
“Olha, você vive tão distante / muito além do que eu posso ter / eu que sempre fui tão inconstante / te juro, meu amor, agora é pra valer”*
E eu fui ao show do Rob Car.
Depois de sete anos, ouvi outra vez o Rei dizer que era um prazer me rever e só pude concordar.
E dessa vez não chorei. Tudo bem que os olhos encheram num e noutro momento, mas nada que se compare ao tanto que chorei em 2002, no Mineirinho.
É que eu estava ao lado do homem de todas as minhas vidas dessa vez e a felicidade que isso me causa é maior do que as lágrimas.
Rob Car não cantou Olha, não se vestiu de azul, não me deu uma rosa, mas como eu tinha uma rosa vestida de azul bem ao meu lado, não me importei…
E gritei tanto. As tias e vovós que estavam ao nosso redor muito provavelmente lembram até agora daquela menina louca vestida de vermelho e gritando sem parar que o Rob Car era lindo e Rei! Hahahahahaha!
Sim, como no Mineirinho, fui de vermelho. Dessa vez com uma blusinha com a Amelie Poulain estampada, presente adiantado do dia dos namorados – quando nos conhecemos, há quatro anos, ele disse que eu era/sou meio Amelie Poulain e acho que agora lembrou e comprou a camisetinha. Não sei…
Rob Car cantou Detalhes, tocando sozinho um violão. Depois emendou com Outra vez. Lindo demais. Ficamos, André e eu, comentando versos das músicas, do quanto elas dizem sobre nós. Do tempo em que “desisti de tentar esquecê-lo e decidi querê-lo por querer”… Da certeza de que ele é o cabeludo de todas as minhas vidas.

Cantou uma sequência em homenagem à cidade onde nasceu e aos pais – essa foi a parte mais angustiante do show pra mim porque me apertou uma saudade danada dos meus pais, mas os meus pais da minha infância, se é que dá pra entender.
Já o ponto mais engraçado foi quando ele disse que se não fosse cantor, com certeza seria… CAMINHONEIRO! E toma-lhe banguela! Hahahahahaha!
Da suingada cantou Eu te amo, te amo, te amo e Quando; da fase Maria Rita cantou Mulher Pequena; da fase Jovem Guarda, Namoradinha de um amigo meu, É proibido fumar e Jovens tardes de domingo; da fase motel, Cavalgada e Proposta; da fase gospel, Jesus Cristo e Nossa Senhora. Ainda teve Além do Horizonte (que eu amo!), É preciso saber viver e Amor perfeito.
Disse que cantaria uma música que resume o que sente pelos fãs e cantou Como é grande o meu amor por você. E um coro enorme cantou junto.
Logo no comecinho do show o Rob disse que quando falaram pra ele que faria 50 anos de carreira ele se surpreendeu, afinal, não tinha nem 50 anos de idade! Rá!
Ficamos planejando idas a outros shows: no cruzeiro do Rei; acompanhados das mães, dos filhos; no show dos 60 anos.
Não importa. Ainda nos reencontraremos. E será um prazer, como sempre. Sempre, sempre Roberto Carlos.
* Olha, segundo o maestro Eduardo Lages, é a melhor de Roberto/Erasmo, porque todos os versos são bons. Concordo, lógico.
