Agridoce

porque eu sou um agridoce de menina…

Arquivos: Cinema

De Lula, o filho do Brasil

Por Luciana | 04/01/2010, 16h57

Ontem eu vi o filme do Lula e agora vou votar na Dilma!

***

Bem, na verdade, não sei ainda em quem vou votar pra presidente esse ano. Não sei nem se vou votar, se estarei em Belém pra votar.

Mas ontem, depois de ver o filme do Lula, fiquei me perguntando sinceramente qual a ponte que une o fato de você ver o filme de uma pessoa e votar em outra. Ah, tudo bem. A Dilma é amiga do Lula, indicada do Lula. Mas não é o Lula. Não é dela a trajetória que vi no cinema ontem.

Já vi algumas pessoas comparando o filme de Fábio Barreto com Dois filhos de Francisco e de novo me pergunto: será que só porque eu vi o filme sobre a vida do Zezé e do Luciano eu automaticamente me transformei na fã número um da dupla sertaneja?

Enfim.

Pra fechar, um minuto de silêncio pra Rui Ricardo Diaz, o intérprete do Lula. Arrebatador.

Dos laços de ternura

Por Luciana | 23/05/2009, 14h14

Como estou grevando todas, tenho passado esses dias em casa.

Durmo, fico no computador, finjo que faço meu TCC – Larissa, se você estiver lendo isso, acredite, que vou fazer e vai ficar lindo! -, vejo filminhos, vejo Oprah, vejo Padrinhos Mágicos – e estou apaixonada pelo bebê-fada de Cosmo e Wanda! – etc., etc..

Aí, anteontem, vi Laços de Ternura no Telecine Cult, de 8 às 10 da manhã.

Como diria a minha mãe, esse filme é só pra chorar!

Podem achar brega, mas me identifico com a história de Aurora e Emma no seguinte ponto: elas passam a vida conversando uma com a outra no telefone.

O hábito começa quando a Emma se casa e e se muda. Todos os dias se falam nas horas e situações mais inusitadas.

Quando viajo é assim. Por mais que combinemos de nos falar somente pelo MSN, sempre acabo ligando pra minha mãe. Do aeroporto, do carro, do shopping, da livraria, do hotel. Falamos, falamos, falamos pelos laços de ternura das espirais telefônicas…

Prestes a morrer – não pode ser considerado spoiler porque todo mundo sabe que a Emma morre de câncer no final de Laços de Ternura, gente – Emma diz pra Aurora que elas nunca brigam.

Aurora estranha, diz que SEMPRE brigam! É quando Emma diz que ela nunca brigou, que Aurora é que brigava, mas como não dá pra brigar sozinha…

Eu não consigo ficar um dia brigada com minha mãe. A gente discute, mas sempre se resolve no mesmo dia.

Ontem, ela foi fazer uma endoscopia e quem já fez esse exame sabe que ficamos meio dopados e que tem que ir com um acompanhante. Não fui porque não sei dirigir – e só nessas horas me arrependo disso. Meu irmão, que dirige, foi quem a levou.

Depois voltaram pra casa e minha mãe ficou deitada na cama comigo lendo uma revista pra ela.

Escrevo aqui para compartilhar e guardar esse momento.

Relatos de viagem III – Resende / Penedo

Por Luciana | 11/03/2009, 12h21

“A gente tem isso em comum: o blog que mudou sua vida foi o mesmo que mudou a minha. É claro, mudanças beeem diferentes, mas mudanças drásticas. Afinal, agora vejo que mergulhar quase que completamente na blogosfera – o que aconteceu porque li esse mesmo blog que mudou sua vida – deu um giro na minha vida… ai, ai, mas isso é assunto pra MSN…”

Quando migrei os posts do Cintaliga para o Agridoce, reli os comentários aqui e acolá. Esse da Cláudia, em especial, me chamou atenção e eu copiei e colei para o André, que comentou exatamente o que eu estava pensando:

- A Cláudia merece todas as nossas idas a Resende.

É preciso dizer que o blog que mudou a minha vida e a dela foi o dele?

Todas as nossas idas a Resende até agora foram só duas, em 2008 e agora em 2009.

Tínhamos programado ir para Beagá em janeiro. Depois sonhamos um pouco mais e pensamos em Beagá e Rio. Mas a grana não daria e tivemos que optar.

Cogitamos Beagá em um primeiro momento, porque ainda não fomos até lá juntos e porque amo aquela cidade, contudo o Rio venceu não por causa dos pontos turísticos e da bossa toda que envolve o lugar, mas pelas pessoas.

Sim, viajamos por causa de pessoas. Todo ano eu vinha de Manaus para Belém pelo menos três vezes ao ano, por causa dos parentes dos meus pais. André ia para Pelotas todo fim de ano por causa dos parentes dos pais dele…

E agora são os amigos os responsáveis por esse movimento.

Saímos de Ubatuba de manhã, almoçamos em Paraty, passamos por Angra dos Reis e chegamos a Resende às 19:30.

Fomos para o essencialmente confortável River Park Hotel – porque eu sou totalmente a favor do ar-condicionado – e nos instalamos mais uma vez de frente para o Rio Paraíba do Sul e suas pontezinhas.

Encontramos a Cláudia uma, duas horas depois e ela nos levou ao V8, um barzinho temático, pertinho do hotel.

Quando chegamos lá, ainda não tinha quase ninguém e a música ao vivo – o horror! segundo o André – ainda não tinha começado.

Ficamos batendo papo, tirando fotinha, falando sobre as grandes causas da humanidade e do quanto a Cláudia tem-precisa-deve ir a Belém e/ou São Paulo em breve.

