<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agridoce &#187; Indignação</title>
	<atom:link href="http://dialetica.org/agridoce/categoria/indignacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://dialetica.org/agridoce</link>
	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Mar 2011 17:29:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Carta</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/carta/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/carta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1488</guid>
		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/carta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Do incômodo</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/do-incomodo/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/do-incomodo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 20:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1427</guid>
		<description><![CDATA[“Animal arisco Domesticado esquece o risco”   Acomodada Com meus empreguinhos de estimação Meu dinheirinho de estimação Naquela conta, no fim do mês, quarta estação Morando com a mamãe sem pagar nada Ou quase nada Acomodada Indo pra aula com as amiguinhas Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas Batendo papo no msn Aquele papo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Animal arisco<br />
Domesticado esquece o risco”</em></p>
<p> </p>
<p>Acomodada</p>
<p>Com meus empreguinhos de estimação</p>
<p>Meu dinheirinho de estimação</p>
<p>Naquela conta, no fim do mês, quarta estação</p>
<p>Morando com a mamãe sem pagar nada</p>
<p>Ou quase nada</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Indo pra aula com as amiguinhas</p>
<p>Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas</p>
<p>Batendo papo no msn</p>
<p>Aquele papo</p>
<p>Tuitando flashs da minha vida</p>
<p>Aquela vida</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos cinco anos</p>
<p>Eu queria ser bombeira, astronauta, cabeleireira</p>
<p>Todas essas coisas de aventura</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos dez anos</p>
<p>Eu queria ser jornalista, professora</p>
<p>Todas essas coisas que agora eu sou,</p>
<p>Mas nem é tão legal assim.</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Sem fotografar, sem me achar a melhor mesmo</p>
<p>Sem escrever aqueles textos legais</p>
<p>Aqueles textos que te faziam chorar</p>
<p>Aqueles textos que ainda te fazem vir aqui me procurar</p>
<p>Aqueles textos ansiosos, sonhadores, inquietos</p>
<p>Incomodados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/do-incomodo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dez anos depois</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/dez-anos-depois/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/dez-anos-depois/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1413</guid>
		<description><![CDATA[Mais um dos textos que estou devendo e que hoje rolou. Esse texto é pra você que jura que eu odeio a, b ou c. Há duas semanas foi preso o único ser nessa vida que eu realmente odeio e ele atende pelo nome de Rafael Lobato. O Rafael Lobato há dez anos tirou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um dos textos que estou devendo e que hoje rolou.</p>
<p>Esse texto é pra você que jura que eu odeio a, b ou c.</p>
<p>Há duas semanas <a href="http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=60120" target="_blank">foi preso</a> o único ser nessa vida que eu realmente odeio e ele atende pelo nome de Rafael Lobato. </p>
<p>O Rafael Lobato há dez anos tirou a vida de uma das pessoas mais queridas pra mim, o Yuri.</p>
<p>O Yuri tinha 16 anos, teria 26 agora. Nos conhecíamos de um clube de jogos em rede e ele era o único que tinha paciência pra jogar Diablo II comigo.</p>
<p>Parênteses aqui: (Nas palavras do presidente do clube, o clube não era de jogos, era de amigos. Os jogos eram só um pretexto pra que aqueles amigos se reunissem todos os finais de semana em uma casa cor-de-rosa por fora e azul por dentro… uma das casas mais queridas pra mim nessa vida)</p>
<p>Eu de vez em quando paro e penso como o Yuri seria agora. Se ainda jogaria, se ainda andaria de patins que nem louco pelas ruas, se ainda jogaria RPG, se já teria se formado, se teria se formado em que, se teria conquistado a garota por quem ele era apaixonado… Se, se, se.</p>
<p>Foragido da polícia, o Rafael finalmente foi encontrado no Ceará e retornou ao presídio em Belém.</p>
<p>No dia que soube da prisão dele liguei pro presidente do clube &#8211; das pessoas mais queridas do mundo todo &#8211; e dei a boa nova. Falei que a minha vontade era ligar pra todos, era falar com todos do clube. Ele disse que pelo menos com o Marco eu deveria falar e disse que tentaria arranjar o número do telefone dele. Mas não conseguiu.</p>
