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	<title>Agridoce &#187; Papelão</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>Pequeno Príncipe na OCA</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA. Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230; Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA.</p>
<p>Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230;</p>
<p>Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da OCA os desenhos queridos de Saint-Exupèry.</p>
<p>Destaque absoluto pra a caixinha do carneiro. Explico: um dos ambientes tinha três janelinhas redondas, fazendo com que nos sentíssemos dentro da caixinha com um carneiro dentro, desenhada pelo Aviador. Lá, um monte de giz de cera à disposição para que desenhássemos nas paredes! Muitos deixaram seus nomes, outros se arriscaram a desenhar carneirinhos mesmo. Tudo bem colorido, lúdico e lindo.</p>
<p>Em outra ala, um histórico minucioso da vida do autor de O Pequeno Príncipe e da trajetória do livro, além de telas que reproduziam as várias adaptações pra cinema, teatro e televisão que o livro já ganhou.</p>
<p>Também tinha um espaço onde um deserto era reproduzido, onde podíamos ver o avião caído no meio do nada. Também do nada surgiu um ator encarnando o Aviador e convidando todo mundo pra uma peça que contava aquela história toda que toda miss sabe de cor de salteado – eu que não sou miss sei e amo&#8230;</p>
<p>Tinha um lugarzinho cheio de estrelas penduradas no teto, onde podíamos deixar recados e desejos&#8230; Tinha uma lojinha com mil badulaques do Pequeno Príncipe – saímos de lá com um livro sobre Saint-Exupèry e uma camiseta do Petit.</p>
<p>Mas o que de mais surpreendente e lindo e mágico aconteceu foi o último andar da OCA.</p>
<p>Ao chegar lá, a gente simplesmente se deparou com o B-612! Vários planetas, estrelas, e no meio desse cenário todo um planetinha com vulcõezinhos e uma rosa vermelha incrível iluminando tudo.</p>
<p>Cara, quando vi o B-612 não sabia o que fazer. Não sabia se ria, se chorava, se fotografava. Até que vi umas crianças indo até lá, subindo no planeta! E perguntei candidamente aos organizadores se eu podia subir também. Eles sorriram e disseram que sim, claro.</p>
<p>E foi lindo.</p>
<p>E vivi tudo isso num momento bem triste e desanimado, com a auto-estima a zero. E essa foi só a manhã de um dia querido ao lado do meu querido. Dia que terminou no teatro, vendo As pontes de Madison – coisa que merece outro texto só pra si.</p>
<p>PS – As fotos do Pequeno Príncipe na OCA estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem/sets/72157622732137012">AQUI</a>, no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem">Belém, Belém</a>, claro. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
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		<title>Rei</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 17:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos. Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: “Liga depois, estamos vendo o especial do Rei!” pra em seguida, desligar solenemente na sua cara, como todo ano acontece quando algum desavisado liga nesse dia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Hoje à noite o Roberto Carlos vai entrar no palco mais uma vez entre gritos, aplausos e euforia, vai ficar esperando parado, sorrindo, até que toda a emoção se amenize um pouco e vai dizer: “É um prazer rever vocês”. E todo mundo vai gritar e aplaudir e ficar eufórico em dobro!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Já vi essa cena, ao vivo, em pleno Mineirinho e lhe digo: é das coisas mais incríveis que já vi. Homens, mulheres, jovens, crianças, idosos. Famílias, amigos, casais. Um mar de gente gritando junto que é um prazer revê-lo também. Nesse momento ninguém mais conversa com ninguém, ninguém mais olha pro lado – ele hipnotiza a gente. E quando a gente se dá conta está lá, alternando riso e choro, cantando junto com ele, mas baixinho, pra não atrapalhar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ele conversa no meio das músicas, fazendo você se sentir amigo mesmo, próximo. Apresenta a banda RC-7, e conta que o maestro é compadre dele. E quando canta Outra vez, naquela parte que diz que você foi “o maior dos enganos que eu pude fazer” ele emenda e confessa: “Mentira, da boca pra fora”. E o ginásio quase vem abaixo! Ou quando ele canta Nossa canção, antes fica mostrando no telão imagens de quando ele era jovem e a mulherada fica histérica gritando “Lindo!” e então ele canta: “Olhe aqui, preste atenção”, e se ouve um grande suspiro no ar emendado com todas as vozes juntas, a plenos pulmões: “Essa é a nossa canção”!