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	<title>Agridoce &#187; Jornalismo</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
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		<title>Um mail pra dois</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queridos, saudade imensa. Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &#38; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas. Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos, saudade imensa.</p>
<p>Esse mail é só pra dizer que hoje meus alunos da oitava série fizeram um teste sobre Ana &amp; Pedro. Sim, eu coloquei toda a turma pra ler a história daquelas cartas mais queridas.</p>
<p>Semana passada me crivaram de perguntas sobre o livro e foi bom falar em Ana, em Pedro. Eu até confessei que na época me apaixonei pelo Pedro, mas desisti só por causa da Ana. Eles riram que riram&#8230;</p>
<p>Falar na Ana e no Pedro é falar em velhos amigos. Ficamos fazendo as contas de quantos anos eles têm agora e dizendo que já devem ter se reencontrado pela internet, pelo google. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Estou me formando em Jornalismo agora no final do ano. E, como já sou formada em Letras, tentando o mestrado. Me inscrevi na UFMG, mas não passei. Agora vou tentar a PUC-MG.</p>
<p>Ronald, se eu for ao menos fazer as provas em Beagá, queria muito conhecer você.</p>
<p>Beijo apertado que nem abraço! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Luciana.</p>
<p>***</p>
<p>Acabo de mandar esse mail pra o Ronald e pra Vivina, autores de Ana &amp; Pedro. Ele resume bem o que se passa comigo agora: meus alunos leram Ana &amp; Pedro, me formo em menos de um mês, não passei na UFMG e amarguei uma decepção muito grande comigo mesma por conta disso, e agora estou tentando outra vez que nem na música do Raul Seixas.</p>
<p>E se eu for a Beagá mês que vem, mesmo que eu nem passe, já será lindo.</p>
<p>Torce, leitor.</p>
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		<title>Valor-notícia</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 15:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230; - Hum&#8230; O que? - Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça. - Hum&#8230; *** Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230;</p>
<p>- Hum&#8230; O que?</p>
<p>- Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça.</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Não sei o que, não sei o que, diploma&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 11:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem reli um texto da Pat no Cintaliga sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Reli também os comentários (vários) que fiz e resolvi colocá-los aqui porque ainda é o que penso. Não adianta, para profissão alguma, só o diploma. Tem que ter muito mais. Talento mesmo para a coisa na qual você pretende trabalhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem reli um texto da Pat no Cintaliga sobre a <a href="http://www.interney.net/blogs/cintaliga/2007/05/24/jornalismo_muito_mais_que_um_diploma">obrigatoriedade do diploma de jornalismo</a>.</p>
<p>Reli também os comentários (vários) que fiz e resolvi colocá-los aqui porque ainda é o que penso.</p>
<p><em>Não adianta, para profissão alguma, só o diploma. Tem que ter muito mais. Talento mesmo para a coisa na qual você pretende trabalhar a vida toda. </em><br />
<em>Também vejo muito jornalista de boutique na faculdade, é terrível pra mim porque é como se nublassem algo com o qual eu sempre sonhei. </em><br />
<em>Com esse lance do diploma eu até brinco que já sou jornalista já que não precisa mais ser formado. Mas não abandono a faculdade&#8230; </em><br />
<em>Eu gosto da vida acadêmica, apesar de tudo. Gosto da orientação dos meus professores, me indigno quando acho que estou sendo mal-avaliada, almejo fazer um mestrado, um doutorado. </em><br />
