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	<title>Agridoce &#187; Comportamento</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<title>Das bobagens mais ternas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida. A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Suely Maria é a minha orientadora. A conheci por sugestão – mais que certeira – da Miriam – uma das moças mais delicadas que conheço na vida.</p>
<p>A Miriam falou pra mim que a Suely era a professora que sabia TUDO de feminino e que seria uma boa conversar com ela sobre meu projeto.</p>
<p>Quando disse que a Miriam tinha dado a indicação e repeti o lance de saber TUDO de feminino, ela deu um sorriso mineiro e disse que então não precisava eu estudar mais nada de feminino já que ela já sabia de tudo sobre!</p>
<p>Ela é uma querida.</p>
<p>Disse que meu projeto sobre as figuras femininas amadianas a interessava e que aceitava me orientar. Só pediu que eu me inscrevesse na turma da aula de metalinguagem poética que ela ia ministrar, para que nos conhecêssemos melhor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Em Beagá, quando uma mulher é muito fina, educada, delicada, eles dizem que ela é uma dama. Posso dizer depois de dois, três meses que a Suely é definitiva e absolutamente uma dama. E fiquei muito fã dela nesse tempinho, apesar de saber que ela nunca vai ler esse texto, afinal, não entende nada, nadinha de mexer com Internet.</p>
<p>Bem, esse preâmbulo todo sobre a Suely é pra contar de um momento de agora a pouco.</p>
<p>Em uma das ultimas aulas que tivemos, analisamos uns poemas da Adélia Prado. Um chamado Clareira marcou em particular:</p>
<p><em>Seria tão bom, como já foi,<br />
As comadres se visitarem nos domingos.<br />
Os compadres fiquem na sala, cordiosos,<br />
Pitando e rapando a goela. Os meninos<br />
Farejando e mijando com os cachorros.<br />
Houve esta vida, ou inventei?<br />
Eu gosto de metafísica, só pra depois<br />
Pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,<br />
Falar as falas certas: a de Lurdes casou,<br />
A das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,<br />
As santas missões vêm aí, vigiai e orai<br />
Que a vida é breve.<br />
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,<br />
Quero um casal de compadres, molécula de sanidade,<br />
Pra eu sobreviver.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A Suely ilustrou bem a percepção que tinha do poema. Lembrou de quando o filho dela foi morar na França e uma vizinha sabiamente a aconselhou: quando escrever para ele – sim, ela escreve cartas até hoje pro filho – conte só bobagens.</p>
<p>Ora, como assim só bobagens? – ela indagou, intrigada.</p>
<p>Bobagens: quem casou, quem formou, quem fez, aconteceu&#8230; Conte só bobagens porque é disso que sentimos saudade quando estamos longe.</p>
<p>Ouvi essas palavras na sala de aula e meus olhos encheram. Era aquilo mesmo. Morro de saudade das bobagens que converso com minha mãe, à mesa da cozinha; deitadas juntas na cama; de frente pro rio, na praia; no carro, no rumo da venta.</p>
<p>Lembrei ainda agora do poema – e, por conseguinte, da Suely, aquela querida – porque estávamos, minha mãe e eu, comendo ludicamente o melhor caranguejo do mundo – o dela – na cozinha de casa, contando bobagens uma pra outra. Do meu curso, do trabalho dela, da minha casa, das minhas tias, do nosso cotidiano amorosamente entrecortado.</p>
<p>A clareira da Adélia inundou a cozinha aqui de casa e eu me vi com minha mãe sendo poesia.</p>
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		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor. Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, Belém. Confesso que morri de saudade de ti. Das pessoas que eu amo e que pertencem ao teu cotidiano. Do meu cotidiano quando estou aqui. Do calor sem dó nem piedade. Do amor.</p>
<p>Eu sempre quis morar em Belo Horizonte, Belém, e nunca te escondi isso. Lá, as pessoas são umas queridas e só de escrever isso, começo a sentir saudade das coisas de lá também.</p>
<p>Eu já me conformei: minha sina será sempre sentir saudade.</p>
<p>Tirando a minha casa que é, sobretudo, um lar, nesses dez dias que estou contigo o lugar que mais me emocionou foi a ruazinha estreita da escola onde trabalho.</p>
<p>Depois de andar léguas de Lomas, cheguei ao finalzinho dela e a rua estava lá: toda cheia de bandeirinhas verdes e amarelas, toda cheia dos meus alunos já de férias empinando papagaio, toda cheia daquela escola que nos momentos de maior aprendizagem me faz uma falta danada.</p>
