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	<title>Agridoce &#187; Poesia</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Das bobagens mais ternas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida. A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida.</p>
<p>A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto.</p>
<p>Quando disse que a Miriam tinha dado a indicação e repeti o lance de saber TUDO de feminino, ela deu um sorriso mineiro e disse que então não precisava eu estudar mais nada de feminino já que ela já sabia de tudo sobre!</p>
<p>Ela é uma querida.</p>
<p>Disse que meu projeto sobre as figuras femininas amadianas a interessava e que aceitava me orientar. Só pediu que eu me inscrevesse na turma da aula de metalinguagem poética que ela ia ministrar, para que nos conhecêssemos melhor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em Beagá, quando uma mulher é muito fina, educada, delicada, eles dizem que ela é uma dama. Posso dizer depois de dois, três meses que a Suely é definitiva e absolutamente uma dama. E fiquei muito fã dela nesse tempinho, apesar de saber que ela nunca vai ler esse texto, afinal, não entende nada, nadinha de mexer com Internet.</p>
<p>Bem, esse preâmbulo todo sobre a Suely é pra contar de um momento de agora a pouco.</p>
<p>Em uma das ultimas aulas que tivemos, analisamos uns poemas da Adélia Prado. Um chamado Clareira marcou em particular:</p>
<p><em>Seria tão bom, como já foi,<br />
As comadres se visitarem nos domingos.<br />
Os compadres fiquem na sala, cordiosos,<br />
Pitando e rapando a goela. Os meninos<br />
Farejando e mijando com os cachorros.<br />
Houve esta vida, ou inventei?<br />
Eu gosto de metafísica, só pra depois<br />
Pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,<br />
Falar as falas certas: a de Lurdes casou,<br />
A das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,<br />
As santas missões vêm aí, vigiai e orai<br />
Que a vida é breve.<br />
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,<br />
Quero um casal de compadres, molécula de sanidade,<br />
Pra eu sobreviver.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A Suely ilustrou bem a percepção que tinha do poema. Lembrou de quando o filho dela foi morar na França e uma vizinha sabiamente a aconselhou: quando escrever para ele – sim, ela escreve cartas até hoje pro filho – conte só bobagens.</p>
<p>Ora, como assim só bobagens? – ela indagou, intrigada.</p>
<p>Bobagens: quem casou, quem formou, quem fez, aconteceu&#8230; Conte só bobagens porque é disso que sentimos saudade quando estamos longe.</p>
<p>Ouvi essas palavras na sala de aula e meus olhos encheram. Era aquilo mesmo. Morro de saudade das bobagens que converso com minha mãe, à mesa da cozinha; deitadas juntas na cama; de frente pro rio, na praia; no carro, no rumo da venta.</p>
<p>Lembrei ainda agora do poema – e, por conseguinte, da Suely, aquela querida – porque estávamos, minha mãe e eu, comendo ludicamente o melhor caranguejo do mundo – o dela – na cozinha de casa, contando bobagens uma pra outra. Do meu curso, do trabalho dela, da minha casa, das minhas tias, do nosso cotidiano amorosamente entrecortado.</p>
<p>A clareira da Adélia inundou a cozinha aqui de casa e eu me vi com minha mãe sendo poesia.</p>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>Do incômodo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 20:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Animal arisco Domesticado esquece o risco”   Acomodada Com meus empreguinhos de estimação Meu dinheirinho de estimação Naquela conta, no fim do mês, quarta estação Morando com a mamãe sem pagar nada Ou quase nada Acomodada Indo pra aula com as amiguinhas Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas Batendo papo no msn Aquele papo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Animal arisco<br />
Domesticado esquece o risco”</em></p>
<p> </p>
<p>Acomodada</p>
<p>Com meus empreguinhos de estimação</p>
<p>Meu dinheirinho de estimação</p>
<p>Naquela conta, no fim do mês, quarta estação</p>
<p>Morando com a mamãe sem pagar nada</p>
<p>Ou quase nada</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Indo pra aula com as amiguinhas</p>
<p>Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas</p>
<p>Batendo papo no msn</p>
<p>Aquele papo</p>
<p>Tuitando flashs da minha vida</p>
<p>Aquela vida</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos cinco anos</p>
<p>Eu queria ser bombeira, astronauta, cabeleireira</p>
<p>Todas essas coisas de aventura</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos dez anos</p>
<p>Eu queria ser jornalista, professora</p>
<p>Todas essas coisas que agora eu sou,</p>
