Agridoce

porque eu sou um agridoce de menina…

Arquivos: Futebol

Como será dois mil e SEX?

Por Luciana | 01/01/2010, 15h09

final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo.

rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília – morar em beagá – fazer um primeiro ano de mestrado exemplar – voltar a blogar com regularidade – fazer o blog da copa uma coisa bacana pra quem curte futebol como nós - ver o Brasil ser hexacampeão - fotografar beagá, escrever sobre beagá, tudo mais em beagá – dar adeus aos refrigerantes – ajudar as pessoas de alguma forma – abstrair mais – sentir saudade como de praxe – voltar a malhar e perder os malditos seis quilos que me assolam – ir mais ao cinema, ler mais e fazer mais todas aquelas coisas que nem deveriam fazer parte das promessas de fim de ano, mas do cotidiano – poupar (hahahahahaha!) – e…

que os textos desse Agridoce voltem a emocionar as pessoas.

Sobre a Copa do Meio Ambiente

Por Luciana | 04/06/2009, 09h09

Há alguns meses, o Cássio me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.

 

Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada.

 

(Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo Paysandu!)

 

No máximo, meu pai convidava os amigos amazonenses para virem a Belém na época do Círio.

 

Tudo bem, devo confessar que ele quis que minha mãe viesse para Belém grávida, para que eu nascesse aqui e fosse paraense como eles.

 

Só que minha mãe, pra variar, foi sábia e disse a ele que foi em Manaus que me fizeram e era justo que eu nascesse lá.

 

Eu acho boba essa briguinha porque no final das contas somos todos moradores da Amazônia, do Norte, do Brasil. E independentemente de ser em Belém ou em Manaus, não nos iludimos que nenhuma grande seleção venha pra cá.

 

Penso que ao invés de questionar o lobby dos manauaras, os belenenses deveriam questionar os governantes e a comissão formada para batalhar pela Copa 2014 na cidade.

 

É muito fácil a coordenadora da comissão ir à TV e dizer que a ficha não caiu e que ela não deve explicações, quem deve é a FIFA (!); que quem perde é o mundo por não conhecer Belém (!), e não a própria cidade.

 

Eu já disse que fico pasma?

 

Devíamos, em uma visão macro da coisa, questionar por que a Região Sul do país, composta de apenas três estados, teve duas capitais eleitas, enquanto a Região Norte, o pulmão do mundo (rá!), ficou só com uma. Copa do Meio Ambiente, sei…  

 

Concordo com o pensamento de que pra ficar de cabeça erguida, a prefeitura e o governo locais têm mais é que cumprir as metas prometidas, mesmo sem a Copa.

 

E rio muito até agora da nota conjunta que o prefeito e a governadora publicaram, falando que foi INJUSTIÇA o que fizeram com Belém.

 

Ora, assim como é INJUSTIÇA o que andam fazendo com a saúde e a educação da cidade e do estado, só pra ficar em dois tópicos dos mais graves, em minha singela opinião.

 

De minha parte, quero ter um furgão lindão até 2014 e visitar com a família cada uma das cidades que sediarão os jogos. Não precisamos entrar em todos os estádios, queremos apenas sentir aquele clima “voa, canarinho, voa” pelo Brasil afora.

 

Pra fechar, um momento Balão Roots: eu morava perto do Vivaldão, em Manaus, e lá assisti ao primeiro show da minha vida, da melhor banda infantil do meu mundo, Balão Mágico!

Clarice flamenguista

Por Luciana | 27/05/2009, 09h09

Muitas bios do Twitter – imagino que do Orkut também – e algumas frases dos meus contatos de MSN reproduzem alguns “tesouros” de Clarice Lispector.

 

Minha amiga Lúcia Tupiassú – que de fato gosta e entende da autora e não apenas cita frases de efeito soltas – de vez em quando escreve algumas coisas relacionadas à Clarice no Twitter com a tag #CL.

 

Pois bem.

 

Como sou chata-boba-feia, dia desses me aproveitei da tag da Lu e twittei um infame “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo” #CL.

 

A Lu protestou meigamente com um “Poxa, Lu, coitada da Clarice”, mas, ora, a Clarice não podia ter time de futebol? Esse time não podia ser o Flamengo?

