<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agridoce &#187; Pirlimpimpim</title>
	<atom:link href="http://dialetica.org/agridoce/categoria/pirlimpimpim/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://dialetica.org/agridoce</link>
	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Mar 2011 17:29:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Ah, Jorge, amado&#8230;</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/ah-jorge-amado/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/ah-jorge-amado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1508</guid>
		<description><![CDATA[Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável. Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor. Pois bem. Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável.</em></p>
<p>Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o hotel, deixei a bagagem, tomei um banho e fui para o Pelourinho.</p>
<p>(E revi o mar de Salvador em plena Praça Castro Alves, aquela que é do povo como o céu é do avião).</p>
<p>Fui para o Pelourinho de relógio, de escapulário, de bolsa, de máquina fotográfica, de Lua sorrindo. Nada aconteceu. Muito aconteceu.</p>
<p>Aconteceu que foi só colocar os pés naquele lugar e os versos de <em>O que será</em>, do Chico Buarque, começaram a dançar na minha cabeça.</p>
<p>Aconteceu que uma baiana amarrou uma fitinha azul no meu braço e me concedeu três pedidos – e repeti os pedidos feitos em 2005, em uma fitinha vermelha que só arrebentou dois anos depois&#8230;</p>
<p>Aconteceu que assim que entrei na <strong>Fundação Casa de Jorge Amado</strong> comecei a chorar. O mesmo choro de agora, leitor, ao escrever essas linhas da minha emoção.</p>
<p>Entrar ali naquela casa é, além de reencontrar Jorge e os personagens dele que eu tanto amo, reencontrar minha professora de Literatura do colégio, da faculdade, da vida; reencontrar a mim em tantas fases, fixada a tantos livros e aventuras desenhadas nesse cenário.</p>
<p>Quis ficar. Olhei ao redor e quase peço por favor um trabalho ali. Poucas vezes estive em lugares onde genuinamente desejei trabalhar como ali.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Me encaminhei pra sala de pesquisa que eles mantêm e logo me entregaram os livros que acharam que tinha a ver e selecionaram pra minha pesquisa.</p>
<p>Aí veio a parte mais linda e surpreendente de todas: em meio aos livros e recortes de jornais e revistas estava o livrinho querido que a UNAMA publicou há uns anos com o meu TCC sobre&#8230; Jorge Amado.</p>
<p>De acordo com a mocinha que me atendeu, foi o trabalho que melhor falava da menina Dora, de <strong>Capitães da areia</strong>, que ele encontraram.</p>
<p>Eu sorri e disse que aquele trabalho eu não precisava ler porque eu tinha escrito. E contei como ele foi parar lá: em uma feira do livro de Belém, Paloma Amado e Zélia Gattai receberam das minhas mãos aquele trabalho, para que fosse levado para a fundação – coisa que naquele momento vi que fizeram.</p>
<p>Subir e descer as ladeiras do Pelourinho, comprar chinelos coloridos e um vestido de chita pra fazer de conta que entrei nos livros de Jorge, estudar entre o cheiro do acarajé e o som do Olodum mirim – todo um cotidiano de dias que eu queria por anos.</p>
<p>No último dia, foi a voz da Nana Caymmi que entremeou meus estudos na fundação. A música vinha do rádio do dono da lojinha na lateral do prédio azul onde tudo que se respira é Jorge Amado. E Nana cantava aquela música que diz <em>“quem te implora é a outra Maria / a Maria qualquer, a Maria aprendiz / eu também quero ser / quem não quer? / quero ser feliz”</em>. Era tão eu essa música naquele momento: aprendiz e feliz.</p>
<p>Quando me despedi da mocinha da biblioteca ela me disse que eu não esquecesse de enviar a minha dissertação para eles quando ficasse pronta. Eu respondi que pretendia ir entregar pessoalmente dali a um ano e meio.</p>
<p>Saí da fundação e onde fui? Procurar alguém que jogasse búzios pra mim, ora!</p>
<p>E a dona menina mãe de santo falou, entre outras coisas, que eu sou filha de Oxossi e que certas coisas iam acontecer em breve e – diante do meu olhar incrédulo – que eu voltaria em breve para contar a ela que as tais coisas tinham acontecido mesmo. Fiquei balançada quando ela falou isso porque tinha acabado de dizer na fundação que voltaria logo, logo a Salvador&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ela falou também que meus olhos são tristes. Eu sorri e confirmei, citando Vinicius de Moraes e Roberto Carlos: <em>‘é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste’</em> e <em>‘minha alegria é triste’</em>, respectivamente.</p>
