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	<title>Agridoce &#187; Espiritualidade</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>50 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 12:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2029. 24 de dezembro. Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado. Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">2029. 24 de dezembro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que não darei conta de preparar a ceia a tempo, desajeitada sempre na cozinha. Mas eu darei. Darei conta porque será uma comidinha feita só pra pessoas que amo. E o que eu não der eu encomendo em alguma quituteira da vida, afinal ninguém é de ferro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Música, risada, fotografia. De vez em quando eu vou parar um pouco, olhar ao redor, e ter certeza de que aquilo, aquele dia, não é só contente nem alegre &#8211; é feliz. Plenamente feliz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E depois do jantar uns dois meninos, rapazes, e uma menina, mocinha, meio parecidos comigo e com o homem de todas as minhas vidas, sairão pra ver os pares. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Vai ser quando ficaremos assistindo <em><span style="font-family: Verdana">A felicidade não se compra</span></em> pelo milésimo Natal, aninhados no sofá, mãos dadas, comendo um monte daquelas delícias natalinas! E vamos repetir nossos comentários do ano passado como se fossem novos: que George Bailey é o máximo, que Donna Reed está linda nesse filme; tentar obviamente imaginar como seria se não existíssemos, pra em seguida respirar aliviados por estarmos bem vivos e bem juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ficar bem nostálgicos, lembrando dos natais da nossa infância e da infância dos dois meninos, rapazes e da menina, mocinha. De como descobri que o Papai Noel não existia; de nossas peripécias para que os dois meninos, rapazes e a menina, mocinha não descobrissem logo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Também vou contar minha piada de Natal favorita e o homem de todas as minhas vidas vai morrer de rir não pela piada, porque afinal é super sem graça, mas pela minha cara de pau de ainda contar mais uma vez! E calar minha gaiatice com um beijo doce, com gosto de fruta de Natal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E mais uma vez eu vou pensar que mais que ouro, incenso e mirra, um lar é o melhor presente de Natal que se pode ter. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS &#8211; Piada de Natal: &#8220;O garotinho pergunta pro Papai Noel: &#8211; Papai Noel, o senhor rói unha? E o Papai Noel responde: Ho! Ho! Ho!&#8221; Leitor exigente, eu disse que era super sem graça! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS2 &#8211; Assista A felicidade não se compra! Todo ano, nessa época, eu assisto. </span></p>
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		<title>Dos vendilhões do templo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele. Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele.</p>
<p>Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel ciriano na casa deles!</p>
<p>Mas sim.</p>
<p>Compramos o cartaz na lojinha que fica dentro da Basílica Santuário de Nazaré, a um quarteirão da minha casa.</p>
<p>Estávamos lá sendo atendidos quando uma placa chamou a atenção do André: para utilizar o banheiro da Basílica Santuário cada pessoa tem que desembolsar cinquenta centavos.</p>
<p>Há tempos me questiono sobre a presença daquela loja &#8211; e mais os banheiros e uma lanchonete &#8211; ali dentro da igreja. Vou até lá pelo menos uma vez no ano, para comprar o cartaz e as camisetas do Círio, mas sempre me sinto desconfortável.</p>
<p>Eu sempre lembro dos vendilhões do templo e do quanto Jesus ficou puto com eles, sabe?</p>
<p>Lembro da Igreja Matriz de Ilhéus, que quando fui perguntar quanto custava um batizado lá, me deram um envelope branco e disseram que custava o que eu pudesse e/ou quisesse pagar.</p>
<p>Enquanto na Basílica de Nazaré um batizado &#8211; coletivo! &#8211; custava na mesma época 40 reais.</p>
<p>Como será nas outras igrejas? Será que são mais Igreja Matriz de Ilhéus ou mais Basílica Santuário de Nazaré?</p>
