Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá.
Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais.
1 – Feira de São Cristovão: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à noite, queridamente acompanhados por Ugo e Luna.
Você entra por um real, janta bem com mais três pessoas por 30 reais, e encontra de tudo que se possa imaginar relacionado ao nordeste: forró, tapioca, cocada, chapéu de cangaceiro, rede, guaraná Jesus (sim, o cor-de-rosa), rendas, compotas, rapadura, etc.
Pena que as estátuas de Lampião e Maria Bonita estejam sem braço – mereciam ser melhor cuidadas…
2 – Urca: ah, meu relato sobre o bairro mais tranquilo do Rio você pode ler no Próximos Capítulos!
3 – Ipanema/ Leblon: um dia liguei pra casa e minha mãe perguntou onde eu estava. Quando respondi que estava passeando no Leblon, ela disse: – Mas que chique.
Como já fizemos Ipanema/Leblon a pé, resolvi colocá-los juntos aqui. É sempre aquela emoção quando passo pela Rua Vinicius de Moraes; aquela delícia quando tomamos Sorvete Itália (indico o que a Luna me indicou: tangerina e doce de leite com coco) ou comemos os bolinhos de camarão do Bracarense (ótima indicação desde sempre da Viva); aquelas compras felizes quando paramos na Livraria da Travessa (dessa vez, além de comprar livros e CDs, e namorar o DVDs, também tivemos um almoço ajantarado na livraria que é das mais charmosas).
Triste foi ir à Toca do Vinicius, perguntar pelo livro que ele fez em homenagem a Pablo Neruda e ouvir da atendente um: – Ah, aqui é mais música, menos livros.
Tudo bem, podia até ser menos livros, mas um lugar chamado “Toca do Vinicius”, administrado pelos familiares do Vinicius, na minha singela opinião tinha que ter TODOS os livros dele pra vender. Mas traquilo, a Livraria da Travessa tinha…
Foi em Ipanema também que resolvemos ir à praia, na esperança de que quando uma certa garota passasse o mundo inteirinho se enchesse de graça e ficasse mais lindo por causa do amor…
4 – Confeitaria Colombo: um sonho de lugar. Da outra vez, não conseguimos mesa; dessa vez, quase ficamos no balcão.
Mas tivemos a feliz idéia de sentar sim e apreciar não só as delícias como também o atendimento impecável.
E foi lá que o André fez uma fotinha minha em que ele diz que estou a cara da mamãe – a cara da mamãe quando a mamãe tinha a minha idade agora, né, leitor?
5 – Real Gabinete Português de Leitura: uma jóia de biblioteca perdida no centro da cidade. Um lugar onde eu adoraria trabalhar, morar… Um lugar que eu, se pudesse, levaria pra casa. Parecia a biblioteca que a Fera deu pra Bela, lembra? Dica da Viva, sempre.
6 – Santa Teresa: pegamos o bondinho amarelo e charmoso, passamos por cima dos Arcos da Lapa e fomos ao bairros das casas mais “eu-moraria-agora-aqui” do Rio.
Depois de passear a pé, fazer fotinhas e comprar os postais de praxe, tivemos um almoço bem servido no Bar do Mineiro, com direito a doce de laranja com queijo de sobremesa, e voltamos pra casa de fresquinho mesmo…
7 – Maracanã: sim, nós gostamos de futebol. E antes que você pense que eu gosto só pra agradar o André, não é verdade. Pode até ser que eu tenha começado a gostar pra agradar alguém – no caso, o meu pai – mas hoje eu gosto de futebol mesmo pra valer, daquele jeito irracional dos bons e velhos torcedores.
Por isso, quando começamos a planejar a viagem, falei logo com a Luna – outra apaixonada por futebol – e pedi que ela visse na tabela um dia pra gente ir ao Maracanã ver um jogo.
Calhou de ser um jogo do Fluminense, time pelo qual a Luna torce, e foi bem bacana ir ao estádio, que está bem bonito e agradável.
Empolgação não faltou, tanto que fomos devidamente “fantasiados” de pó de arroz. Pena que o Flu e o Madureira não saíram do 0×0…
8 – Saara: nas palavras sábias do André, o Saara é a 25 de março organizada. Como estávamos pertíssimo de lá, não nos furtamos das compras perdulárias mil, de milhares de paradas pra beber mate e aplacar o calor, e de, de meia em meia hora, o André cantar o “atravessamos o deserto do Saara…”.
9 – Lagoa: Marcos VP marcou de almoçar com a gente na sexta e queria nos levar ao Bar Luiz – já tinhamos conhecido… Pensou então em nos levar ao Bar do Mineiro, em Santa Teresa – já tinhamos conhecido… Lembrou então da Feira de São Cristovão – e nós demos uma gargalhada e dissemos que já tinhamos conhecido.
Foi com alegria que quando ele falou na Lagoa topamos na hora, porque nunca paramos por lá, só passamos.
Ele nos levou ao Arab da Lagoa, no Parque dos Patins e foi tudo lindo: a tarde, a comida, o clima, a companhia, a conversa.
De lá, o Marcos ainda fez um city tour muito bacana e explicativo, que rendeu mais ainda por conta do engarrafamento de fim de tarde de sexta-feira.
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No fim das contas, bateu uma vontadinha inesperada e absurda de ir morar no Rio, a despeito do medo que nossas mães sentem de lá (influenciadíssimas pela TV, diga-se).
PS1 – As fotinhas da nossa viagem ao Rio (e outras mais) estão no Belém, Belém.
PS2 – O próximo relato é sobre Petrópolis, onde tudo é muito real.