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	<title>Agridoce &#187; Consumismo</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Dos vendilhões do templo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele. Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado fomos, André e eu, comprar um cartaz do Círio/2009 para ele levar pra mãe dele.</p>
<p>Um adendo curioso: a mãe dele deve ter uns quatro ou cinco cartazes do Círio e, ao invés de todo ano substituir um por outro, ela vai colando na parede um por um, construindo aos poucos um painel ciriano na casa deles!</p>
<p>Mas sim.</p>
<p>Compramos o cartaz na lojinha que fica dentro da Basílica Santuário de Nazaré, a um quarteirão da minha casa.</p>
<p>Estávamos lá sendo atendidos quando uma placa chamou a atenção do André: para utilizar o banheiro da Basílica Santuário cada pessoa tem que desembolsar cinquenta centavos.</p>
<p>Há tempos me questiono sobre a presença daquela loja &#8211; e mais os banheiros e uma lanchonete &#8211; ali dentro da igreja. Vou até lá pelo menos uma vez no ano, para comprar o cartaz e as camisetas do Círio, mas sempre me sinto desconfortável.</p>
<p>Eu sempre lembro dos vendilhões do templo e do quanto Jesus ficou puto com eles, sabe?</p>
<p>Lembro da Igreja Matriz de Ilhéus, que quando fui perguntar quanto custava um batizado lá, me deram um envelope branco e disseram que custava o que eu pudesse e/ou quisesse pagar.</p>
<p>Enquanto na Basílica de Nazaré um batizado &#8211; coletivo! &#8211; custava na mesma época 40 reais.</p>
<p>Como será nas outras igrejas? Será que são mais Igreja Matriz de Ilhéus ou mais Basílica Santuário de Nazaré?</p>
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		<title>Eu quero uma camiseta do Roberto Carlos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 16:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha, em meio as comemorações do aniversário do Rei &#8211; tanto de vida quanto de carreira &#8211; me veio a indagação: Por que não fazem camisetas do Roberto Carlos, como fazem do Elvis, por exemplo? Na minha, eu ia querer estampada essa foto aí de cima, com o Rob Car todo majestoso. E iria vestida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, em meio as comemorações do aniversário do Rei &#8211; tanto de vida quanto de carreira &#8211; me veio a indagação:</p>
<p><a href="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/04/rc.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1273" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/04/rc.gif" alt="" width="320" height="315" /></a></p>
<p>Por que não fazem camisetas do Roberto Carlos, como fazem do Elvis, por exemplo?</p>
<p>Na minha, eu ia querer estampada essa foto aí de cima, com o Rob Car todo majestoso. E iria vestida com ela para o show que ele fará em junho na cidade onde moro.</p>
<p>O show no qual eu vou dançar de rosto colado com o homem de todas as minhas vidas ao som das &#8220;canções que você fez pra mim&#8221;, Rob.</p>
<p>Ai ai.</p>
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		<title>Relatos de viagem V &#8211; Petrópolis</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 16:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Passamos um dia em Petrópolis, num bate-e-volta muito bem guiado pela Viva, apesar dela não ter ido com a gente. A primeira parada, antes mesmo de passar pelo pórtico cor-de-rosa de Petrópolis, é na Pavelka. É uma lanchonete/padaria/confeitaria alemã onde além de tomar um café da manhã saboroso ainda compramos guloseiminhas para trazer pra casa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos um dia em Petrópolis, num bate-e-volta muito bem guiado pela <a href="http://verbeat.org/blogs/atmosfera">Viva</a>, apesar dela não ter ido com a gente.</p>
<p>A primeira parada, antes mesmo de passar pelo pórtico cor-de-rosa de Petrópolis, é na Pavelka.</p>
