“A gente tem isso em comum: o blog que mudou sua vida foi o mesmo que mudou a minha. É claro, mudanças beeem diferentes, mas mudanças drásticas. Afinal, agora vejo que mergulhar quase que completamente na blogosfera – o que aconteceu porque li esse mesmo blog que mudou sua vida – deu um giro na minha vida… ai, ai, mas isso é assunto pra MSN…”
Quando migrei os posts do Cintaliga para o Agridoce, reli os comentários aqui e acolá. Esse da Cláudia, em especial, me chamou atenção e eu copiei e colei para o André, que comentou exatamente o que eu estava pensando:
- A Cláudia merece todas as nossas idas a Resende.
É preciso dizer que o blog que mudou a minha vida e a dela foi o dele?
Todas as nossas idas a Resende até agora foram só duas, em 2008 e agora em 2009.
Tínhamos programado ir para Beagá em janeiro. Depois sonhamos um pouco mais e pensamos em Beagá e Rio. Mas a grana não daria e tivemos que optar.
Cogitamos Beagá em um primeiro momento, porque ainda não fomos até lá juntos e porque amo aquela cidade, contudo o Rio venceu não por causa dos pontos turísticos e da bossa toda que envolve o lugar, mas pelas pessoas.
Sim, viajamos por causa de pessoas. Todo ano eu vinha de Manaus para Belém pelo menos três vezes ao ano, por causa dos parentes dos meus pais. André ia para Pelotas todo fim de ano por causa dos parentes dos pais dele…
E agora são os amigos os responsáveis por esse movimento.
Saímos de Ubatuba de manhã, almoçamos em Paraty, passamos por Angra dos Reis e chegamos a Resende às 19:30.
Fomos para o essencialmente confortável River Park Hotel – porque eu sou totalmente a favor do ar-condicionado – e nos instalamos mais uma vez de frente para o Rio Paraíba do Sul e suas pontezinhas.
Encontramos a Cláudia uma, duas horas depois e ela nos levou ao V8, um barzinho temático, pertinho do hotel.
Quando chegamos lá, ainda não tinha quase ninguém e a música ao vivo – o horror! segundo o André – ainda não tinha começado.
Ficamos batendo papo, tirando fotinha, falando sobre as grandes causas da humanidade e do quanto a Cláudia tem-precisa-deve ir a Belém e/ou São Paulo em breve.
Aí a banda começou a tocar e o V8 ficou pequeno demais para nossa conversa. André, que estava do outro lado da mesa – Cláudia e eu sentamos ao lado uma da outra, de frente pra ele – ficava indagando que nem o velho surdo da praça o que a gente estava falando.
Mas no final das contas ficamos encantados com a cordialidade e gentileza do vocalista da banda que, no intervalo do show, foi de mesa em mesa agradecer a atenção com a música e a curtição do público. Simpatia é outra coisa…
Bem cansados voltamos pro hotel, onde ainda fui remexer em um freela no computador, enquanto o André adormecia embalado pelo Aberto da Austrália que passava na ESPN.
No dia seguinte, como já está quase virando tradição, fomos almoçar com a Cláudia e os meninos dela (filhos, gente!) no velho e bom Fritz, emendando com uma visita já clássica à casa do Papai Noel – sim, ele mora em Penedo! – e na não menos tradicional Sorveteria Finlandesa.
Como os meninos da Cláudia tinham um casamento para ir e nós ainda tínhamos um tantinho de estrada até o Rio, nos despedimos lá pelas 15 horas e seguimos em frente.
Fizemos uma fotinha iluminada – André lindo de azul, Cláudia e eu mimeticamente de vermelho – trocamos aqueles abraços de um ano de amizade acumulada e nos despedimos.
Ano que vem minha formatura será em janeiro – se Deus quiser. Vai ser corrido, mas ainda assim terei que arranjar um tempo para ir a Resende pela terceira vez.
E que sempre encontre a Cláudia a cada ano mais feliz. E que um dia a gente tenha o prazer de levá-la a um barzinho legal, a um restaurante legal, a uma sorveteria legal, retribuindo o carinho com que ela sempre nos acolhe por lá pelos domínios dela.

PS – Algumas fotinhas de Resende do ano passado estão no Belém, Belém, o blog de fotografias do Dialética.