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	<title>Agridoce &#187; Livros</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Ah, Jorge, amado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável. Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor. Pois bem. Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável.</em></p>
<p>Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o hotel, deixei a bagagem, tomei um banho e fui para o Pelourinho.</p>
<p>(E revi o mar de Salvador em plena Praça Castro Alves, aquela que é do povo como o céu é do avião).</p>
<p>Fui para o Pelourinho de relógio, de escapulário, de bolsa, de máquina fotográfica, de Lua sorrindo. Nada aconteceu. Muito aconteceu.</p>
<p>Aconteceu que foi só colocar os pés naquele lugar e os versos de <em>O que será</em>, do Chico Buarque, começaram a dançar na minha cabeça.</p>
<p>Aconteceu que uma baiana amarrou uma fitinha azul no meu braço e me concedeu três pedidos – e repeti os pedidos feitos em 2005, em uma fitinha vermelha que só arrebentou dois anos depois&#8230;</p>
<p>Aconteceu que assim que entrei na <strong>Fundação Casa de Jorge Amado</strong> comecei a chorar. O mesmo choro de agora, leitor, ao escrever essas linhas da minha emoção.</p>
<p>Entrar ali naquela casa é, além de reencontrar Jorge e os personagens dele que eu tanto amo, reencontrar minha professora de Literatura do colégio, da faculdade, da vida; reencontrar a mim em tantas fases, fixada a tantos livros e aventuras desenhadas nesse cenário.</p>
<p>Quis ficar. Olhei ao redor e quase peço por favor um trabalho ali. Poucas vezes estive em lugares onde genuinamente desejei trabalhar como ali.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Me encaminhei pra sala de pesquisa que eles mantêm e logo me entregaram os livros que acharam que tinha a ver e selecionaram pra minha pesquisa.</p>
<p>Aí veio a parte mais linda e surpreendente de todas: em meio aos livros e recortes de jornais e revistas estava o livrinho querido que a UNAMA publicou há uns anos com o meu TCC sobre&#8230; Jorge Amado.</p>
<p>De acordo com a mocinha que me atendeu, foi o trabalho que melhor falava da menina Dora, de <strong>Capitães da areia</strong>, que ele encontraram.</p>
<p>Eu sorri e disse que aquele trabalho eu não precisava ler porque eu tinha escrito. E contei como ele foi parar lá: em uma feira do livro de Belém, Paloma Amado e Zélia Gattai receberam das minhas mãos aquele trabalho, para que fosse levado para a fundação – coisa que naquele momento vi que fizeram.</p>
<p>Subir e descer as ladeiras do Pelourinho, comprar chinelos coloridos e um vestido de chita pra fazer de conta que entrei nos livros de Jorge, estudar entre o cheiro do acarajé e o som do Olodum mirim – todo um cotidiano de dias que eu queria por anos.</p>
<p>No último dia, foi a voz da Nana Caymmi que entremeou meus estudos na fundação. A música vinha do rádio do dono da lojinha na lateral do prédio azul onde tudo que se respira é Jorge Amado. E Nana cantava aquela música que diz <em>“quem te implora é a outra Maria / a Maria qualquer, a Maria aprendiz / eu também quero ser / quem não quer? / quero ser feliz”</em>. Era tão eu essa música naquele momento: aprendiz e feliz.</p>
<p>Quando me despedi da mocinha da biblioteca ela me disse que eu não esquecesse de enviar a minha dissertação para eles quando ficasse pronta. Eu respondi que pretendia ir entregar pessoalmente dali a um ano e meio.</p>
<p>Saí da fundação e onde fui? Procurar alguém que jogasse búzios pra mim, ora!</p>
<p>E a dona menina mãe de santo falou, entre outras coisas, que eu sou filha de Oxossi e que certas coisas iam acontecer em breve e – diante do meu olhar incrédulo – que eu voltaria em breve para contar a ela que as tais coisas tinham acontecido mesmo. Fiquei balançada quando ela falou isso porque tinha acabado de dizer na fundação que voltaria logo, logo a Salvador&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ela falou também que meus olhos são tristes. Eu sorri e confirmei, citando Vinicius de Moraes e Roberto Carlos: <em>‘é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste’</em> e <em>‘minha alegria é triste’</em>, respectivamente.</p>
