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	<title>Agridoce &#187; Gente</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Típico casamento gaúcho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro. A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha. Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2010/02/DSC06154-225x300.jpg" alt="DSC06154" width="225" height="300" /></p>
<p>Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro.</p>
<p>A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha.</p>
<p>Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se tivesse saído de um daqueles tomos de O tempo e o vento, do Erico Veríssimo – o meu Veríssimo favorito.</p>
<p>Até que um belo dia o irmão do par da mocinha foi ver uma apresentação do grupo e se encantou pela parceira fraternal. Resultado: decidiu entrar pro CTG também, só pra se aproximar dela.</p>
<p>Se aproximou tanto que fui ao casamento deles. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bem, nunca tinha ido a Pelotas nem a qualquer casamento gaúcho. E é diferente sim.</p>
<p>Eles casaram da catedral da cidade que é uma igreja super bonita, cheia de vitrais maravilhosos.</p>
<p>Um dos pontos mais positivos da cerimônia foi o padre. Anote aí: pra cerimônia do seu casamento ser legal, é importante que o padre conheça um pouco você, seu noivo, a história de vocês. E esse padre tinha essa qualidade e fez da celebração algo bem reflexivo e alegre ao mesmo tempo.</p>
<p>Em seguida, fomos pra festa que foi num imenso galpão, repleto de mesas compriiiiidas, com bancos corriiiiiiiidos, música animada e um churrasco daqueles rolando. Ah, e tinha um pula-pula pra que as crianças ficassem bem esgadilhadas.</p>
<p>Depois do jantar, antes da valsa, o CTG apareceu todo paramentado e fez questão de fazer uma homenagem aos noivos. Como a banda que contrataram não apareceu, eles dançaram cantando a capela, numa das apresentações mais queridas que já vi. Era tudo emoção, sabe?</p>
<p>E é claro que depois os noivos dançaram junto com o grupo pra ficar tudo mais lindo ainda.</p>
<p>E é claro que eu não peguei o buquê da noiva.</p>
<p>E é claro que tocaram o legítimo tecnobrega paraense no meio da festa lá do outro lado do país e é claro que quem estava cantando era a Banda Dejavu famosa quem.</p>
<p>Um outro detalhe inesquecível da cerimônia foi que a noiva entrou na igreja de braço dado com o pai, ao som de uma música cantada ao vivo e a cores pelo próprio noivo!</p>
<p>E é claro que estou desde já pensando em que música vou cantar no meu casamento. Rá!</p>
<p>Uma das inúmeras pessoas que conheci e que me cumprimentou disse a grande verdade: só em velório e casamento pra reunir tanta gente querida.</p>
<p>Acima da cerimônia, do churrascão, da festa, do bolo delícia, a confraternização daquelas pessoas em torno do novo casal é que valeu cada quilômetro que tive que atravessar pra ir a esse casamento.</p>
<p>Ou você tá pensando que Pelotas é logo ali na esquina, leitor?</p>
<p>Depois eu que moro longe&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quem sabe um dia eu não resolva me casar numa cerimônia-festa tipicamente gaúcha também?</p>
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		<title>Nessa data querida</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 14:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez janeiro seja mesmo o mês que eu mais goste. Gosto de janeiro por algumas razões bem palpáveis e por outras nascidas daquelas minhas associações malucas de quem vive com um pé no mundo paralelo. Então janeiro, como janela, jarro, jasmim é daquelas palavras que a gente enche a boca pra dizer e quando diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez janeiro seja mesmo o mês que eu mais goste. Gosto de janeiro por algumas razões bem palpáveis e por outras nascidas daquelas minhas associações malucas de quem vive com um pé no mundo paralelo.</p>
<p>Então janeiro, como janela, jarro, jasmim é daquelas palavras que a gente enche a boca pra dizer e quando diz abre um sorriso! E eu adoro fazer isso. Adoro janeiro porque é um mês todo cheio de chuva, onde a cidade exaustivamente quente em que vivo fica mais úmida e doce. É uma época em que começa a chover pra valer em Belém, o que soa como uma bênção sobre nossas vidas.</p>
<p>Como se fosse impossível deixar de ser feliz – ano novo e abençoado.</p>