<p>É uma lanchonete/padaria/confeitaria alemã onde além de tomar um café da manhã saboroso ainda compramos guloseiminhas para trazer pra casa.</p>
<p>Depois, passamos mil vezes pela pracinha, passamos mil vezes pela réplica do 14-bis, passamos mil vezes pela catedral, passamos mil vezes pelo Palácio de Cristal&#8230; E nada de achar vaga pra estacionar&#8230;</p>
<p>Em Petrópolis o trânsito é muito louco: tem carros, ônibus de turismo, charretes&#8230;</p>
<p>Deixamos o carro em um estacionamento e seguimos a pé para fazer fotinhas da catedral e parar em um Banco Real para o tirar dinheiro.</p>
<p>Leitor, o único lugar no mundo onde o Banco Real faz jus ao nome é em Petrópolis! É a agência de banco mais linda que já vi.</p>
<p>Aliás, casas lindas em Petrópolis é o que não falta. Namoramos muitas delas, moraríamos facilmente em muitas delas. Avarandadas, com jardim, com azulejos, todo um climão família do qual gostamos demais.</p>
<p>Climão família que dá pra sentir até mesmo no Museu Imperial. Acho que porque era a casa de veraneio da família real, e não a casa oficial. Aí, talvez por isso, o palácio tenha um quê de descontração.</p>
<p>Lá dentro não rola fazer fotinha, éramos só nós e nossas pantufinhas, deslizando pra lá e pra cá, entre leques, vasos, móveis, jóias, vestimentas, etc.</p>
<p>Comentei com o <a href="http://dialetica.org/marmota">André</a> o quanto de melancolia eu via em determinadas peças: os objetos na penteadeira da Princesa Izabel, os objetos pessoais de Dom Pedro II, os brinquedinhos das crianças, netos do monarca, os apetrechos de costura de Dona Teresa Cristina.</p>
<p>É melancólico porque foram todos embora deixando essas pequenas miudezas para trás, coisinhas do cotidiano mais íntimo daquelas pessoas.</p>
<p>Ao contrário do Museu do Ipiranga, o Museu Imperial de Petrópolis conseguiu me comover por conta disso, das miudezas.</p>
<p>(Sem contar que Dom Pedro II era mil vezes mais evoluído que Dom Pedro I&#8230;)</p>
<p>Vimos a luneta dele, o telefone&#8230; Contei para o André que um dos primeiros lugares do mundo a ter telefone foi o Brasil, porque Dom Pedro estava na reunião onde o aparelho foi testado por Graham Bell, e se apaixonou pelo invento, trazendo-o de pronto para o país.</p>
<p>Do museu, seguimos para a <a href="http://majorica.com.br">Majórica</a>, uma churrascaria tradicional de lá. Acima da carne deliciosa que comemos, do creme de papaya que pedimos para a sobremesa, do ambiente agradável e tranquilo, acima de tudo enfim, o melhor da Majórica é o seu Alcides, o garçom que nos atendeu.</p>
<p>Quando você for a Petrópolis e for à Majórica, tem que ser atendido por seu Alcides.</p>
<p>É um senhor super educado, ligeirinho e prestativo. Nossos pratos em nenhum momento ficaram vazios, porque ele percebia que estava terminando a comida e já vinha nos servir de novo, sempre rápido e delicado. Isso tudo sem ser nem parecer inconveniente por nenhum segundo.</p>
<p>Saí de lá dizendo pro André que ia pedir o seu Alcides de presente de enxoval! Pra ele ser meu mordomo! Hahahahahahahaha! Um fofo.</p>
<p>Da churrascaria fomos à <a href="http://www.confeitariadangelo.com">Confeitaria D&#8217;Ângelo</a>, comprar balas azedinho-doce &#8211; agridoce, rá! Compramos potinhos coloridos pra comer durante a viagem e pra comer em casa.</p>
<p>Já era 17:05 quando chegamos à casa de Santos Dumont, e o nada simpático zelador não nos deixou entrar porque fechou às 17:00. Enfim, não se pode ter tudo na vida&#8230;</p>
<p>Logo ao lado da casa de Santos Dumont fica o relógio de flores, onde também fizemos umas chapas, como diz o André.</p>
<p>De lá, fomos à Rua Teresa, famooooosa por suas roupas boas, bonitas e baratas. Muito baratas!</p>
<p>Nessa hora quis muito minha mãe lá comigo, pra escolher coisinhas. Além de comprar os postais de praxe, ainda tomamos um refrigerante local que não lembro o nome agora.</p>
