, o que soa como uma bênção sobre nossas vidas.</p>
<p>Como se fosse impossível deixar de ser feliz – ano novo e abençoado.</p>
<p>Janeiro é o mês do aniversário da cidade onde moro há tanto tempo que nem me lembro mais. Não vou contar aqui a história da cidade, como é, porque é. Belém é, como diria Jorge Amado acerca de Gabriela e do amor, algo que não se prova nem se mede – existe e basta.</p>
<p>É uma cidade meio azul, meio caos, muito metrópole e bastante província.</p>
<p>Em janeiro, Belém faz jus ao título de “Cidade das Mangueiras” e suas árvores ficam repletas de mangas verde-amarelas. É como se a Santa dissesse: No mês do seu aniversário ninguém vai passar fome, pode deixar!</p>
<p>As pessoas andam com aquelas fitinhas coloridas de Nossa Senhora de Nazaré amarradas a três desejos no braço; se afogam em bacuri, tacacá, pato no tucupi, cupuaçu, açaí, guajará, guamá, maniçoba, tamba-tajá, patchouli e lírio.</p>
<p>Tem o Círio, o carimbó, o rio; o cheiro-do-pará, a castanha-do-pará; mas, fundamentalmente, o melhor da cidade seja lá quantos anos ela faça, são as pessoas. A tacacazeira, o peixeiro, a dançarina de carimbó, o maestro que é nome de praça e de teatro. Os senhores da guarda da Santa, os laranjinhas que limpam a cidade, os artesãos da praça e do pólo. Tanta gente, como diria Eneida.</p>
<p>Pra definir Belém existem uns brinquedos de miriti, que nos fazem lembrar que a vida é dura como a madeira, mas essa madeira pode ser leve como o miriti. Um caboclo chamado Plácido me contou assim.</p>
<p>PS &#8211; Esse texto foi publicado em um portal daqui, pelo aniversário da cidade onde moro. Ele é um texto requentado de outro, sobre o Círio. Mas, afinal, um dia de fama local não faz mal a ninguém.</p>
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		<title>Deu pra ti, baixo astral&#8230;*</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 12:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Carros]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem, quando você estiver lendo essas linhas, estarei em um carro vermelho, rumo a Florianópolis. Na verdade, Florianópolis será só a parada pra dormir. Meu destino é Porto Alegre, Gramado/Canela e Pelotas. Vou ali torcer pelo Inter, bater um papo com o Mário Quintana e o Erico Veríssimo, passear no Parcão, comer churrasco, galeto, café [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, quando você estiver lendo essas linhas, estarei em um carro vermelho, rumo a Florianópolis.</p>
<p>Na verdade, Florianópolis será só a parada pra dormir. Meu destino é Porto Alegre, Gramado/Canela e Pelotas.</p>
<p>Vou ali torcer pelo Inter, bater um papo com o Mário Quintana e o Erico Veríssimo, passear no Parcão, comer churrasco, galeto, café colonial e chocolate, etc e tal.</p>
<p>Volto dia 20 e aí os textos voltam também, certo?</p>
<p>Beijo, leitor.</p>
<p>* Nem tô de baixo astral. Mas todo mundo que se preze e vá pra Porto Alegre tem que cantarolar de leve essa música, hein?</p>
<p>PS &#8211; Fotos, claro.</p>
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		<title>Dos vendilhões do templo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
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		<description><![CDATA[Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele. Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele.</p>
<p>Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel ciriano na casa deles!</p>
<p>Mas sim.</p>
<p>Compramos o cartaz na lojinha que fica dentro da Basílica Santuário de Nazaré, a um quarteirão da minha casa.</p>
<p>Estávamos lá sendo atendidos quando uma placa chamou a atenção do André: para utilizar o banheiro da Basílica Santuário cada pessoa tem que desembolsar cinquenta centavos.</p>