<p>O Marco era meu namorado na época em que conheci o Yuri, praticamente conheci os dois juntos. Eram muito amigos também, a ponto de, no inicinho do nosso namoro, o Marco perguntar ao Yuri o que ele achava de mim.</p>
<p>A resposta do Yuri é o elogio  mais querido que já fizeram a mim: “A Luluca? A Luluca é o Beatles, Marco!”</p>
<p>Não sou muito de sair, mas no dia seguinte da notícia da prisão saí com duas amigas. Ao entrar na boate, a primeira pessoa com quem dei de cara foi com meu ex-namorado.</p>
<p>Encontrei o Marco na pista e nos abraçamos e gritamos um no ouvido do outro que aquele desgraçado finalmente está preso, e que isso não traz o Yuri de volta, mas dá um alívio que há dez anos esperamos. Sem contar o cala-boca enorme que deve ter sido na mãe dele, a senhora debochada e cretina que riu do país inteiro no Linha Direta sobre o caso.</p>
<p>Portanto, você que jura que eu lhe odeio, eu não lhe odeio não. A única pessoa que odeio é essa, que tirou a vida toda que o meu amigo ainda tinha pra viver.</p>
<p>Muito provavelmente, você que jura que eu lhe odeio, eu só não gosto de você…</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/dez-anos-depois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Contradições reais</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/contradicoes-reais/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/contradicoes-reais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 14:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1390</guid>
		<description><![CDATA[Na sexta passada vi o Globo Repórter sobre os 50 anos de carreira do Rei Roberto Carlos e um dos técnicos do show declarou que o Rob Car faz questão toda vez que idealiza um espetáculo é de que as apresentações sejam iguais tanto nas metrópoles quanto nas cidadelas.  Pois bem. No sábado, assisti pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sexta passada vi o Globo Repórter sobre os 50 anos de carreira do Rei Roberto Carlos e um dos técnicos do show declarou que o Rob Car faz questão toda vez que idealiza um espetáculo é de que as apresentações sejam iguais tanto nas metrópoles quanto nas cidadelas. </p>
<p>Pois bem.</p>
<p>No sábado, assisti pela TV ao show do Rei no Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, e me senti meio lesada. No show que acompanhei no Hangar, em Belém, músicas como O Calhambeque, Café da Manhã, Seu Corpo, Amigo, Sentado à Beira de um Caminho não foram executadas. </p>
<p>Sem contar que o Rob Car não entrou no palco a bordo de um carro azul e não rolou participação especial do Erasmo e da Wanderléa&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Pra consolar, lembrei que vi o show no Hangar sentada e no ar condicionado, sem temporal nem capa de chuva&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/contradicoes-reais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fantasma só faz buuu!</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/fantasma-so-faz-buuu/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/fantasma-so-faz-buuu/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Papelão]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1360</guid>
		<description><![CDATA[Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia. Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia.</p>
<p>Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o teste &#8211; &#8220;dá menos trabalho&#8221;, alegaram.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>A greve acabou, as aulas voltaram. A 2ª avaliação ficou só pro 2º semestre, assim como o teste.</p>
<p>Então eu disse a eles que teriam mais o mês das férias, além dois dois da greve, para ler o livro.</p>
<p>Foi quando uma aluna respondeu dizendo que não ia gastar o tempo dela de férias lendo livro nenhum, e que ela não tinha culpa da gente ter &#8220;inventado&#8221; essa greve.</p>
<p>Eu disse que tudo bem, que ela não lesse então. Mas que em agosto, doa a quem doer, farei esse teste sobre o livro e valerá metade dos pontos da prova. E não existe essa de não fazer o teste e fazer a prova valendo 10. Não fez o teste, faz a prova valendo 5.</p>
<p>Ponderei mais um pouco, disse que a greve não é &#8220;inventada&#8221; por nós só pra aumento salarial. Um dos pedidos desde o ano passado é por mais segurança nas escolas &#8211; e os episódios da feira da cultura e da festa junina da escola onde trabalho são provas mais do que concretas de que esse problema está longe de ser sanado.</p>
<p>Disse também que quando eu estudava era &#8220;obrigada&#8221; a ler pelo menos quatro livros por ano para trabalhos da escola. Capitães da Areia foi um desses, mas eu já tinha lido antes, porque, pra mim, ler nunca foi uma obrigação.</p>