<p>Mas nem é tão legal assim.</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Sem fotografar, sem me achar a melhor mesmo</p>
<p>Sem escrever aqueles textos legais</p>
<p>Aqueles textos que te faziam chorar</p>
<p>Aqueles textos que ainda te fazem vir aqui me procurar</p>
<p>Aqueles textos ansiosos, sonhadores, inquietos</p>
<p>Incomodados.</p>
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		<title>Um mail pra dois</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queridos, saudade imensa. Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &#38; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas. Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos, saudade imensa.</p>
<p>Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &amp; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas.</p>
<p>Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu até confessei que na época me apaixonei pelo Pedro, mas desisti só por causa da Ana. Eles riram que riram&#8230;</p>
<p>Falar na Ana e no Pedro é falar em velhos amigos. Ficamos fazendo as contas de quantos anos eles têm agora e dizendo que já devem ter se reencontrado pela internet, pelo google. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Estou me formando em Jornalismo agora no final do ano. E, como já sou formada em Letras, tentando o mestrado. Me inscrevi na UFMG, mas não passei. Agora vou tentar a PUC-MG.</p>
<p>Ronald, se eu for ao menos fazer as provas em Beagá, queria muito conhecer você.</p>
<p>Beijo apertado que nem abraço! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Luciana.</p>
<p>***</p>
<p>Acabo de mandar esse mail pra o Ronald e pra Vivina, autores de Ana &amp; Pedro. Ele resume bem o que se passa comigo agora: meus alunos leram Ana &amp; Pedro, me formo em menos de um mês, não passei na UFMG e amarguei uma decepção muito grande comigo mesma por conta disso, e agora estou tentando outra vez que nem na música do Raul Seixas.</p>
<p>E se eu for a Beagá mês que vem, mesmo que eu nem passe, já será lindo.</p>
<p>Torce, leitor.</p>
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		<title>Ao bem-amado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 16:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento. Aí, quando foi anteontem, a Eva me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência. Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento. Eu poderia terminar meu relato dizendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento.</p>
<p>Aí, quando foi anteontem, a <a href="http://www.dialetica.org/camarim">Eva</a> me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência.</p>
<p>Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento.</p>
<p>Eu poderia terminar meu relato dizendo que, <strong>infelizmente</strong>, ela faleceu cinco dias após à cerimônia, mas não o farei.</p>
<p>Não, porque o que ando pensando muito sobre casamento tem justamente a ver com isso: tempo.</p>
<p>São muitas &#8211; quase todas as que conheço! &#8211; as pessoas que perguntam quando vou me casar. Eu sempre respondo que <em>ainda falta</em> &#8211; a resposta mais subjetiva do mundo, eu sei.</p>
<p>A verdade é que entendi que dizer que quero logo me casar é veladamente dizer que quero logo ver o homem que eu amo todos os dias, afinal, ao casar, não vou mais viver longe fisicamente dele.</p>
<p>Tirando isso, minha felicidade já vem de quatro anos, quando eu o conheci. Ou seja: se eu morresse cinco dias depois do meu casamento, ainda assim, teria encontrado aquela pessoa que muitos levam vidas e vidas sem encontrar &#8211; a moça das fotos que a Eva me mandou, com absoluta certeza, também encontrou <strong>aquela pessoa</strong>.</p>
<p>E, então, só posso mesmo concordar com Vinicius de Moraes e reafirmar que <em>&#8220;tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada &#8211; para viver um grande amor&#8221;</em>.</p>
<p>Mais importante que o tempo que você passe com o seu bem-amado é que você o encontre para viver um grande amor.</p>
<p>O grande amor.</p>
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		<title>Mais uma pausa no TCC para mais uma constatação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante! O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante!</p>
<p>O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como professora: violência nas escolas.</p>
<p>Ontem fiquei girando, girando, procurando epígrafes para o ínicio de capítulo, afinal, são esses pequenos detalhes que dão leveza ao texto acadêmico por vezes tão duro de ser decifrado.</p>
<p>Aí, lembrei de uma frase do Jorge Amado no prefácio do romance <strong>Cacau</strong>. Ele afirmava que tinha escrito o livro com &#8220;um mínimo de literatura para um máximo de honestidade&#8221;.</p>
