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	<title>Agridoce &#187; Escola</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>nostalgia</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 22:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[oi, leitor, você ainda tá aí? eu ainda estou aqui, acredite. fiz trinta anos. amarguei um inferno astral filho da mãe antes do meu aniversário. uma nostalgia imensa. você sabe, a nostalgia é a saudade que dói. dias antes do aniversário, um aluno me deu um recorte de jornal, com uma crônica, dizendo que tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oi, leitor, você ainda tá aí?</p>
<p>eu ainda estou aqui, acredite.</p>
<p>fiz trinta anos.</p>
<p>amarguei um inferno astral filho da mãe antes do meu aniversário. uma nostalgia imensa. você sabe, a nostalgia é a saudade que dói.</p>
<p>dias antes do aniversário, um aluno me deu um recorte de jornal, com uma crônica, dizendo que tinha lido e lembrado de mim.</p>
<p>e o texto era sobre&#8230; nostalgia.</p>
<p>era de um cara dizendo as mil coisas que causavam nostalgia nele.</p>
<p>eu quase morri de chorar ali mesmo, mas não chorei porque sou uma professora dura na queda, né?</p>
<p>o engraçado é que ele recortou o texto e tirou o nome do autor.</p>
<p>aí perguntei pro Google de quem era aquele texto e ele me respondeu que era do José Roberto Torero.</p>
<p>e agora eu meti na cabeça que tenho que dar um livro do Torero pra esse meu aluno, porque é tão raro eles se interessarem pela leitura, é tão rara essa troca&#8230; fora o fato do texto realmente ter tudo a ver comigo naquele momento.</p>
<p>aí fiz trinta anos e minha nostalgia passou.</p>
<p>e meu tcc estacou. o meu blog estacou.</p>
<p>se você soubesse a lista enorme de coisas que tenho pra escrever aqui. tenho tudo anotado em um caderno.</p>
<p>mas eu continuo aqui e espero que você continue aí.</p>
<p>a emoção desse blog que não é emo, é emotivo, continua aqui também.</p>
<p>um beijo.</p>
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		<title>Do Açúcar Amargo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 14:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada recebi um mail com o assunto &#8220;te achei na net&#8221;. De imediato, pensei: &#8211; Xi, é spam. Mas abri. Eram palavras simpáticas que diziam assim: Luciana, meu nome é Luiz Puntel, sou professor de Literatura. O livro CAPITÃES DA AREIA é leitura exigida este ano nos vestibulares da UNICAMP e da FUVEST. Vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada recebi um mail com o assunto &#8220;te achei na net&#8221;. De imediato, pensei: &#8211; Xi, é spam.</p>
<p>Mas abri.</p>
<p>Eram palavras simpáticas que diziam assim:</p>
<p><strong>Luciana, meu nome é Luiz Puntel, sou professor de Literatura. O livro CAPITÃES DA AREIA é leitura exigida este ano nos vestibulares da UNICAMP e da FUVEST. Vamos trabalhar com ele em sala de aula. Aí, pesquisa daqui, dali, caí no teu site, o teu blog. E gostei do que você resenhou sobre DORA e as mulheres do JORGE AMADO.<br />
Posso usar seu texto com os meninos? Podemos lê-lo e analisar?<br />
Beijão!!</strong></p>
<p>Como assim, &#8220;meu nome é Luiz Puntel&#8221;?</p>
<p>***</p>
<p>Na época do colégio, eu esperava ansiosa pelo dia, geralmente entre janeiro e fevereiro, em que minha mãe comprava o material escolar. Muito mais que os cadernos, livros didáticos, estojo-canetas-lápis, o que me interessava mesmo eram os livros paradidáticos.</p>
<p>Lia todos assim que minha mãe chegava da livraria. Todos, num tapa só.</p>
<p>Minha mãe dizia que assim, quando fosse a hora de lê-los pra escola, eu enjoaria e não estudaria.</p>
<p>Ledo engano, afinal, faz parte de quem gosta de ler gostar também de reler&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Vai ver que por isso, por dar tanta importância assim aos paradidáticos &#8211; tenho todos guardados até hoje aliás &#8211; é que respondi assim para o professor Luiz Puntel:</p>
<p><em>Nossa! Você é o Luiz Puntel de Açúcar Amargo? Se for, saiba que li esse livro na sétima série e gostei muito, tanto que guardo até hoje com carinho. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Lógico que você pode usar os textos do meu TCC para analisar com seus alunos! É um prazer &#8211; pena que moro em Belém e não vou poder participar também, pois adoro falar e falar sobre Jorge Amado.<br />
E agora sou eu que tenho que te pedir: posso contar no meu blog sobre o seu pedido? Afinal, não é todo dia que recebo um mail do Luiz Puntel, um dos autores queridos da minha adolescência! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Abraço grande em você e nos seus alunos.</em></p>