<p>O trânsito estava um caos na hora da volta, e só descobrimos o motivo ao ligar o rádio do carro: o paraense Hélio, chefe do clã de lutadores Gracie, havia morrido e estava sendo enterrado em Petrópolis.</p>
<p>Voltamos pra casa num clima de chuva, com direito a raios e trovões, mas valeu a pena porque durante todo o dia contamos com o sol.</p>
<p>PS &#8211; Fotinhas no <a href="http://dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
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		<title>Relatos de viagem IV &#8211; Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 12:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá. Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais. 1 &#8211; Feira de São Cristovão: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, o relato sobre os dias no Rio de Janeiro vai ser bem maior, afinal, passamos uma semana por lá.</p>
<p>Vamos por tópicos que acho que dinamiza mais.</p>
<p><strong>1 &#8211; Feira de São Cristovão</strong>: na verdade, o nome correto do lugar é Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Fomos até lá assim no sábado à noite, queridamente acompanhados por Ugo e <a href="http://dialetica.org/luninha">Luna</a>.</p>
<p>Você entra por um real, janta bem com mais três pessoas por 30 reais, e encontra de tudo que se possa imaginar relacionado ao nordeste: forró, tapioca, cocada, chapéu de cangaceiro, rede, guaraná Jesus (sim, o cor-de-rosa), rendas, compotas, rapadura, etc.</p>
<p>Pena que as estátuas de Lampião e Maria Bonita estejam sem braço &#8211; mereciam ser melhor cuidadas&#8230;</p>
<p><strong>2 &#8211; Urca:</strong> ah, meu relato sobre o bairro mais tranquilo do Rio você pode ler no <a href="http://dialetica.org/proximoscapitulos/2009/03/18/do-dia-em-que-encontramos-a-jo-e-o-professor-na-urca">Próximos Capítulos</a>!</p>
<p><strong>3 &#8211; Ipanema/ Leblon</strong>: um dia liguei pra casa e minha mãe perguntou onde eu estava. Quando respondi que estava passeando no Leblon, ela disse: &#8211; Mas que chique. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Como já fizemos Ipanema/Leblon a pé, resolvi colocá-los juntos aqui. É sempre aquela emoção quando passo pela Rua Vinicius de Moraes; aquela delícia quando tomamos Sorvete Itália (indico o que a Luna me indicou: tangerina e doce de leite com coco) ou comemos os bolinhos de camarão do Bracarense (ótima indicação desde sempre da <a href="http://verbeat.org/blogs/atmosfera">Viva</a>); aquelas compras felizes quando paramos na Livraria da Travessa (dessa vez, além de comprar livros e CDs, e namorar o DVDs, também tivemos um almoço ajantarado na livraria que é das mais charmosas).</p>
<p>Triste foi ir à Toca do Vinicius, perguntar pelo livro que ele fez em homenagem a Pablo Neruda e ouvir da atendente um: &#8211; Ah, aqui é mais música, menos livros.</p>
<p>Tudo bem, podia até ser menos livros, mas um lugar chamado &#8220;Toca do Vinicius&#8221;, administrado pelos familiares do Vinicius, na minha singela opinião tinha que ter TODOS os livros dele pra vender. Mas traquilo, a Livraria da Travessa tinha&#8230;</p>
<p>Foi em Ipanema também que resolvemos ir à praia, na esperança de que quando uma certa garota passasse o mundo inteirinho se enchesse de graça e ficasse mais lindo por causa do amor&#8230;</p>
<p><strong>4 &#8211; Confeitaria Colombo</strong>: um sonho de lugar. Da outra vez, não conseguimos mesa; dessa vez, quase ficamos no balcão.</p>
<p>Mas tivemos a feliz idéia de sentar sim e apreciar não só as delícias como também o atendimento impecável.</p>
<p>E foi lá que o André fez uma fotinha minha em que ele diz que estou a cara da mamãe &#8211; a cara da mamãe quando a mamãe tinha a minha idade agora, né, leitor?</p>
<p><strong>5 &#8211; Real Gabinete Português de Leitura</strong>: uma jóia de biblioteca perdida no centro da cidade. Um lugar onde eu adoraria trabalhar, morar&#8230; Um lugar que eu, se pudesse, levaria pra casa. Parecia a biblioteca que a Fera deu pra Bela, lembra? Dica da Viva, sempre.</p>