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		<title>Dia do beijo&#8230; De Judas!</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 11:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dia, o Nelson &#8211; palestrante do centro espírita &#8211; entre outras coisas falou sobre Judas. Ele disse que acha um absurdo a malhação de Judas no sábado de Aleluia, porque é uma ode à violência e Jesus não gostaria disso. Sem contar que Judas já pagou tudo o que tinha que pagar, reencarnando várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Um dia, o Nelson &#8211; palestrante do centro espírita &#8211; entre outras coisas falou sobre Judas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Ele disse que acha um absurdo a malhação de Judas no sábado de Aleluia, porque é uma ode à violência e Jesus não gostaria disso. Sem contar que Judas já pagou tudo o que tinha que pagar, reencarnando várias vezes e em uma delas tendo sido Joana D&#8217;Arc, que todos sabemos o quanto sofreu, sendo ao fim queimada na fogueira da Inquisição.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> O Nelson lembrou que Jesus sabia o papel de Judas naquela história toda. E que Judas não agiu de má fé. Ele queria que Jesus se tornasse um líder político além de líder espiritual e acreditava que Jesus enfrentaria seus algozes e num passe de mágica se libertaria da prisão e libertaria seu povo também.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Só que Jesus seguiu firme em seu propósito e não fez abracadabra nenhum, morrendo resignadamente por nós. E Judas, percebendo o seu próprio vacilo, se matou.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nisso, veio a parte mais tocante da palestra. O Nelson perguntou: Vocês sabem qual foi a primeira atitude de Jesus ao chegar ao outro plano? Ele foi ao Vale dos Suicidas e deu um abraço em  Judas. Deu conforto ao amigo. Como quando temos alguém preso ou enfermo e mesmo que não possamos tirá-lo de lá, vamos ao menos visitá-lo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Não sei se isso é verdade ou mentira. Não sei se ele tem provas, assim como não temos prova de muita coisa nas quais acreditamos. Só sei que antes de acreditar ou não, eu acho bonito.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Não mudaria nada pra mim se Jesus tivesse tido um romance com Maria Madalena, por exemplo. Até concordo com a tese de que essa história dele não se relacionar com mulheres pode ter sido inventada para forçar o celibato dos religiosos &#8211; tiro mais do que saído pela culatra.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nada disso importa pra mim. Ele ter tido uma mulher ou não; ele ter, colericamente, chicoteado os vendilhões do templo; ele ter bebido vinho com ou sem álcool.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> O que vale pra mim são as idéias dele. Enfim.</span></p>
<p class="MsoNormal">PS &#8211; Já no climão da Páscoa&#8230;</p>
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		<title>Diálogo de Páscoa</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 12:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Todo ano é a mesma coisa: só ganho ovos de chocolate no meu aniversário! - Quem mandou nascer no dia da Páscoa? - Mas o dia da Páscoa alterna, esqueceu? - Mas você é o coelho da Páscoa, ninguém mandou ser o coelho da Páscoa. - Isso é despeito, Cabeludo. - Opa, mais respeito. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Todo ano é a mesma coisa: só ganho ovos de chocolate no meu aniversário!<br />
- Quem mandou nascer no dia da Páscoa?<br />
- Mas o dia da Páscoa alterna, esqueceu?<br />
- Mas você é o coelho da Páscoa, ninguém mandou ser o coelho da Páscoa.<br />
- Isso é despeito, Cabeludo.<br />
- Opa, mais respeito. Despeito não combina comigo, até porque nasci no Natal.<br />
- É, ganha presentes que não são ovos de chocolate! Ganha ouro, incenso, mirra&#8230; Variedade!<br />
- Você é bobo, coelhinho da Páscoa.<br />
- Você é sortudo, Cabeludo. Se bem que você morre na sexta-feira da paixão e isso é realmente triste até hoje.<br />
- Eles não sabiam o que estavam fazendo.<br />
- Tá, tá. Sempre tenho a impressão de que na sexta-feira santa o dia fica todo cinzento; no sábado, fica tudo suspenso; e no domingo brilha o sol mais lindo do ano.<br />