<p>Açúcar Amargo, o livro em questão, foi lido por mim na 7ª série, e contava sobre a vida da Marta, que trabalhava como bóia-fria em plantações de cana-de-açúcar em São Paulo. Um dia, eles resolveram fazer uma greve, diante das irregularidades com que o trabalho deles era tratado. E aí, do meio daquele protesto, surgiu uma frase que lembro sempre, que foi escrita com batom, em uma faixa:</p>
<p>UNIDOS SOMOS FORTES COMO UM CANAVIAL.</p>
<p>Tem coisa mais linda que esse blog me dar um presente como esse?</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/07/dsc04679.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1386" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/07/dsc04679-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>PS &#8211; Ainda tenho dentro do livro o Suplemento de Trabalho! Meus professores usavam só pra exercício e faziam outro teste pra valer. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Fantasma só faz buuu!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia. Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série &#8211; são duas turmas &#8211; a leitura do livro Capitães da Areia.</p>
<p>Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o teste &#8211; &#8220;dá menos trabalho&#8221;, alegaram.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>A greve acabou, as aulas voltaram. A 2ª avaliação ficou só pro 2º semestre, assim como o teste.</p>
<p>Então eu disse a eles que teriam mais o mês das férias, além dois dois da greve, para ler o livro.</p>
<p>Foi quando uma aluna respondeu dizendo que não ia gastar o tempo dela de férias lendo livro nenhum, e que ela não tinha culpa da gente ter &#8220;inventado&#8221; essa greve.</p>
<p>Eu disse que tudo bem, que ela não lesse então. Mas que em agosto, doa a quem doer, farei esse teste sobre o livro e valerá metade dos pontos da prova. E não existe essa de não fazer o teste e fazer a prova valendo 10. Não fez o teste, faz a prova valendo 5.</p>
<p>Ponderei mais um pouco, disse que a greve não é &#8220;inventada&#8221; por nós só pra aumento salarial. Um dos pedidos desde o ano passado é por mais segurança nas escolas &#8211; e os episódios da feira da cultura e da festa junina da escola onde trabalho são provas mais do que concretas de que esse problema está longe de ser sanado.</p>
<p>Disse também que quando eu estudava era &#8220;obrigada&#8221; a ler pelo menos quatro livros por ano para trabalhos da escola. Capitães da Areia foi um desses, mas eu já tinha lido antes, porque, pra mim, ler nunca foi uma obrigação.</p>
<p>Aí, ontem à noite, contei essa história toda para o homem de todas as minhas vidas e recordei do primeiro livrinho que li para a escola: <a href="http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04084-4.pdf">Fantasma só faz buuu!</a>, da Flávia Muniz. Li aos oito anos, na antiga 2ª série do 2º grau.</p>
<p>Então, não resisti, e puxei meu livrinho que já tem pra mais de 20 anos da estante, e me pus a ler a historinha para ele, no Skype! E ele, coitado, ouvindo paciente&#8230; Como diria meu grande amigo Milton, &#8220;quem sabe isso quer dizer amor&#8221;?</p>
<p>E quem sabe um dia meus alunos entendam o motivo de se ler e leiam para aqueles que amam. Poemas, parábolas, posts, piadas ou quem sabe um livrinho de 2ª série.</p>
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		<title>Vivendo e aprendendo</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho. Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo. Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho.</p>
<p>Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo.</p>
<p>Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que duas gangues estavam infiltradas lá dentro e que ela deveria encerrar a festa pois daquele momento em diante eles não se responsabilizariam por nada nem por ninguém.</p>
<p>Foi assim que, a exemplo da Feira da Cultura do ano passado, a festa junina da escola foi encerrada por conta das gangues do entorno da escola, da qual os alunos nem fazem parte.</p>
<p>Foi frustrante ver a cara de decepção dos meus alunos, todos fantasiados, maquiados, animados para dançar quadrilha e terem que voltar pra casa por conta de gente que não estuda na escola deles.</p>
<p>No dia seguinte perguntei a uma das alunas &#8211; uma que jurou nunca mais participar de nada naquela escola &#8211; pra onde eles foram depois que tiveram que sair da festa. E ela: &#8211; Ah, professora, fomos pra porta de casa, colocamos o som na rua e dançamos do mesmo jeito!</p>
<p>Por puro prazer. Um prazer que eu achei que tinha sido roubado deles, mas que não deixaram escapar pelas mãos.</p>
<p>E é assim que professores aprendem com alunos. Eu aprendi.</p>
