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	<title>Agridoce &#187; Cotidiano</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Ah, Jorge, amado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável. Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor. Pois bem. Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável.</em></p>
<p>Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o hotel, deixei a bagagem, tomei um banho e fui para o Pelourinho.</p>
<p>(E revi o mar de Salvador em plena Praça Castro Alves, aquela que é do povo como o céu é do avião).</p>
<p>Fui para o Pelourinho de relógio, de escapulário, de bolsa, de máquina fotográfica, de Lua sorrindo. Nada aconteceu. Muito aconteceu.</p>
<p>Aconteceu que foi só colocar os pés naquele lugar e os versos de <em>O que será</em>, do Chico Buarque, começaram a dançar na minha cabeça.</p>
<p>Aconteceu que uma baiana amarrou uma fitinha azul no meu braço e me concedeu três pedidos – e repeti os pedidos feitos em 2005, em uma fitinha vermelha que só arrebentou dois anos depois&#8230;</p>
<p>Aconteceu que assim que entrei na <strong>Fundação Casa de Jorge Amado</strong> comecei a chorar. O mesmo choro de agora, leitor, ao escrever essas linhas da minha emoção.</p>
<p>Entrar ali naquela casa é, além de reencontrar Jorge e os personagens dele que eu tanto amo, reencontrar minha professora de Literatura do colégio, da faculdade, da vida; reencontrar a mim em tantas fases, fixada a tantos livros e aventuras desenhadas nesse cenário.</p>
<p>Quis ficar. Olhei ao redor e quase peço por favor um trabalho ali. Poucas vezes estive em lugares onde genuinamente desejei trabalhar como ali.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Me encaminhei pra sala de pesquisa que eles mantêm e logo me entregaram os livros que acharam que tinha a ver e selecionaram pra minha pesquisa.</p>
<p>Aí veio a parte mais linda e surpreendente de todas: em meio aos livros e recortes de jornais e revistas estava o livrinho querido que a UNAMA publicou há uns anos com o meu TCC sobre&#8230; Jorge Amado.</p>
<p>De acordo com a mocinha que me atendeu, foi o trabalho que melhor falava da menina Dora, de <strong>Capitães da areia</strong>, que ele encontraram.</p>
<p>Eu sorri e disse que aquele trabalho eu não precisava ler porque eu tinha escrito. E contei como ele foi parar lá: em uma feira do livro de Belém, Paloma Amado e Zélia Gattai receberam das minhas mãos aquele trabalho, para que fosse levado para a fundação – coisa que naquele momento vi que fizeram.</p>
<p>Subir e descer as ladeiras do Pelourinho, comprar chinelos coloridos e um vestido de chita pra fazer de conta que entrei nos livros de Jorge, estudar entre o cheiro do acarajé e o som do Olodum mirim – todo um cotidiano de dias que eu queria por anos.</p>
<p>No último dia, foi a voz da Nana Caymmi que entremeou meus estudos na fundação. A música vinha do rádio do dono da lojinha na lateral do prédio azul onde tudo que se respira é Jorge Amado. E Nana cantava aquela música que diz <em>“quem te implora é a outra Maria / a Maria qualquer, a Maria aprendiz / eu também quero ser / quem não quer? / quero ser feliz”</em>. Era tão eu essa música naquele momento: aprendiz e feliz.</p>
<p>Quando me despedi da mocinha da biblioteca ela me disse que eu não esquecesse de enviar a minha dissertação para eles quando ficasse pronta. Eu respondi que pretendia ir entregar pessoalmente dali a um ano e meio.</p>
<p>Saí da fundação e onde fui? Procurar alguém que jogasse búzios pra mim, ora!</p>
<p>E a dona menina mãe de santo falou, entre outras coisas, que eu sou filha de Oxossi e que certas coisas iam acontecer em breve e – diante do meu olhar incrédulo – que eu voltaria em breve para contar a ela que as tais coisas tinham acontecido mesmo. Fiquei balançada quando ela falou isso porque tinha acabado de dizer na fundação que voltaria logo, logo a Salvador&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ela falou também que meus olhos são tristes. Eu sorri e confirmei, citando Vinicius de Moraes e Roberto Carlos: <em>‘é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste’</em> e <em>‘minha alegria é triste’</em>, respectivamente.</p>