<p>Janeiro é o mês do aniversário da cidade onde moro há tanto tempo que nem me lembro mais. Não vou contar aqui a história da cidade, como é, porque é. Belém é, como diria Jorge Amado acerca de Gabriela e do amor, algo que não se prova nem se mede – existe e basta.</p>
<p>É uma cidade meio azul, meio caos, muito metrópole e bastante província.</p>
<p>Em janeiro, Belém faz jus ao título de “Cidade das Mangueiras” e suas árvores ficam repletas de mangas verde-amarelas. É como se a Santa dissesse: No mês do seu aniversário ninguém vai passar fome, pode deixar!</p>
<p>As pessoas andam com aquelas fitinhas coloridas de Nossa Senhora de Nazaré amarradas a três desejos no braço; se afogam em bacuri, tacacá, pato no tucupi, cupuaçu, açaí, guajará, guamá, maniçoba, tamba-tajá, patchouli e lírio.</p>
<p>Tem o Círio, o carimbó, o rio; o cheiro-do-pará, a castanha-do-pará; mas, fundamentalmente, o melhor da cidade seja lá quantos anos ela faça, são as pessoas. A tacacazeira, o peixeiro, a dançarina de carimbó, o maestro que é nome de praça e de teatro. Os senhores da guarda da Santa, os laranjinhas que limpam a cidade, os artesãos da praça e do pólo. Tanta gente, como diria Eneida.</p>
<p>Pra definir Belém existem uns brinquedos de miriti, que nos fazem lembrar que a vida é dura como a madeira, mas essa madeira pode ser leve como o miriti. Um caboclo chamado Plácido me contou assim.</p>
<p>PS &#8211; Esse texto foi publicado em um portal daqui, pelo aniversário da cidade onde moro. Ele é um texto requentado de outro, sobre o Círio. Mas, afinal, um dia de fama local não faz mal a ninguém.</p>
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		<title>Rei</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 17:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos. Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: “Liga depois, estamos vendo o especial do Rei!” pra em seguida, desligar solenemente na sua cara, como todo ano acontece quando algum desavisado liga nesse dia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Hoje à noite o Roberto Carlos vai entrar no palco mais uma vez entre gritos, aplausos e euforia, vai ficar esperando parado, sorrindo, até que toda a emoção se amenize um pouco e vai dizer: “É um prazer rever vocês”. E todo mundo vai gritar e aplaudir e ficar eufórico em dobro!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Já vi essa cena, ao vivo, em pleno Mineirinho e lhe digo: é das coisas mais incríveis que já vi. Homens, mulheres, jovens, crianças, idosos. Famílias, amigos, casais. Um mar de gente gritando junto que é um prazer revê-lo também. Nesse momento ninguém mais conversa com ninguém, ninguém mais olha pro lado – ele hipnotiza a gente. E quando a gente se dá conta está lá, alternando riso e choro, cantando junto com ele, mas baixinho, pra não atrapalhar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ele conversa no meio das músicas, fazendo você se sentir amigo mesmo, próximo. Apresenta a banda RC-7, e conta que o maestro é compadre dele. E quando canta Outra vez, naquela parte que diz que você foi “o maior dos enganos que eu pude fazer” ele emenda e confessa: “Mentira, da boca pra fora”. E o ginásio quase vem abaixo! Ou quando ele canta Nossa canção, antes fica mostrando no telão imagens de quando ele era jovem e a mulherada fica histérica gritando “Lindo!” e então ele canta: “Olhe aqui, preste atenção”, e se ouve um grande suspiro no ar emendado com todas as vozes juntas, a plenos pulmões: “Essa é a nossa canção”!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Aí, ele vai cantar Emoções, Detalhes, Como é grande o meu amor por você. Vai cantar um pouco de Jovem Guarda e talvez chamar o “meu amigo Erasmo Carlos”. Vai cantar Jesus Cristo, Nossa Senhora, O Terço. Vai cantar alguma música nova ou velha que ele tenha feito pra Maria Rita. E finalizar jogando rosas para o público.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nisso, o leitor indagador vai perguntar: Mas por que você vai assistir ao especial do Rei se já sabe tudo o que vai acontecer, se já está tudo roteirizado na sua cabeça, se já viu ao vivo? Porque eu sou fã! Ora, ora!