- É só impressão.<br />
- Ah, o mais legal é que chega o domingo e você revive, mais forte e bonito, bem no dia do meu aniversário.<br />
- Isso. É bacana, vai.<br />
- É, mas eu só queria ganhar algo que não fosse um ovo de chocolate, Cabeludo!<br />
- Peixe, pão, vinho?<br />
- Cenoura, capim&#8230; Uma coelhinha, ai ai. Afinal, como diria Vinicius de Moraes, &#8220;não é sexta-feira santa, é sexta-feira da paixão&#8221;.<br />
- Poetas pecam tão belamente que não tem como a gente ficar zangado. Que tal um livro de poemas de presente?!<br />
- Ah, não. Não quero nada de ler.<br />
- Que acha de um relógio, então?<br />
- Cabeludo, eu sou o coelho da Páscoa, não o coelho da Alice!<br />
- Ai, é mesmo. Posso te dar um tratamento dentário ou uma operação para essas orelhas de abano, hein, hein?<br />
- Nhé! Ser dentucinho é minha marca registrada. E não vê que todas as crianças voltam da escola com meus bigodes pintados na face e minhas orelhas na cabeça?<br />
- Posso te dar umas sandálias que nem as minhas, e aí?<br />
- Cabeludo, agradeço, mas prefiro correr descalço. Mais livre como você sonhou que todos fôssemos. E ainda sonha que eu sei.<br />
- Hum. O que me diz de um amigo, então?<br />
- É! Tá valendo&#8230; Mas ninguém vai acreditar quando eu contar que sou amigo de Jesus Cristo!<br />
- Sim, hoje em dia as pessoas não acreditam mais no coelho da Páscoa.<br />
- Nem em Papai Noel, nem em anjo da guarda&#8230;<br />
- Nem em mim.<br />
- Liga não, Amigão, eles continuam sem saber o que fazem&#8230;</p>
<p>PS &#8211; Fiz esse texto na Páscoa de 2006, para o <a href="http://www.orm.com.br">Portal ORM</a>, aqui de Belém. Como já está chegando a Páscoa desse ano, estou reeditando aqui no Agridoce. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Do cotidiano massacrante</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 15:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A professora de Educação Física da escola onde eu trabalho usa um escapulário no pescoço. Beleza, eu também uso. Aí, primeiros dias de aula, uma das meninas novatas, garotinha da 1ª série, senta no colo dela e pergunta quem é aquele ali no cordão dela. A professora responde que é Jesus. A menina vira a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A professora de Educação Física da escola onde eu trabalho usa um escapulário no pescoço. Beleza, eu também uso.</p>
<p>Aí, primeiros dias de aula, uma das meninas novatas, garotinha da 1ª série, senta no colo dela e pergunta quem é aquele ali no cordão dela.</p>
<p>A professora responde que é Jesus.</p>
<p>A menina vira a medalhinha e pergunta quem é aquela ali&#8230;</p>
<p>A professora explica que é Maria, a mãe de Jesus.</p>
<p>É quando a menina fala:</p>
<p>- Odeio essa Maria! Já vi que a senhora é do mundo, tia. Não é de Deus.</p>
<p>Preciso dizer que a menina é evangélica? Preciso dizer que odiar é uma palavra bem forte pra alguém de seis, sete anos? Preciso me indagar que tipo de educação familiar/religiosa é essa que essas crianças estão recebendo?</p>
<p>Minha colega respondeu que odiar Maria é o mesmo que odiar a própria mãe &#8211; e eu achei a resposta linda.</p>
<p>Depois fiquei me perguntando: se Maria é tão odiosamente desnecessária, por que Deus não criou Jesus como criou Adão, sem precisar de uma mulher para gerá-lo?</p>
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		<title>Na biblioteca</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 21:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Sou eu que vou ser seu amigo, / Vou lhe dar abrigo, se você quiser. / Quando surgirem seus primeiros raios de mulher / A vida se abrirá num feroz carrossel / E você vai rasgar meu papel” Você já desconfia que é mesmo uma grande saudosista, mas tem certeza plena disso quando aproveita toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Verdana;color: #333333"><span> </span>“Sou eu que vou ser seu amigo, / Vou lhe dar abrigo, se você quiser. / Quando surgirem seus primeiros raios de mulher / A vida se abrirá num feroz carrossel / E você vai rasgar meu papel”</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Verdana;color: #333333"></span></em><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Você já desconfia que é mesmo uma grande saudosista, mas tem certeza plena disso quando aproveita toda uma tarde livre, sem trabalho nem dever, e de todos os lugares do mundo da sua cidade, vai parar no colégio onde estudava.