<p>Quando meus professores me ensinam algo incrível, algo que na correria do meu dia-a-dia eu nunca parei pra pensar, é lá pra aquela escola escondida no bairro do Marco que eu tenho vontade de correr. Porque é lá que estão as pessoas que precisam que eu diga algo incrível.</p>
<p>E apesar da minha mãe e dos meus amigos e dos jornais dizerem que andas perigosa demais, não consigo ter medo de ti.</p>
<p>Eu queria todas as pessoas que moram em ti; queria todos os sabores, cores e canções; queria até mesmo o calor&#8230;</p>
<p>Sim, Belém, morro de frio em Beagá. Mas lá eu compro flores toda semana pra minha casa porque cada uma custa um real.</p>
<p>E vou de ônibus comprar as flores, no Mercado Central. E olho num cataloguinho que tem em casa o horário que o ônibus vai passar no ponto da esquina e me encaminho pra lá. E ele não atrasa. E para no ponto certinho, não no meio da rua fazendo fila dupla. Para no ponto onde todos esperam na calçada, não no meio da rua.</p>
<p>E quando entro no ônibus, pago 2,30, mas vale. Porque o ônibus é novo, limpo, sem pichações, sem vandalismos, sem papeluchos e chicletes espalhados pelo chão. E pra encantar ainda mais, montaram um projeto chamado <em>Leitura para todos</em> que me flechou por inteiro: há poemas espalhados, pendurados nos ônibus de Belo Horizonte.</p>
<p>E eu te pergunto, Belém, por que raios não pode ser assim contigo também?</p>
<p>O que aconteceu que minha mãe fica morrendo de medo quando saio na rua pra passear contigo? Por que ela não sente esse pavor quando digo que vou sair em Belo Horizonte?</p>
<p>Lá não tem peixe, Belém. Não tem caranguejo, tacacá – meu reino por um tacacá quando faz oito graus por lá –, não tem bacuri.</p>
<p>Não tem essas músicas que a gente reclama, mas dança; não tem lenda, rio, fruta.</p>
<p>Mas tem uns ipês cor-de-rosa que me comovem um bocado; umas pessoas carinhosas que parecem que estão eternamente prestes a te por no colo; uma nostalgia nas canções.</p>
<p>Tem aquele clube, aquele ramalhete, aquela rua de curiosidade. Fora o jeito todo antigo e especial de falar&#8230;</p>
<p>Por que não dá pra juntar vocês duas, Belém, e sossegar o meu coração?</p>
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		<title>Do compromisso e do comprometimento</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 03:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento. Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer. Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento. Segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento.</p>
<p>Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer.</p>
<p>Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento.</p>
<p>Segunda agora, voltando da Páscoa em Belém, meu voo atrasou mil horas em Brasília. Era dia da aula de Literatura Africana e cheguei no meio da tarde em casa, ou seja, já tinha perdido metade da aula, do meu compromisso.</p>
<p>Tudo o que eu queria era tomar banho, comer, dormir, relaxar.</p>
<p>Mas as palavras do professor martelaram demais na minha cabeça. E o meu comprometimento fez com que eu deixasse as malas na sala de casa e fosse pra aula.</p>
<p>E foi lindo.</p>
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		<title>Típico casamento gaúcho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro. A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha. Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2010/02/DSC06154-225x300.jpg" alt="DSC06154" width="225" height="300" /></p>
<p>Fui a um casamento em Pelotas agora em janeiro.</p>
<p>A história do casal é bacana e é assim: a moça dançava num CTG da cidade. CTG pra quem não é gaúcho e não sabe são os Centros de Tradição Gaúcha.</p>
<p>Ela dançava num CTG de Pelotas, vestida com aqueles trajes típicos de prenda, como se tivesse saído de um daqueles tomos de O tempo e o vento, do Erico Veríssimo – o meu Veríssimo favorito.</p>
<p>Até que um belo dia o irmão do par da mocinha foi ver uma apresentação do grupo e se encantou pela parceira fraternal. Resultado: decidiu entrar pro CTG também, só pra se aproximar dela.</p>
<p>Se aproximou tanto que fui ao casamento deles. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bem, nunca tinha ido a Pelotas nem a qualquer casamento gaúcho. E é diferente sim.</p>