<p>Alberto Costa e Silva, no <strong>Seminário Acadêmico Internacional Jorge Amado</strong> – ao qual eu tive o prazer de ir em maio de 2010 – declarou que <em>“o real se mescla ao maravilhoso; na verdade, o real É maravilhoso e esse é o grande assunto de Jorge Amado”</em>.</p>
<p>Eu não sou nem quero ser feliz todo dia, toda hora. Mas eu acredito muito nesse lance do real ser maravilhoso. Depois que o Costa e Silva verbalizou isto, eu entendi que pra mim também o real só faz sentido se for maravilhoso.</p>
<p>Vai ver que é daí que vem esse amor por Jorge Amado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/ah-jorge-amado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Das bobagens mais ternas</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/das-bobagens-mais-ternas/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/das-bobagens-mais-ternas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1504</guid>
		<description><![CDATA[A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida. A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida.</p>
<p>A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto.</p>
<p>Quando disse que a Miriam tinha dado a indicação e repeti o lance de saber TUDO de feminino, ela deu um sorriso mineiro e disse que então não precisava eu estudar mais nada de feminino já que ela já sabia de tudo sobre!</p>
<p>Ela é uma querida.</p>
<p>Disse que meu projeto sobre as figuras femininas amadianas a interessava e que aceitava me orientar. Só pediu que eu me inscrevesse na turma da aula de metalinguagem poética que ela ia ministrar, para que nos conhecêssemos melhor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em Beagá, quando uma mulher é muito fina, educada, delicada, eles dizem que ela é uma dama. Posso dizer depois de dois, três meses que a Suely é definitiva e absolutamente uma dama. E fiquei muito fã dela nesse tempinho, apesar de saber que ela nunca vai ler esse texto, afinal, não entende nada, nadinha de mexer com Internet.</p>
<p>Bem, esse preâmbulo todo sobre a Suely é pra contar de um momento de agora a pouco.</p>
<p>Em uma das ultimas aulas que tivemos, analisamos uns poemas da Adélia Prado. Um chamado Clareira marcou em particular:</p>
<p><em>Seria tão bom, como já foi,<br />
As comadres se visitarem nos domingos.<br />
Os compadres fiquem na sala, cordiosos,<br />
Pitando e rapando a goela. Os meninos<br />
Farejando e mijando com os cachorros.<br />
Houve esta vida, ou inventei?<br />
Eu gosto de metafísica, só pra depois<br />
Pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,<br />
Falar as falas certas: a de Lurdes casou,<br />
A das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,<br />
As santas missões vêm aí, vigiai e orai<br />
Que a vida é breve.<br />
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,<br />
Quero um casal de compadres, molécula de sanidade,<br />
Pra eu sobreviver.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A Suely ilustrou bem a percepção que tinha do poema. Lembrou de quando o filho dela foi morar na França e uma vizinha sabiamente a aconselhou: quando escrever para ele – sim, ela escreve cartas até hoje pro filho – conte só bobagens.</p>
<p>Ora, como assim só bobagens? – ela indagou, intrigada.</p>
<p>Bobagens: quem casou, quem formou, quem fez, aconteceu&#8230; Conte só bobagens porque é disso que sentimos saudade quando estamos longe.</p>
<p>Ouvi essas palavras na sala de aula e meus olhos encheram. Era aquilo mesmo. Morro de saudade das bobagens que converso com minha mãe, à mesa da cozinha; deitadas juntas na cama; de frente pro rio, na praia; no carro, no rumo da venta.</p>
<p>Lembrei ainda agora do poema – e, por conseguinte, da Suely, aquela querida – porque estávamos, minha mãe e eu, comendo ludicamente o melhor caranguejo do mundo – o dela – na cozinha de casa, contando bobagens uma pra outra. Do meu curso, do trabalho dela, da minha casa, das minhas tias, do nosso cotidiano amorosamente entrecortado.</p>
