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	<title>Agridoce &#187; Catarse</title>
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	<description>porque eu sou um agridoce de menina...</description>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 17:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi. Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de Mar morto, pra escrever pra você. Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado? Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi.</p>
<p>Eu parei no meio de um texto sobre a Lívia, mulher do Guma, de <strong>Mar morto</strong>, pra escrever pra você.</p>
<p>Você sabe, né, que tô escrevendo um trabalho sobre umas personagens femininas do Jorge Amado?</p>
<p>Eu de vez em quando falo com as pessoas que me cercam sobre esse trabalho e elas sorriem sem entender.</p>
<p>Lembrei que você entenderia porque você leu esses livros todos que tô analisando. Você viajava pro meio do mato e levava os livros da nossa coleção.</p>
<p>Os mesmos livros, agora surrados, que tenho ao meu redor nesse momento. Eles estão todos rabiscados, cheios de anotações e de páginas viciadas. Desculpe, tudo culpa minha.</p>
<p>Eu podia agora te mandar meus textos pra ver o que você acha e a gente ia poder conversar. Eu acho que você já estaria aposentado e teria tempo.</p>
<p>No final, a Lívia vira mestre de saveiro, lembra?</p>
<p>Tá difícil aqui.  </p>
<p>Beijo,</p>
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		<title>Ah, Jorge, amado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável. Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor. Pois bem. Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cidade da Bahia: onde o impossível é o mais provável.</em></p>
<p>Fui a Salvador em agosto. Estudar, acredita? Liguei duas semanas antes pra Fundação Casa de Jorge Amado e pedi que eles separassem o material que tivessem acerca das mulheres amadianas da chamada fase social do autor.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Cheguei, atravessei léguas do aeroporto até o hotel, deixei a bagagem, tomei um banho e fui para o Pelourinho.</p>
<p>(E revi o mar de Salvador em plena Praça Castro Alves, aquela que é do povo como o céu é do avião).</p>
<p>Fui para o Pelourinho de relógio, de escapulário, de bolsa, de máquina fotográfica, de Lua sorrindo. Nada aconteceu. Muito aconteceu.</p>
<p>Aconteceu que foi só colocar os pés naquele lugar e os versos de <em>O que será</em>, do Chico Buarque, começaram a dançar na minha cabeça.</p>
<p>Aconteceu que uma baiana amarrou uma fitinha azul no meu braço e me concedeu três pedidos – e repeti os pedidos feitos em 2005, em uma fitinha vermelha que só arrebentou dois anos depois&#8230;</p>
<p>Aconteceu que assim que entrei na <strong>Fundação Casa de Jorge Amado</strong> comecei a chorar. O mesmo choro de agora, leitor, ao escrever essas linhas da minha emoção.</p>
<p>Entrar ali naquela casa é, além de reencontrar Jorge e os personagens dele que eu tanto amo, reencontrar minha professora de Literatura do colégio, da faculdade, da vida; reencontrar a mim em tantas fases, fixada a tantos livros e aventuras desenhadas nesse cenário.</p>
<p>Quis ficar. Olhei ao redor e quase peço por favor um trabalho ali. Poucas vezes estive em lugares onde genuinamente desejei trabalhar como ali.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Me encaminhei pra sala de pesquisa que eles mantêm e logo me entregaram os livros que acharam que tinha a ver e selecionaram pra minha pesquisa.</p>
<p>Aí veio a parte mais linda e surpreendente de todas: em meio aos livros e recortes de jornais e revistas estava o livrinho querido que a UNAMA publicou há uns anos com o meu TCC sobre&#8230; Jorge Amado.</p>
<p>De acordo com a mocinha que me atendeu, foi o trabalho que melhor falava da menina Dora, de <strong>Capitães da areia</strong>, que ele encontraram.</p>
<p>Eu sorri e disse que aquele trabalho eu não precisava ler porque eu tinha escrito. E contei como ele foi parar lá: em uma feira do livro de Belém, Paloma Amado e Zélia Gattai receberam das minhas mãos aquele trabalho, para que fosse levado para a fundação – coisa que naquele momento vi que fizeram.</p>
<p>Subir e descer as ladeiras do Pelourinho, comprar chinelos coloridos e um vestido de chita pra fazer de conta que entrei nos livros de Jorge, estudar entre o cheiro do acarajé e o som do Olodum mirim – todo um cotidiano de dias que eu queria por anos.</p>