<p>Há tempos me questiono sobre a presença daquela loja &#8211; e mais os banheiros e uma lanchonete &#8211; ali dentro da igreja. Vou até lá pelo menos uma vez no ano, para comprar o cartaz e as camisetas do Círio, mas sempre me sinto desconfortável.</p>
<p>Eu sempre lembro dos vendilhões do templo e do quanto Jesus ficou puto com eles, sabe?</p>
<p>Lembro da Igreja Matriz de Ilhéus, que quando fui perguntar quanto custava um batizado lá, me deram um envelope branco e disseram que custava o que eu pudesse e/ou quisesse pagar.</p>
<p>Enquanto na Basílica de Nazaré um batizado &#8211; coletivo! &#8211; custava na mesma época 40 reais.</p>
<p>Como será nas outras igrejas? Será que são mais Igreja Matriz de Ilhéus ou mais Basílica Santuário de Nazaré?</p>
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		<title>Sobre a Copa do Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 11:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Há alguns meses, o Cássio me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.   Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada.   (Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Há alguns meses, o <a href="http://www.dialetica.org/corrida">Cássio</a> me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">(Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo Paysandu!)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">No máximo, meu pai convidava os amigos amazonenses para virem a Belém na época do Círio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Tudo bem, devo confessar que ele quis que minha mãe viesse para Belém grávida, para que eu nascesse aqui e fosse paraense como eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Só que minha mãe, pra variar, foi sábia e disse a ele que foi em Manaus que me fizeram e era justo que eu nascesse lá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu acho boba essa briguinha porque no final das contas somos todos moradores da Amazônia, do Norte, do Brasil. E independentemente de ser em Belém ou em Manaus, não nos iludimos que nenhuma grande seleção venha pra cá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Penso que ao invés de questionar o lobby dos manauaras, os belenenses deveriam questionar os governantes e a comissão formada para batalhar pela Copa 2014 na cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">É muito fácil a coordenadora da comissão ir à TV e dizer que a ficha não caiu e que ela não deve explicações, quem deve é a FIFA (!); que quem perde é o mundo por não conhecer Belém (!), e não a própria cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu já disse que fico pasma?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Devíamos, em uma visão macro da coisa, questionar por que a Região Sul do país, composta de apenas três estados, teve duas capitais eleitas, enquanto a Região Norte, o pulmão do mundo (rá!), ficou só com uma. Copa do Meio Ambiente, sei&#8230; <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Concordo com o pensamento de que pra ficar de cabeça erguida, a prefeitura e o governo locais têm mais é que cumprir as metas prometidas, mesmo sem a Copa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">E rio muito até agora da nota conjunta que o prefeito e a governadora publicaram, falando que foi INJUSTIÇA o que fizeram com Belém. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Ora, assim como é INJUSTIÇA o que andam fazendo com a saúde e a educação da cidade e do estado, só pra ficar em dois tópicos dos mais graves, em minha singela opinião. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">De minha parte, quero ter um furgão lindão até 2014 e visitar com a família cada uma das cidades que sediarão os jogos. Não precisamos entrar em todos os estádios, queremos apenas sentir aquele clima “voa, canarinho, voa” pelo Brasil afora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Pra fechar, um momento Balão Roots: <span class="entry-content">eu morava perto do Vivaldão, em Manaus, e lá assisti ao primeiro show da minha vida, da melhor banda infantil do meu mundo, Balão Mágico!</span></span></p>