<p>A clareira da Adélia inundou a cozinha aqui de casa e eu me vi com minha mãe sendo poesia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/das-bobagens-mais-ternas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/ei-twitter/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/ei-twitter/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1491</guid>
		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/ei-twitter/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Típico casamento gaúcho</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/tipico-casamento-gaucho/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/tipico-casamento-gaucho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1473</guid>
		<description><![CDATA[Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro. A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha. Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2010/02/DSC06154-225x300.jpg" alt="DSC06154" width="225" height="300" /></p>
<p>Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro.</p>
<p>A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha.</p>
<p>Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se tivesse saído de um daqueles tomos de O tempo e o vento, do Erico Veríssimo – o meu Veríssimo favorito.</p>
<p>Até que um belo dia o irmão do par da mocinha foi ver uma apresentação do grupo e se encantou pela parceira fraternal. Resultado: decidiu entrar pro CTG também, só pra se aproximar dela.</p>
<p>Se aproximou tanto que fui ao casamento deles. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bem, nunca tinha ido a Pelotas nem a qualquer casamento gaúcho. E é diferente sim.</p>
<p>Eles casaram da catedral da cidade que é uma igreja super bonita, cheia de vitrais maravilhosos.</p>
<p>Um dos pontos mais positivos da cerimônia foi o padre. Anote aí: pra cerimônia do seu casamento ser legal, é importante que o padre conheça um pouco você, seu noivo, a história de vocês. E esse padre tinha essa qualidade e fez da celebração algo bem reflexivo e alegre ao mesmo tempo.</p>
<p>Em seguida, fomos pra festa que foi num imenso galpão, repleto de mesas compriiiiidas, com bancos corriiiiiiiidos, música animada e um churrasco daqueles rolando. Ah, e tinha um pula-pula pra que as crianças ficassem bem esgadilhadas.</p>
<p>Depois do jantar, antes da valsa, o CTG apareceu todo paramentado e fez questão de fazer uma homenagem aos noivos. Como a banda que contrataram não apareceu, eles dançaram cantando a capela, numa das apresentações mais queridas que já vi. Era tudo emoção, sabe?</p>
<p>E é claro que depois os noivos dançaram junto com o grupo pra ficar tudo mais lindo ainda.</p>
<p>E é claro que eu não peguei o buquê da noiva.</p>
<p>E é claro que tocaram o legítimo tecnobrega paraense no meio da festa lá do outro lado do país e é claro que quem estava cantando era a Banda Dejavu famosa quem.</p>
<p>Um outro detalhe inesquecível da cerimônia foi que a noiva entrou na igreja de braço dado com o pai, ao som de uma música cantada ao vivo e a cores pelo próprio noivo!</p>
<p>E é claro que estou desde já pensando em que música vou cantar no meu casamento. Rá!</p>
<p>Uma das inúmeras pessoas que conheci e que me cumprimentou disse a grande verdade: só em velório e casamento pra reunir tanta gente querida.</p>
<p>Acima da cerimônia, do churrascão, da festa, do bolo delícia, a confraternização daquelas pessoas em torno do novo casal é que valeu cada quilômetro que tive que atravessar pra ir a esse casamento.</p>
<p>Ou você tá pensando que Pelotas é logo ali na esquina, leitor?</p>
<p>Depois eu que moro longe&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quem sabe um dia eu não resolva me casar numa cerimônia-festa tipicamente gaúcha também?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/tipico-casamento-gaucho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pequeno Príncipe na OCA</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/pequeno-principe-na-oca/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/pequeno-principe-na-oca/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papelão]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1454</guid>
		<description><![CDATA[Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA. Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230; Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA.</p>
<p>Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230;</p>
<p>Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da OCA os desenhos queridos de Saint-Exupèry.</p>