<em>Na faculdade onde estudo tem uma avaliação docente e eu acho que deveria ter uma discente também. Uma auto-avaliação de cada aluno, pra que eles próprios se tocassem se é ou não certo continuar ali. Ia rodar tanta gente&#8230; </em></p>
<p>Um adendo aqui: ia rodar gente, por exemplo, que escreve oculpação, bem dito, muiraquitam&#8230;</p>
<p><em>Acho que para ser jornalista tem que ter talento para escrever sim, mas também tem que haver burilamento. Se a faculdade de cada um dá ou não isso, são outros quinhentos. </em></p>
<p><em>O que quero deixar claro e é o que acho importante é que é preciso estudo sim e ele pode existir com ou sem faculdade. </em><br />
<em>Agora, outra coisa também tem que ser pensada e avaliada: é muito interessante para o jornal, rádio, emissora, o que for, contratar alguém não formado e pagar menos pelo trabalho dele do que contratar alguém formado. Isso dá margem à defasagem salarial, ao meu ver. Você mesma vive isso com seu trabalho de revisora, que sei que é tão competente ou mais quanto qualquer um que seja formado. (aqui estou me referindo à Pat; é ela que vive/vivia isso).</em><br />
<em>Logo, eu faço faculdade de jornalismo para obter um diploma para apresentar à maldita sociedade que me cobra, sim. Não para aprender a escrever. Isso eu já aprendi faz 22 anos.  </em><br />
<em>Na boa, às vezes me decepciono mais com minha turma, os futuros jornalistas de boutique, do que com meus professores. </em><br />
<em>Para você ter uma idéia, a minha professora de Impresso teve que orientar as meninas da sala em como se vestir para fazer matéria em delegacia: nada de blusa de alcinha, calça da Gang, etc. e tal. Ela tira o maior sarro desse povo e ninguém se toca, morro de rir. </em></p>
<p><em> <br />
Enfim, o título do texto resume o que penso: jornalismo é muito mais que um diploma sim, mas eu acredito que, na sociedade em que vivemos, é ruim com ele, pior sem ele.</em></p>
<p>Outro adendo pra fechar: quero explicar o parágrafo acima. Sempre quis ser jornalista, mas primeiro me formei em Letras. Assim que me formei, entrei em contato com os poucos jornais da cidade onde moro e todos foram unânimes em dizer que não podiam me dar chance alguma de escrever para eles já que eu não era formada nem estava cursando Jornalismo. Foi dentro desse contexto que escrevi que &#8220;ruim com ele, pior sem ele&#8221;.</p>
<p>Com a decisão do Supremo, espero que a coisa mude, e que pessoas que amam e sabem escrever não tenham mais as portas dos jornais fechadas na cara porque não têm o diploma de jornalismo.</p>
<p>Minha formatura é no final do ano e aprendi muitas coisas sim com esse curso. Assim como esperei demais de algumas matérias e me decepcionei &#8211; Fotojornalismo, por exemplo.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>A grande ironia talvez seja eu estar prestes a me formar em Jornalismo e só pensar em fazer mestrado em&#8230; Estudos Literários!</p>
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		<title>Mais uma pausa no TCC para mais uma constatação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante! O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante!</p>
<p>O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como professora: violência nas escolas.</p>
<p>Ontem fiquei girando, girando, procurando epígrafes para o ínicio de capítulo, afinal, são esses pequenos detalhes que dão leveza ao texto acadêmico por vezes tão duro de ser decifrado.</p>
<p>Aí, lembrei de uma frase do Jorge Amado no prefácio do romance <strong>Cacau</strong>. Ele afirmava que tinha escrito o livro com &#8220;um mínimo de literatura para um máximo de honestidade&#8221;.</p>
<p>Eu já tinha me valido dessa frase no epílogo do meu primeiro TCC e me deixa feliz ver que, nove anos depois, ainda serve. Ainda sou eu.</p>
<p>PS &#8211; Meu primeiro TCC, assim como o de agora, não teve introdução nem conclusão; teve proposição e epílogo, que nem n&#8217;Os Lusíadas! Hahahahahahahaha! Minha primeira orientadora riu e disse que eu era/sou mesmo pretensiosa.</p>
