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	<title>Agridoce &#187; Emoção</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 17:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi. Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de Mar morto, pra escrever pra você. Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado? Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi.</p>
<p>Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de <strong>Mar morto</strong>, pra escrever pra você.</p>
<p>Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado?</p>
<p>Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem entender.</p>
<p>Lembrei que você entenderia porque você leu esses livros todos que tô analisando. Você viajava pro meio do mato e levava os livros da nossa coleção.</p>
<p>Os mesmos livros, agora surrados, que tenho ao meu redor nesse momento. Eles estão todos rabiscados, cheios de anotações e de páginas viciadas. Desculpe, tudo culpa minha.</p>
<p>Eu podia agora te mandar meus textos pra ver o que você acha e a gente ia poder conversar. Eu acho que você já estaria aposentado e teria tempo.</p>
<p>No final, a Lívia vira mestre de saveiro, lembra?</p>
<p>Tá difícil aqui.  </p>
<p>Beijo,</p>
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		<title>Ah, Jorge, amado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável. Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor. Pois bem. Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável.</em></p>
<p>Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o hotel, deixei a bagagem, tomei um banho e fui para o Pelourinho.</p>
<p>(E revi o mar de Salvador em plena Praça Castro Alves, aquela que é do povo como o céu é do avião).</p>
<p>Fui para o Pelourinho de relógio, de escapulário, de bolsa, de máquina fotográfica, de Lua sorrindo. Nada aconteceu. Muito aconteceu.</p>
<p>Aconteceu que foi só colocar os pés naquele lugar e os versos de <em>O que será</em>, do Chico Buarque, começaram a dançar na minha cabeça.</p>
<p>Aconteceu que uma baiana amarrou uma fitinha azul no meu braço e me concedeu três pedidos – e repeti os pedidos feitos em 2005, em uma fitinha vermelha que só arrebentou dois anos depois&#8230;</p>
<p>Aconteceu que assim que entrei na <strong>Fundação Casa de Jorge Amado</strong> comecei a chorar. O mesmo choro de agora, leitor, ao escrever essas linhas da minha emoção.</p>
<p>Entrar ali naquela casa é, além de reencontrar Jorge e os personagens dele que eu tanto amo, reencontrar minha professora de Literatura do colégio, da faculdade, da vida; reencontrar a mim em tantas fases, fixada a tantos livros e aventuras desenhadas nesse cenário.</p>
<p>Quis ficar. Olhei ao redor e quase peço por favor um trabalho ali. Poucas vezes estive em lugares onde genuinamente desejei trabalhar como ali.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Me encaminhei pra sala de pesquisa que eles mantêm e logo me entregaram os livros que acharam que tinha a ver e selecionaram pra minha pesquisa.</p>
<p>Aí veio a parte mais linda e surpreendente de todas: em meio aos livros e recortes de jornais e revistas estava o livrinho querido que a UNAMA publicou há uns anos com o meu TCC sobre&#8230; Jorge Amado.</p>
<p>De acordo com a mocinha que me atendeu, foi o trabalho que melhor falava da menina Dora, de <strong>Capitães da areia</strong>, que ele encontraram.</p>
<p>Eu sorri e disse que aquele trabalho eu não precisava ler porque eu tinha escrito. E contei como ele foi parar lá: em uma feira do livro de Belém, Paloma Amado e Zélia Gattai receberam das minhas mãos aquele trabalho, para que fosse levado para a fundação – coisa que naquele momento vi que fizeram.</p>
<p>Subir e descer as ladeiras do Pelourinho, comprar chinelos coloridos e um vestido de chita pra fazer de conta que entrei nos livros de Jorge, estudar entre o cheiro do acarajé e o som do Olodum mirim – todo um cotidiano de dias que eu queria por anos.</p>
<p>No último dia, foi a voz da Nana Caymmi que entremeou meus estudos na fundação. A música vinha do rádio do dono da lojinha na lateral do prédio azul onde tudo que se respira é Jorge Amado. E Nana cantava aquela música que diz <em>“quem te implora é a outra Maria / a Maria qualquer, a Maria aprendiz / eu também quero ser / quem não quer? / quero ser feliz”</em>. Era tão eu essa música naquele momento: aprendiz e feliz.</p>
<p>Quando me despedi da mocinha da biblioteca ela me disse que eu não esquecesse de enviar a minha dissertação para eles quando ficasse pronta. Eu respondi que pretendia ir entregar pessoalmente dali a um ano e meio.</p>
<p>Saí da fundação e onde fui? Procurar alguém que jogasse búzios pra mim, ora!</p>