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Eu comecei a gostar do Roberto Carlos com uns 12, 13 anos, influência óbvia dos meus pais. Gostei de saber pelo meu pai que aquele cara chato que minha mãe adorava tinha feito uma música pra o Caetano quando ele estava exilado em Londres. Achei corajoso, bonito mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Daí comecei a reparar que sempre tem um comercial, uma novela, uma história com as músicas do Rei. Sempre tem um monte de outros artistas regravando músicas dele. E essas músicas sempre têm um pouco de mim, de você. Simples, clichês, encantadoras, passionais, meio bregas, como cada um de nós, abençoadamente, é.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Elas falam dos nossos desencontros, brigas, separações, derrotas. De saudade, amor, ciúme, fé, rebeldia. Servem pra lembrar, esquecer, amar, maldizer, conquistar, levar pra passear – de calhambeque pelas curvas da estrada de Santos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Pra que eu vou falar que de uns tempos pra cá a produção do Roberto caiu demais? Pra que eu vou dizer que prefiro o Roberto da Jovem Guarda e da década de 70 – da época enfim, que eu nem era nascida? Tudo o que ele fez naquele tempo foi tão forte e tão bonito que sustenta até hoje a coroa dele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Mesmo ele sendo cheio de manias, mesmo ele tendo aquele cabelo ridículo, mesmo ele vindo tão pouco a minha cidade. Pra mim o que importa é que ele gosta de azul que nem eu, pra mim ele é “uma brasa, mora?”, pra mim ele é o cara que sabe como ninguém cantar os meus amores, as minhas paixões. Os altos e baixos das minhas emoções. </span></p>
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		<title>Ao bem-amado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 16:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento. Aí, quando foi anteontem, a Eva me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência. Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento. Eu poderia terminar meu relato dizendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento.</p>
<p>Aí, quando foi anteontem, a <a href="http://www.dialetica.org/camarim">Eva</a> me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência.</p>
<p>Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento.</p>
<p>Eu poderia terminar meu relato dizendo que, <strong>infelizmente</strong>, ela faleceu cinco dias após à cerimônia, mas não o farei.</p>
<p>Não, porque o que ando pensando muito sobre casamento tem justamente a ver com isso: tempo.</p>
<p>São muitas &#8211; quase todas as que conheço! &#8211; as pessoas que perguntam quando vou me casar. Eu sempre respondo que <em>ainda falta</em> &#8211; a resposta mais subjetiva do mundo, eu sei.</p>
<p>A verdade é que entendi que dizer que quero logo me casar é veladamente dizer que quero logo ver o homem que eu amo todos os dias, afinal, ao casar, não vou mais viver longe fisicamente dele.</p>
<p>Tirando isso, minha felicidade já vem de quatro anos, quando eu o conheci. Ou seja: se eu morresse cinco dias depois do meu casamento, ainda assim, teria encontrado aquela pessoa que muitos levam vidas e vidas sem encontrar &#8211; a moça das fotos que a Eva me mandou, com absoluta certeza, também encontrou <strong>aquela pessoa</strong>.</p>
<p>E, então, só posso mesmo concordar com Vinicius de Moraes e reafirmar que <em>&#8220;tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada &#8211; para viver um grande amor&#8221;</em>.</p>
<p>Mais importante que o tempo que você passe com o seu bem-amado é que você o encontre para viver um grande amor.</p>
<p>O grande amor.</p>
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		<title>Listas, listas, listas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 13:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viajei nesse final de semana com minha família e alguns parentes e percebi algo em minha tia que também faz parte do meu cotidiano: ela não dá um passo sem fazer uma lista. Meu pai era assim, meu irmão é assim, eu sou assim. Faço lista pra supermercado, pra afazeres do dia a dia, pra temas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajei nesse final de semana com minha família e alguns parentes e percebi algo em minha tia que também faz parte do meu cotidiano: ela não dá um passo sem fazer uma lista.</p>
<p>Meu pai era assim, meu irmão é assim, eu sou assim.</p>
<p>Faço lista pra supermercado, pra afazeres do dia a dia, pra temas de posts.</p>
