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	<title>Agridoce &#187; Diálogo</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 17:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi. Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de Mar morto, pra escrever pra você. Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado? Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi.</p>
<p>Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de <strong>Mar morto</strong>, pra escrever pra você.</p>
<p>Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado?</p>
<p>Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem entender.</p>
<p>Lembrei que você entenderia porque você leu esses livros todos que tô analisando. Você viajava pro meio do mato e levava os livros da nossa coleção.</p>
<p>Os mesmos livros, agora surrados, que tenho ao meu redor nesse momento. Eles estão todos rabiscados, cheios de anotações e de páginas viciadas. Desculpe, tudo culpa minha.</p>
<p>Eu podia agora te mandar meus textos pra ver o que você acha e a gente ia poder conversar. Eu acho que você já estaria aposentado e teria tempo.</p>
<p>No final, a Lívia vira mestre de saveiro, lembra?</p>
<p>Tá difícil aqui.  </p>
<p>Beijo,</p>
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		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Manoel Pedro</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses, o pai do noivo de todas as minhas vidas implicando com a mãe do noivo de todas as minhas vidas e eu lembrei das bobagens que meu pai dizia pra implicar com minha mãe. Lembrei, por exemplo, do filho que ele dizia ter no interior de Manaus, o Manoel Pedro. Cara, minha mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, o pai do noivo de todas as minhas vidas implicando com a mãe do noivo de todas as minhas vidas e eu lembrei das bobagens que meu pai dizia pra implicar com minha mãe.</p>
<p>Lembrei, por exemplo, do filho que ele dizia ter no interior de Manaus, o Manoel Pedro. Cara, minha mãe odiava esse papo de Manoel Pedro e dizia que se ele aparecesse mesmo um dia lá em casa, ela ia por meu pai e o filho dele na rua!</p>
<p>E meu pai falava, falava&#8230; Dizia que quando ele morresse, o Manoel Pedro ia vir reclamar os direitos dele. E minha mãe dizendo que não ia dar nada, NADA, pra ele! E meu pai ria, ria de azucrinar minha mãe.</p>
<p>Aí, quando meu pai morreu, no meio da tristeza toda, minha mãe deu um sorriso fraco e compartilhou aquela lembrança maluca que ela tinha acabado de ter das doces implicâncias do meu pai: &#8211; Já pensou se o Manoel Pedro aparece agora?</p>
<p>- Eu sempre vou achar que os casais que implicam e discutem e brigam são aqueles que ficam juntos pra sempre.</p>
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		<title>Um vovô de suspensórios</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, estávamos parados no sinal, quando um vovô de suspensórios cruzou a faixa. Aí eu falei: - Quando você for velhinho, vou te dar uns suspensórios&#8230; Pra você ser um vovô de suspensórios. - Hum&#8230; - Aí, nossos netinhos vão nos visitar&#8230; E vão dizer &#8220;Ah, temos mesmo que visitar o vovô André?! Ele é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, estávamos parados no sinal, quando um vovô de suspensórios cruzou a faixa. Aí eu falei:</p>
<p>- Quando você for velhinho, vou te dar uns suspensórios&#8230; Pra você ser um vovô de suspensórios.</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>- Aí, nossos netinhos vão nos visitar&#8230; E vão dizer <em>&#8220;Ah, temos mesmo que visitar o vovô André?! Ele é muito chato!&#8221;</em></p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>- <em>&#8220;Tá bom. Só vamos porque a vovó Lu é super legal!&#8221; </em></p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- Hahahahahahahahahahahahaha!</p>
<p>- Tá vendo? Nem você acredita nisso!</p>
<p>- Lógico! Eu sei que eu sou a chata e que você muito mais legal que eu e que nossos netinhos &#8211; assim como todo mundo &#8211; vão gostar muito mais de você do que de mim&#8230;</p>
<p>- Hehehehe!</p>
<p>- É, mas não me importo. Eles vão ter que me engolir que nem o Zagallo do mesmo jeito!</p>
<p>- Hahahahahahahaha!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Valor-notícia</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 15:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230; - Hum&#8230; O que? - Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça. - Hum&#8230; *** Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olha, li seus textos recentes no Agridoce e reparei uma coisa&#8230;</p>
<p>- Hum&#8230; O que?</p>