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		<title>Dobrando a saudade ou Todas essas coisas que só nós dois sabemos</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 05:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, você está na cidade que eu mais amo no mundo e tudo o que posso dizer é que adoraria estar aí com você. Na verdade, eu posso dizer um pouco mais. Eu queria ficar namorando baús na feirinha da Afonso Pena com você; queria subir até o mirante do Parque das Mangabeiras. Queria te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, você está na cidade que eu mais amo no mundo e tudo o que posso dizer é que adoraria estar aí com você.</p>
<p>Na verdade, eu posso dizer um pouco mais.</p>
<p>Eu queria ficar namorando baús na feirinha da Afonso Pena com você; queria subir até o mirante do Parque das Mangabeiras. Queria te levar pra comer linguiça de metro no Stadt Jever, na Contorno; queria ler pra você os poemas daquele livro nosso do Drummond à beira do lago do Parque Municipal. Queria uma rosa do Mercado Central.</p>
<p>E só nós dois sabemos porque diabos eu quero um baú; só eu sei pra te mostrar o quanto é lindo ver a Serra do Curral envolvendo Beagá num abraço do alto do mirante; só eu sei o quanto é bom bater papo com você ao redor de uma mesa, os dois de frente pro outro como um casal que se preze &#8211; sim, porque casal que se preze senta de frente um pro outro pra olhar bem nos olhos -; só você sabe fazer aquelas piadinhas bobas por conta dos poemas eróticos do Drummond.</p>
<p>Só eu sei porque não preciso ganhar uma rosa daquelas vermelhas do mercado&#8230;</p>
<p>Todas essas coisas que só nós dois sabemos. Todas essas coisas que um dia viveremos, porque sempre teremos Beagá.</p>
<p>Sempre teremos Bedford Falls. (Eu escrevo essa frase e os olhos enchem. Que bobona!)</p>
<p>Saber que você está em Beagá é dobrar a saudade.</p>
<p>Um beijo apertado que nem abraço, que nem o do Pedro pra Ana T.</p>
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		<title>Dos museus</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 23:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já faz tempo que planejo um texto sobre museus. Museus que conheço, museus que ainda quero conhecer, museus que poderiam ser criados, exposições específicas. O primeiro museu que conheci foi o querido Museu Emílio Goeldi. Num primeiro momento você pode achar que se trata de um parque zoobotânico, mas o Goeldi é muito mais. É um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz tempo que planejo um texto sobre museus. Museus que conheço, museus que ainda quero conhecer, museus que poderiam ser criados, exposições específicas.</p>
<p>O primeiro museu que conheci foi o querido Museu Emílio Goeldi. Num primeiro momento você pode achar que se trata de um parque zoobotânico, mas o Goeldi é muito mais. É um museu da flora e da fauna amazônica bem no coração de Belém.</p>
<p>Os museus que menos me emocionam são os do naipe do Museu do Ipiranga, de São Paulo e do Museu Imperial, de Petrópolis.</p>
<p>Não curto muito leques, roupas, carruagens, vasos, etc. O que mais me cativou no Museu do Ipiranga foram as esferas com águas dos rios desbravados pelos bandeirantes; já no Museu Imperial, me chamou atenção o eco da forma brutal como a família de D. Pedro II foi arrancada do lar, deixando para trás objetos simples como um jogo de xadrez, uma escova de cabelos, uma calçadeira&#8230;</p>