<p>Se vou organizar uma festa faço listas de pessoas pra chamar, de coisas pra comer e beber, de músicas&#8230;</p>
<p>Se vou viajar, faço lista de tudo o que tenho que levar e faço lista dos lugares que quero conhecer e das coisas que quero eventualmente comprar.</p>
<p>Uma dessas listas foi de grande valia quando encontrei a Cláudia em São Paulo. Depois de visitar o Mercado Municipal, não sabíamos exatamente para onde ir e eu consultei minha lista para pegar sugestões de lugares, sendo a Livraria Cultura a aprovada.</p>
<p>Falando em livraria, também tenho uma lista enorme de livros para ler. Lista de trabalhos a passar para os meus alunos, lista de contas a pagar.</p>
<p>Eventualmente, tenho lista de lugares a fotografar, de músicas para baixar&#8230;</p>
<p>E já teve um tempo em que eu fazia lista de palavras que eu gostava, pela beleza ou pela sonoridade, para encaixar em poemas.</p>
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		<title>MUITO feliz com o Dialética</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 11:09:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;É claro que te acho linda Em ti bendigo o amor das coisas simples&#8221; (Dialética &#8211; Vinicius de Moraes) Para o André Dia desses &#8211; acho que foi domingo, assim que o Necessaire entrou no ar &#8211; não resisti e liguei pro André pra dizer: &#8211; Ei, eu tô MUITO feliz com o Dialética! Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;É claro que te acho linda<br />
Em ti bendigo o amor das coisas simples&#8221; (Dialética &#8211; Vinicius de Moraes)</em></p>
<p><em><strong>Para o André</strong></em></p>
<p>Dia desses &#8211; acho que foi domingo, assim que o Necessaire entrou no ar &#8211; não resisti e liguei pro André pra dizer: &#8211; Ei, eu tô MUITO feliz com o Dialética!</p>
<p>Ele riu, perguntou se eu estava mesmo feliz, e eu confirmei que sim.</p>
<p>Em novembro do ano passado, quando iniciou, o Dialética só abrigava meu blog, o Agridoce; o blog com as fotografias que faço, o Belém, Belém; o podcast em que eu discuto a relação com o André, Love Live; o Se7e Segundos, do André; e o Próximos Capítulos, blog de novelas meu e do André também.</p>
<p>Nem preciso dizer que o grande responsável pelo Dialética.org é o André &#8211; eu sou a irresponsável. Eu sonho e ele realiza. Ele fez todo um esquema no Flickr pra eu poder postar por lá as fotinhas que ficam aqui, no Belém, Belém; faz o feed por mail dos blogs (rá!); se você digita o endereço errado de alguma página nossa e lê um poema, também é por ideia dele; e se sabe de todas as postagens pelo Twitter, é porque ele fez a coisa toda por lá &#8211; acredite, o Dialética tem mais seguidores que eu e eu acho isso lindo!</p>
<p>Até que em março desse ano o André trouxe o blog famoso dele &#8211; Marmota Mais dos Mesmos &#8211; para os nossos domínios. Quando ele veio, o &#8220;familiar&#8221; que designava o miniportal que criamos passou a fazer total sentido.</p>
<p>Mas decidimos não esperar os filhos se tornarem blogueirinhos para aumentar a família de blog do Dialética e começamos a convidar nossos amigos &#8211; que, afinal de contas, também são da família &#8211; para participar do miniportal.</p>
<p>Então veio a Cláudia, veio a Marília com o Rodrigo, veio a Luna. O Adilson, a Yasmin, o Cassio. A Eva, o Marcelo, a Elis, a Tainá.</p>
<p>Por conta do Blog da Copa, veio o Doni, o Marcos VP, o Pedro, o Leandro.</p>
<p>São pessoas que não preciso de links pra identificar porque são amigos do homem de todas as minhas vidas, meus amigos, amigos nossos.</p>
<p>Por isso estou TÃO feliz.</p>
<p>Mas como diz o André, sempre quero mais&#8230; Por isso, quero ainda a Lúcia aqui, a Pat&#8230;</p>
<p>Eu já disse aqui, né? Como são poucos, meus amigos são os melhores. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>De brinquinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 11:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2005, eu invariavelmente usava uns brinquinhos de três aros ovalados, um dentro do outro, presente da minha amiga Lúcia pelo meu aniversário de 26 anos. Veja: Aí, no feriado de 1º de maio, infelizmente perdi um lado dos brincos. No dia seguinte, sábado, a Cláudia sem saber de nada, claro, me presenteou com um par de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2005, eu invariavelmente usava uns brinquinhos de três aros ovalados, um dentro do outro, presente da minha amiga Lúcia pelo meu aniversário de 26 anos. Veja:</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/eu-uso-oculos.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1363" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/eu-uso-oculos.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Aí, no feriado de 1º de maio, infelizmente perdi um lado dos brincos.</p>