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Depois de se apresentar como ex-aluna – ex-marista jamais! &#8211; na portaria, consegue entrar. Está tudo lá, como você deixou. Ao mesmo tempo, nada mais está lá. Suas amigas e seus professores não estão mais lá. Está lá o uniforme branco e azul, a música que serve de campa, a oração no segundo horário, a capelinha, as quadras, as piscinas, as lanchonetes, as salas, a biblioteca.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Pensando melhor, as suas melhores recordações estão dentro do seu peito, e lá, elas maviosamente, ganham forma.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Você sobe até a biblioteca com seu caderno nas mãos, como antigamente. Mas dentro do seu caderno não tem mais aqueles poemas apaixonados. Agora o seu caderno é todo cheio de apontamentos de aula e de anotações para textos que serão escritos para cá. No seu caderno tem um tamba-tajá que o Lupa desenhou e um calendário no qual você vai riscando os dias que nem presidiário. As duas coisas com as quais o seu caderno de hoje é idêntico aquele de 15 anos atrás são a sua letra doidivanamente canhota e o fato dele vir aconchegado no seu peito, num abraço.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Você pensa nisso ao subir os degraus vermelhinhos que lhe levam à biblioteca. Lembra de imediato daquela música do Toquinho, O Caderno, e vê que não tem mais jeito, estão todos ali: o padre Raul, o padre fofo e comunista da capela do colégio; a professora de natação; o porteiro que ninguém sabe o nome porque todo mundo só chama de Bigode, mesmo ele tendo raspado o bigode há séculos; a Suzi, a bibliotecária que você mais gosta na vida depois da sua mãe.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> A Suzi lembra que você ia toda tarde pra biblioteca e que ficava lendo, conversando com ela e com a Rosi – a outra bibliotecária querida de lá – e escrevendo. Sim, ela lembra que você escrevia uns poemas “lindos” e confirma que realmente você ganhou aqueles concursos poéticos que a biblioteca promovia. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Então você senta em uma daquelas mesas redondas da biblioteca e fica lá só pensando coisas boas, porque coisa boa atrai coisa boa. E você fica feliz. Porque a Suzi relembrou aqueles dias mágicos da sua adolescência, porque você está sentada ali de novo, entre aqueles livros e alunos, escrevendo palavras repletas de amor. Porque graças a elas, as palavras, você tem pessoas queridas que lhe lêem e que você ainda vai (re)encontrar pelas bibliotecas da vida. Por muitas vidas. </span></p>
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		<title>Belém, Belém&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 18:16:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um feliz Natal pra você também! O post de Natal do Dialética, nosso miniportal familiar, está AQUI, no Belém, Belém, nosso blog de fotografias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um feliz Natal pra você também!</p>
<p>O post de Natal do Dialética, nosso miniportal familiar, está <a href="http://dialetica.org/belembelem/2008/12/24/como-diria-liniers">AQUI</a>, no <a href="http://www.dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>, nosso blog de fotografias. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Rômulo</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 19:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, vou a palestras no centro espírita. Elas duram em torno de uma hora e em seguida recebemos um passe. Durante os cinco primeiros meses o palestrante que ouvi foi o Rômulo, um senhor meio careca, de óculos, sério e simpático na medida. Aí, um dia, eu cheguei lá e dei meu nome na entrada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Olha, vou a palestras no centro espírita. Elas duram em torno de uma hora e em seguida recebemos um passe.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Durante os cinco primeiros meses o palestrante que ouvi foi o Rômulo, um senhor meio careca, de óculos, sério e simpático na medida.