<p>Alberto Costa e Silva, no <strong>Seminário Acadêmico Internacional Jorge Amado</strong> – ao qual eu tive o prazer de ir em maio de 2010 – declarou que <em>“o real se mescla ao maravilhoso; na verdade, o real É maravilhoso e esse é o grande assunto de Jorge Amado”</em>.</p>
<p>Eu não sou nem quero ser feliz todo dia, toda hora. Mas eu acredito muito nesse lance do real ser maravilhoso. Depois que o Costa e Silva verbalizou isto, eu entendi que pra mim também o real só faz sentido se for maravilhoso.</p>
<p>Vai ver que é daí que vem esse amor por Jorge Amado.</p>
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		<title>Tim Mais Erasmo Mais&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 01:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Cultivo uma lista de temas sobre os quais quero-tenho-preciso-gostaria de escrever nos meus blogs: agridoce, blog da copa, próximos capítulos. Há dois anos o nome do Tim Maia não sai dessa lista. O título do texto sobre ele seria &#8220;Tim Mais&#8221;, porque numa conversa com a Patrícia digitei errado e ela adorou por achar bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cultivo uma lista de temas sobre os quais quero-tenho-preciso-gostaria de escrever nos meus blogs: agridoce, blog da copa, próximos capítulos.</p>
<p>Há dois anos o nome do Tim Maia não sai dessa lista.</p>
<p>O título do texto sobre ele seria &#8220;Tim Mais&#8221;, porque numa conversa com a Patrícia digitei errado e ela adorou por achar bem apropriado a ele.</p>
<p>Fiquei com uma vontade danada de escrever sobre o Tim depois de ter lido a biografia dele, escrita pelo Nelson Motta, e ter ficado dias escutando suas canções.</p>
<p>O fato é que adoro biografias.</p>
<p>Do pessoal da música já li a do Cazuza, a do Rei, a do Tim. Já li o &#8220;Verdade Tropical&#8221;, do Caetano, que não deixa de ser autobiográfico.</p>
<p>E dia desses li a do Erasmo, &#8220;Minha fama de mau&#8221;, que dei de presente pra minha mãe em novembro &#8211; aquisiçao da Feira Panamazônica do Livro. E o Tim Maia, claro, é personagem desse livro, pois foi ele quem ensinou o parceiro do Rei a tocar violão.</p>
<p>Li o texto de Erasmo de uma vez só, no sábado, esperando a Fórmula1.</p>
<p>É um texto leve &#8211; acompanhado de fotos incríveis -, que ele escreveu à mão e pediu ao filho para digitar &#8211; o que fez eu lembrar do meu primeiro TCC, que primeiro escrevi no caderno e depois passei para o computador.</p>
<p>Longe do didatismo da biografia do Rei, o livro do Tremendão passa uma ternura que eu acho que só a primeira pessoa consegue dar.</p>
<p>Não sei.</p>
<p>Em meio a tantos livros do mestrado (eu passei, acredita?) pra ler &#8211; O planalto e a estepe que o diga &#8211; Minha fama de mau foi deveras apaziguador.</p>
<p>Querendo muito agora ler a biografia do Simonal e a do Milton Nascimento.</p>
<p>PS - Não inclui a biografia do Vinicius de Moraes na lista porque o considero mais poeta que cantor, o que fazer?</p>
<p>PS2 &#8211; Não tinha um dia mais apropriado para voltar a escrever aqui do que 1º de abril, ao som de Pega na mentira, hein?</p>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>Pequeno Príncipe na OCA</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA. Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230; Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA.</p>
<p>Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230;</p>
<p>Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da OCA os desenhos queridos de Saint-Exupèry.</p>
<p>Destaque absoluto pra a caixinha do carneiro. Explico: um dos ambientes tinha três janelinhas redondas, fazendo com que nos sentíssemos dentro da caixinha com um carneiro dentro, desenhada pelo Aviador. Lá, um monte de giz de cera à disposição para que desenhássemos nas paredes! Muitos deixaram seus nomes, outros se arriscaram a desenhar carneirinhos mesmo. Tudo bem colorido, lúdico e lindo.</p>