<p>- Nos últimos cinco posts você fala em mim. Fico até sem graça.</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Mas o que eu posso fazer se ele é o meu assunto favorito?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Kriptonita</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 19:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No supermercado, eis que surge uma daquelas baratinhas miúdas, mas não menos nojenta. O menino e eu travamos o diálogo: - Uma barata!  - Mata logo! - Hum&#8230; - Que foi?! Mata!  - Não&#8230; Ela deve ter família&#8230; Já pensou se algum gigante viesse e esmagasse eu e o André?  (Chantagem emocional total. Ele descobriu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No supermercado, eis que surge uma daquelas baratinhas miúdas, mas não menos nojenta. O menino e eu travamos o diálogo:</p>
<p>- Uma barata! </p>
<p>- Mata logo!</p>
<p>- Hum&#8230;</p>
<p>- Que foi?! Mata! </p>
<p>- Não&#8230; Ela deve ter família&#8230; Já pensou se algum gigante viesse e esmagasse eu e o André? </p>
<p>(Chantagem emocional total. Ele descobriu que a minha kriptonita é ele e o André&#8230;)</p>
<p>E foi assim que mais uma daquelas baratinhas miúdas e nojentas continuou a viver lá no supermercado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Letrices</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 11:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- A mulher do Jorge fez mestrado em Letras na mesma Universidade que você quer tentar. - Puxa! Literatura? - Não, não. Lingüística. - Ah, mas Lingüística é para os fortes!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- A mulher do Jorge fez mestrado em Letras na mesma Universidade que você quer tentar.<br />
- Puxa! Literatura?<br />
- Não, não. Lingüística.<br />
- Ah, mas Lingüística é para os fortes!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ele seis, ela trinta</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 11:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Mamãe, você tem que superar esse seu medo de cachorro. - Hum&#8230; - Eu, por exemplo, já superei o meu medo do escuro. - &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">- Mamãe, você tem que superar esse seu medo de cachorro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">- Hum&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">- Eu, por exemplo, já superei o meu medo do escuro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">- &#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dos falsos burgueses</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/dos-falsos-burgueses/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu primeiro namorado, o Duda, em uma das brigas do término do nosso namoro, veio com o seguinte argumento: - Você é uma burguesinha. Olha onde você estuda, olha onde você mora! Era o meu namoradinho de 14 anos falando pra garota dele de 14 anos essas coisas&#8230; Eu fiquei pensando, pensando. Até que fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu primeiro namorado, o Duda, em uma das brigas do término do nosso namoro, veio com o seguinte argumento:</p>
<p>- Você é uma burguesinha. Olha onde você estuda, olha onde você mora!</p>
<p>Era o meu namoradinho de 14 anos falando pra garota dele de 14 anos essas coisas&#8230;</p>
<p>Eu fiquei pensando, pensando. Até que fui consultar o orácul&#8230; quer dizer, a mamãe:</p>
<p>- Mãe, nós somos burgueses?</p>
<p>E minha mãe, prontamente:</p>
<p>- Não, nós somos falsos burgueses, porque no dia que eu parar de trabalhar não teremos mais nada. Então, somos, ou melhor, sou operária. E você e o seu irmão são profissionais estudantes (perdi a conta de quantas vezes ouvi isso: profissional estudante).</p>
<p>Ao contrário da maioria das pessoas que moram no mesmo prédio que nós, não temos carrão do ano nem decoração de revista nem roupas de marca.</p>
<p>Nós moramos aqui, nesse apartamento legal e burguês por uma razão sentimental: o prédio foi edificado no mesmo lugar onde anos atrás havia a casa em que meu pai morava com meus avós e meus tios &#8211; a casa da infância e da adolescência do meu pai.</p>
<p>Quando viemos de Manaus para Belém, o prédio estava em construção e meu pai decidiu que seria aqui que moraríamos &#8211; e, infelizmente, ele só morou um mês aqui, falecendo logo depois da mudança.</p>
<p>E tinha a escola também. Estudamos, meu irmão e eu, no colégio marista daqui.</p>
<p>Podíamos estudar de graça no colégio dos filhos dos empregados da Universidade &#8211; coisa que minha mãe é &#8211; mas ela preferiu que não, para que não enfrentássemos as longas greves pelas quais o dito colégio passava/passa.</p>
<p>Coincidência das coincidências: o Duda estudava lá nesse colégio! Rá!</p>
<p>Apesar de não viver no luxo, vivemos no conforto, e isso já é muito. E o mais bonito é ressaltar não só o valor sentimental do nosso lar, mas algo para o qual minha mãe nunca economizou: nossa educação.</p>
<p>Minha mãe podia ficar tempos só com um sapato e uma bolsa, mas nunca nos negou um pedido de livro, de curso, de nada relacionado a aprendizado.</p>
<p>E, assim, nos deu, ela própria, o melhor aprendizado.</p>
<p>Nunca dei essas explicações ao meu namoradinho de adolescência, mas o que vale é que as tenho comigo.</p>
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