<p>Aí, ontem à noite, contei essa história toda para o homem de todas as minhas vidas e recordei do primeiro livrinho que li para a escola: <a href="http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04084-4.pdf">Fantasma só faz buuu!</a>, da Flávia Muniz. Li aos oito anos, na antiga 2ª série do 2º grau.</p>
<p>Então, não resisti, e puxei meu livrinho que já tem pra mais de 20 anos da estante, e me pus a ler a historinha para ele, no Skype! E ele, coitado, ouvindo paciente&#8230; Como diria meu grande amigo Milton, &#8220;quem sabe isso quer dizer amor&#8221;?</p>
<p>E quem sabe um dia meus alunos entendam o motivo de se ler e leiam para aqueles que amam. Poemas, parábolas, posts, piadas ou quem sabe um livrinho de 2ª série.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/fantasma-so-faz-buuu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vivendo e aprendendo</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/vivendo-e-aprendendo/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/vivendo-e-aprendendo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1358</guid>
		<description><![CDATA[Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho. Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo. Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho.</p>
<p>Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo.</p>
<p>Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que duas gangues estavam infiltradas lá dentro e que ela deveria encerrar a festa pois daquele momento em diante eles não se responsabilizariam por nada nem por ninguém.</p>
<p>Foi assim que, a exemplo da Feira da Cultura do ano passado, a festa junina da escola foi encerrada por conta das gangues do entorno da escola, da qual os alunos nem fazem parte.</p>
<p>Foi frustrante ver a cara de decepção dos meus alunos, todos fantasiados, maquiados, animados para dançar quadrilha e terem que voltar pra casa por conta de gente que não estuda na escola deles.</p>
<p>No dia seguinte perguntei a uma das alunas &#8211; uma que jurou nunca mais participar de nada naquela escola &#8211; pra onde eles foram depois que tiveram que sair da festa. E ela: &#8211; Ah, professora, fomos pra porta de casa, colocamos o som na rua e dançamos do mesmo jeito!</p>
<p>Por puro prazer. Um prazer que eu achei que tinha sido roubado deles, mas que não deixaram escapar pelas mãos.</p>
<p>E é assim que professores aprendem com alunos. Eu aprendi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/vivendo-e-aprendendo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dos vendilhões do templo</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/dos-vendilhoes-do-templo/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/dos-vendilhoes-do-templo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1351</guid>
		<description><![CDATA[Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele. Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele.</p>
<p>Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel ciriano na casa deles!</p>
<p>Mas sim.</p>
<p>Compramos o cartaz na lojinha que fica dentro da Basílica Santuário de Nazaré, a um quarteirão da minha casa.</p>
<p>Estávamos lá sendo atendidos quando uma placa chamou a atenção do André: para utilizar o banheiro da Basílica Santuário cada pessoa tem que desembolsar cinquenta centavos.</p>
<p>Há tempos me questiono sobre a presença daquela loja &#8211; e mais os banheiros e uma lanchonete &#8211; ali dentro da igreja. Vou até lá pelo menos uma vez no ano, para comprar o cartaz e as camisetas do Círio, mas sempre me sinto desconfortável.</p>
<p>Eu sempre lembro dos vendilhões do templo e do quanto Jesus ficou puto com eles, sabe?</p>
<p>Lembro da Igreja Matriz de Ilhéus, que quando fui perguntar quanto custava um batizado lá, me deram um envelope branco e disseram que custava o que eu pudesse e/ou quisesse pagar.</p>
<p>Enquanto na Basílica de Nazaré um batizado &#8211; coletivo! &#8211; custava na mesma época 40 reais.</p>
<p>Como será nas outras igrejas? Será que são mais Igreja Matriz de Ilhéus ou mais Basílica Santuário de Nazaré?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/dos-vendilhoes-do-templo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Detalhes</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/detalhes/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/detalhes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 12:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1332</guid>