<p>Já fui à casa onde Manuel Bandeira nasceu, em Recife, onde hoje em dia funciona o restaurante Mafuá do Malungo &#8211; nome de um dos livros do poeta -, não é museu, mas tem um sentimento de recordação e preservação. Já visitei também La Chascona, a casa de Pablo Neruda e Matilde, em Santiago do Chile.</p>
<p>Ainda preciso conhecer o Centro Cultural Mário Quintana, em Porto Alegre, e a Casa do Rio Vermelho, onde Jorge Amado e Zélia Gattai moraram, em Salvador.</p>
<p>Ano passado conheci a Pinacoteca de São Paulo, por conta de uma exposição de Tarsila do Amaral. Linda, linda, linda. Vi os Operários e o Abaporu bem de pertinho&#8230;</p>
<p>No mesmo dia em que estive na Pinacoteca, atravessei a rua e fui até à Estação da Luz, visitar o Museu da Língua Portuguesa (o André brinca que é o Museu da Língua Linguaruda!). Vimos a exposição do Gilberto Freyre (maravilhosa!), além de visitar a Praça da Língua.</p>
<p>Esse ano voltei ao Museu da Língua Portuguesa, para a exposição do Machado de Assis e só posso dizer que, baseada na do Gilberto Freyre, eu esperava bem mais.</p>
<p>Já visitei o MAM, no Ibirapuera, mas confesso que não me chamou muita atenção. Talvez porque no mesmo dia conheci o MASP e nada conseguiu suplantar a emoção que ele me causou.</p>
<p>Quantas vezes eu for ao MASP e quantas vezes eu ficar diante dos Retirantes, de Portinari, eu vou chorar. Já me conformei com isso. Poderia citar muitas e muitas obras de arte, mas esse choro perante os Retirantes resume bem, acho, o que sinto quando vou aquele lugar.</p>
<p>Todas as vezes que vou ao MASP as pessoas em que mais penso são os meus alunos. É sempre deles que eu sinto falta pra comentar as belezas que encontro no museu.</p>
<p>Faz duas semanas, vi a exposição do Vik Muniz lá. As peças dele nos fazem ver que é possível extrair o belo de qualquer coisa e transformá-lo em arte. Linha, chocolate, espaguete, sucata, açúcar, diamantes, papéis de revista picotados, nuvens, geléia, pasta de amendoim &#8211; é ilimitável o poder de adaptação, criação e associação de Vik. É apaixonante e encantador. Surpreendente &#8211; você olha a composição e parece um desenho normal; você se aproxima e está lá, as mais diferentes texturas brincando diante dos olhos.</p>
<p>E teve o Museu do Futebol. Tão high tech quanto o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Futebol rendeu uma ótima tarde no Pacaembu, em janeiro. Depois dele ficamos, André e eu, idealizando museus modernosos para o Rio de Janeiro também.</p>
<p>Afinal, em que outro lugar do Brasil um Museu da Telenovela poderia existir além do Rio de Janeiro? E o que dizer do Museu do Carnaval? E o Museu da Música? Seria lindo, sim?</p>
<p>Pra fechar, tenho que falar das lojinhas!</p>
<p>Ah, as lojinhas dos museus são um caso (tentador) a parte&#8230; Tenho canecas, lápis, marcadores de livro, postais, livros, livretos&#8230; Tenho até um quepe e uma bolsa de vinhos (tum! compra perdulária!) da casa do Neruda&#8230; Quem nunca foi às lojinhas dos museus que atire a primeira pedra&#8230;</p>
<p>PS &#8211; No <a href="http://www.dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>, você procurando achará fotinhas de alguns desses museus. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Não te parece óbvio?!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 12:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, tem um café. Depois de passar tempos perambulando pra lá e pra cá entre os livros, CDs e tudo mais, as pessoas queridas que me cercavam &#8211; Fefa, Trotta, André e Cláudia &#8211; e eu decidimos fazer uma parada no café antes de sair pra jantar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04037.jpg"></a>Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, tem um café.</p>