<p><strong>6 &#8211; Santa Teresa</strong>: pegamos o bondinho amarelo e charmoso, passamos por cima dos<strong> Arcos da Lapa</strong> e fomos ao bairros das casas mais &#8220;eu-moraria-agora-aqui&#8221; do Rio.</p>
<p>Depois de passear a pé, fazer fotinhas e comprar os postais de praxe, tivemos um almoço bem servido no Bar do Mineiro, com direito a doce de laranja com queijo de sobremesa, e voltamos pra casa de fresquinho mesmo&#8230;</p>
<p><strong>7 &#8211; Maracanã</strong>: sim, nós gostamos de futebol. E antes que você pense que eu gosto só pra agradar o André, não é verdade. Pode até ser que eu tenha começado a gostar pra agradar alguém &#8211; no caso, o meu pai &#8211; mas hoje eu gosto de futebol mesmo pra valer, daquele jeito irracional dos bons e velhos torcedores.</p>
<p>Por isso, quando começamos a planejar a viagem, falei logo com a Luna &#8211; outra apaixonada por futebol &#8211; e pedi que ela visse na tabela um dia pra gente ir ao Maracanã ver um jogo.</p>
<p>Calhou de ser um jogo do Fluminense, time pelo qual a Luna torce, e foi bem bacana ir ao estádio, que está bem bonito e agradável.</p>
<p>Empolgação não faltou, tanto que fomos devidamente &#8220;fantasiados&#8221; de pó de arroz. Pena que o Flu e o Madureira não saíram do 0&#215;0&#8230;</p>
<p><strong>8 &#8211; Saara</strong>: nas palavras sábias do André, o Saara é a 25 de março organizada. Como estávamos pertíssimo de lá, não nos furtamos das compras perdulárias mil, de milhares de paradas pra beber mate e aplacar o calor, e de, de meia em meia hora, o André cantar o &#8220;atravessamos o deserto do Saara&#8230;&#8221;.</p>
<p><strong>9 &#8211; Lagoa</strong>: <a href="http://pirao.wordpress.com">Marcos VP</a> marcou de almoçar com a gente na sexta e queria nos levar ao Bar Luiz &#8211; já tinhamos conhecido&#8230; Pensou então em nos levar ao Bar do Mineiro, em Santa Teresa &#8211; já tinhamos conhecido&#8230; Lembrou então da Feira de São Cristovão &#8211; e nós demos uma gargalhada e dissemos que já tinhamos conhecido.</p>
<p>Foi com alegria que quando ele falou na Lagoa topamos na hora, porque nunca paramos por lá, só passamos.</p>
<p>Ele nos levou ao Arab da Lagoa, no Parque dos Patins e foi tudo lindo: a tarde, a comida, o clima, a companhia, a conversa.</p>
<p>De lá, o Marcos ainda fez um city tour muito bacana e explicativo, que rendeu mais ainda por conta do engarrafamento de fim de tarde de sexta-feira.</p>
<p>***</p>
<p>No fim das contas, bateu uma vontadinha inesperada e absurda de ir morar no Rio, a despeito do medo que nossas mães sentem de lá (influenciadíssimas pela TV, diga-se).</p>
<p>PS1 &#8211; As fotinhas da nossa viagem ao Rio (e outras mais) estão no <a href="http://dialetica.org/belembelem">Belém, Belém</a>.</p>
<p>PS2 &#8211; O próximo relato é sobre Petrópolis, onde tudo é muito real. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Consumo depravado</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 23:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos meus professores desse semestre disse uma daquelas frases que ficam marcadas por muito tempo: &#8220;O consumismo é o consumo depravado.&#8221; Falou aquelas coisas todas que no fundo sabemos, mas que fingimos não saber para viver melhor: que podemos viver com um sapato por ano ao invés de um de cada cor pra combinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos meus professores desse semestre disse uma daquelas frases que ficam marcadas por muito tempo: &#8220;O consumismo é o consumo depravado.&#8221;</p>
<p>Falou aquelas coisas todas que no fundo sabemos, mas que fingimos não saber para viver melhor: que podemos viver com um sapato por ano ao invés de um de cada cor pra combinar com uma bolsa de cada cor e um cinto de cada cor&#8230; Que tudo o que compramos sem precisar e sim, pra ter, é consumo depravado.</p>