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Aí, ele vai cantar Emoções, Detalhes, Como é grande o meu amor por você. Vai cantar um pouco de Jovem Guarda e talvez chamar o “meu amigo Erasmo Carlos”. Vai cantar Jesus Cristo, Nossa Senhora, O Terço. Vai cantar alguma música nova ou velha que ele tenha feito pra Maria Rita. E finalizar jogando rosas para o público.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nisso, o leitor indagador vai perguntar: Mas por que você vai assistir ao especial do Rei se já sabe tudo o que vai acontecer, se já está tudo roteirizado na sua cabeça, se já viu ao vivo? Porque eu sou fã! Ora, ora!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Eu comecei a gostar do Roberto Carlos com uns 12, 13 anos, influência óbvia dos meus pais. Gostei de saber pelo meu pai que aquele cara chato que minha mãe adorava tinha feito uma música pra o Caetano quando ele estava exilado em Londres. Achei corajoso, bonito mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Daí comecei a reparar que sempre tem um comercial, uma novela, uma história com as músicas do Rei. Sempre tem um monte de outros artistas regravando músicas dele. E essas músicas sempre têm um pouco de mim, de você. Simples, clichês, encantadoras, passionais, meio bregas, como cada um de nós, abençoadamente, é.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Elas falam dos nossos desencontros, brigas, separações, derrotas. De saudade, amor, ciúme, fé, rebeldia. Servem pra lembrar, esquecer, amar, maldizer, conquistar, levar pra passear – de calhambeque pelas curvas da estrada de Santos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Pra que eu vou falar que de uns tempos pra cá a produção do Roberto caiu demais? Pra que eu vou dizer que prefiro o Roberto da Jovem Guarda e da década de 70 – da época enfim, que eu nem era nascida? Tudo o que ele fez naquele tempo foi tão forte e tão bonito que sustenta até hoje a coroa dele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Mesmo ele sendo cheio de manias, mesmo ele tendo aquele cabelo ridículo, mesmo ele vindo tão pouco a minha cidade. Pra mim o que importa é que ele gosta de azul que nem eu, pra mim ele é “uma brasa, mora?”, pra mim ele é o cara que sabe como ninguém cantar os meus amores, as minhas paixões. Os altos e baixos das minhas emoções. </span></p>
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		<title>50 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 12:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2029. 24 de dezembro. Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado. Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">2029. 24 de dezembro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que não darei conta de preparar a ceia a tempo, desajeitada sempre na cozinha. Mas eu darei. Darei conta porque será uma comidinha feita só pra pessoas que amo. E o que eu não der eu encomendo em alguma quituteira da vida, afinal ninguém é de ferro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Música, risada, fotografia. De vez em quando eu vou parar um pouco, olhar ao redor, e ter certeza de que aquilo, aquele dia, não é só contente nem alegre &#8211; é feliz. Plenamente feliz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E depois do jantar uns dois meninos, rapazes, e uma menina, mocinha, meio parecidos comigo e com o homem de todas as minhas vidas, sairão pra ver os pares. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Vai ser quando ficaremos assistindo <em><span style="font-family: Verdana">A felicidade não se compra</span></em> pelo milésimo Natal, aninhados no sofá, mãos dadas, comendo um monte daquelas delícias natalinas! E vamos repetir nossos comentários do ano passado como se fossem novos: que George Bailey é o máximo, que Donna Reed está linda nesse filme; tentar obviamente imaginar como seria se não existíssemos, pra em seguida respirar aliviados por estarmos bem vivos e bem juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ficar bem nostálgicos, lembrando dos natais da nossa infância e da infância dos dois meninos, rapazes e da menina, mocinha. De como descobri que o Papai Noel não existia; de nossas peripécias para que os dois meninos, rapazes e a menina, mocinha não descobrissem logo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Também vou contar minha piada de Natal favorita e o homem de todas as minhas vidas vai morrer de rir não pela piada, porque afinal é super sem graça, mas pela minha cara de pau de ainda contar mais uma vez! E calar minha gaiatice com um beijo doce, com gosto de fruta de Natal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E mais uma vez eu vou pensar que mais que ouro, incenso e mirra, um lar é o melhor presente de Natal que se pode ter. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS &#8211; Piada de Natal: &#8220;O garotinho pergunta pro Papai Noel: &#8211; Papai Noel, o senhor rói unha? E o Papai Noel responde: Ho! Ho! Ho!&#8221; Leitor exigente, eu disse que era super sem graça! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS2 &#8211; Assista A felicidade não se compra! Todo ano, nessa época, eu assisto. </span></p>