<p>Alberto Costa e Silva, no <strong>Seminário Acadêmico Internacional Jorge Amado</strong> – ao qual eu tive o prazer de ir em maio de 2010 – declarou que <em>“o real se mescla ao maravilhoso; na verdade, o real É maravilhoso e esse é o grande assunto de Jorge Amado”</em>.</p>
<p>Eu não sou nem quero ser feliz todo dia, toda hora. Mas eu acredito muito nesse lance do real ser maravilhoso. Depois que o Costa e Silva verbalizou isto, eu entendi que pra mim também o real só faz sentido se for maravilhoso.</p>
<p>Vai ver que é daí que vem esse amor por Jorge Amado.</p>
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		<title>Das bobagens mais ternas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida. A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida.</p>
<p>A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto.</p>
<p>Quando disse que a Miriam tinha dado a indicação e repeti o lance de saber TUDO de feminino, ela deu um sorriso mineiro e disse que então não precisava eu estudar mais nada de feminino já que ela já sabia de tudo sobre!</p>
<p>Ela é uma querida.</p>
<p>Disse que meu projeto sobre as figuras femininas amadianas a interessava e que aceitava me orientar. Só pediu que eu me inscrevesse na turma da aula de metalinguagem poética que ela ia ministrar, para que nos conhecêssemos melhor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em Beagá, quando uma mulher é muito fina, educada, delicada, eles dizem que ela é uma dama. Posso dizer depois de dois, três meses que a Suely é definitiva e absolutamente uma dama. E fiquei muito fã dela nesse tempinho, apesar de saber que ela nunca vai ler esse texto, afinal, não entende nada, nadinha de mexer com Internet.</p>
<p>Bem, esse preâmbulo todo sobre a Suely é pra contar de um momento de agora a pouco.</p>
<p>Em uma das ultimas aulas que tivemos, analisamos uns poemas da Adélia Prado. Um chamado Clareira marcou em particular:</p>
<p><em>Seria tão bom, como já foi,<br />
As comadres se visitarem nos domingos.<br />
Os compadres fiquem na sala, cordiosos,<br />
Pitando e rapando a goela. Os meninos<br />
Farejando e mijando com os cachorros.<br />
Houve esta vida, ou inventei?<br />
Eu gosto de metafísica, só pra depois<br />
Pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,<br />
Falar as falas certas: a de Lurdes casou,<br />
A das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,<br />
As santas missões vêm aí, vigiai e orai<br />
Que a vida é breve.<br />
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,<br />
Quero um casal de compadres, molécula de sanidade,<br />
Pra eu sobreviver.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A Suely ilustrou bem a percepção que tinha do poema. Lembrou de quando o filho dela foi morar na França e uma vizinha sabiamente a aconselhou: quando escrever para ele – sim, ela escreve cartas até hoje pro filho – conte só bobagens.</p>
<p>Ora, como assim só bobagens? – ela indagou, intrigada.</p>
<p>Bobagens: quem casou, quem formou, quem fez, aconteceu&#8230; Conte só bobagens porque é disso que sentimos saudade quando estamos longe.</p>
<p>Ouvi essas palavras na sala de aula e meus olhos encheram. Era aquilo mesmo. Morro de saudade das bobagens que converso com minha mãe, à mesa da cozinha; deitadas juntas na cama; de frente pro rio, na praia; no carro, no rumo da venta.</p>
<p>Lembrei ainda agora do poema – e, por conseguinte, da Suely, aquela querida – porque estávamos, minha mãe e eu, comendo ludicamente o melhor caranguejo do mundo – o dela – na cozinha de casa, contando bobagens uma pra outra. Do meu curso, do trabalho dela, da minha casa, das minhas tias, do nosso cotidiano amorosamente entrecortado.</p>
<p>A clareira da Adélia inundou a cozinha aqui de casa e eu me vi com minha mãe sendo poesia.</p>