<p>E a dona menina mãe de santo falou, entre outras coisas, que eu sou filha de Oxossi e que certas coisas iam acontecer em breve e – diante do meu olhar incrédulo – que eu voltaria em breve para contar a ela que as tais coisas tinham acontecido mesmo. Fiquei balançada quando ela falou isso porque tinha acabado de dizer na fundação que voltaria logo, logo a Salvador&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ela falou também que meus olhos são tristes. Eu sorri e confirmei, citando Vinicius de Moraes e Roberto Carlos: <em>‘é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste’</em> e <em>‘minha alegria é triste’</em>, respectivamente.</p>
<p>Alberto Costa e Silva, no <strong>Seminário Acadêmico Internacional Jorge Amado</strong> – ao qual eu tive o prazer de ir em maio de 2010 – declarou que <em>“o real se mescla ao maravilhoso; na verdade, o real É maravilhoso e esse é o grande assunto de Jorge Amado”</em>.</p>
<p>Eu não sou nem quero ser feliz todo dia, toda hora. Mas eu acredito muito nesse lance do real ser maravilhoso. Depois que o Costa e Silva verbalizou isto, eu entendi que pra mim também o real só faz sentido se for maravilhoso.</p>
<p>Vai ver que é daí que vem esse amor por Jorge Amado.</p>
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		<title>Das bobagens mais ternas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida. A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida.</p>
<p>A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto.</p>
<p>Quando disse que a Miriam tinha dado a indicação e repeti o lance de saber TUDO de feminino, ela deu um sorriso mineiro e disse que então não precisava eu estudar mais nada de feminino já que ela já sabia de tudo sobre!</p>
<p>Ela é uma querida.</p>
<p>Disse que meu projeto sobre as figuras femininas amadianas a interessava e que aceitava me orientar. Só pediu que eu me inscrevesse na turma da aula de metalinguagem poética que ela ia ministrar, para que nos conhecêssemos melhor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em Beagá, quando uma mulher é muito fina, educada, delicada, eles dizem que ela é uma dama. Posso dizer depois de dois, três meses que a Suely é definitiva e absolutamente uma dama. E fiquei muito fã dela nesse tempinho, apesar de saber que ela nunca vai ler esse texto, afinal, não entende nada, nadinha de mexer com Internet.</p>
<p>Bem, esse preâmbulo todo sobre a Suely é pra contar de um momento de agora a pouco.</p>
<p>Em uma das ultimas aulas que tivemos, analisamos uns poemas da Adélia Prado. Um chamado Clareira marcou em particular:</p>
<p><em>Seria tão bom, como já foi,<br />
As comadres se visitarem nos domingos.<br />
Os compadres fiquem na sala, cordiosos,<br />
Pitando e rapando a goela. Os meninos<br />
Farejando e mijando com os cachorros.<br />
Houve esta vida, ou inventei?<br />
Eu gosto de metafísica, só pra depois<br />
Pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,<br />
Falar as falas certas: a de Lurdes casou,<br />
A das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,<br />
As santas missões vêm aí, vigiai e orai<br />
Que a vida é breve.<br />
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,<br />
Quero um casal de compadres, molécula de sanidade,<br />
Pra eu sobreviver.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A Suely ilustrou bem a percepção que tinha do poema. Lembrou de quando o filho dela foi morar na França e uma vizinha sabiamente a aconselhou: quando escrever para ele – sim, ela escreve cartas até hoje pro filho – conte só bobagens.</p>
<p>Ora, como assim só bobagens? – ela indagou, intrigada.</p>
<p>Bobagens: quem casou, quem formou, quem fez, aconteceu&#8230; Conte só bobagens porque é disso que sentimos saudade quando estamos longe.</p>
<p>Ouvi essas palavras na sala de aula e meus olhos encheram. Era aquilo mesmo. Morro de saudade das bobagens que converso com minha mãe, à mesa da cozinha; deitadas juntas na cama; de frente pro rio, na praia; no carro, no rumo da venta.</p>
<p>Lembrei ainda agora do poema – e, por conseguinte, da Suely, aquela querida – porque estávamos, minha mãe e eu, comendo ludicamente o melhor caranguejo do mundo – o dela – na cozinha de casa, contando bobagens uma pra outra. Do meu curso, do trabalho dela, da minha casa, das minhas tias, do nosso cotidiano amorosamente entrecortado.</p>
<p>A clareira da Adélia inundou a cozinha aqui de casa e eu me vi com minha mãe sendo poesia.</p>
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		<title>Manaus &#8211; ir ou não ir</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 12:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pauta frequente da minha mãe ultimamente tem sido ir a Manaus. Depois de 23 anos, minha mãe quer fazer uma viagem familiar a Manaus. Depois de desconversar de todas as formas e de sugerir milhares de outros destinos, tive que dar minha verdadeira opinião quando vi meu irmão topar a viagem numa boa, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pauta frequente da minha mãe ultimamente tem sido ir a Manaus. Depois de 23 anos, minha mãe quer fazer uma viagem familiar a Manaus.</p>