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		<title>Um vovô de suspensórios</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, estávamos parados no sinal, quando um vovô de suspensórios cruzou a faixa. Aí eu falei: - Quando você for velhinho, vou te dar uns suspensórios&#8230; Pra você ser um vovô de suspensórios. - Hum&#8230; - Aí, nossos netinhos vão nos visitar&#8230; E vão dizer &#8220;Ah, temos mesmo que visitar o vovô André?! Ele é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, estávamos parados no sinal, quando um vovô de suspensórios cruzou a faixa. Aí eu falei:</p>
<p>- Quando você for velhinho, vou te dar uns suspensórios&#8230; Pra você ser um vovô de suspensórios.</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>- Aí, nossos netinhos vão nos visitar&#8230; E vão dizer <em>&#8220;Ah, temos mesmo que visitar o vovô André?! Ele é muito chato!&#8221;</em></p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>- <em>&#8220;Tá bom. Só vamos porque a vovó Lu é super legal!&#8221; </em></p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- Hahahahahahahahahahahahaha!</p>
<p>- Tá vendo? Nem você acredita nisso!</p>
<p>- Lógico! Eu sei que eu sou a chata e que você muito mais legal que eu e que nossos netinhos &#8211; assim como todo mundo &#8211; vão gostar muito mais de você do que de mim&#8230;</p>
<p>- Hehehehe!</p>
<p>- É, mas não me importo. Eles vão ter que me engolir que nem o Zagallo do mesmo jeito!</p>
<p>- Hahahahahahahaha!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dos paradoxos do amor</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 14:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, um dia eu fui tímida. Eu sei, você deve estar rindo e desacreditando, mas é verdade. Eu era tímida que nem você e por isso mesmo você me chamou tanta atenção quando nos conhecemos. Porque você era eu aos 14 anos – só que você já tinha 28&#8230; Com 14 anos me apaixonei perdidamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, um dia eu fui tímida. </p>
<p>Eu sei, você deve estar rindo e desacreditando, mas é verdade.</p>
<p>Eu era tímida que nem você e por isso mesmo você me chamou tanta atenção quando nos conhecemos. Porque você era eu aos 14 anos – só que você já tinha 28&#8230;</p>
<p>Com 14 anos me apaixonei perdidamente – pra se apaixonar tem que ser perdidamente – por um rapazinho chamado Duda – já falei nele em outro texto, o do meu primeiro beijo. </p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Mesmo depois que nos afastamos, eu continuei a gostar do Duda por um tempão. Aí, vieram os Jogos Estudantis e eu resolvi assistir a todos os jogos dele – e torcer por ele, claro – mesmo ele sendo de outro colégio que não o meu.</p>
<p>Eu ia aos ginásios, via os jogos, torcia pelo colégio alheio, o Duda me via, mas logo que terminava o jogo eu ia embora. </p>
<p>Até que chegou o dia dele jogar contra o time do colégio onde eu estudava. Foi terrível. O placar foi 120 a 20 pro meu colégio, mesmo eu torcendo muito pelo colégio do Duda.</p>
<p>Foi a única vez que, terminado o jogo, me aproximei do Duda, na arquibancada. Fiquei lá, parada, sentada ao lado dele, sem dizer nada diante da cara triste que ele fazia.</p>
<p>Quando cheguei em casa escrevi uma carta, dizendo o quanto lamentava pela derrota e o quanto queria ter dado um abraço grande nele após o jogo.</p>
<p>Passou um tempo e um dia resolvi entregar não só essa, mas todas as outras cartas que escrevia e guardava – fora os poemas de um certo caderno preto&#8230; Se eu tivesse quatorze anos hoje, escreveria tudo em um blog!</p>
<p>Depois de ler tudo, o Duda conversou comigo e a coisa mais marcante desse papo ao telefone foi ele dizendo que eu deveria ter dado aquele abraço no dia do jogo, porque ele bem que precisava naquela hora. </p>
<p>Me lembro com nitidez de ter me sentido a garota mais puramente idiota do mundo inteiro naquele momento.</p>
<p>E me lembro de, dali em diante, nunca mais ter deixado passar nada que me desse vontade real.</p>
<p>Hoje é engraçado ver você estranhar o meu jeito atirado, o meu jeito sem jeito de gritar todo esse amor que eu sinto por você, mas saiba que eu te amo porque você, ainda hoje, tem essa timidez que eu tinha aos 14 anos.</p>
<p>E se eu não tivesse deixado de lado a minha timidez seria bem provável que até hoje você não soubesse do que sinto e que um monte de cartas – hoje em dia mails, né? – se acumulassem mais uma vez em minhas gavetas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Valor-notícia</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 15:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230; - Hum&#8230; O que? - Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça. - Hum&#8230; *** Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230;</p>