 

O Vinicius, por exemplo, era Botafogo, Lu.

Comemorando os gols

Por Luciana | 14/04/2009, 23h11

Sabe aquelas pessoas que têm um time de futebol em cada cidade? Pois é.

Eu sou Flamengo desde quando ouvi a descrição do meu pai sobre o que é o Flamengo entrar no Maracanã e a torcida explodir. Do quanto ele ficou arrepiado ao presenciar essa cena. Eu sou Botafogo porque a minha mãe é e o poetinha também. Eu sou Fluminense só por causa do Chico Buarque Lindo. E, mais recentemente, sou Vasco porque minha família baiana é.

Sou Bahia porque adoro aquele hino do Bahia, cantado pelo Moraes Moreira, em ritmo de trio elétrico! Sou Atlético Mineiro porque li Ana & Pedro e o Pedro disse que um gol do Galo é como um beijo de amor ou um picolé no verão. Sou Internacional porque há muito tempo li numa Capricho da vida uma crônica de dia dos pais, onde o autor se lembrava com saudade a primeira vez que foi ao Beira-Rio com o pai dele, ficando impossível não virar Colorado. Sou Palmeiras porque vi o meu pai triste assistindo o Verdão perder e sugeri que ele mudasse de time e ele disse que isso não se faz, então me aliei a ele – mesmo num momento de derrota.

Sou Paysandu – o time que está acima de qualquer um desses outros. Porque, pra variar, era o time do meu pai; porque ele é alvi-celeste e eu adoro azul; porque tem um hino engraçado; porque é o único time pelo qual meu irmão e eu torcemos juntos.

Um dia desses fiz uma proposta ao meu irmão: guardarmos dinheiro a partir do ano que vem pra assistirmos in loco a copa de 2010. Não importava onde. O que importava era que fôssemos juntos. Meu irmão começou a fazer mil contas, colocar mil empecilhos – racionalizando meu sonho. Pena.

Na Copa de 2002, comprei uma camisa azul pra mim e uma amarela pra ele, e combinamos de assistir aos jogos da seleção com aquelas camisas, sempre juntos, pra dar sorte.

Íamos muito bem, quando o meu irmão inventou de ir assistir ao Brasil x Inglaterra com uns amigos. Eu falei um monte, disse que se perdêssemos ia ser por causa dele, porque estava quebrando a corrente e tudo de mais dramático no mundo! Ele riu da minha cara e foi. Foi, pra voltar logo após o primeiro gol da Inglaterra, dizendo que não se perdoaria se a Seleção perdesse. Bem, todo mundo sabe o que aconteceu, né? De virada, que é melhor.

O curioso é que não assistimos aos jogos pela mesma TV. Eu fico na minha e ele na dele. Só nos encontramos pra comemorar os gols.

Relatos de viagem IV – Rio de Janeiro

Por Luciana | 23/03/2009, 10h10

Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá.

Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais.

1 – Feira de São Cristovão: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à noite, queridamente acompanhados por Ugo e Luna.

Você entra por um real, janta bem com mais três pessoas por 30 reais, e encontra de tudo que se possa imaginar relacionado ao nordeste: forró, tapioca, cocada, chapéu de cangaceiro, rede, guaraná Jesus (sim, o cor-de-rosa), rendas, compotas, rapadura, etc.

Pena que as estátuas de Lampião e Maria Bonita estejam sem braço – mereciam ser melhor cuidadas…

2 – Urca: ah, meu relato sobre o bairro mais tranquilo do Rio você pode ler no Próximos Capítulos!

3 – Ipanema/ Leblon: um dia liguei pra casa e minha mãe perguntou onde eu estava. Quando respondi que estava passeando no Leblon, ela disse: – Mas que chique. :P

Como já fizemos Ipanema/Leblon a pé, resolvi colocá-los juntos aqui. É sempre aquela emoção quando passo pela Rua Vinicius de Moraes; aquela delícia quando tomamos Sorvete Itália (indico o que a Luna me indicou: tangerina e doce de leite com coco) ou comemos os bolinhos de camarão do Bracarense (ótima indicação desde sempre da Viva); aquelas compras felizes quando paramos na Livraria da Travessa (dessa vez, além de comprar livros e CDs, e namorar o DVDs, também tivemos um almoço ajantarado na livraria que é das mais charmosas).