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		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Do compromisso e do comprometimento</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 03:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento. Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer. Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento. Segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento.</p>
<p>Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer.</p>
<p>Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento.</p>
<p>Segunda agora, voltando da Páscoa em Belém, meu voo atrasou mil horas em Brasília. Era dia da aula de Literatura Africana e cheguei no meio da tarde em casa, ou seja, já tinha perdido metade da aula, do meu compromisso.</p>
<p>Tudo o que eu queria era tomar banho, comer, dormir, relaxar.</p>
<p>Mas as palavras do professor martelaram demais na minha cabeça. E o meu comprometimento fez com que eu deixasse as malas na sala de casa e fosse pra aula.</p>
<p>E foi lindo.</p>
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		<title>Como será dois mil e SEX?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 17:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo. rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo.</p>
<p>rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra quem curte futebol como nós - ver o Brasil ser hexacampeão - fotografar beagá, escrever sobre beagá, tudo mais em beagá &#8211; dar adeus aos refrigerantes &#8211; ajudar as pessoas de alguma forma &#8211; abstrair mais &#8211; sentir saudade como de praxe &#8211; voltar a malhar e perder os malditos seis quilos que me assolam &#8211; ir mais ao cinema, ler mais e fazer mais todas aquelas coisas que nem deveriam fazer parte das promessas de fim de ano, mas do cotidiano &#8211; poupar (hahahahahaha!) &#8211; e&#8230;</p>
<p>que os textos desse Agridoce voltem a emocionar as pessoas.</p>
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		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
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		<title>50 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 12:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[2029. 24 de dezembro. Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado. Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">2029. 24 de dezembro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Um presépio no lugar da árvore; presentes embalados com carinho, por alguém que até lá já terá aprendido a fazer embrulhos e pacotes decentes; flores espalhadas pela sala; telefone tocando pra lá e pra cá com as pessoas mais queridas do outro lado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Minha mãe e sua mãe desconfiando muito que não darei conta de preparar a ceia a tempo, desajeitada sempre na cozinha. Mas eu darei. Darei conta porque será uma comidinha feita só pra pessoas que amo. E o que eu não der eu encomendo em alguma quituteira da vida, afinal ninguém é de ferro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Música, risada, fotografia. De vez em quando eu vou parar um pouco, olhar ao redor, e ter certeza de que aquilo, aquele dia, não é só contente nem alegre &#8211; é feliz. Plenamente feliz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E depois do jantar uns dois meninos, rapazes, e uma menina, mocinha, meio parecidos comigo e com o homem de todas as minhas vidas, sairão pra ver os pares. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Vai ser quando ficaremos assistindo <em><span style="font-family: Verdana">A felicidade não se compra</span></em> pelo milésimo Natal, aninhados no sofá, mãos dadas, comendo um monte daquelas delícias natalinas! E vamos repetir nossos comentários do ano passado como se fossem novos: que George Bailey é o máximo, que Donna Reed está linda nesse filme; tentar obviamente imaginar como seria se não existíssemos, pra em seguida respirar aliviados por estarmos bem vivos e bem juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ficar bem nostálgicos, lembrando dos natais da nossa infância e da infância dos dois meninos, rapazes e da menina, mocinha. De como descobri que o Papai Noel não existia; de nossas peripécias para que os dois meninos, rapazes e a menina, mocinha não descobrissem logo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Também vou contar minha piada de Natal favorita e o homem de todas as minhas vidas vai morrer de rir não pela piada, porque afinal é super sem graça, mas pela minha cara de pau de ainda contar mais uma vez! E calar minha gaiatice com um beijo doce, com gosto de fruta de Natal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E mais uma vez eu vou pensar que mais que ouro, incenso e mirra, um lar é o melhor presente de Natal que se pode ter. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS &#8211; Piada de Natal: &#8220;O garotinho pergunta pro Papai Noel: &#8211; Papai Noel, o senhor rói unha? E o Papai Noel responde: Ho! Ho! Ho!&#8221; Leitor exigente, eu disse que era super sem graça! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">PS2 &#8211; Assista A felicidade não se compra! Todo ano, nessa época, eu assisto. </span></p>
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		<title>Não vou sorrir nunca mais</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok. Agora uso aparelho nos dentes. Passei o final de semana inteiro reclamando da vida por conta disso. Não é uma dor de como se um elefante te esmagasse os dentes; é pior: é uma dor de como se formiguinhas de fogo te beliscassem o tempo todo. Fora ficar parecendo o Willy Wonka criança; fora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok. Agora uso aparelho nos dentes.</p>
<p>Passei o final de semana inteiro reclamando da vida por conta disso.</p>
<p>Não é uma dor de como se um elefante te esmagasse os dentes; é pior: é uma dor de como se formiguinhas de fogo te beliscassem o tempo todo.</p>
<p>Fora ficar parecendo o Willy Wonka criança; fora as piadinhas no trabalho; fora o incentivo de ouvir que daqui a dois anos seu sorriso será lindo.</p>
<p>DOIS ANOS.</p>
<p>E a vaidade onde vai em dois anos?</p>
<p>E tem TCC, tem prova na escola, tem prova na faculdade, tem mestrado. Mas o que martela é o aparelho só porque eu sou vaidosa.</p>
<p>E rio menos, falo menos&#8230;</p>
<p>E mais e mais repito que não vou sorrir nunca mais.</p>
<p>E não, não vou publicar foto minha de aparelho.</p>
<p>Pode esquecer.</p>
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		<title>Do incômodo</title>
		<link>http://dialetica.org/agridoce/do-incomodo/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 20:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[“Animal arisco Domesticado esquece o risco”   Acomodada Com meus empreguinhos de estimação Meu dinheirinho de estimação Naquela conta, no fim do mês, quarta estação Morando com a mamãe sem pagar nada Ou quase nada Acomodada Indo pra aula com as amiguinhas Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas Batendo papo no msn Aquele papo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Animal arisco<br />
Domesticado esquece o risco”</em></p>
<p> </p>
<p>Acomodada</p>
<p>Com meus empreguinhos de estimação</p>
<p>Meu dinheirinho de estimação</p>
<p>Naquela conta, no fim do mês, quarta estação</p>
<p>Morando com a mamãe sem pagar nada</p>
<p>Ou quase nada</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Indo pra aula com as amiguinhas</p>
<p>Lanchando, conversando, ouvindo música com as amiguinhas</p>
<p>Batendo papo no msn</p>
<p>Aquele papo</p>
<p>Tuitando flashs da minha vida</p>
<p>Aquela vida</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos cinco anos</p>
<p>Eu queria ser bombeira, astronauta, cabeleireira</p>
<p>Todas essas coisas de aventura</p>
<p>Nao era isso que eu sonhava aos dez anos</p>
<p>Eu queria ser jornalista, professora</p>
<p>Todas essas coisas que agora eu sou,</p>
<p>Mas nem é tão legal assim.</p>
<p>Acomodada</p>
<p>Sem fotografar, sem me achar a melhor mesmo</p>
<p>Sem escrever aqueles textos legais</p>
<p>Aqueles textos que te faziam chorar</p>
<p>Aqueles textos que ainda te fazem vir aqui me procurar</p>
<p>Aqueles textos ansiosos, sonhadores, inquietos</p>
<p>Incomodados.</p>
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