<p>Depois de passar tempos perambulando pra lá e pra cá entre os livros, CDs e tudo mais, as pessoas queridas que me cercavam &#8211; <a href="http://www.fefas.wordpress.com">Fefa</a>, <a href="http://www.trottolices.com.br">Trotta</a>, <a href="http://www.dialetica.org/marmota">André</a> e <a href="http://www.dialetica.org/loucaporblog">Cláudia</a> &#8211; e eu decidimos fazer uma parada no café antes de sair pra jantar.</p>
<p>Aí fui ao caixa. Imaginem um caixa e pessoas formando fila para os dois lado do balcão. Fiquei confusa, pensando em qual era a fila de fato e qual era a parte onde as pessoas estavam sendo servidas já.</p>
<p>Foi quando delicadamente perguntei ao rapaz magro, alto e bl que estava na suposta fila do lado esquerdo, se ele estava na fila. A resposta dele, me olhando de cima:</p>
<p>- Não te parece óbvio que estou na fila?</p>
<p>Eu normalmente daria uma resposta atravessada a ele e iniciaria um mini-barraco, mas fiquei tão, mas tão sem graça e sem ação que tudo o que fiz foi sair de lá sem comprar meu lanche.</p>
<p>Como o pessoal viu que eu tinha voltado de lá do balcão com as mãos abanando, contei o que tinha acontecido. Foi a deixa pra que a coisa virasse piada e tudo o que se dissesse entre nós fosse replicado com um: &#8220;Não te parece óbvio que&#8230;?!&#8221;.</p>
<p>O ponto alto foi quando estávamos na cantina <a href="http://www.cantinacquesabe.com.br">C&#8230; que sabe!</a> &#8211; um amor de cantina! &#8211; e o trio de cantores chegou a nossa mesa perguntando o que gostaríamos de ouvir.</p>
<p>Como me delegaram o direito de escolher o pedido, eu, mais uma vez, delicadamente &#8211; isso ninguém pode negar &#8211; falei para o senhor do violão:</p>
<p>- Bem, não sei se você sabe cantar essa, mas eu gostaria muito de ouvir <strong>Al di lá</strong>.</p>
<p>E ele:</p>
<p>- Bem, eu vou tentar&#8230;</p>
<p>E cantou toda a música bem ali do meu lado, me deixando vermelhinha de vergonha.</p>
<p>No fim, ele disse:</p>
<p>- Sabe os minutos que você tem de vida? Pois equivalem as tantas vezes que já cantei essa música.</p>
<p>Ora! Não parecia óbvio que ele sabia <strong>Al di lá</strong> de trás pra frente?!</p>
<p>Todo mundo ria, ria, tanto o cantor quanto a turma que estava comigo. E eu lá vermelha.</p>
<p>Pra salvar a situação fiz fotinhas dele e fotinhas com ele, e deixei claro que não quis subestimá-lo, que falei aquilo porque se ele não soubesse a música, eu pediria outra.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1288" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04037-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
<p>Enfim.</p>
<p>No final, ele ainda cantou uma música do Rob Car, afinal, era óbvio que ele sabia as canções do Rei!</p>
<p>PS &#8211; Pedi <strong>Al di lá</strong> porque é a música do filme <strong>Candelabro Italiano</strong>, que minha mãe e eu adoramos pelo fato da mocinha ser uma bibliotecária como a mamãe. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  Falei mais sobre isso no <a href="http://www.dialetica.org/proximoscapitulos">Próximos Capítulos</a> e estou postando aos poucos as fotinhas da viagem no <a href="http://www.dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1289" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04038-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
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		<title>Relatos de viagem V &#8211; Petrópolis</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 16:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Passamos um dia em Petrópolis, num bate-e-volta muito bem guiado pela Viva, apesar dela não ter ido com a gente. A primeira parada, antes mesmo de passar pelo pórtico cor-de-rosa de Petrópolis, é na Pavelka. É uma lanchonete/padaria/confeitaria alemã onde além de tomar um café da manhã saboroso ainda compramos guloseiminhas para trazer pra casa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos um dia em Petrópolis, num bate-e-volta muito bem guiado pela <a href="http://verbeat.org/blogs/atmosfera">Viva</a>, apesar dela não ter ido com a gente.</p>