<p>No dia seguinte, sábado, a <a href="http://www.dialetica.org/loucaporblog">Cláudia</a> sem saber de nada, claro, me presenteou com um par de brincos coloridinhos que comprou em Penedo, cidade fofa que fica pertíssimo de Resende, onde ela mora. Veja:</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/dsc04534-copia.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1365" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/dsc04534-copia-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></p>
<p>Passei a usá-lo no dia-a-dia e o fato é que, assim como o antecessor, esse brinquinho faz o maior sucesso!</p>
<p>Na faculdade, na escola, na agência, além de ver, meus amigos, alunos, conhecidos, colegas fazem questão de pegar no brinquinho, ver bem as cores e formas, saber onde comprei.</p>
<p>Aí digo que foi uma amiga querida que me deu e que esse é uniquinho por essas bandas. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/dsc04559.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1366" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/06/dsc04559-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
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		<title>Vivendo e aprendendo</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho. Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo. Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho.</p>
<p>Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo.</p>
<p>Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que duas gangues estavam infiltradas lá dentro e que ela deveria encerrar a festa pois daquele momento em diante eles não se responsabilizariam por nada nem por ninguém.</p>
<p>Foi assim que, a exemplo da Feira da Cultura do ano passado, a festa junina da escola foi encerrada por conta das gangues do entorno da escola, da qual os alunos nem fazem parte.</p>
<p>Foi frustrante ver a cara de decepção dos meus alunos, todos fantasiados, maquiados, animados para dançar quadrilha e terem que voltar pra casa por conta de gente que não estuda na escola deles.</p>
<p>No dia seguinte perguntei a uma das alunas &#8211; uma que jurou nunca mais participar de nada naquela escola &#8211; pra onde eles foram depois que tiveram que sair da festa. E ela: &#8211; Ah, professora, fomos pra porta de casa, colocamos o som na rua e dançamos do mesmo jeito!</p>
<p>Por puro prazer. Um prazer que eu achei que tinha sido roubado deles, mas que não deixaram escapar pelas mãos.</p>
<p>E é assim que professores aprendem com alunos. Eu aprendi.</p>
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		<title>Dos vendilhões do templo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele. Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele.</p>
<p>Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel ciriano na casa deles!</p>
<p>Mas sim.</p>
<p>Compramos o cartaz na lojinha que fica dentro da Basílica Santuário de Nazaré, a um quarteirão da minha casa.</p>
<p>Estávamos lá sendo atendidos quando uma placa chamou a atenção do André: para utilizar o banheiro da Basílica Santuário cada pessoa tem que desembolsar cinquenta centavos.</p>
<p>Há tempos me questiono sobre a presença daquela loja &#8211; e mais os banheiros e uma lanchonete &#8211; ali dentro da igreja. Vou até lá pelo menos uma vez no ano, para comprar o cartaz e as camisetas do Círio, mas sempre me sinto desconfortável.</p>
<p>Eu sempre lembro dos vendilhões do templo e do quanto Jesus ficou puto com eles, sabe?</p>
<p>Lembro da Igreja Matriz de Ilhéus, que quando fui perguntar quanto custava um batizado lá, me deram um envelope branco e disseram que custava o que eu pudesse e/ou quisesse pagar.</p>
<p>Enquanto na Basílica de Nazaré um batizado &#8211; coletivo! &#8211; custava na mesma época 40 reais.</p>
<p>Como será nas outras igrejas? Será que são mais Igreja Matriz de Ilhéus ou mais Basílica Santuário de Nazaré?</p>
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