<p>Eu já tinha me valido dessa frase no epílogo do meu primeiro TCC e me deixa feliz ver que, nove anos depois, ainda serve. Ainda sou eu.</p>
<p>PS &#8211; Meu primeiro TCC, assim como o de agora, não teve introdução nem conclusão; teve proposição e epílogo, que nem n&#8217;Os Lusíadas! Hahahahahahahaha! Minha primeira orientadora riu e disse que eu era/sou mesmo pretensiosa.</p>
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		<title>Dobrando a saudade ou Todas essas coisas que só nós dois sabemos</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 05:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, você está na cidade que eu mais amo no mundo e tudo o que posso dizer é que adoraria estar aí com você. Na verdade, eu posso dizer um pouco mais. Eu queria ficar namorando baús na feirinha da Afonso Pena com você; queria subir até o mirante do Parque das Mangabeiras. Queria te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, você está na cidade que eu mais amo no mundo e tudo o que posso dizer é que adoraria estar aí com você.</p>
<p>Na verdade, eu posso dizer um pouco mais.</p>
<p>Eu queria ficar namorando baús na feirinha da Afonso Pena com você; queria subir até o mirante do Parque das Mangabeiras. Queria te levar pra comer linguiça de metro no Stadt Jever, na Contorno; queria ler pra você os poemas daquele livro nosso do Drummond à beira do lago do Parque Municipal. Queria uma rosa do Mercado Central.</p>
<p>E só nós dois sabemos porque diabos eu quero um baú; só eu sei pra te mostrar o quanto é lindo ver a Serra do Curral envolvendo Beagá num abraço do alto do mirante; só eu sei o quanto é bom bater papo com você ao redor de uma mesa, os dois de frente pro outro como um casal que se preze &#8211; sim, porque casal que se preze senta de frente um pro outro pra olhar bem nos olhos -; só você sabe fazer aquelas piadinhas bobas por conta dos poemas eróticos do Drummond.</p>
<p>Só eu sei porque não preciso ganhar uma rosa daquelas vermelhas do mercado&#8230;</p>
<p>Todas essas coisas que só nós dois sabemos. Todas essas coisas que um dia viveremos, porque sempre teremos Beagá.</p>
<p>Sempre teremos Bedford Falls. (Eu escrevo essa frase e os olhos enchem. Que bobona!)</p>
<p>Saber que você está em Beagá é dobrar a saudade.</p>
<p>Um beijo apertado que nem abraço, que nem o do Pedro pra Ana T.</p>
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		<title>Vou looogo!</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 17:14:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olha, leitor, amanhã vou viajar cedinho para, como diria meu grande amigo Pixinguinha, &#8220;matar essa paixão que me devora o coração&#8221;. &#8220;E só assim então serei feliz Bem feliz&#8221;. Lá pro dia 11 de maio eu volto a escrever aqui, sim?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, leitor, amanhã vou viajar cedinho para, como diria meu grande amigo Pixinguinha, <em>&#8220;matar essa paixão que me devora o coração&#8221;</em>.</p>
<p><em>&#8220;E só assim então serei feliz<br />
Bem feliz&#8221;</em>.</p>
<p>Lá pro dia 11 de maio eu volto a escrever aqui, sim?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Convite ao erro</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 01:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, no Love Live do Dia dos Namorados, ano passado, o André contou que eu passei uns meses mandando poemas todos os dias para ele, porque não me conformava com o fato dele não gostar de poesia. O tempo passou e muitos e muitos mails depois posso dizer que hoje ele já compra livros de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, no <a href="http://dialetica.org/lovelive">Love Live</a> do <a href="http://dialetica.org/lovelive/2008/06/12/0007-poesia-para-desarmar">Dia dos Namorados</a>, ano passado, o <a href="http://dialetica.org/marmota">André</a> contou que eu passei uns meses mandando poemas todos os dias para ele, porque não me conformava com o fato dele não gostar de poesia.</p>
<p>O tempo passou e muitos e muitos mails depois posso dizer que hoje ele já compra livros de poesia e até considera ter um poeta favorito: Mário Quintana.</p>
<p>Aí, dia desses, ele me disse assim:</p>
<p>- Lu, tenta escrever o endereço do Dialética com algum complemento errado&#8230;</p>
<p>- Como assim?</p>
<p>- Ah, tipo: <a href="www.dialetica.org/ashgashg">www.dialetica.org/ashgashg</a> ou <a href="www.dialetica.org/blablabla">www.dialetica.org/blablabla</a> ou <a href="www.dialetica.org/naoseioquenaoseioqueeusouumotario">www.dialetica.org/naoseioquenaoseioqueeusouumotario</a>.</p>
<p>Aí, veio a surpresa. Em todas as páginas de erro do Dialética &#8211; aquelas onde você digita errado o endereço do blog &#8211; o André plantou um poema. Todos os poemas que &#8220;usei&#8221; para comovê-lo.</p>
