Agridoce

porque eu sou um agridoce de menina…

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Listas, listas, listas

Por Luciana | 15/07/2009, 11h13

Viajei nesse final de semana com minha família e alguns parentes e percebi algo em minha tia que também faz parte do meu cotidiano: ela não dá um passo sem fazer uma lista.

Meu pai era assim, meu irmão é assim, eu sou assim.

Faço lista pra supermercado, pra afazeres do dia a dia, pra temas de posts.

Se vou organizar uma festa faço listas de pessoas pra chamar, de coisas pra comer e beber, de músicas…

Se vou viajar, faço lista de tudo o que tenho que levar e faço lista dos lugares que quero conhecer e das coisas que quero eventualmente comprar.

Uma dessas listas foi de grande valia quando encontrei a Cláudia em São Paulo. Depois de visitar o Mercado Municipal, não sabíamos exatamente para onde ir e eu consultei minha lista para pegar sugestões de lugares, sendo a Livraria Cultura a aprovada.

Falando em livraria, também tenho uma lista enorme de livros para ler. Lista de trabalhos a passar para os meus alunos, lista de contas a pagar.

Eventualmente, tenho lista de lugares a fotografar, de músicas para baixar…

E já teve um tempo em que eu fazia lista de palavras que eu gostava, pela beleza ou pela sonoridade, para encaixar em poemas.

Muito infame

Por Luciana | 01/07/2009, 09h09

- André, sabia que dá pra fazer um Top 5 de músicas do Michael Jackson que começam com B?

- B? Mas por que B?

- Ah, eu estava ouvindo algumas e notei a coincidência. Olha só: Bad, Billie Jean, Beat it, Black or white e Ben, não necessariamente nessa ordem…

- Mas e Bhriller?

(André, como sempre, infame!)

PS – Pelo menos foi uma brincadeirinha saudável, sem as pitadas de crueldade que li/ouvi por aí. Como disse a @sabineas, nojinho de quem faz piadas sobre morte. Quando for a mãe dessas pessoas será tão divertido.

O Rei e eu

Por Luciana | 17/06/2009, 22h50

“Olha, você vive tão distante / muito além do que eu posso ter / eu que sempre fui tão inconstante / te juro, meu amor, agora é pra valer”*

E eu fui ao show do Rob Car.

Depois de sete anos, ouvi outra vez o Rei dizer que era um prazer me rever e só pude concordar.

E dessa vez não chorei. Tudo bem que os olhos encheram num e noutro momento, mas nada que se compare ao tanto que chorei em 2002, no Mineirinho.

É que eu estava ao lado do homem de todas as minhas vidas dessa vez e a felicidade que isso me causa é maior do que as lágrimas.

Rob Car não cantou Olha, não se vestiu de azul, não me deu uma rosa, mas como eu tinha uma rosa vestida de azul bem ao meu lado, não me importei…

E gritei tanto. As tias e vovós que estavam ao nosso redor muito provavelmente lembram até agora daquela menina louca vestida de vermelho e gritando sem parar que o Rob Car era lindo e Rei! Hahahahahaha!

Sim, como no Mineirinho, fui de vermelho. Dessa vez com uma blusinha com a Amelie Poulain estampada, presente adiantado do dia dos namorados – quando nos conhecemos, há quatro anos, ele disse que eu era/sou meio Amelie Poulain e acho que agora lembrou e comprou a camisetinha. Não sei…

Rob Car cantou Detalhes, tocando sozinho um violão. Depois emendou com Outra vez. Lindo demais. Ficamos, André e eu, comentando versos das músicas, do quanto elas dizem sobre nós. Do tempo em que “desisti de tentar esquecê-lo e decidi querê-lo por querer”… Da certeza de que ele é o cabeludo de todas as minhas vidas.

Cantou uma sequência em homenagem à cidade onde nasceu e aos pais – essa foi a parte mais angustiante do show pra mim porque me apertou uma saudade danada dos meus pais, mas os meus pais da minha infância, se é que dá pra entender.