		<description><![CDATA[Como você pronuncia Caim? E amendoim? Folhetim? Boletim? Capim?  Essas palavras são oxítonas ou paroxítonas para você? Se elas são oxítonas para você, por que raios fazer de conta que &#8220;ruim&#8221; é paroxítona? Lembrei disso ainda agora, quando minha mãe comentou que, paradoxalmente, Roberto Carlos canta &#8220;até os erros do meu português ruim&#8221; sem erro (!), falando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como você pronuncia Caim?</p>
<p>E amendoim?</p>
<p>Folhetim?</p>
<p>Boletim?</p>
<p>Capim? </p>
<p>Essas palavras são oxítonas ou paroxítonas para você?</p>
<p>Se elas são oxítonas para você, por que raios fazer de conta que &#8220;ruim&#8221; é paroxítona?</p>
<p>Lembrei disso ainda agora, quando minha mãe comentou que, paradoxalmente, Roberto Carlos canta &#8220;até os erros do meu português ruim&#8221; sem erro (!), falando &#8220;ruim&#8221; de maneira oxítona.</p>
<p>No sábado passado, Bruno Mazzeo, no Altas Horas, também falou certinho a palavra &#8220;ruim&#8221;. É tão raro que nunca passa despercebido para mim. Fiquei mais fã dele.</p>
<p>Mas, fã por fã, hoje é dia de ir ver o Rei cantar com os erros e acertos do português ruIM dele, ao lado do rapaz que reina em meu coração &#8211; e que fala RUim só para me espetar!</p>
<p>PS &#8211; Até dia 15 e, já sabe, leitor: dia 12 de junho é dia de <a href="http://dialetica.org/agridoce/2008/06/11/nao-blogagem-coletiva-do-dia-dos-namorados">não-blogagem coletiva do dia dos namorados</a>!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/detalhes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre a Copa do Meio Ambiente</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/sobre-a-copa-do-meio-ambiente/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/sobre-a-copa-do-meio-ambiente/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 11:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Balão Roots]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1329</guid>
		<description><![CDATA[Há alguns meses, o Cássio me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.   Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada.   (Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Há alguns meses, o <a href="http://www.dialetica.org/corrida">Cássio</a> me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">(Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo Paysandu!)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">No máximo, meu pai convidava os amigos amazonenses para virem a Belém na época do Círio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Tudo bem, devo confessar que ele quis que minha mãe viesse para Belém grávida, para que eu nascesse aqui e fosse paraense como eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Só que minha mãe, pra variar, foi sábia e disse a ele que foi em Manaus que me fizeram e era justo que eu nascesse lá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu acho boba essa briguinha porque no final das contas somos todos moradores da Amazônia, do Norte, do Brasil. E independentemente de ser em Belém ou em Manaus, não nos iludimos que nenhuma grande seleção venha pra cá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Penso que ao invés de questionar o lobby dos manauaras, os belenenses deveriam questionar os governantes e a comissão formada para batalhar pela Copa 2014 na cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">É muito fácil a coordenadora da comissão ir à TV e dizer que a ficha não caiu e que ela não deve explicações, quem deve é a FIFA (!); que quem perde é o mundo por não conhecer Belém (!), e não a própria cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Eu já disse que fico pasma?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Devíamos, em uma visão macro da coisa, questionar por que a Região Sul do país, composta de apenas três estados, teve duas capitais eleitas, enquanto a Região Norte, o pulmão do mundo (rá!), ficou só com uma. Copa do Meio Ambiente, sei&#8230; <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Concordo com o pensamento de que pra ficar de cabeça erguida, a prefeitura e o governo locais têm mais é que cumprir as metas prometidas, mesmo sem a Copa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">E rio muito até agora da nota conjunta que o prefeito e a governadora publicaram, falando que foi INJUSTIÇA o que fizeram com Belém. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Ora, assim como é INJUSTIÇA o que andam fazendo com a saúde e a educação da cidade e do estado, só pra ficar em dois tópicos dos mais graves, em minha singela opinião. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">De minha parte, quero ter um furgão lindão até 2014 e visitar com a família cada uma das cidades que sediarão os jogos. Não precisamos entrar em todos os estádios, queremos apenas sentir aquele clima “voa, canarinho, voa” pelo Brasil afora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 8pt;font-family: Verdana">Pra fechar, um momento Balão Roots: <span class="entry-content">eu morava perto do Vivaldão, em Manaus, e lá assisti ao primeiro show da minha vida, da melhor banda infantil do meu mundo, Balão Mágico!</span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/sobre-a-copa-do-meio-ambiente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não te parece óbvio?!</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/nao-te-parece-obvio/</link>