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		<title>Detalhes</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 12:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como você pronuncia Caim? E amendoim? Folhetim? Boletim? Capim?  Essas palavras são oxítonas ou paroxítonas para você? Se elas são oxítonas para você, por que raios fazer de conta que &#8220;ruim&#8221; é paroxítona? Lembrei disso ainda agora, quando minha mãe comentou que, paradoxalmente, Roberto Carlos canta &#8220;até os erros do meu português ruim&#8221; sem erro (!), falando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como você pronuncia Caim?</p>
<p>E amendoim?</p>
<p>Folhetim?</p>
<p>Boletim?</p>
<p>Capim? </p>
<p>Essas palavras são oxítonas ou paroxítonas para você?</p>
<p>Se elas são oxítonas para você, por que raios fazer de conta que &#8220;ruim&#8221; é paroxítona?</p>
<p>Lembrei disso ainda agora, quando minha mãe comentou que, paradoxalmente, Roberto Carlos canta &#8220;até os erros do meu português ruim&#8221; sem erro (!), falando &#8220;ruim&#8221; de maneira oxítona.</p>
<p>No sábado passado, Bruno Mazzeo, no Altas Horas, também falou certinho a palavra &#8220;ruim&#8221;. É tão raro que nunca passa despercebido para mim. Fiquei mais fã dele.</p>
<p>Mas, fã por fã, hoje é dia de ir ver o Rei cantar com os erros e acertos do português ruIM dele, ao lado do rapaz que reina em meu coração &#8211; e que fala RUim só para me espetar!</p>
<p>PS &#8211; Até dia 15 e, já sabe, leitor: dia 12 de junho é dia de <a href="http://dialetica.org/agridoce/2008/06/11/nao-blogagem-coletiva-do-dia-dos-namorados">não-blogagem coletiva do dia dos namorados</a>!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais uma pausa no TCC para mais uma constatação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante! O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, é lindo constatar que por mais que eu enrole, empurre com a barriga, dê os maiores desdobros possíveis no meu TCC, toda vez que volto a escrevê-lo é empolgante!</p>
<p>O segredo é, pra variar, simples sem ser simplório: escolhi o tema certo. O tema que me interessa escrever não só como jornalista, mas como professora: violência nas escolas.</p>
<p>Ontem fiquei girando, girando, procurando epígrafes para o ínicio de capítulo, afinal, são esses pequenos detalhes que dão leveza ao texto acadêmico por vezes tão duro de ser decifrado.</p>
<p>Aí, lembrei de uma frase do Jorge Amado no prefácio do romance <strong>Cacau</strong>. Ele afirmava que tinha escrito o livro com &#8220;um mínimo de literatura para um máximo de honestidade&#8221;.</p>
<p>Eu já tinha me valido dessa frase no epílogo do meu primeiro TCC e me deixa feliz ver que, nove anos depois, ainda serve. Ainda sou eu.</p>
<p>PS &#8211; Meu primeiro TCC, assim como o de agora, não teve introdução nem conclusão; teve proposição e epílogo, que nem n&#8217;Os Lusíadas! Hahahahahahahaha! Minha primeira orientadora riu e disse que eu era/sou mesmo pretensiosa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da minha irmã</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 04:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sempre estudei de manhã. Meus pais saíam pra trabalhar e me deixavam na escola. Quando chegou a 1ª série a turma passou para o turno da tarde e meus pais conversaram com a dona da escola e decidiram que eu ia continuar indo de manhã, assistindo aula na turma de apoio. A turma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Eu sempre estudei de manhã. Meus pais saíam pra trabalhar e me deixavam na escola. Quando chegou a 1ª série a turma passou para o turno da tarde e meus pais conversaram com a dona da escola e decidiram que eu ia continuar indo de manhã, assistindo aula na turma de apoio.</p>
<p>A turma de apoio consistia na aula de reforço que a própria escola disponibilizava para os alunos que tivessem algum tipo de dificuldade. Funcionava assim: minha turma oficial tinha aula segunda de tarde e eu aprendia só na terça de manhã, com a tia do apoio.</p>
<p>Já se passaram 20 anos, exatos 20 anos, que essa história aconteceu e ela ainda me entristece porque meus pais simplesmente decidiram isso e não me contaram nada.</p>
<p>Imagine a cena: uma garota de seis anos chegando das férias, louca pra encontrar os amigos que tinham acabado de aprender a ler e a escrever com ela no ano anterior e que, sem mais nem menos, não encontra ninguém, absolutamente ninguém daquela turminha.</p>
<p>Quem me contou tudo foi a tia Júnia, dona da escola. E eu chorei tanto naquele dia, perguntando por um a um dos meus colegas.</p>
<p>Lá pelo meio do ano foi um aviso pra casa, dizendo que eu teria que ir em uma tarde, para tirar as fotos daquele semestre com a turma – a minha turma oficial. Aquela, eu posso afirmar, foi das tardes mais maravilhosas de toda a minha vida.</p>
<p>No dia seguinte, eu menti pros meus pais, dizendo que ainda tinha que tirar mais fotos, que tinha que voltar de tarde outra vez. E quando chegamos lá, e a tia Júnia disse que eu tinha inventado aquilo, eu expliquei que queria ficar brincando com eles, só mais uma vez. E assim foi, só mais uma vez.</p>