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		<title>Analisando qualitativamente&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 01:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho que fazer a análise qualitativa de seis matérias para o meu TCC e não tá rolando de jeito nenhum. Sabe, é como quando a gente tem que arrancar primeiro um dente, pra depois vir o sorvete&#8230; Pra que venha a parte bacana do meu TCC &#8211; o debate com meus alunos sobre violência nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que fazer a análise qualitativa de seis matérias para o meu TCC e não tá rolando de jeito nenhum.</p>
<p>Sabe, é como quando a gente tem que arrancar primeiro um dente, pra depois vir o sorvete&#8230;</p>
<p>Pra que venha a parte bacana do meu TCC &#8211; o debate com meus alunos sobre violência nas escolas &#8211; tenho que passar por essa análise, além da leitura dos livrinhos do embasamento teórico.</p>
<p>Como amanhã vou viajar, fui ver minha orientadora hoje com as mãos abanando.</p>
<p>Eu disse que mesmo não escrevendo nada fui até lá porque disse a ela que não faltaria nunca aos encontros e que fui só beber na fonte.</p>
<p>Ela disse pra eu fazer logo e me livrar disso e ela está certa. O problema é a minha autocrítica. É ela que me faz escrever e deletar em questão de segundos, sem sequer mostrar pra orientadora.</p>
<p>Eu sou minha auto-orientadora-torturadora! AAAAAAAAAAAAAAA!</p>
<p>Minha professora falou o quanto isso tá errado, porque o que eu acho ruim pode estar ótimo pra ela, e ela é quem tem que me dar esse tipo de ORIENTAÇÃO &#8211; o próprio nome já diz&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Vou viajar levando todos os meus badulaques acadêmicos e ver se até quarta que vem analiso nem que seja uma das matérias &#8211; o ideal seria duas.</p>
<p>Mas no fim vai dar tudo muito certo porque eu quero muito isso. Por mim, pelos meus alunos.</p>
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		<title>Quem lê viaja&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 03:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Como eu prometi, manterei você informado sobre o meu TCC, leitor. O tema é violência nas escolas e hoje estou bem feliz porque meu projeto foi aprovado sem ressalvas &#8211; e eu juro que pensei que ela (ela = minha orientadora) ia me mandar refazer TUDO! Bem, resolvi compartilhar os livros que estou lendo (alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu prometi, manterei você informado sobre o meu TCC, leitor.</p>
<p>O tema é violência nas escolas e hoje estou bem feliz porque meu projeto foi aprovado sem ressalvas &#8211; e eu juro que pensei que ela (ela = minha orientadora) ia me mandar refazer TUDO!</p>
<p>Bem, resolvi compartilhar os livros que estou lendo (alguns relendo) para essa nova monografia. Vamos lá:</p>
<p>Capitães da Areia, do Jorge Amado &#8211; porque um dia ainda terei um filho chamado Pedro só por causa do Pedro Bala&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">INFÂNCIA e adolescência na pauta da mídia: uma análise da cobertura dos jornais do Pará sobre a criança e o adolescente &#8211; trata-se de um folheto feito pela Agência Unama de Comunicação pelos Direitos da Criança e do Adolescente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Etnopesquisa crítica e multirreferencial nas ciências humanas e na educação, do Roberto Sidnei Macedo &#8211; mandei buscar em Salvador e valeu/vale muito a pena!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Relações sociais e violências nas escolas, do Reinaldo Pontes, Cláudio Cruz e Jane Melo &#8211; esse livro é resultado das pesquisas do Observatório de Violência nas Escolas &#8211; UNAMA / Núcleo Pará. A Jane foi minha professora de Educação Moral &amp; Cívica e Sociologia no colégio!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p>A letra e a voz, do Paul Zumthor &#8211; escrevi dia desses &#8220;Zumthor, my love&#8221; no <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a> e me perguntaram se era um astrólogo! O livro dele é o carro-chefe (pelo menos por enquanto) das minhas referências. Ela (ela = minha orientadora) tem um jeito todo particular e afrancesado de pronunciar o nome dele).</p>