Aí a banda começou a tocar e o V8 ficou pequeno demais para nossa conversa. André, que estava do outro lado da mesa – Cláudia e eu sentamos ao lado uma da outra, de frente pra ele – ficava indagando que nem o velho surdo da praça o que a gente estava falando.

Mas no final das contas ficamos encantados com a cordialidade e gentileza do vocalista da banda que, no intervalo do show, foi de mesa em mesa agradecer a atenção com a música e a curtição do público. Simpatia é outra coisa…

Bem cansados voltamos pro hotel, onde ainda fui remexer em um freela no computador, enquanto o André adormecia embalado pelo Aberto da Austrália que passava na ESPN.

No dia seguinte, como já está quase virando tradição, fomos almoçar com a Cláudia e os meninos dela (filhos, gente!) no velho e bom Fritz, emendando com uma visita já clássica à casa do Papai Noel – sim, ele mora em Penedo! – e na não menos tradicional Sorveteria Finlandesa.

Como os meninos da Cláudia tinham um casamento para ir e nós ainda tínhamos um tantinho de estrada até o Rio, nos despedimos lá pelas 15 horas e seguimos em frente.

Fizemos uma fotinha iluminada – André lindo de azul, Cláudia e eu mimeticamente de vermelho – trocamos aqueles abraços de um ano de amizade acumulada e nos despedimos.

Ano que vem minha formatura será em janeiro – se Deus quiser. Vai ser corrido, mas ainda assim terei que arranjar um tempo para ir a Resende pela terceira vez.

E que sempre encontre a Cláudia a cada ano mais feliz. E que um dia a gente tenha o prazer de levá-la a um barzinho legal, a um restaurante legal, a uma sorveteria legal, retribuindo o carinho com que ela sempre nos acolhe por lá pelos domínios dela.

PS – Algumas fotinhas de Resende do ano passado estão no Belém, Belém, o blog de fotografias do Dialética. ;)

Paz

Por Luciana | 30/12/2008, 18h18

Olha, quando essa guerra acabar, ainda haverá aquele livro que você gosta tanto de ler; aquela comida que só a sua mãe sabe fazer; aquela música que já curou suas dores de cotovelo e aquela outra que embalou o seu melhor romance.

Quando esse dia cinza acabar, haverá aquele encontro, aquela conversa, aquela tarde que entra pela noite e parece não ter mais fim.

Haverá espaço para pessoas como você e eu, e haverá pessoas que se encaixem com pessoas como você e eu.

Quando esse tempo sonolento acabar, haverá gente livre de signo, nacionalidade e religião.

Você não precisará endurecer, ficar cético ou assistir a filmes sanguinolentos.

Quando essa chuva mais doida acabar, haverá a compreensão dos tímidos, a redenção dos atirados, a fusão do melhor de cada um.

Haverá a sua cor favorita, a felicidade explícita e uma certa dose de nostalgia.

Quando essa semana infame acabar, ainda haverá aquela foto legal, aquela praia e aquela montanha e tanto chocolate branco quanto preto.

Haverá abraço demorado, beijo apertado e calor nas relações.

Quando esse inverno sem sentido acabar, haverá você modificado.

Haverá aquelas coisas devastadas e destruídas. Aquelas reconstruídas. E as novas invenções. As reedições.

Tudo de ruim e sujo e chato e feio e mau ainda haverá – mas, sobretudo haverá coragem para enfrentar.

Quando esse ano bobo acabar, haverá o retorno do verdadeiro significado do Natal; um cartão mais importante que o presente; um carnaval constante no peito.

Haverá tudo o que sua mente conseguiu captar e todas essas suas recordações. Em colorido e em preto e branco.

Haverá a certeza de que, de um modo ou de outro, cada um é especial. E que para pessoas especiais como você, estou com o Rick e não abro – apesar de tudo, sempre haverá Paris – ou Cassandoca.

Natal chegando…

Por Luciana | 04/12/2008, 18h22

Prepare-se, leitor: vou começar a fazer os textos tradicionais de Natal… Roberto Carlos, etc. e tal….

Por hoje escreverei sobre A felicidade não se compra, o melhor filme de Natal do mundo!

Olha, como disse ontem, passei o carnaval em Santiago. Comprinhas aqui, comprinhas ali… Já tínhamos achado o DVD Roberto Carlos em ritmo de aventura e um CD do Neruda declamando poemas, quando nos deparamos com Que bello es vivir, una pelicula de Frank Capra!

Deus… Só não compramos porque já temos! Hahahahahahahahaha! (Já temos é ótimo. Na verdade o DVD é dele, dei no inicinho do ano passado).

Mas foi um daqueles momentos inesperados e, por isso mesmo, sublimes. Nós dois ali, tão longe de casa, tão perto um do outro e com o filme que eu vivo dizendo que é a cara dele nas mãos…

Porque ele é sim o meu George Bailey. Porque já o vi abrindo mão de si mesmo em prol dos outros. Porque por ele eu sairia de porta em porta pedindo ajuda se tivesse uma dívida enorme – mas ele nem tem, ainda bem! Porque eu sei que eu sou má mesmo, mas ele não. Ele é bom e merece meus cuidados e minhas preces…

Quando viaja, quando deixa a barba por fazer, quando dirige tarde da noite, quando não se alimenta direito, quando não se cuida, quando tem um dia difícil no trabalho.

Nós sempre, sempre, sempre teremos Bedford Falls… Feliz Natal.

Mais no Dialetica.org:
Creative Commons 2008 - 2012 Alguns direitos reservados • Dialetica.org utiliza WordPress 3.3.1 WordPress