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Aí, um dia, eu cheguei lá e dei meu nome na entrada – eles marcam presença – e minha ficha não estava no arquivo. Depois de checar duas vezes, a recepcionista disse que talvez eu tivesse mudado de ciclo, passado para o II. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Não deu outra. Ela disse que agora eu pertencia a outro grupo, em uma sala que fica no andar superior. Deu a notícia super contente, pois pra ela aquilo é um grande feito. Eu só perguntei: “- Mas e o Rômulo?”. E ela: “- Ah, o seu Rômulo é do ciclo I, agora você vai assistir as palestras do seu Nelson”. “- Mas eu gosto do Rômulo” – argumentei, mesmo sabendo que em questões de lógica gostar ou não, não adianta muito. “Mas o seu Nelson é ótimo! Você vai ver!” – ela falou, confirmando minha teoria.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Lá em cima, a sala é menor e o grupo também. Um grupo mais participativo, que vive crivando o Nelson de perguntas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Desci, recebi o passe, e já ia saindo quando dei de cara com o Rômulo. Em cinco meses nunca falei com ele, só escutei, mas naquele dia sim. Disse que sentiria falta dele. Ele sorriu e disse que ficava feliz de eu ter passado para o ciclo II, sinal de que estava evoluindo no estudo. Será?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Eu sorri, agradeci e vim embora. Vim embora chorando por dentro dos óculos escuros, porque acho que evolui bem pouco, a ponto de não querer abrir mão do Rômulo. Me arrependendo de não ter conseguido dizer a ele que acho que pelo menos uma coisa boa eu fiz naqueles cinco meses, inspirada pelas palavras dele: voltei a falar com alguém que eu gosto muito. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Depois de tempos sem falar com essa pessoa, chamei-a pra conversar e disse que estava ali por causa de um cara chamado Rômulo, que dava palestra no centro que eu freqüento e que falou que nós não somos amorosos coisa nenhuma, que nós somos é um bando de passionais. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">O Rômulo plantou um botãozinho de rosa delicado e frágil dentro do meu peito, e por mais que ele cresça muito lentamente – a despeito do meu ciúme, do meu umbiguismo, e da minha passionalidade – ele cresce, pra que um dia aquilo que eu chamar de amor seja mesmo amor.</span></p>
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		<title>Presépio</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 16:14:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando eu era criança, sempre passávamos o Natal na casa da minha avó paterna, mas às sete, oito da noite do dia 24, sempre fazíamos uma &#8220;mini-peregrinação&#8221; nas casas das tias da minha mãe. Em ambas as casas tinha presépio. Uma tinha um presépio de peças pequeninas, minuciosamente trabalhado, cheio de luzinhas, de bichinhos, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2008/12/dsc01881.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-273" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2008/12/dsc01881-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Quando eu era criança, sempre passávamos o Natal na casa da minha avó paterna, mas às sete, oito da noite do dia 24, sempre fazíamos uma &#8220;mini-peregrinação&#8221; nas casas das tias da minha mãe.</p>
<p>Em ambas as casas tinha presépio. Uma tinha um presépio de peças pequeninas, minuciosamente trabalhado, cheio de luzinhas, de bichinhos, com areia fina, com laguinho de espelho. Sempre me intrigava que o cenário tão bem feito tivesse um desfalque deveras palpitante: a manjedoura sempre vazia.</p>
<p>Toda vez eu indagava e toda vez a resposta era a mesma: É que o menino Jesus só nasce meia-noite&#8230; Amanhã você passa aqui que ele já vai estar lá.</p>
<p>Mas aquilo não me contentava porque eu queria ver o exato momento dele &#8220;nascer&#8221;. Eu queria ver que passe de mágica seria capaz de fazer o menino Jesus aparecer ali.</p>
<p>Mas nunca vi, porque meia-noite sempre estava na casa da minha avó. Assim como nunca vi o Papai Noel, que sempre chegou quando eu já estava dormindo&#8230;</p>