<p>Ela (ela = minha orientadora) me indicou outro livro, mas como ainda não li, não vou escrever aqui.</p>
<p>No meio de tantas referências sabe o que é o mais lindo? Fiz uma pergunta aos meus alunos de 8ª série: vamos organizar um sarau ou vocês preferem ler um livro?</p>
<p>Eles preferiram ler o livro &#8211; que depois será abordado em um teste, lógico.</p>
<p>O mais lindo é que meus 60 alunos das minhas duas turmas de 8ª série vão ler Capitães da Areia nesse primeiro semestre.</p>
<p>E no segundo vou apresentá-los a <a href="http://dialetica.org/agridoce/2007/11/30/mineiramente-luciana">Ana &amp; Pedro</a>, pra continuar lindo&#8230;</p>
<p> <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS &#8211; Você sabia que uma das netas do Jorge Amado, a Cecília Amado, está dirigindo o filme <a href="http://capitaesdaareia.com.br">Capitães da Areia</a>?</p>
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		<title>Mais um trabalhinho da faculdade de jornalismo</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 12:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O mote da rede social Twitter é a pergunta “o que você está fazendo?”. A partir dela – ou da deturpação dela – criou-se um emaranhado de informações tanto úteis quanto descartáveis. Ao invés de responder de forma simples sem ser simplória a pergunta do Twitter, os usuários entraram em uma grande corrente de disputar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mote da rede social Twitter é a pergunta “o que você está fazendo?”. A partir dela – ou da deturpação dela – criou-se um emaranhado de informações tanto úteis quanto descartáveis.</p>
<p>Ao invés de responder de forma simples sem ser simplória a pergunta do Twitter, os usuários entraram em uma grande corrente de disputar quem consegue produzir com 140 caracteres as frases de maior efeito. Pode acreditar: a massa do Twitter brasileiro se limita, se contenta com frases de efeito, restando para bem poucos vislumbrarem a ferramenta como uma revolução real na comunicação digital.</p>
<p>A questão da aparência é evidenciada a começar pelos papéis de parede personalizados que ambientam a página de cada usuário do Twitter; passa pela cor das letras por ele digitadas; até chegar ao avatar, ícone com a foto do usuário – ou não: pode ser de um cantor, de um ator, de um personagem de desenho animado, uma flor, um objeto, etc.; qualquer coisa enfim que aproxime a aparência real do usuário com a aparência virtual que ele deseja imprimir. Nas palavras de Fernanda Bruno, “o lugar onde o eu se realiza e se efetiva é na proximidade do olhar do outro, na sua potencialidade de ser visto, e não mais no recolhimento de uma interioridade sombreada e relativamente opaca”.</p>
<p>A necessidade da visibilidade nesse tipo de ambiente faz com que os usuários do microblog Twitter busquem cada vez mais, não só expor fatos da vida por vezes medíocre que levam, quanto fantasiar situações “glamourosas” para impressionar os “seguidores” do minidiário – que de íntimo não tem nada…</p>
<p>Nomear como íntimo algo tão exposto soa como uma jogada de marketing – ou uma piada, dependendo do ponto de vista – já que se o usuário do twitter prezasse a intimidade estaria em qualquer lugar menos ali – ou pelo menos usaria de maneira consciente, e por que não dizer inteligente?, a plataforma, com sugestões de leitura, vídeos, música; com dicas de cultura, turismo, cinema – coisas, enfim, que ajudassem as pessoas que fazem parte daquela rede, e não só o passo a passo de um exibicionismo particular. Como diria Bruno, “o caráter exposto, explícito e mesmo obsceno do cotidiano”.</p>