<p>Depois de desconversar de todas as formas e de sugerir milhares de outros destinos, tive que dar minha verdadeira opinião quando vi meu irmão topar a viagem numa boa, sem maiores questionamentos.</p>
<p>Abri sinceramente que não quero ir.</p>
<p>Se a Eva ler isso aqui, vai ficar magoada. Fabrizio idem. Mas não quero ir.</p>
<p>Vamos sofrer.</p>
<p>Foi na mesa da cozinha de casa que falei calmamente: não quero ir a Manaus porque vamos sofrer.</p>
<p>Minha mãe e meu irmão se entreolharam e riram. Disseram que não vão sofrer coisa nenhuma, que vão de boa, mas ninguém me pega pra essa viagem.</p>
<p>Minha mãe quer passar uma semana, dez dias por lá. Quer rever pessoas e lugares que fazem parte do nosso passado – aquele passado em que fomos mais felizes – e consequentemente do passado do meu pai – aquele cara que não está mais com a gente.</p>
<p>Vamos sofrer.</p>
<p>Tenho uma amiga em Beagá, a Anita, que me disse dia desses que teve uma época em que a casa dela era tudo o que ela queria ter. Era ela, o marido, os três filhos, o cachorro. Eram felizes.</p>
<p>Hoje, não que não sejam felizes, mas a casa está vazia. Os filhos não moram mais lá, o cachorro está cego e doente e, por ela, se mudaria com o marido pra um kitnet e gastaria a grana da casa em viagens – sendo feliz como acha que deve ser agora, aos 50 anos.</p>
<p>Pois bem. Essa sensação de “tudo o que queria ter” minha mãe deixou em Manaus. Ela nunca vai admitir, mas é como vejo e sinto. E não será voltando lá que vamos reencontrar isso.</p>
<p>Acho que essa sensação só conseguimos de volta de relance, vendo fotos antigas.</p>
<p>Tem uma foto que adoro da minha mãe. Na nossa casinha branca, a primeira que eles compraram. Ela está deitada no chão da varanda, de olhos fechados, sorrindo, curtindo aquela casa que era tudo o que ela queria ter, se deixando fotografar pelo cara que ela gostava.</p>
<p>Postei essa foto um tempo desses no Facebook e a legenda é “plena”. É dessa minha mãe que quero lembrar em Manaus, não dela chorando, com o nariz vermelhinho na ponta, triste porque não somos mais quem éramos.</p>
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		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Típico casamento gaúcho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro. A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha. Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2010/02/DSC06154-225x300.jpg" alt="DSC06154" width="225" height="300" /></p>
<p>Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro.</p>
<p>A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha.</p>
<p>Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se tivesse saído de um daqueles tomos de O tempo e o vento, do Erico Veríssimo – o meu Veríssimo favorito.</p>
<p>Até que um belo dia o irmão do par da mocinha foi ver uma apresentação do grupo e se encantou pela parceira fraternal. Resultado: decidiu entrar pro CTG também, só pra se aproximar dela.</p>
<p>Se aproximou tanto que fui ao casamento deles. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bem, nunca tinha ido a Pelotas nem a qualquer casamento gaúcho. E é diferente sim.</p>
<p>Eles casaram da catedral da cidade que é uma igreja super bonita, cheia de vitrais maravilhosos.</p>
<p>Um dos pontos mais positivos da cerimônia foi o padre. Anote aí: pra cerimônia do seu casamento ser legal, é importante que o padre conheça um pouco você, seu noivo, a história de vocês. E esse padre tinha essa qualidade e fez da celebração algo bem reflexivo e alegre ao mesmo tempo.</p>
<p>Em seguida, fomos pra festa que foi num imenso galpão, repleto de mesas compriiiiidas, com bancos corriiiiiiiidos, música animada e um churrasco daqueles rolando. Ah, e tinha um pula-pula pra que as crianças ficassem bem esgadilhadas.</p>
<p>Depois do jantar, antes da valsa, o CTG apareceu todo paramentado e fez questão de fazer uma homenagem aos noivos. Como a banda que contrataram não apareceu, eles dançaram cantando a capela, numa das apresentações mais queridas que já vi. Era tudo emoção, sabe?</p>
<p>E é claro que depois os noivos dançaram junto com o grupo pra ficar tudo mais lindo ainda.</p>
<p>E é claro que eu não peguei o buquê da noiva.</p>
<p>E é claro que tocaram o legítimo tecnobrega paraense no meio da festa lá do outro lado do país e é claro que quem estava cantando era a Banda Dejavu famosa quem.</p>
<p>Um outro detalhe inesquecível da cerimônia foi que a noiva entrou na igreja de braço dado com o pai, ao som de uma música cantada ao vivo e a cores pelo próprio noivo!</p>