<p>Eles casaram da catedral da cidade que é uma igreja super bonita, cheia de vitrais maravilhosos.</p>
<p>Um dos pontos mais positivos da cerimônia foi o padre. Anote aí: pra cerimônia do seu casamento ser legal, é importante que o padre conheça um pouco você, seu noivo, a história de vocês. E esse padre tinha essa qualidade e fez da celebração algo bem reflexivo e alegre ao mesmo tempo.</p>
<p>Em seguida, fomos pra festa que foi num imenso galpão, repleto de mesas compriiiiidas, com bancos corriiiiiiiidos, música animada e um churrasco daqueles rolando. Ah, e tinha um pula-pula pra que as crianças ficassem bem esgadilhadas.</p>
<p>Depois do jantar, antes da valsa, o CTG apareceu todo paramentado e fez questão de fazer uma homenagem aos noivos. Como a banda que contrataram não apareceu, eles dançaram cantando a capela, numa das apresentações mais queridas que já vi. Era tudo emoção, sabe?</p>
<p>E é claro que depois os noivos dançaram junto com o grupo pra ficar tudo mais lindo ainda.</p>
<p>E é claro que eu não peguei o buquê da noiva.</p>
<p>E é claro que tocaram o legítimo tecnobrega paraense no meio da festa lá do outro lado do país e é claro que quem estava cantando era a Banda Dejavu famosa quem.</p>
<p>Um outro detalhe inesquecível da cerimônia foi que a noiva entrou na igreja de braço dado com o pai, ao som de uma música cantada ao vivo e a cores pelo próprio noivo!</p>
<p>E é claro que estou desde já pensando em que música vou cantar no meu casamento. Rá!</p>
<p>Uma das inúmeras pessoas que conheci e que me cumprimentou disse a grande verdade: só em velório e casamento pra reunir tanta gente querida.</p>
<p>Acima da cerimônia, do churrascão, da festa, do bolo delícia, a confraternização daquelas pessoas em torno do novo casal é que valeu cada quilômetro que tive que atravessar pra ir a esse casamento.</p>
<p>Ou você tá pensando que Pelotas é logo ali na esquina, leitor?</p>
<p>Depois eu que moro longe&#8230; <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quem sabe um dia eu não resolva me casar numa cerimônia-festa tipicamente gaúcha também?</p>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>De Lula, o filho do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem eu vi o filme do Lula e agora vou votar na Dilma! *** Bem, na verdade, não sei ainda em quem vou votar pra presidente esse ano. Não sei nem se vou votar, se estarei em Belém pra votar. Mas ontem, depois de ver o filme do Lula, fiquei me perguntando sinceramente qual a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu vi o filme do Lula e agora vou votar na Dilma!</p>
<p>***</p>
<p>Bem, na verdade, não sei ainda em quem vou votar pra presidente esse ano. Não sei nem se vou votar, se estarei em Belém pra votar.</p>
<p>Mas ontem, depois de ver o filme do Lula, fiquei me perguntando sinceramente qual a ponte que une o fato de você ver o filme de uma pessoa e votar em outra. Ah, tudo bem. A Dilma é amiga do Lula, indicada do Lula. Mas não é o Lula. Não é dela a trajetória que vi no cinema ontem.</p>
<p>Já vi algumas pessoas comparando o filme de Fábio Barreto com Dois filhos de Francisco e de novo me pergunto: será que só porque eu vi o filme sobre a vida do Zezé e do Luciano eu automaticamente me transformei na fã número um da dupla sertaneja?</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Pra fechar, um minuto de silêncio pra Rui Ricardo Diaz, o intérprete do Lula. Arrebatador.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como será dois mil e SEX?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 17:09:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo. rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo.</p>
<p>rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra quem curte futebol como nós - ver o Brasil ser hexacampeão - fotografar beagá, escrever sobre beagá, tudo mais em beagá &#8211; dar adeus aos refrigerantes &#8211; ajudar as pessoas de alguma forma &#8211; abstrair mais &#8211; sentir saudade como de praxe &#8211; voltar a malhar e perder os malditos seis quilos que me assolam &#8211; ir mais ao cinema, ler mais e fazer mais todas aquelas coisas que nem deveriam fazer parte das promessas de fim de ano, mas do cotidiano &#8211; poupar (hahahahahaha!) &#8211; e&#8230;</p>
<p>que os textos desse Agridoce voltem a emocionar as pessoas.</p>
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		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