<p>A grande responsável por tanta saudade era uma garota que também se chamava Luciana. A Luciana Barros.<br />
A Luciana Barros era uma garota viva, esperta, de olhos agateados, desinibida, alegre, extrovertida.</p>
<p>Daquelas pessoas pra quem parece que não existe tempo ruim. A Luciana Barros era a minha melhor amiga. Melhor: é minha melhor amiga da infância.</p>
<p>Nós dizíamos pra todo mundo que éramos irmãs e ninguém acreditava porque como podia duas irmãs com o mesmo nome?! E nós respondíamos: &#8220;Nossos pais gostam muito desse nome, ora!&#8221;.</p>
<p>Depois daquele dia das fotos, eu nunca mais vi a Luciana Barros. Nem por isso deixei de pensar nela por todos esses anos. Sempre que penso em Manaus, sempre que penso na escolinha, sempre que penso em amizade, ela está sempre lá, na primeira fila. No primeiro lugar da primeira fila.</p>
<p>Eu tenho poucas amigas e justamente por isso todas são bem especiais, cada uma ao seu modo. Mas eu tenho que dizer uma coisa: a Luciana Barros é a única amiga que eu chamei de irmã. A única amiga que eu tive e tenho até hoje bem guardado no peito o sentimento de irmã.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>Analisando qualitativamente&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 01:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho que fazer a análise qualitativa de seis matérias para o meu TCC e não tá rolando de jeito nenhum. Sabe, é como quando a gente tem que arrancar primeiro um dente, pra depois vir o sorvete&#8230; Pra que venha a parte bacana do meu TCC &#8211; o debate com meus alunos sobre violência nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que fazer a análise qualitativa de seis matérias para o meu TCC e não tá rolando de jeito nenhum.</p>
<p>Sabe, é como quando a gente tem que arrancar primeiro um dente, pra depois vir o sorvete&#8230;</p>
<p>Pra que venha a parte bacana do meu TCC &#8211; o debate com meus alunos sobre violência nas escolas &#8211; tenho que passar por essa análise, além da leitura dos livrinhos do embasamento teórico.</p>
<p>Como amanhã vou viajar, fui ver minha orientadora hoje com as mãos abanando.</p>
<p>Eu disse que mesmo não escrevendo nada fui até lá porque disse a ela que não faltaria nunca aos encontros e que fui só beber na fonte.</p>
<p>Ela disse pra eu fazer logo e me livrar disso e ela está certa. O problema é a minha autocrítica. É ela que me faz escrever e deletar em questão de segundos, sem sequer mostrar pra orientadora.</p>
<p>Eu sou minha auto-orientadora-torturadora! AAAAAAAAAAAAAAA!</p>
<p>Minha professora falou o quanto isso tá errado, porque o que eu acho ruim pode estar ótimo pra ela, e ela é quem tem que me dar esse tipo de ORIENTAÇÃO &#8211; o próprio nome já diz&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Vou viajar levando todos os meus badulaques acadêmicos e ver se até quarta que vem analiso nem que seja uma das matérias &#8211; o ideal seria duas.</p>
<p>Mas no fim vai dar tudo muito certo porque eu quero muito isso. Por mim, pelos meus alunos.</p>
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		<title>Paulo Coelho e o Sítio do Pica-pau Amarelo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 17:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo ano passo um trabalho sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Pica-pau Amarelo para os meus alunos de 5ª série. (Passo Ziraldo, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes também). Aí, além dos trabalhos escritos e dos cartazes que exponho na sala, acabo fazendo algumas perguntas sobre a pesquisa literária na prova. Então hoje de manhã, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ano passo um trabalho sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Pica-pau Amarelo para os meus alunos de 5ª série.</p>
<p>(Passo Ziraldo, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes também).</p>
<p>Aí, além dos trabalhos escritos e dos cartazes que exponho na sala, acabo fazendo algumas perguntas sobre a pesquisa literária na prova.</p>
<p>Então hoje de manhã, corrigindo e lançando as notas, surge a pérola: PAULO COELHO, O AUTOR DO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO.</p>
<p>Meu coração de professora naquele momento deu uma parada e fez um minuto de silêncio no meu peito!</p>
<p>Como, eu pergunto como é que um menino faz toda uma pesquisa sobre um determinado assunto e sai com uma resposta dessas?</p>
<p>Pensei na hora em dar zero para ele sem nem terminar de corrigir a prova, mas não.</p>
<p>Farei melhor: vou comprar um &#8220;Caçadas de Pedrinho&#8221; e presentear meu aluno pra que ele nunca mais esqueça que entre Monteiro Lobato e Paulo Coelho vão léguas&#8230;</p>
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