<p>A primeira parada, antes mesmo de passar pelo pórtico cor-de-rosa de Petrópolis, é na Pavelka.</p>
<p>É uma lanchonete/padaria/confeitaria alemã onde além de tomar um café da manhã saboroso ainda compramos guloseiminhas para trazer pra casa.</p>
<p>Depois, passamos mil vezes pela pracinha, passamos mil vezes pela réplica do 14-bis, passamos mil vezes pela catedral, passamos mil vezes pelo Palácio de Cristal&#8230; E nada de achar vaga pra estacionar&#8230;</p>
<p>Em Petrópolis o trânsito é muito louco: tem carros, ônibus de turismo, charretes&#8230;</p>
<p>Deixamos o carro em um estacionamento e seguimos a pé para fazer fotinhas da catedral e parar em um Banco Real para o tirar dinheiro.</p>
<p>Leitor, o único lugar no mundo onde o Banco Real faz jus ao nome é em Petrópolis! É a agência de banco mais linda que já vi.</p>
<p>Aliás, casas lindas em Petrópolis é o que não falta. Namoramos muitas delas, moraríamos facilmente em muitas delas. Avarandadas, com jardim, com azulejos, todo um climão família do qual gostamos demais.</p>
<p>Climão família que dá pra sentir até mesmo no Museu Imperial. Acho que porque era a casa de veraneio da família real, e não a casa oficial. Aí, talvez por isso, o palácio tenha um quê de descontração.</p>
<p>Lá dentro não rola fazer fotinha, éramos só nós e nossas pantufinhas, deslizando pra lá e pra cá, entre leques, vasos, móveis, jóias, vestimentas, etc.</p>
<p>Comentei com o <a href="http://dialetica.org/marmota">André</a> o quanto de melancolia eu via em determinadas peças: os objetos na penteadeira da Princesa Izabel, os objetos pessoais de Dom Pedro II, os brinquedinhos das crianças, netos do monarca, os apetrechos de costura de Dona Teresa Cristina.</p>
<p>É melancólico porque foram todos embora deixando essas pequenas miudezas para trás, coisinhas do cotidiano mais íntimo daquelas pessoas.</p>
<p>Ao contrário do Museu do Ipiranga, o Museu Imperial de Petrópolis conseguiu me comover por conta disso, das miudezas.</p>
<p>(Sem contar que Dom Pedro II era mil vezes mais evoluído que Dom Pedro I&#8230;)</p>
<p>Vimos a luneta dele, o telefone&#8230; Contei para o André que um dos primeiros lugares do mundo a ter telefone foi o Brasil, porque Dom Pedro estava na reunião onde o aparelho foi testado por Graham Bell, e se apaixonou pelo invento, trazendo-o de pronto para o país.</p>
<p>Do museu, seguimos para a <a href="http://majorica.com.br">Majórica</a>, uma churrascaria tradicional de lá. Acima da carne deliciosa que comemos, do creme de papaya que pedimos para a sobremesa, do ambiente agradável e tranquilo, acima de tudo enfim, o melhor da Majórica é o seu Alcides, o garçom que nos atendeu.</p>
<p>Quando você for a Petrópolis e for à Majórica, tem que ser atendido por seu Alcides.</p>
<p>É um senhor super educado, ligeirinho e prestativo. Nossos pratos em nenhum momento ficaram vazios, porque ele percebia que estava terminando a comida e já vinha nos servir de novo, sempre rápido e delicado. Isso tudo sem ser nem parecer inconveniente por nenhum segundo.</p>
<p>Saí de lá dizendo pro André que ia pedir o seu Alcides de presente de enxoval! Pra ele ser meu mordomo! Hahahahahahahaha! Um fofo.</p>
<p>Da churrascaria fomos à <a href="http://www.confeitariadangelo.com">Confeitaria D&#8217;Ângelo</a>, comprar balas azedinho-doce &#8211; agridoce, rá! Compramos potinhos coloridos pra comer durante a viagem e pra comer em casa.</p>