<p>Agora posso dizer que aqui até os erros são cheios de poesia.</p>
<p>Então, erre. E cole aqui &#8211; e, sobretudo, aí &#8211; o poema que encontrar. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>De quando se tem 15 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 14:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando me apaixonei pela primeira vez comprei um caderno preto, com um relógio antigo desenhado na capa e escrevi um livro de poemas nele. Pra o garoto que eu gostava – o Duda. Escrevi à mão uns 350, 400 poemas nesse caderno. Um caderno que não era meu, era dele, sabe? A imaginação era minha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Verdana">Quando me apaixonei pela primeira vez comprei um caderno preto, com um relógio antigo desenhado na capa e escrevi um livro de poemas nele. Pra o garoto que eu gostava – o Duda. Escrevi à mão uns 350, 400 poemas nesse caderno. Um caderno que não era meu, era dele, sabe? A imaginação era minha, o calo no dedo onde apoiava a lapiseira pra escrever era meu, a letra torta e fraquinha era minha. Mas aquele livro era só dele, do meu primeiro amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Verdana">Eu lembro que nessa época eu tinha um bloquinho avulso onde anotava palavras que achava bonitas, diferentes, “exóticas” para colocar nos poemas. Palavras como flamboyant, diáfano, suave, jeans, hortelã, Veneza, zás, ventilador e muitas outras mais. Adorava encaixá-las, umas com as outras e, juntas, ao meu sentimento. Passei horas, dias, meses, um ano nesse exercício, ora rimado, ora livre. Sempre apaixonado. E quase não passo de ano, mas passei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Verdana">Nessa época eu era uma grande poeta (Miss Cangaíba total): ganhava os concursos de poemas do colégio, eles eram publicados no Informe Marista e eu fazia exposições de inéditos na época do Dia da Poesia – 14 de março, aniversário de Castro Alves.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Aí, semana passada, o homem de todas as minhas vidas estava reclamando que não conseguia fazer poemas, que não sabia lidar com rimas e métricas e tudo mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Eu disse que tudo bem, que o que ele escrevia em prosa era cheio de poesia também, tanto quanto seria se escrevesse poemas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">E, pra consolar mais ainda, contei a ele dos meus poemas de 15 anos atrás e do quanto eu os achava o máximo e do quanto eles são de fato terríveis&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Li alguns pra ele no Skype e ele ria e fazia exclamações!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Eu ri junto, mas a verdade é que tenho um carinho enorme por esses poemas que escrevi aos 15 anos para um garoto de 15 anos que não me dava bola.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">O que eu gosto nesses poemas é da minha predisposição a escrever desenfreadamente, sem me preocupar se vou parecer ridícula ou não. Afinal, se &#8220;todas as cartas de amor são ridículas&#8221;, por que os poemas também não seriam?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Ainda hoje escrevo bobaginhas românticas, fofurinhas, mensaginhas, como uma adolescente de 15 anos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Pra fechar, estrofinhas que escrevi no auge da minha adolescência. Não é pra você gostar, é pra você lembrar de quem você era, porque eu me lembro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&#8220;Eu quero desatar antigos laços</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">e formar, com você, um nó somente</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">para sermos o aconchego de um abraço</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">ou apenas o cadarço de um tênis&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&#8220;O meu príncipe encantado</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">usa jeans e camiseta</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">ele é doce e engraçado</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">e me faz perder a cabeça!&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&#8220;Seus pais são loucos</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">e os meus também</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">o tempo é pouco</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">por isso vem!&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">PS &#8211; O mais bonitinho foi o homem de todas as minhas vidas dizendo no final da conversa que mesmo não escrevendo poemas pra mim é com ele que vou casar. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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