Triste foi ir à Toca do Vinicius, perguntar pelo livro que ele fez em homenagem a Pablo Neruda e ouvir da atendente um: – Ah, aqui é mais música, menos livros.

Tudo bem, podia até ser menos livros, mas um lugar chamado “Toca do Vinicius”, administrado pelos familiares do Vinicius, na minha singela opinião tinha que ter TODOS os livros dele pra vender. Mas traquilo, a Livraria da Travessa tinha…

Foi em Ipanema também que resolvemos ir à praia, na esperança de que quando uma certa garota passasse o mundo inteirinho se enchesse de graça e ficasse mais lindo por causa do amor…

4 – Confeitaria Colombo: um sonho de lugar. Da outra vez, não conseguimos mesa; dessa vez, quase ficamos no balcão.

Mas tivemos a feliz idéia de sentar sim e apreciar não só as delícias como também o atendimento impecável.

E foi lá que o André fez uma fotinha minha em que ele diz que estou a cara da mamãe – a cara da mamãe quando a mamãe tinha a minha idade agora, né, leitor?

5 – Real Gabinete Português de Leitura: uma jóia de biblioteca perdida no centro da cidade. Um lugar onde eu adoraria trabalhar, morar… Um lugar que eu, se pudesse, levaria pra casa. Parecia a biblioteca que a Fera deu pra Bela, lembra? Dica da Viva, sempre.

6 – Santa Teresa: pegamos o bondinho amarelo e charmoso, passamos por cima dos Arcos da Lapa e fomos ao bairros das casas mais “eu-moraria-agora-aqui” do Rio.

Depois de passear a pé, fazer fotinhas e comprar os postais de praxe, tivemos um almoço bem servido no Bar do Mineiro, com direito a doce de laranja com queijo de sobremesa, e voltamos pra casa de fresquinho mesmo…

7 – Maracanã: sim, nós gostamos de futebol. E antes que você pense que eu gosto só pra agradar o André, não é verdade. Pode até ser que eu tenha começado a gostar pra agradar alguém – no caso, o meu pai – mas hoje eu gosto de futebol mesmo pra valer, daquele jeito irracional dos bons e velhos torcedores.

Por isso, quando começamos a planejar a viagem, falei logo com a Luna – outra apaixonada por futebol – e pedi que ela visse na tabela um dia pra gente ir ao Maracanã ver um jogo.

Calhou de ser um jogo do Fluminense, time pelo qual a Luna torce, e foi bem bacana ir ao estádio, que está bem bonito e agradável.

Empolgação não faltou, tanto que fomos devidamente “fantasiados” de pó de arroz. Pena que o Flu e o Madureira não saíram do 0×0…

8 – Saara: nas palavras sábias do André, o Saara é a 25 de março organizada. Como estávamos pertíssimo de lá, não nos furtamos das compras perdulárias mil, de milhares de paradas pra beber mate e aplacar o calor, e de, de meia em meia hora, o André cantar o “atravessamos o deserto do Saara…”.

9 – Lagoa: Marcos VP marcou de almoçar com a gente na sexta e queria nos levar ao Bar Luiz – já tinhamos conhecido… Pensou então em nos levar ao Bar do Mineiro, em Santa Teresa – já tinhamos conhecido… Lembrou então da Feira de São Cristovão – e nós demos uma gargalhada e dissemos que já tinhamos conhecido.

Foi com alegria que quando ele falou na Lagoa topamos na hora, porque nunca paramos por lá, só passamos.

Ele nos levou ao Arab da Lagoa, no Parque dos Patins e foi tudo lindo: a tarde, a comida, o clima, a companhia, a conversa.

De lá, o Marcos ainda fez um city tour muito bacana e explicativo, que rendeu mais ainda por conta do engarrafamento de fim de tarde de sexta-feira.

***

No fim das contas, bateu uma vontadinha inesperada e absurda de ir morar no Rio, a despeito do medo que nossas mães sentem de lá (influenciadíssimas pela TV, diga-se).

PS1 – As fotinhas da nossa viagem ao Rio (e outras mais) estão no Belém, Belém.

PS2 – O próximo relato é sobre Petrópolis, onde tudo é muito real. :P

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