<p>E é claro que estou desde já pensando em que música vou cantar no meu casamento. Rá!</p>
<p>Uma das inúmeras pessoas que conheci e que me cumprimentou disse a grande verdade: só em velório e casamento pra reunir tanta gente querida.</p>
<p>Acima da cerimônia, do churrascão, da festa, do bolo delícia, a confraternização daquelas pessoas em torno do novo casal é que valeu cada quilômetro que tive que atravessar pra ir a esse casamento.</p>
<p>Ou você tá pensando que Pelotas é logo ali na esquina, leitor?</p>
<p>Depois eu que moro longe&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quem sabe um dia eu não resolva me casar numa cerimônia-festa tipicamente gaúcha também?</p>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>Pequeno Príncipe na OCA</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA. Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230; Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA.</p>
<p>Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230;</p>
<p>Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da OCA os desenhos queridos de Saint-Exupèry.</p>
<p>Destaque absoluto pra a caixinha do carneiro. Explico: um dos ambientes tinha três janelinhas redondas, fazendo com que nos sentíssemos dentro da caixinha com um carneiro dentro, desenhada pelo Aviador. Lá, um monte de giz de cera à disposição para que desenhássemos nas paredes! Muitos deixaram seus nomes, outros se arriscaram a desenhar carneirinhos mesmo. Tudo bem colorido, lúdico e lindo.</p>
<p>Em outra ala, um histórico minucioso da vida do autor de O Pequeno Príncipe e da trajetória do livro, além de telas que reproduziam as várias adaptações pra cinema, teatro e televisão que o livro já ganhou.</p>
<p>Também tinha um espaço onde um deserto era reproduzido, onde podíamos ver o avião caído no meio do nada. Também do nada surgiu um ator encarnando o Aviador e convidando todo mundo pra uma peça que contava aquela história toda que toda miss sabe de cor de salteado – eu que não sou miss sei e amo&#8230;</p>
<p>Tinha um lugarzinho cheio de estrelas penduradas no teto, onde podíamos deixar recados e desejos&#8230; Tinha uma lojinha com mil badulaques do Pequeno Príncipe – saímos de lá com um livro sobre Saint-Exupèry e uma camiseta do Petit.</p>
<p>Mas o que de mais surpreendente e lindo e mágico aconteceu foi o último andar da OCA.</p>
<p>Ao chegar lá, a gente simplesmente se deparou com o B-612! Vários planetas, estrelas, e no meio desse cenário todo um planetinha com vulcõezinhos e uma rosa vermelha incrível iluminando tudo.</p>
<p>Cara, quando vi o B-612 não sabia o que fazer. Não sabia se ria, se chorava, se fotografava. Até que vi umas crianças indo até lá, subindo no planeta! E perguntei candidamente aos organizadores se eu podia subir também. Eles sorriram e disseram que sim, claro.</p>
<p>E foi lindo.</p>
<p>E vivi tudo isso num momento bem triste e desanimado, com a auto-estima a zero. E essa foi só a manhã de um dia querido ao lado do meu querido. Dia que terminou no teatro, vendo As pontes de Madison – coisa que merece outro texto só pra si.</p>
<p>PS – As fotos do Pequeno Príncipe na OCA estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem/sets/72157622732137012">AQUI</a>, no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem">Belém, Belém</a>, claro. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>De Lula, o filho do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem eu vi o filme do Lula e agora vou votar na Dilma! *** Bem, na verdade, não sei ainda em quem vou votar pra presidente esse ano. Não sei nem se vou votar, se estarei em Belém pra votar. Mas ontem, depois de ver o filme do Lula, fiquei me perguntando sinceramente qual a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu vi o filme do Lula e agora vou votar na Dilma!</p>
<p>***</p>
<p>Bem, na verdade, não sei ainda em quem vou votar pra presidente esse ano. Não sei nem se vou votar, se estarei em Belém pra votar.</p>
<p>Mas ontem, depois de ver o filme do Lula, fiquei me perguntando sinceramente qual a ponte que une o fato de você ver o filme de uma pessoa e votar em outra. Ah, tudo bem. A Dilma é amiga do Lula, indicada do Lula. Mas não é o Lula. Não é dela a trajetória que vi no cinema ontem.</p>
<p>Já vi algumas pessoas comparando o filme de Fábio Barreto com Dois filhos de Francisco e de novo me pergunto: será que só porque eu vi o filme sobre a vida do Zezé e do Luciano eu automaticamente me transformei na fã número um da dupla sertaneja?</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Pra fechar, um minuto de silêncio pra Rui Ricardo Diaz, o intérprete do Lula. Arrebatador.</p>
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