<p>Lembrei de uma conversa que tive com meu amigo Fabrizio quando ele veio aqui em Belém há um ano. Comentamos do quanto temos coisas além da nossa necessidade.</p>
<p>Ele exemplificou dizendo que até hoje o iPod dele não está cheio até a capacidade máxima.</p>
<p>É assim com câmeras fotográficas também, com celulares, com computadores, com roupas, sapatos, cintos, bolsas&#8230;</p>
<p>Meu celular é do início de 2006. Fará três anos agora em março. Ele faz chamadas, recebe chamadas, faz mensagens, recebe mensagens&#8230; Se eu o programasse, ele poderia ter acesso a internet.</p>
<p>Mas ele não faz fotos, não faz vídeos, não toca música.</p>
<p>Os celulares de muitos dos meus alunos são melhores que ele &#8211; tem aluno meu que, com preguiça de copiar a matéria no quadro, grava a minha aula!</p>
<p>Mesmo com toda essa &#8220;defasagem&#8221;, ele serve para o que essencialmente ele se propõe: telefonar. E é por isso que, apesar de viver namorando o Xpress Music da Nokia, eu não vou trocar de celular.</p>
<p>E desde que meu professor falou isso, comecei a usar uma só sandália &#8211; tá, de vez em quando usava um sapato aqui e acolá, mas no dia-a-dia mesmo, era a tal sandália.</p>
<p>Até que ela se foi em seis meses!</p>
<p>Tem coisas que adoro comprar mesmo que já tenha um monte: batons, por exemplo. (Livro também adoro, mas por mais livros que uma pessoa compre é o tipo de coisa que não pode nunca ser considerado consumismo e sim, investimento, deleite, viagem, conhecimento. O mesmo vale para coisas relacionadas à música).</p>
<p>Não sou de bijuterias &#8211; uso na maioria do tempo um brinco que há três minha amiga Lúcia me deu. Não sou de bolsas &#8211; apesar de ter uma bolsa de vinho sem beber vinho&#8230; Ah, o consumo depravado.</p>
<p>Enfim. O que vale é que meu professor ensinou algo além da matéria, algo pra vida. E, sinceramente, tentarei lembrar dele daqui em diante quando consumir algo.</p>
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		<title>Desde 1910&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 16:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha mãe torce pelo Botafogo. Mesmo não sendo fanática por futebol, mesmo não sendo do Rio de Janeiro. Ela é botafoguense. A razão, segundo ela mesma, é bem simples: a geração dela é feita de muitos botafoguenses porque era impossível ser jovem e não ser botafoguense no auge de Garrincha! Contei essa história uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe torce pelo Botafogo. Mesmo não sendo fanática por futebol, mesmo não sendo do Rio de Janeiro. Ela é botafoguense.</p>
<p>A razão, segundo ela mesma, é bem simples: a geração dela é feita de muitos botafoguenses porque era impossível ser jovem e não ser botafoguense no auge de Garrincha!</p>
<p>Contei essa história uma vez pra Tina e ela disse que fazia muito sentido &#8211; ela também era botafoguense, mais ou menos da idade da minha mãe, carioca.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em janeiro fui a São Paulo e lá pelo terceiro dia que estava por lá, saí com o <a href="http://www.trottolices.blogspot.com">Trotta</a>. Nos encontramos no Conjunto Nacional, ficamos horas batendo papo na Livraria Cultura, até anoitecer e irmos jantar com o <a href="http://www.interney.net/blogs/marmota">André</a> e o <a href="http://www.bebediabo.zip.net">Lello</a>.</p>
<p>Eu conversava com o Trotta e vira e mexe ficava dispersa, meio aérea. Até que criei coragem e falei: - Cara, não consigo tirar os olhos da sua camisa! Ela tá me desconcentrando!</p>
<p>Hahahahahahahaha!</p>
<p>Ele estava com uma camisa preta, com a estampa do Garrincha com o uniforme do Botafogo. Linda demais.</p>