Já o ponto mais engraçado foi quando ele disse que se não fosse cantor, com certeza seria… CAMINHONEIRO! E toma-lhe banguela! Hahahahahaha!

Da suingada cantou Eu te amo, te amo, te amo e Quando; da fase Maria Rita cantou Mulher Pequena; da fase Jovem Guarda, Namoradinha de um amigo meu, É proibido fumar e Jovens tardes de domingo; da fase motel, Cavalgada e Proposta; da fase gospel, Jesus Cristo e Nossa Senhora. Ainda teve Além do Horizonte (que eu amo!), É preciso saber viver e Amor perfeito.

Disse que cantaria uma música que resume o que sente pelos fãs e cantou Como é grande o meu amor por você. E um coro enorme cantou junto.

Logo no comecinho do show o Rob disse que quando falaram pra ele que faria 50 anos de carreira ele se surpreendeu, afinal, não tinha nem 50 anos de idade! Rá!

Ficamos planejando idas a outros shows: no cruzeiro do Rei; acompanhados das mães, dos filhos; no show dos 60 anos.

Não importa. Ainda nos reencontraremos. E será um prazer, como sempre. Sempre, sempre Roberto Carlos.

* Olha, segundo o maestro Eduardo Lages, é a melhor de Roberto/Erasmo, porque todos os versos são bons. Concordo, lógico.

Porque eu ganhei flores azuis…

Por Luciana | 15/06/2009, 11h11

Olha, eu já contei aqui que  minha cor favorita é azul?

Pois é.

Aí, quando ele me contou que ia me dar uma flor azul eu ri que só e não acreditei.

Ele insistiu, disse que ia desenhar no papel-manteiga e colorir com caneta Bic azul. Achei brega, mas bonitinho, vai.

Nesse meio tempo, ele viajou para Brasília e, como da outra vez, eu pedi sabonefeeds da Srta. Bia para ele.

A Srta. Bia é daquelas pessoas que só conheço por caixa de comentários, blogs e, mais recentemente, Twitter. Me divirto a valer com as tiradas dela por lá.

O problema todo foi que no mesmo final de semana que ele esteve em Brasília rolou o Luluzinha Camp, e a Srta. Bia encaminhou todos os sabonefeeds do mundo para o evento, que aconteceu em umas tantas capitais.

Ao menos falei com ela ao telefone dessa vez, quando eles saíram juntos por lá. E ela me disse que ele tinha que ter pedido com antecendência e tudo mais e que ficava pra próxima. Conformada, aceitei.

Santa ingenuidade, Batman.

Não ganhei sabonefeeds, é fato. Mas ganhei saboflores em váaaarios AZUIS das mais fofas que se possa imaginar e é lóooogico que não tenho coragem de usar!

Pra completar o jardim, ainda vieram umas borboletinhas também azuis! Oun!

Veja, mas não morra de inveja, afinal, é só encomendar que a Srta. Bia faz pra você também. ;)

E, assim, saboflores são que nem as flores de plástico dos Titãs, “não morrem”…

Detalhes

Por Luciana | 10/06/2009, 10h30

Como você pronuncia Caim?

E amendoim?

Folhetim?

Boletim?

Capim? 

Essas palavras são oxítonas ou paroxítonas para você?

Se elas são oxítonas para você, por que raios fazer de conta que “ruim” é paroxítona?

Lembrei disso ainda agora, quando minha mãe comentou que, paradoxalmente, Roberto Carlos canta “até os erros do meu português ruim” sem erro (!), falando “ruim” de maneira oxítona.

No sábado passado, Bruno Mazzeo, no Altas Horas, também falou certinho a palavra “ruim”. É tão raro que nunca passa despercebido para mim. Fiquei mais fã dele.

Mas, fã por fã, hoje é dia de ir ver o Rei cantar com os erros e acertos do português ruIM dele, ao lado do rapaz que reina em meu coração – e que fala RUim só para me espetar!

PS – Até dia 15 e, já sabe, leitor: dia 12 de junho é dia de não-blogagem coletiva do dia dos namorados!

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