<p>Em outra ala, um histórico minucioso da vida do autor de O Pequeno Príncipe e da trajetória do livro, além de telas que reproduziam as várias adaptações pra cinema, teatro e televisão que o livro já ganhou.</p>
<p>Também tinha um espaço onde um deserto era reproduzido, onde podíamos ver o avião caído no meio do nada. Também do nada surgiu um ator encarnando o Aviador e convidando todo mundo pra uma peça que contava aquela história toda que toda miss sabe de cor de salteado – eu que não sou miss sei e amo&#8230;</p>
<p>Tinha um lugarzinho cheio de estrelas penduradas no teto, onde podíamos deixar recados e desejos&#8230; Tinha uma lojinha com mil badulaques do Pequeno Príncipe – saímos de lá com um livro sobre Saint-Exupèry e uma camiseta do Petit.</p>
<p>Mas o que de mais surpreendente e lindo e mágico aconteceu foi o último andar da OCA.</p>
<p>Ao chegar lá, a gente simplesmente se deparou com o B-612! Vários planetas, estrelas, e no meio desse cenário todo um planetinha com vulcõezinhos e uma rosa vermelha incrível iluminando tudo.</p>
<p>Cara, quando vi o B-612 não sabia o que fazer. Não sabia se ria, se chorava, se fotografava. Até que vi umas crianças indo até lá, subindo no planeta! E perguntei candidamente aos organizadores se eu podia subir também. Eles sorriram e disseram que sim, claro.</p>
<p>E foi lindo.</p>
<p>E vivi tudo isso num momento bem triste e desanimado, com a auto-estima a zero. E essa foi só a manhã de um dia querido ao lado do meu querido. Dia que terminou no teatro, vendo As pontes de Madison – coisa que merece outro texto só pra si.</p>
<p>PS – As fotos do Pequeno Príncipe na OCA estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem/sets/72157622732137012">AQUI</a>, no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem">Belém, Belém</a>, claro. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>nostalgia</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 22:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[oi, leitor, você ainda tá aí? eu ainda estou aqui, acredite. fiz trinta anos. amarguei um inferno astral filho da mãe antes do meu aniversário. uma nostalgia imensa. você sabe, a nostalgia é a saudade que dói. dias antes do aniversário, um aluno me deu um recorte de jornal, com uma crônica, dizendo que tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oi, leitor, você ainda tá aí?</p>
<p>eu ainda estou aqui, acredite.</p>
<p>fiz trinta anos.</p>
<p>amarguei um inferno astral filho da mãe antes do meu aniversário. uma nostalgia imensa. você sabe, a nostalgia é a saudade que dói.</p>
<p>dias antes do aniversário, um aluno me deu um recorte de jornal, com uma crônica, dizendo que tinha lido e lembrado de mim.</p>
<p>e o texto era sobre&#8230; nostalgia.</p>
<p>era de um cara dizendo as mil coisas que causavam nostalgia nele.</p>
<p>eu quase morri de chorar ali mesmo, mas não chorei porque sou uma professora dura na queda, né?</p>
<p>o engraçado é que ele recortou o texto e tirou o nome do autor.</p>
<p>aí perguntei pro Google de quem era aquele texto e ele me respondeu que era do José Roberto Torero.</p>
<p>e agora eu meti na cabeça que tenho que dar um livro do Torero pra esse meu aluno, porque é tão raro eles se interessarem pela leitura, é tão rara essa troca&#8230; fora o fato do texto realmente ter tudo a ver comigo naquele momento.</p>
<p>aí fiz trinta anos e minha nostalgia passou.</p>
<p>e meu tcc estacou. o meu blog estacou.</p>
<p>se você soubesse a lista enorme de coisas que tenho pra escrever aqui. tenho tudo anotado em um caderno.</p>
<p>mas eu continuo aqui e espero que você continue aí.</p>
<p>a emoção desse blog que não é emo, é emotivo, continua aqui também.</p>
<p>um beijo.</p>
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		<title>Do Açúcar Amargo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 14:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada recebi um mail com o assunto &#8220;te achei na net&#8221;. De imediato, pensei: &#8211; Xi, é spam. Mas abri. Eram palavras simpáticas que diziam assim: Luciana, meu nome é Luiz Puntel, sou professor de Literatura. O livro CAPITÃES DA AREIA é leitura exigida este ano nos vestibulares da UNICAMP e da FUVEST. Vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada recebi um mail com o assunto &#8220;te achei na net&#8221;. De imediato, pensei: &#8211; Xi, é spam.</p>