<p>Já era 17:05 quando chegamos à casa de Santos Dumont, e o nada simpático zelador não nos deixou entrar porque fechou às 17:00. Enfim, não se pode ter tudo na vida&#8230;</p>
<p>Logo ao lado da casa de Santos Dumont fica o relógio de flores, onde também fizemos umas chapas, como diz o André.</p>
<p>De lá, fomos à Rua Teresa, famooooosa por suas roupas boas, bonitas e baratas. Muito baratas!</p>
<p>Nessa hora quis muito minha mãe lá comigo, pra escolher coisinhas. Além de comprar os postais de praxe, ainda tomamos um refrigerante local que não lembro o nome agora.</p>
<p>O trânsito estava um caos na hora da volta, e só descobrimos o motivo ao ligar o rádio do carro: o paraense Hélio, chefe do clã de lutadores Gracie, havia morrido e estava sendo enterrado em Petrópolis.</p>
<p>Voltamos pra casa num clima de chuva, com direito a raios e trovões, mas valeu a pena porque durante todo o dia contamos com o sol.</p>
<p>PS &#8211; Fotinhas no <a href="http://dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
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		<title>Relatos de viagem IV &#8211; Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 12:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
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		<description><![CDATA[Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá. Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais. 1 &#8211; Feira de São Cristovão: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá.</p>
<p>Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais.</p>
<p><strong>1 &#8211; Feira de São Cristovão</strong>: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à noite, queridamente acompanhados por Ugo e <a href="http://dialetica.org/luninha">Luna</a>.</p>
<p>Você entra por um real, janta bem com mais três pessoas por 30 reais, e encontra de tudo que se possa imaginar relacionado ao nordeste: forró, tapioca, cocada, chapéu de cangaceiro, rede, guaraná Jesus (sim, o cor-de-rosa), rendas, compotas, rapadura, etc.</p>
<p>Pena que as estátuas de Lampião e Maria Bonita estejam sem braço &#8211; mereciam ser melhor cuidadas&#8230;</p>
<p><strong>2 &#8211; Urca:</strong> ah, meu relato sobre o bairro mais tranquilo do Rio você pode ler no <a href="http://dialetica.org/proximoscapitulos/2009/03/18/do-dia-em-que-encontramos-a-jo-e-o-professor-na-urca">Próximos Capítulos</a>!</p>
<p><strong>3 &#8211; Ipanema/ Leblon</strong>: um dia liguei pra casa e minha mãe perguntou onde eu estava. Quando respondi que estava passeando no Leblon, ela disse: &#8211; Mas que chique. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Como já fizemos Ipanema/Leblon a pé, resolvi colocá-los juntos aqui. É sempre aquela emoção quando passo pela Rua Vinicius de Moraes; aquela delícia quando tomamos Sorvete Itália (indico o que a Luna me indicou: tangerina e doce de leite com coco) ou comemos os bolinhos de camarão do Bracarense (ótima indicação desde sempre da <a href="http://verbeat.org/blogs/atmosfera">Viva</a>); aquelas compras felizes quando paramos na Livraria da Travessa (dessa vez, além de comprar livros e CDs, e namorar o DVDs, também tivemos um almoço ajantarado na livraria que é das mais charmosas).</p>
<p>Triste foi ir à Toca do Vinicius, perguntar pelo livro que ele fez em homenagem a Pablo Neruda e ouvir da atendente um: &#8211; Ah, aqui é mais música, menos livros.</p>
<p>Tudo bem, podia até ser menos livros, mas um lugar chamado &#8220;Toca do Vinicius&#8221;, administrado pelos familiares do Vinicius, na minha singela opinião tinha que ter TODOS os livros dele pra vender. Mas traquilo, a Livraria da Travessa tinha&#8230;</p>
<p>Foi em Ipanema também que resolvemos ir à praia, na esperança de que quando uma certa garota passasse o mundo inteirinho se enchesse de graça e ficasse mais lindo por causa do amor&#8230;</p>