<p>O falso fica bem representado não apenas pelas invencionices dos avatares e das “twittadas”, mas pela proliferação cada vez mais maciça – e vergonhosa – dos perfis falsos no Twitter, onde pessoas comuns “assumem” a personalidade de alguma pessoa realmente famosa e fazem uma “faminha” relativa dentro do Twitter.</p>
<p>PS &#8211; Texto feito para a matéria Novas Tecnologias, da faculdade de Jornalismo. O professor disse que ficou bom e que era pra eu publicar (ele sabe que tenho um blog). Eu achei que ficou meio curto e grosso, mas em meia hora &#8211; que foi o tempo em que eu fiz o trabalho &#8211; foi o que deu pra conseguir.</p>
<p>PS2 &#8211; O comando era:</p>
<p>Com base em um exemplo de “rede social”, discuta os principais questionamentos defendidos por Fernanda Bruno a partir dos conceitos de visibilidade, aparência e o falso. </p>
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		<title>Da auto-estima</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 18:16:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha amiga Tainá Aires fez uma série de matérias para o jornal onde ela trabalha sobre os professores das escolas públicas paraenses &#8211; municipais e estaduais. As reportagens saíram durante uma semana e ela abordou temas como: o que é ser um professor na Amazônia; comparação de salários de professores municipais e estaduais; Lei de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha amiga Tainá Aires fez uma série de matérias para o jornal onde ela trabalha sobre os professores das escolas públicas paraenses &#8211; municipais e estaduais.</p>
<p>As reportagens saíram durante uma semana e ela abordou temas como: o que é ser um professor na Amazônia; comparação de salários de professores municipais e estaduais; Lei de Diretrizes Básicas da Educação; professores que fazem a diferença; doenças causadas pela profissão; disciplinas onde tem menos professores; professor não é pai; e o lado bom de ser professor.</p>
<p>Quando escreveu sobre professores que fazem a diferença ela resolveu me entrevistar.</p>
<p>Não que eu faça mesmo a diferença &#8211; e não, não é falsa modéstia, porque eu nem sou modesta -, mas ela, acostumada a ouvir meus relatos sobre a escola e sobre os meus alunos, achou que seria uma boa me ouvir.</p>
<p>Tainá me entrevistou pelo celular e pediu que eu <a href="http://dialetica.org/agridoce/2008/11/12/das-minhas-meninas">relatasse os desdobramentos que a exibição feita por mim do filme &#8220;Meninas&#8221; teve entre os meus alunos</a>.</p>
<p>Depois, agendou para o dia seguinte uma &#8220;sessão&#8221; de fotos minha com os meus alunos.</p>
<p>Avisei os meninos que fossem bem bonitos e bem fotogênicos no dia seguinte &#8211; cheguei até mesmo a falar para uns tantos que trocaram esse ano de escola. Todos ficaram bem surpresos e empolgados.</p>
<p>No dia seguinte, Tainá Aires chega com o fotógrafo do jornal a tiracolo.</p>
<p>Foto aqui, foto ali, foto acolá, uma das meninas comenta:</p>
<p>- Amanhã, nossa foto vai estar estampada no &#8220;Diário Polícia&#8221; (caderno policial do jornal O diário do Pará).</p>
<p>Na hora, não perdi o rebolado e respondi:</p>
<p>- Como vai sair no Diário Polícia, se a Tainá trabalho no Liberal?</p>
<p>Todo mundo riu e vaiou a menina e ela mesma levou na boa.</p>
<p>Mas depois aquilo doeu em mim.</p>
<p>A realidade dos meus alunos é tão intimamente ligada à violência que para eles era bem mais fácil sair no caderno policial do que em uma matéria positiva, no primeiro caderno do jornal.</p>
<p>E eu reafirmo que não sinto que faço a diferença. E é justamente isso que faz com que eu continue lá: o sonho de um dia realmente fazer a diferença a ponto dos meus alunos acreditarem em si mesmos como pessoas positivas dentro da sociedade, a ponto deles terem um auto-estima pra cima, confiante, segura.</p>
<p>Enquanto a auto-estima dos meus alunos for baixa, a diferença que faço ali dentro ainda será baixa.</p>
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