<p>- Hum&#8230; O que?</p>
<p>- Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça.</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ao bem-amado</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/ao-bem-amado/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 16:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento. Aí, quando foi anteontem, a Eva me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência. Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento. Eu poderia terminar meu relato dizendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento.</p>
<p>Aí, quando foi anteontem, a <a href="http://www.dialetica.org/camarim">Eva</a> me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência.</p>
<p>Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento.</p>
<p>Eu poderia terminar meu relato dizendo que, <strong>infelizmente</strong>, ela faleceu cinco dias após à cerimônia, mas não o farei.</p>
<p>Não, porque o que ando pensando muito sobre casamento tem justamente a ver com isso: tempo.</p>
<p>São muitas &#8211; quase todas as que conheço! &#8211; as pessoas que perguntam quando vou me casar. Eu sempre respondo que <em>ainda falta</em> &#8211; a resposta mais subjetiva do mundo, eu sei.</p>
<p>A verdade é que entendi que dizer que quero logo me casar é veladamente dizer que quero logo ver o homem que eu amo todos os dias, afinal, ao casar, não vou mais viver longe fisicamente dele.</p>
<p>Tirando isso, minha felicidade já vem de quatro anos, quando eu o conheci. Ou seja: se eu morresse cinco dias depois do meu casamento, ainda assim, teria encontrado aquela pessoa que muitos levam vidas e vidas sem encontrar &#8211; a moça das fotos que a Eva me mandou, com absoluta certeza, também encontrou <strong>aquela pessoa</strong>.</p>
<p>E, então, só posso mesmo concordar com Vinicius de Moraes e reafirmar que <em>&#8220;tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada &#8211; para viver um grande amor&#8221;</em>.</p>
<p>Mais importante que o tempo que você passe com o seu bem-amado é que você o encontre para viver um grande amor.</p>
<p>O grande amor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fantasma só faz buuu!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia. Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia.</p>
<p>Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o teste &#8211; &#8220;dá menos trabalho&#8221;, alegaram.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>A greve acabou, as aulas voltaram. A 2ª avaliação ficou só pro 2º semestre, assim como o teste.</p>
<p>Então eu disse a eles que teriam mais o mês das férias, além dois dois da greve, para ler o livro.</p>
<p>Foi quando uma aluna respondeu dizendo que não ia gastar o tempo dela de férias lendo livro nenhum, e que ela não tinha culpa da gente ter &#8220;inventado&#8221; essa greve.</p>
<p>Eu disse que tudo bem, que ela não lesse então. Mas que em agosto, doa a quem doer, farei esse teste sobre o livro e valerá metade dos pontos da prova. E não existe essa de não fazer o teste e fazer a prova valendo 10. Não fez o teste, faz a prova valendo 5.</p>
<p>Ponderei mais um pouco, disse que a greve não é &#8220;inventada&#8221; por nós só pra aumento salarial. Um dos pedidos desde o ano passado é por mais segurança nas escolas &#8211; e os episódios da feira da cultura e da festa junina da escola onde trabalho são provas mais do que concretas de que esse problema está longe de ser sanado.</p>
<p>Disse também que quando eu estudava era &#8220;obrigada&#8221; a ler pelo menos quatro livros por ano para trabalhos da escola. Capitães da Areia foi um desses, mas eu já tinha lido antes, porque, pra mim, ler nunca foi uma obrigação.</p>
<p>Aí, ontem à noite, contei essa história toda para o homem de todas as minhas vidas e recordei do primeiro livrinho que li para a escola: <a href="http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04084-4.pdf">Fantasma só faz buuu!</a>, da Flávia Muniz. Li aos oito anos, na antiga 2ª série do 2º grau.</p>
<p>Então, não resisti, e puxei meu livrinho que já tem pra mais de 20 anos da estante, e me pus a ler a historinha para ele, no Skype! E ele, coitado, ouvindo paciente&#8230; Como diria meu grande amigo Milton, &#8220;quem sabe isso quer dizer amor&#8221;?</p>
<p>E quem sabe um dia meus alunos entendam o motivo de se ler e leiam para aqueles que amam. Poemas, parábolas, posts, piadas ou quem sabe um livrinho de 2ª série.</p>
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