<p><strong>4 &#8211; Confeitaria Colombo</strong>: um sonho de lugar. Da outra vez, não conseguimos mesa; dessa vez, quase ficamos no balcão.</p>
<p>Mas tivemos a feliz idéia de sentar sim e apreciar não só as delícias como também o atendimento impecável.</p>
<p>E foi lá que o André fez uma fotinha minha em que ele diz que estou a cara da mamãe &#8211; a cara da mamãe quando a mamãe tinha a minha idade agora, né, leitor?</p>
<p><strong>5 &#8211; Real Gabinete Português de Leitura</strong>: uma jóia de biblioteca perdida no centro da cidade. Um lugar onde eu adoraria trabalhar, morar&#8230; Um lugar que eu, se pudesse, levaria pra casa. Parecia a biblioteca que a Fera deu pra Bela, lembra? Dica da Viva, sempre.</p>
<p><strong>6 &#8211; Santa Teresa</strong>: pegamos o bondinho amarelo e charmoso, passamos por cima dos<strong> Arcos da Lapa</strong> e fomos ao bairros das casas mais &#8220;eu-moraria-agora-aqui&#8221; do Rio.</p>
<p>Depois de passear a pé, fazer fotinhas e comprar os postais de praxe, tivemos um almoço bem servido no Bar do Mineiro, com direito a doce de laranja com queijo de sobremesa, e voltamos pra casa de fresquinho mesmo&#8230;</p>
<p><strong>7 &#8211; Maracanã</strong>: sim, nós gostamos de futebol. E antes que você pense que eu gosto só pra agradar o André, não é verdade. Pode até ser que eu tenha começado a gostar pra agradar alguém &#8211; no caso, o meu pai &#8211; mas hoje eu gosto de futebol mesmo pra valer, daquele jeito irracional dos bons e velhos torcedores.</p>
<p>Por isso, quando começamos a planejar a viagem, falei logo com a Luna &#8211; outra apaixonada por futebol &#8211; e pedi que ela visse na tabela um dia pra gente ir ao Maracanã ver um jogo.</p>
<p>Calhou de ser um jogo do Fluminense, time pelo qual a Luna torce, e foi bem bacana ir ao estádio, que está bem bonito e agradável.</p>
<p>Empolgação não faltou, tanto que fomos devidamente &#8220;fantasiados&#8221; de pó de arroz. Pena que o Flu e o Madureira não saíram do 0&#215;0&#8230;</p>
<p><strong>8 &#8211; Saara</strong>: nas palavras sábias do André, o Saara é a 25 de março organizada. Como estávamos pertíssimo de lá, não nos furtamos das compras perdulárias mil, de milhares de paradas pra beber mate e aplacar o calor, e de, de meia em meia hora, o André cantar o &#8220;atravessamos o deserto do Saara&#8230;&#8221;.</p>
<p><strong>9 &#8211; Lagoa</strong>: <a href="http://pirao.wordpress.com">Marcos VP</a> marcou de almoçar com a gente na sexta e queria nos levar ao Bar Luiz &#8211; já tinhamos conhecido&#8230; Pensou então em nos levar ao Bar do Mineiro, em Santa Teresa &#8211; já tinhamos conhecido&#8230; Lembrou então da Feira de São Cristovão &#8211; e nós demos uma gargalhada e dissemos que já tinhamos conhecido.</p>
<p>Foi com alegria que quando ele falou na Lagoa topamos na hora, porque nunca paramos por lá, só passamos.</p>
<p>Ele nos levou ao Arab da Lagoa, no Parque dos Patins e foi tudo lindo: a tarde, a comida, o clima, a companhia, a conversa.</p>
<p>De lá, o Marcos ainda fez um city tour muito bacana e explicativo, que rendeu mais ainda por conta do engarrafamento de fim de tarde de sexta-feira.</p>
<p>***</p>
<p>No fim das contas, bateu uma vontadinha inesperada e absurda de ir morar no Rio, a despeito do medo que nossas mães sentem de lá (influenciadíssimas pela TV, diga-se).</p>
<p>PS1 &#8211; As fotinhas da nossa viagem ao Rio (e outras mais) estão no <a href="http://dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
<p>PS2 &#8211; O próximo relato é sobre Petrópolis, onde tudo é muito real. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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