<p>Na casa da outra tia as peças do presépio eram grandes, vistosas. E não tinha muito cenário e sim, os personagens e acabou-se. Até hoje é assim pois ela ainda está viva.</p>
<p>Na casa da minha avó, assim como na minha casa, o povo sempre foi mais ligado em árvore de Natal.</p>
<p>Minha avó até tinha algumas peças de presépio, mas elas a cada ano iam quebrando e não eram repostas, de modo que o hábito de montar o presépio lá se esvaiu.</p>
<p>Aqui em casa, hoje em dia, temos árvore e presépio. A árvore dá aquela trabalheira de montar &#8211; tanto que todo ano faço a mesma proposta indecente pra minha mãe: jogar um lençol por cima da árvore e deixá-la montada pro ano seguinte! Mas ela sempre diz que não&#8230;</p>
<p>O presépio é todo montado já. Não tem nem graça. As peças são estáticas, presas, de modo que o menino Jesus já nasceu faz tempo.</p>
<p>Mas eu entendo o raciocínio da minha mãe ao comprá-lo: pense em pessoas que não têm o mínimo de habilidades artísticas, manuais, etc. Somos nós!</p>
<p>Mesmo assim ainda tenho a esperança de um dia ter um presépio bem bonito no lugar da árvore &#8211; significa muito mais e aí finalmente verei o menino Jesus nascer. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Energia</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não sei se você faz oração ou prece. Se você tem um deus ou vários ou nenhum. Eu não sou muito de pedir as coisas pra Deus, sabe? Eu sinto um constrangimento muito grande para pedir algo a Deus. Favores, milagres. Tenho pavor dele achar que minhas promessas são como proposições de troca: “me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sei se você faz oração ou prece. Se você tem um deus ou vários ou nenhum. Eu não sou muito de pedir as coisas pra Deus, sabe? Eu sinto um constrangimento muito grande para pedir algo a Deus. Favores, milagres. Tenho pavor dele achar que minhas promessas são como proposições de troca: “me dá isso, que te dou isso!”.</p>
<p>Uma vez fui a uma igreja em Ouro Preto e um senhor perguntou se era a primeira vez que eu estava ali e eu disse que sim. Ele disse que então eu tinha direito a um pedido; que me aproximasse do altar e fizesse um pedido. E eu disse que não precisava pedir, porque já estava ali, só tinha que agradecer.</p>
<p>Quando a Santa passa na procissão eu tenho um ritual meio louco e bem particular: ao invés de pedir graças e bênçãos, fico dizendo o nome de todas as pessoas que amo, todas – próximas, afastadas, amigas, conhecidas, como se falasse à Santa: “Lembra de fulano? E de beltrano? Pois protege, ajuda, ampara.</p>
<p>Por muito tempo antes de dormir, tinha a seguinte conversa com Deus: “Obrigada por nos proteger até hoje, continue a nos proteger até onde der” – lucianices, como diria minha amiga Lúcia – que bom que você está vindo pro Natal, Lu!</p>
<p>Tenho alguns amigos que sempre rezam por mim – o Lupa, a Lúcia, o Rogério, a Glauce, a Ana Maria. A minha mãe também reza – pra Nossa Senhora da Imaculada Conceição, como eu já contei antes…</p>
<p>Agora, como estou freqüentando o centro espírita todas as quintas, me sinto melhor, leve. Porque lá é bem isso que falo – é coisa de amigo, é conversa. E lá no centro ouvi que tudo no mundo é questão de energia. A Lúcia também vive falando isso, sempre tão positiva comigo. Puxa, positiva é pouco pra o que ela é.</p>
<p>Aí, esse texto é pra falar em energia positiva e que, ao invés da gente se pegar com os santos, bem que podíamos nos pegar com as pessoas. Acreditar nas pessoas.</p>
<p>Não que não acredite nos santos! Mas acho que antes de pedir ajuda, a gente pode tentar resolver. E quando tentar resolver pode contar com a energia das pessoas ao redor.</p>
<p>Pensei nisso porque de vez em quando você, leitor, comenta que se emocionou com um texto meu, que se sente bem aqui, que se identifica, que sente a minha energia. Às vezes você nem comenta, mas sente. Diante disso, concluo que é uma pessoa sensível, afinal consegue me entender. Logo, há uma energia boa entre nós. A menos que você leia essas coisas que eu escrevo sem gostar, por puro masoquismo…</p>
<p>Um sorriso, um suspiro, um aceno com a cabeça, um pensamento, uma vibração que nem no futebol, uma vontade de abraço. Está tudo valendo. Se não for incômodo, é claro. Energia! </p>
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