<p>Mas abri.</p>
<p>Eram palavras simpáticas que diziam assim:</p>
<p><strong>Luciana, meu nome é Luiz Puntel, sou professor de Literatura. O livro CAPITÃES DA AREIA é leitura exigida este ano nos vestibulares da UNICAMP e da FUVEST. Vamos trabalhar com ele em sala de aula. Aí, pesquisa daqui, dali, caí no teu site, o teu blog. E gostei do que você resenhou sobre DORA e as mulheres do JORGE AMADO.<br />
Posso usar seu texto com os meninos? Podemos lê-lo e analisar?<br />
Beijão!!</strong></p>
<p>Como assim, &#8220;meu nome é Luiz Puntel&#8221;?</p>
<p>***</p>
<p>Na época do colégio, eu esperava ansiosa pelo dia, geralmente entre janeiro e fevereiro, em que minha mãe comprava o material escolar. Muito mais que os cadernos, livros didáticos, estojo-canetas-lápis, o que me interessava mesmo eram os livros paradidáticos.</p>
<p>Lia todos assim que minha mãe chegava da livraria. Todos, num tapa só.</p>
<p>Minha mãe dizia que assim, quando fosse a hora de lê-los pra escola, eu enjoaria e não estudaria.</p>
<p>Ledo engano, afinal, faz parte de quem gosta de ler gostar também de reler&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Vai ver que por isso, por dar tanta importância assim aos paradidáticos &#8211; tenho todos guardados até hoje aliás &#8211; é que respondi assim para o professor Luiz Puntel:</p>
<p><em>Nossa! Você é o Luiz Puntel de Açúcar Amargo? Se for, saiba que li esse livro na sétima série e gostei muito, tanto que guardo até hoje com carinho. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Lógico que você pode usar os textos do meu TCC para analisar com seus alunos! É um prazer &#8211; pena que moro em Belém e não vou poder participar também, pois adoro falar e falar sobre Jorge Amado.<br />
E agora sou eu que tenho que te pedir: posso contar no meu blog sobre o seu pedido? Afinal, não é todo dia que recebo um mail do Luiz Puntel, um dos autores queridos da minha adolescência! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Abraço grande em você e nos seus alunos.</em></p>
<p>Açúcar Amargo, o livro em questão, foi lido por mim na 7ª série, e contava sobre a vida da Marta, que trabalhava como bóia-fria em plantações de cana-de-açúcar em São Paulo. Um dia, eles resolveram fazer uma greve, diante das irregularidades com que o trabalho deles era tratado. E aí, do meio daquele protesto, surgiu uma frase que lembro sempre, que foi escrita com batom, em uma faixa:</p>
<p>UNIDOS SOMOS FORTES COMO UM CANAVIAL.</p>
<p>Tem coisa mais linda que esse blog me dar um presente como esse?</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/07/dsc04679.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1386" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/07/dsc04679-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>PS &#8211; Ainda tenho dentro do livro o Suplemento de Trabalho! Meus professores usavam só pra exercício e faziam outro teste pra valer. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Fantasma só faz buuu!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia. Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia.</p>
<p>Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o teste &#8211; &#8220;dá menos trabalho&#8221;, alegaram.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>A greve acabou, as aulas voltaram. A 2ª avaliação ficou só pro 2º semestre, assim como o teste.</p>
<p>Então eu disse a eles que teriam mais o mês das férias, além dois dois da greve, para ler o livro.</p>
<p>Foi quando uma aluna respondeu dizendo que não ia gastar o tempo dela de férias lendo livro nenhum, e que ela não tinha culpa da gente ter &#8220;inventado&#8221; essa greve.</p>