<p>Destaque absoluto pra a caixinha do carneiro. Explico: um dos ambientes tinha três janelinhas redondas, fazendo com que nos sentíssemos dentro da caixinha com um carneiro dentro, desenhada pelo Aviador. Lá, um monte de giz de cera à disposição para que desenhássemos nas paredes! Muitos deixaram seus nomes, outros se arriscaram a desenhar carneirinhos mesmo. Tudo bem colorido, lúdico e lindo.</p>
<p>Em outra ala, um histórico minucioso da vida do autor de O Pequeno Príncipe e da trajetória do livro, além de telas que reproduziam as várias adaptações pra cinema, teatro e televisão que o livro já ganhou.</p>
<p>Também tinha um espaço onde um deserto era reproduzido, onde podíamos ver o avião caído no meio do nada. Também do nada surgiu um ator encarnando o Aviador e convidando todo mundo pra uma peça que contava aquela história toda que toda miss sabe de cor de salteado – eu que não sou miss sei e amo&#8230;</p>
<p>Tinha um lugarzinho cheio de estrelas penduradas no teto, onde podíamos deixar recados e desejos&#8230; Tinha uma lojinha com mil badulaques do Pequeno Príncipe – saímos de lá com um livro sobre Saint-Exupèry e uma camiseta do Petit.</p>
<p>Mas o que de mais surpreendente e lindo e mágico aconteceu foi o último andar da OCA.</p>
<p>Ao chegar lá, a gente simplesmente se deparou com o B-612! Vários planetas, estrelas, e no meio desse cenário todo um planetinha com vulcõezinhos e uma rosa vermelha incrível iluminando tudo.</p>
<p>Cara, quando vi o B-612 não sabia o que fazer. Não sabia se ria, se chorava, se fotografava. Até que vi umas crianças indo até lá, subindo no planeta! E perguntei candidamente aos organizadores se eu podia subir também. Eles sorriram e disseram que sim, claro.</p>
<p>E foi lindo.</p>
<p>E vivi tudo isso num momento bem triste e desanimado, com a auto-estima a zero. E essa foi só a manhã de um dia querido ao lado do meu querido. Dia que terminou no teatro, vendo As pontes de Madison – coisa que merece outro texto só pra si.</p>
<p>PS – As fotos do Pequeno Príncipe na OCA estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem/sets/72157622732137012">AQUI</a>, no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem">Belém, Belém</a>, claro. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/pequeno-principe-na-oca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como será dois mil e SEX?</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/como-sera-dois-mil-e-sex/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/como-sera-dois-mil-e-sex/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 17:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1448</guid>
		<description><![CDATA[final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo. rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo.</p>
<p>rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra quem curte futebol como nós - ver o Brasil ser hexacampeão - fotografar beagá, escrever sobre beagá, tudo mais em beagá &#8211; dar adeus aos refrigerantes &#8211; ajudar as pessoas de alguma forma &#8211; abstrair mais &#8211; sentir saudade como de praxe &#8211; voltar a malhar e perder os malditos seis quilos que me assolam &#8211; ir mais ao cinema, ler mais e fazer mais todas aquelas coisas que nem deveriam fazer parte das promessas de fim de ano, mas do cotidiano &#8211; poupar (hahahahahaha!) &#8211; e&#8230;</p>
<p>que os textos desse Agridoce voltem a emocionar as pessoas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/como-sera-dois-mil-e-sex/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/dois-mil-e-love-foi-assim/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/dois-mil-e-love-foi-assim/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[Papelão]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1445</guid>
		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/dois-mil-e-love-foi-assim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>50 anos</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/50-anos/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/50-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 12:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[Papelão]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=361</guid>