<p>O Trotta indicou que tinha comprado a camisa na <a href="http://www.bancadecamisetas.com.br">Banca de Camisetas</a>, etc. e tal. Deixei passar um tempinho e fui até lá ver se comprava a camisa igual a do Trotta &#8211; invejosinha eu.</p>
<p>Vale dizer que eu estava prestes a ir passar o carnaval em Santiago do Chile, onde o Brasil, graças a Garrincha (ou não?), foi bicampeão mundial. Ia ser lindo visitar o Estádio Nacional de Chile com aquela camiseta!</p>
<p>Ia.</p>
<p>Encomendei a camiseta, mas ela não chegou a tempo para a viagem. Só na volta eles me ligaram e pediram que eu fosse até lá apanhar a camiseta sem custo algum, como um pedido de desculpa &#8211; tive que gritar Brasil Bicampeão no Estádio vestida de vermelho mesmo&#8230;</p>
<p>Já perdi a conta de quantas pessoas me pararam para perguntar onde eu tinha comprado, quanto custava, etc., etc&#8230;.</p>
<p>Já perdi a conta também de quantas vezes li os poemas de Vinicius de Moraes, onde ele cita o Botafogo. Eu acho que eu sou meio Botafogo só por causa do Vinicius de Moraes&#8230; E da minha mãe&#8230; E da Tina&#8230; E do Garrincha&#8230;</p>
<p><em>&#8220;Mas me diga uma coisa, Mr. Buster<br />
Me diga sinceramente uma coisa, Mr. Buster:<br />
O Sr. sabe lá o que é um choro de Pixinguinha?<br />
O Sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal?<br />
O Sr. sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?&#8221;</em></p>
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		<title>A pergunta que não quer calar é&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 20:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do que aconteceu ao Alberto Milfont Jr. alguém aqui ainda vai comprar um alfinete nas Casas Bahia? *** Sabe, todo fim de ano, há anos, minha mãe dá dinheiro para mim e para o meu irmão para que a gente compre o que quiser de Natal, de presente de Natal. A gente, na maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do que aconteceu ao <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL857733-5605,00-ESTA+TUDO+DESTRUIDO+DIZ+IRMA+DE+JOVEM+MORTO+EM+LOJA+EM+SP.html">Alberto Milfont Jr.</a> alguém aqui ainda vai comprar um alfinete nas Casas Bahia? </p>
<p>***  </p>
<p>Sabe, todo fim de ano, há anos, minha mãe dá dinheiro para mim e para o meu irmão para que a gente compre o que quiser de Natal, de presente de Natal.  </p>
<p>A gente, na maioria das vezes sai junto, pra ajudar não só a escolher as coisas como pra carregar as sacolas!  </p>
<p>E sempre vamos muito, muito despojados, avacalhados, largados. A ponto até de minha mãe reclamar e brincar dizendo que vão acabar prendendo a gente no shopping.  </p>
<p>Nunca nos prenderam, mas já olharam com certo ar de displicência sim! Não sei se pelos chinelos do meu irmão ou se pelo meu ar descabelado de ser&#8230; &#8211; o meu irmão sempre argumenta que a gente tem que ir desleixado pra pensarem que a gente tá sem grana e não nos assaltarem!  </p>
<p>Eu sempre atribui esses olhares estranhos ao fato de que entramos em lojinhas chiques, boutiques etiquetadas, etc. e tal. E tanto eu quanto meu irmão sempre zoamos com a mudança de humor das atendentes quando vêem que a gente está com grana e vai pagar à vista e tudo mais. Só faltam nos carregar no colo!  </p>
<p>Pois Alberto Milfont Jr. nunca mais carregará o filho dele de cinco meses no colo porque um segurança das Casas Bahia julgou que a roupa dele não era adequada para comprar um colchão em uma loja de departamentos.  </p>
<p>Um dia, vou comprar colchão, cama, mesa, sofás, cadeiras. Eu não sei que dia vai ser, não sei de que cor vai ser, não sei se vai ser de vidro ou madeira. Só sei que nada, nem um alfinete da minha casa, será comprado nas Casas Bahia.  </p>
<p>Porque eu trabalho e uso roupa de trabalho e não de desfile, porque tenho filho pra carregar no colo, porque tenho sonhos de casar e ser feliz, porque um pouco desse tiro que matou o Alberto me atinge também. E dói.</p>
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