<p>Eu disse que tudo bem, que ela não lesse então. Mas que em agosto, doa a quem doer, farei esse teste sobre o livro e valerá metade dos pontos da prova. E não existe essa de não fazer o teste e fazer a prova valendo 10. Não fez o teste, faz a prova valendo 5.</p>
<p>Ponderei mais um pouco, disse que a greve não é &#8220;inventada&#8221; por nós só pra aumento salarial. Um dos pedidos desde o ano passado é por mais segurança nas escolas &#8211; e os episódios da feira da cultura e da festa junina da escola onde trabalho são provas mais do que concretas de que esse problema está longe de ser sanado.</p>
<p>Disse também que quando eu estudava era &#8220;obrigada&#8221; a ler pelo menos quatro livros por ano para trabalhos da escola. Capitães da Areia foi um desses, mas eu já tinha lido antes, porque, pra mim, ler nunca foi uma obrigação.</p>
<p>Aí, ontem à noite, contei essa história toda para o homem de todas as minhas vidas e recordei do primeiro livrinho que li para a escola: <a href="http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04084-4.pdf">Fantasma só faz buuu!</a>, da Flávia Muniz. Li aos oito anos, na antiga 2ª série do 2º grau.</p>
<p>Então, não resisti, e puxei meu livrinho que já tem pra mais de 20 anos da estante, e me pus a ler a historinha para ele, no Skype! E ele, coitado, ouvindo paciente&#8230; Como diria meu grande amigo Milton, &#8220;quem sabe isso quer dizer amor&#8221;?</p>
<p>E quem sabe um dia meus alunos entendam o motivo de se ler e leiam para aqueles que amam. Poemas, parábolas, posts, piadas ou quem sabe um livrinho de 2ª série.</p>
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		<title>Mais uma pausa no TCC para mais uma constatação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante! O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante!</p>
<p>O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como professora: violência nas escolas.</p>
<p>Ontem fiquei girando, girando, procurando epígrafes para o ínicio de capítulo, afinal, são esses pequenos detalhes que dão leveza ao texto acadêmico por vezes tão duro de ser decifrado.</p>
<p>Aí, lembrei de uma frase do Jorge Amado no prefácio do romance <strong>Cacau</strong>. Ele afirmava que tinha escrito o livro com &#8220;um mínimo de literatura para um máximo de honestidade&#8221;.</p>
<p>Eu já tinha me valido dessa frase no epílogo do meu primeiro TCC e me deixa feliz ver que, nove anos depois, ainda serve. Ainda sou eu.</p>
<p>PS &#8211; Meu primeiro TCC, assim como o de agora, não teve introdução nem conclusão; teve proposição e epílogo, que nem n&#8217;Os Lusíadas! Hahahahahahahaha! Minha primeira orientadora riu e disse que eu era/sou mesmo pretensiosa.</p>
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		<title>Lúcia Já-vou-indo</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 17:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre que vou a livrarias me detenho um pouquinho que seja na ala infantil. Na época da faculdade de Letras cheguei a pensar em fazer o TCC sobre literatura infanto-juvenil &#8211; seria uma aproximação (ou não) das infâncias da Narizinho e do Menino Maluquinho. Como a orientadora que eu queria manjava mais de Jorge Amado &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que vou a livrarias me detenho um pouquinho que seja na ala infantil.</p>
<p>Na época da faculdade de Letras cheguei a pensar em fazer o TCC sobre literatura infanto-juvenil &#8211; seria uma aproximação (ou não) das infâncias da Narizinho e do Menino Maluquinho. Como a orientadora que eu queria manjava mais de Jorge Amado &#8211; outra grande paixão minha &#8211; acabei deixando os livros infantis de lado, pelo menos no que tange a vida acadêmica.</p>
<p>Mas é irresistível pra mim mergulhar naqueles livrinhos coloridos. Ler novos, reler os que fizeram parte da minha infância, comprar uns aqui e outros ali.</p>
<p>O mais recentemente comprado foi o <strong>Lúcia Já-vou-indo</strong>, da Maria Heloisa Penteado. Depois de muito procurá-lo por mais de um ano, achei o último exemplar da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.</p>