		<description><![CDATA[2029. 24 de dezembro. Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado. Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">2029. 24 de dezembro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que não darei conta de preparar a ceia a tempo, desajeitada sempre na cozinha. Mas eu darei. Darei conta porque será uma comidinha feita só pra pessoas que amo. E o que eu não der eu encomendo em alguma quituteira da vida, afinal ninguém é de ferro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Música, risada, fotografia. De vez em quando eu vou parar um pouco, olhar ao redor, e ter certeza de que aquilo, aquele dia, não é só contente nem alegre &#8211; é feliz. Plenamente feliz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E depois do jantar uns dois meninos, rapazes, e uma menina, mocinha, meio parecidos comigo e com o homem de todas as minhas vidas, sairão pra ver os pares. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Vai ser quando ficaremos assistindo <em><span style="font-family: Verdana">A felicidade não se compra</span></em> pelo milésimo Natal, aninhados no sofá, mãos dadas, comendo um monte daquelas delícias natalinas! E vamos repetir nossos comentários do ano passado como se fossem novos: que George Bailey é o máximo, que Donna Reed está linda nesse filme; tentar obviamente imaginar como seria se não existíssemos, pra em seguida respirar aliviados por estarmos bem vivos e bem juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ficar bem nostálgicos, lembrando dos natais da nossa infância e da infância dos dois meninos, rapazes e da menina, mocinha. De como descobri que o Papai Noel não existia; de nossas peripécias para que os dois meninos, rapazes e a menina, mocinha não descobrissem logo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Também vou contar minha piada de Natal favorita e o homem de todas as minhas vidas vai morrer de rir não pela piada, porque afinal é super sem graça, mas pela minha cara de pau de ainda contar mais uma vez! E calar minha gaiatice com um beijo doce, com gosto de fruta de Natal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E mais uma vez eu vou pensar que mais que ouro, incenso e mirra, um lar é o melhor presente de Natal que se pode ter. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS &#8211; Piada de Natal: &#8220;O garotinho pergunta pro Papai Noel: &#8211; Papai Noel, o senhor rói unha? E o Papai Noel responde: Ho! Ho! Ho!&#8221; Leitor exigente, eu disse que era super sem graça! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS2 &#8211; Assista A felicidade não se compra! Todo ano, nessa época, eu assisto. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/50-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Eu te amo</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/eu-te-amo/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/eu-te-amo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1435</guid>
		<description><![CDATA[Pronto! Consegui! Chamei a atenção de todos os sentimentais simplesmente com esse título, contudo engana-se redondamente quem pensa que vai encontrar aqui, hoje, uma crônica de amor. Talvez não encontre jamais, pois aprendi, dia desses, que não se deve escrever “eu te amo” porque o papel é um documento e, de repente, você muda de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto! Consegui! Chamei a atenção de todos os sentimentais simplesmente com esse título, contudo engana-se redondamente quem pensa que vai encontrar aqui, hoje, uma crônica de amor. Talvez não encontre jamais, pois aprendi, dia desses, que não se deve escrever “eu te amo” porque o papel é um documento e, de repente, você muda de opinião e está lá, preso pela frase escrita. Por isso aprenda: só diga “eu te amo”, pois o vento se compromete a ser seu cúmplice. Mas, afinal, tenho que escrever bem depressa antes que o orgulho e a vaidade atinjam o meu ego e façam crescer um câncer em minh’alma! Declarar abertamente que você não me conhece, mas eu conheço você. Enquanto seus olhos estiverem passeando pelas minhas palavras, você é meu também. Eu só escrevo o que quero, o que me agrada e fortalece, o que me faz sorrir, o que eu deixo você saber! Se isso lhe atinge, modifica, revira do avesso, não é da minha conta. Isso é um lazer pra mim. É a busca da minha melhor morte. Então, de súbito, quebro todos os caríssimos copos de cristal do vizinho e corto os pulsos muito delicadamente para que as gotículas do meu sangue queimem essa página e a transforme