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		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
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		<title>Rei</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 17:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos. Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: “Liga depois, estamos vendo o especial do Rei!” pra em seguida, desligar solenemente na sua cara, como todo ano acontece quando algum desavisado liga nesse dia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Hoje à noite o Roberto Carlos vai entrar no palco mais uma vez entre gritos, aplausos e euforia, vai ficar esperando parado, sorrindo, até que toda a emoção se amenize um pouco e vai dizer: “É um prazer rever vocês”. E todo mundo vai gritar e aplaudir e ficar eufórico em dobro!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Já vi essa cena, ao vivo, em pleno Mineirinho e lhe digo: é das coisas mais incríveis que já vi. Homens, mulheres, jovens, crianças, idosos. Famílias, amigos, casais. Um mar de gente gritando junto que é um prazer revê-lo também. Nesse momento ninguém mais conversa com ninguém, ninguém mais olha pro lado – ele hipnotiza a gente. E quando a gente se dá conta está lá, alternando riso e choro, cantando junto com ele, mas baixinho, pra não atrapalhar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ele conversa no meio das músicas, fazendo você se sentir amigo mesmo, próximo. Apresenta a banda RC-7, e conta que o maestro é compadre dele. E quando canta Outra vez, naquela parte que diz que você foi “o maior dos enganos que eu pude fazer” ele emenda e confessa: “Mentira, da boca pra fora”. E o ginásio quase vem abaixo! Ou quando ele canta Nossa canção, antes fica mostrando no telão imagens de quando ele era jovem e a mulherada fica histérica gritando “Lindo!” e então ele canta: “Olhe aqui, preste atenção”, e se ouve um grande suspiro no ar emendado com todas as vozes juntas, a plenos pulmões: “Essa é a nossa canção”!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Aí, ele vai cantar Emoções, Detalhes, Como é grande o meu amor por você. Vai cantar um pouco de Jovem Guarda e talvez chamar o “meu amigo Erasmo Carlos”. Vai cantar Jesus Cristo, Nossa Senhora, O Terço. Vai cantar alguma música nova ou velha que ele tenha feito pra Maria Rita. E finalizar jogando rosas para o público.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nisso, o leitor indagador vai perguntar: Mas por que você vai assistir ao especial do Rei se já sabe tudo o que vai acontecer, se já está tudo roteirizado na sua cabeça, se já viu ao vivo? Porque eu sou fã! Ora, ora!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Eu comecei a gostar do Roberto Carlos com uns 12, 13 anos, influência óbvia dos meus pais. Gostei de saber pelo meu pai que aquele cara chato que minha mãe adorava tinha feito uma música pra o Caetano quando ele estava exilado em Londres. Achei corajoso, bonito mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Daí comecei a reparar que sempre tem um comercial, uma novela, uma história com as músicas do Rei. Sempre tem um monte de outros artistas regravando músicas dele. E essas músicas sempre têm um pouco de mim, de você. Simples, clichês, encantadoras, passionais, meio bregas, como cada um de nós, abençoadamente, é.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Elas falam dos nossos desencontros, brigas, separações, derrotas. De saudade, amor, ciúme, fé, rebeldia. Servem pra lembrar, esquecer, amar, maldizer, conquistar, levar pra passear – de calhambeque pelas curvas da estrada de Santos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Pra que eu vou falar que de uns tempos pra cá a produção do Roberto caiu demais? Pra que eu vou dizer que prefiro o Roberto da Jovem Guarda e da década de 70 – da época enfim, que eu nem era nascida? Tudo o que ele fez naquele tempo foi tão forte e tão bonito que sustenta até hoje a coroa dele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Mesmo ele sendo cheio de manias, mesmo ele tendo aquele cabelo ridículo, mesmo ele vindo tão pouco a minha cidade. Pra mim o que importa é que ele gosta de azul que nem eu, pra mim ele é “uma brasa, mora?”, pra mim ele é o cara que sabe como ninguém cantar os meus amores, as minhas paixões. Os altos e baixos das minhas emoções. </span></p>
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