<p>Fiquei feliz. Ficava feliz quando não encontrava também, porque era/é sinal que as crianças ainda leem a história da lesminha que eu tanto adorava quando eu tinha cinco anos de idade.</p>
<p>O livro, cheio de ilustrações de cores contagiantes, conta a história da lesminha Lúcia, que nunca tinha conseguido ir a uma festa porque sempre chegava atrasada, afinal, era uma lesma.</p>
<p>Até o belo dia que a libélula Chispa Foguinho teve a idéia mais genial da minha meninice: fazer uma festa na casa da própria Lúcia! Ela só não contava que a Lúcia fosse sair de casa nesse dia&#8230;</p>
<p>Não conto o fim para que você, leitor, saia desesperadamente a procurar um exemplar de <strong>Lúcia Já-vou-indo</strong>.</p>
<p>Tenho memórias sobre esse livro. Lembro da minha mãe lendo, da minha avó lendo. Aqui, um adendo: liguei pra minha mãe pra contar que tinha comprado o <strong>Lúcia Já-vou-indo</strong>, e ela disse na hora: &#8211; Ah, esse livro é a cara da tua avó, ela adorava as libélulas.</p>
<p>As libélulas são um caso a parte. Minha mãe e minha avó adoravam as libélulas porque eu lia errado a palavra libélula. Eu lia libelula (tônica no u). Elas morriam de fazer molecagem comigo. Ensinavam o certo, mas eu dizia que libelula era mais bonito.</p>
<p>Lembro também de uma noite, eu lia deitada ao lado do meu pai na cama de casal dele e da minha mãe, enquanto ela, grávida de todos os meses do meu irmão, estava deitada na rede. De repente, minha mãe fala: &#8211; José, eu vou cair.</p>
<p>Foi quando meu pai voou da cama pra rede e pegou minha mãe no ar &#8211; a rede tinha rasgado ao meio. Essa é a grande cena heroica da minha infância. A lembrança é tão nítida que sei até o que estava passando na TV: Anarquistas graças a Deus. E eu lia <strong>Lúcia Já-vou-indo</strong>, claro.</p>
<p>Você, ou seu filho, ou seu neto, ou seus alunos, deviam ler também. É lindo.</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/6430528_a1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1292" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/6430528_a1.jpg" alt="" width="235" height="200" /></a></p>
<p>PS &#8211; Dias depois, encontrei também na mesma Livraria Cultura o <strong>Sangue de Barata</strong>, da Ângela Lago. Todo feito em versos, é um livro também muito bacana, muito minha avó, minha mãe e eu. Mas ficou pra próxima, porque o dinheiro já tinha ido com a Lúcia&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Paulo Coelho e o Sítio do Pica-pau Amarelo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 17:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo ano passo um trabalho sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Pica-pau Amarelo para os meus alunos de 5ª série. (Passo Ziraldo, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes também). Aí, além dos trabalhos escritos e dos cartazes que exponho na sala, acabo fazendo algumas perguntas sobre a pesquisa literária na prova. Então hoje de manhã, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ano passo um trabalho sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Pica-pau Amarelo para os meus alunos de 5ª série.</p>
<p>(Passo Ziraldo, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes também).</p>
<p>Aí, além dos trabalhos escritos e dos cartazes que exponho na sala, acabo fazendo algumas perguntas sobre a pesquisa literária na prova.</p>
<p>Então hoje de manhã, corrigindo e lançando as notas, surge a pérola: PAULO COELHO, O AUTOR DO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO.</p>
<p>Meu coração de professora naquele momento deu uma parada e fez um minuto de silêncio no meu peito!</p>
<p>Como, eu pergunto como é que um menino faz toda uma pesquisa sobre um determinado assunto e sai com uma resposta dessas?</p>
<p>Pensei na hora em dar zero para ele sem nem terminar de corrigir a prova, mas não.</p>
<p>Farei melhor: vou comprar um &#8220;Caçadas de Pedrinho&#8221; e presentear meu aluno pra que ele nunca mais esqueça que entre Monteiro Lobato e Paulo Coelho vão léguas&#8230;</p>
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