na minha plenitude verde e ácida, e que essa plenitude lhe amanse e lhe faça plantar girassóis na janela da casa rosa que eu mandei construir para nós dois. Não! Não, criatura, eu não estou maluca! Apenas injetei você na minha idéia e agora não temos mais solução ou volta. Portanto, eu não sou sua escrava. Eu sou essas linhas simples que lhe deixam com esse olhar doce de descrença. Se você me abandonar, me trocar pela melhor escritora do mundo, eu juro que saio gritando bem na sua cara que eu sou mais eu, eu sou mais eu, eu sou mais eu e mais ninguém! Você ficará com raiva, me chamará de doente, de arrogante e não casará mais comigo quando tocar “Fire and Rain” do J. Taylor, regida pelo Caravelli. Nisso, passaremos a vida inteira como o Bandeira, uma vida “que poderia ter sido e que não foi”! Nesse momento, vou virar uma nerd-punk-ninja: usar óculos, pintar o cabelo de verde e lutar karatê. E você sempre será muito profuso de amor, de calor, de carne, de eu. Então, cruzando a Boaventura, a gente se reencontra, você pergunta se eu estou bem, eu lhe olho, nós casamos de vez! Tudo isso é muito confuso, mas insisto, não estou louca e, sendo assim, o que vale é a intenção. A minha intenção é fazer você me enxergar. Detesto essa gente que confunde complicação com mistério. “O Estado sou eu. Eu sou o Rei-Sol”. Quero a claridade. Afinal, o importante são as nuances e não as cores! O que vale é o seu olhar, o seu jeito, a sua risada e a maneira estranha como você me faz feliz. Dessa forma, que se dane o meu ego massageado de elogios que me amam; que se exploda o “som do mar e a luz do céu profundo”, porque o que me interessa é você. Você que vem de mim e é exatamente como o vento, meu amigo, avisou que seria. Talvez você pense que me perdi, que essa é sim uma crônica de amor, mas absolutamente não é. Ela é tão somente para falar do poder da palavra, dá pra entender? Ah! Dá pra sobreviver a mim, é só você querer. É só fazer de conta que não leu nada disso e ligar para ela e dizer (!) “eu te amo”. Escrever jamais! O Reino dos Céus é dos ignorantes e eu sou mais eu e vou direto pro inferno, sem escala e sem choro, nem vela! Só quero uma linha amarela que costure meus pulsos e me faça viver outra vez.</p>
<p>PS &#8211; Escrito em 1999, aos 20 anos, por uma Luciana que não sabia fazer parágrafos e escrevia num fôlego só.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/eu-te-amo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um mail pra dois</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/um-mail-pra-dois/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/um-mail-pra-dois/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1425</guid>
		<description><![CDATA[Queridos, saudade imensa. Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &#38; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas. Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos, saudade imensa.</p>
<p>Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &amp; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas.</p>
<p>Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu até confessei que na época me apaixonei pelo Pedro, mas desisti só por causa da Ana. Eles riram que riram&#8230;</p>
<p>Falar na Ana e no Pedro é falar em velhos amigos. Ficamos fazendo as contas de quantos anos eles têm agora e dizendo que já devem ter se reencontrado pela internet, pelo google. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Estou me formando em Jornalismo agora no final do ano. E, como já sou formada em Letras, tentando o mestrado. Me inscrevi na UFMG, mas não passei. Agora vou tentar a PUC-MG.</p>
<p>Ronald, se eu for ao menos fazer as provas em Beagá, queria muito conhecer você.</p>
<p>Beijo apertado que nem abraço! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Luciana.</p>
<p>***</p>
<p>Acabo de mandar esse mail pra o Ronald e pra Vivina, autores de Ana &amp; Pedro. Ele resume bem o que se passa comigo agora: meus alunos leram Ana &amp; Pedro, me formo em menos de um mês, não passei na UFMG e amarguei uma decepção muito grande comigo mesma por conta disso, e agora estou tentando outra vez que nem na música do Raul Seixas.</p>
<p>E se eu for a Beagá mês que vem, mesmo que eu nem passe, já será lindo.</p>
<p>Torce, leitor.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/um-mail-pra-dois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