		<comments>http://dialetica.org/agridoce/nao-te-parece-obvio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 12:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/agridoce/?p=1287</guid>
		<description><![CDATA[Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, tem um café. Depois de passar tempos perambulando pra lá e pra cá entre os livros, CDs e tudo mais, as pessoas queridas que me cercavam &#8211; Fefa, Trotta, André e Cláudia &#8211; e eu decidimos fazer uma parada no café antes de sair pra jantar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04037.jpg"></a>Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, tem um café.</p>
<p>Depois de passar tempos perambulando pra lá e pra cá entre os livros, CDs e tudo mais, as pessoas queridas que me cercavam &#8211; <a href="http://www.fefas.wordpress.com">Fefa</a>, <a href="http://www.trottolices.com.br">Trotta</a>, <a href="http://www.dialetica.org/marmota">André</a> e <a href="http://www.dialetica.org/loucaporblog">Cláudia</a> &#8211; e eu decidimos fazer uma parada no café antes de sair pra jantar.</p>
<p>Aí fui ao caixa. Imaginem um caixa e pessoas formando fila para os dois lado do balcão. Fiquei confusa, pensando em qual era a fila de fato e qual era a parte onde as pessoas estavam sendo servidas já.</p>
<p>Foi quando delicadamente perguntei ao rapaz magro, alto e bl que estava na suposta fila do lado esquerdo, se ele estava na fila. A resposta dele, me olhando de cima:</p>
<p>- Não te parece óbvio que estou na fila?</p>
<p>Eu normalmente daria uma resposta atravessada a ele e iniciaria um mini-barraco, mas fiquei tão, mas tão sem graça e sem ação que tudo o que fiz foi sair de lá sem comprar meu lanche.</p>
<p>Como o pessoal viu que eu tinha voltado de lá do balcão com as mãos abanando, contei o que tinha acontecido. Foi a deixa pra que a coisa virasse piada e tudo o que se dissesse entre nós fosse replicado com um: &#8220;Não te parece óbvio que&#8230;?!&#8221;.</p>
<p>O ponto alto foi quando estávamos na cantina <a href="http://www.cantinacquesabe.com.br">C&#8230; que sabe!</a> &#8211; um amor de cantina! &#8211; e o trio de cantores chegou a nossa mesa perguntando o que gostaríamos de ouvir.</p>
<p>Como me delegaram o direito de escolher o pedido, eu, mais uma vez, delicadamente &#8211; isso ninguém pode negar &#8211; falei para o senhor do violão:</p>
<p>- Bem, não sei se você sabe cantar essa, mas eu gostaria muito de ouvir <strong>Al di lá</strong>.</p>
<p>E ele:</p>
<p>- Bem, eu vou tentar&#8230;</p>
<p>E cantou toda a música bem ali do meu lado, me deixando vermelhinha de vergonha.</p>
<p>No fim, ele disse:</p>
<p>- Sabe os minutos que você tem de vida? Pois equivalem as tantas vezes que já cantei essa música.</p>
<p>Ora! Não parecia óbvio que ele sabia <strong>Al di lá</strong> de trás pra frente?!</p>
<p>Todo mundo ria, ria, tanto o cantor quanto a turma que estava comigo. E eu lá vermelha.</p>
<p>Pra salvar a situação fiz fotinhas dele e fotinhas com ele, e deixei claro que não quis subestimá-lo, que falei aquilo porque se ele não soubesse a música, eu pediria outra.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1288" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04037-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
<p>Enfim.</p>
<p>No final, ele ainda cantou uma música do Rob Car, afinal, era óbvio que ele sabia as canções do Rei!</p>
<p>PS &#8211; Pedi <strong>Al di lá</strong> porque é a música do filme <strong>Candelabro Italiano</strong>, que minha mãe e eu adoramos pelo fato da mocinha ser uma bibliotecária como a mamãe. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  Falei mais sobre isso no <a href="http://www.dialetica.org/proximoscapitulos">Próximos Capítulos</a> e estou postando aos poucos as fotinhas da viagem no <a href="http://www.dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1289" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/05/dsc04038-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/agridoce/nao-te-parece-obvio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