<p>No último dia, foi a voz da Nana Caymmi que entremeou meus estudos na fundação. A música vinha do rádio do dono da lojinha na lateral do prédio azul onde tudo que se respira é Jorge Amado. E Nana cantava aquela música que diz <em>“quem te implora é a outra Maria / a Maria qualquer, a Maria aprendiz / eu também quero ser / quem não quer? / quero ser feliz”</em>. Era tão eu essa música naquele momento: aprendiz e feliz.</p>
<p>Quando me despedi da mocinha da biblioteca ela me disse que eu não esquecesse de enviar a minha dissertação para eles quando ficasse pronta. Eu respondi que pretendia ir entregar pessoalmente dali a um ano e meio.</p>
<p>Saí da fundação e onde fui? Procurar alguém que jogasse búzios pra mim, ora!</p>
<p>E a dona menina mãe de santo falou, entre outras coisas, que eu sou filha de Oxossi e que certas coisas iam acontecer em breve e – diante do meu olhar incrédulo – que eu voltaria em breve para contar a ela que as tais coisas tinham acontecido mesmo. Fiquei balançada quando ela falou isso porque tinha acabado de dizer na fundação que voltaria logo, logo a Salvador&#8230;</p>
<p>Enfim.</p>
<p>Ela falou também que meus olhos são tristes. Eu sorri e confirmei, citando Vinicius de Moraes e Roberto Carlos: <em>‘é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste’</em> e <em>‘minha alegria é triste’</em>, respectivamente.</p>
<p>Alberto Costa e Silva, no <strong>Seminário Acadêmico Internacional Jorge Amado</strong> – ao qual eu tive o prazer de ir em maio de 2010 – declarou que <em>“o real se mescla ao maravilhoso; na verdade, o real É maravilhoso e esse é o grande assunto de Jorge Amado”</em>.</p>
<p>Eu não sou nem quero ser feliz todo dia, toda hora. Mas eu acredito muito nesse lance do real ser maravilhoso. Depois que o Costa e Silva verbalizou isto, eu entendi que pra mim também o real só faz sentido se for maravilhoso.</p>
<p>Vai ver que é daí que vem esse amor por Jorge Amado.</p>
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		<title>Constatando</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 12:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando meu pai morreu, a partir da morte dele, coloquei na cabeça que nada mais conseguiria me afetar. Nenhuma perda poderia ser pior que aquela. Muita coisa que eu perdi eu dei com os ombros e pensei facilmente (comodamente): Dane-se, meu pai já morreu e nada pode ser pior do que isso. O grande erro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando meu pai morreu, a partir da morte dele, coloquei na cabeça que nada mais conseguiria me afetar.</p>
<p>Nenhuma perda poderia ser pior que aquela.</p>
<p>Muita coisa que eu perdi eu dei com os ombros e pensei facilmente (comodamente): Dane-se, meu pai já morreu e nada pode ser pior do que isso.</p>
<p>O grande erro é a comparação.</p>
<p>Nada realmente pode ser pior do que isso. Mas, que diabos, há que se admitir as perdas além dessa também.</p>
<p>Porque senão a gente endurece demais, sem direito a sofrer.</p>
<p>E eu quero ter direito a sofrer tanto quanto o direito a ser feliz. Direito às emoções que tiver que viver.</p>
<p>Essa constatação que pode parecer banal, é um grande começo aqui dentro.</p>
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		<title>Ei, Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não vai acabar com esse blog aqui. Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você não vai acabar com esse blog aqui. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu sou melhor em mais de 140 caracteres.</p>
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		<title>Do compromisso e do comprometimento</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 03:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento. Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer. Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento. Segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, na aula de Teoria Literária, meu professor falou sobre compromisso e comprometimento.</p>
<p>Ele disse que compromisso é quando a gente cumpre nosso horário de trabalho, por exemplo. Já comprometimento, é quando, se precisar, ficamos no trabalho horas e horas a mais. Pela necessidade, pelo prazer.</p>
<p>Isso vale pra tudo na vida. Compromisso, comprometimento.</p>
<p>Segunda agora, voltando da Páscoa em Belém, meu voo atrasou mil horas em Brasília. Era dia da aula de Literatura Africana e cheguei no meio da tarde em casa, ou seja, já tinha perdido metade da aula, do meu compromisso.</p>
<p>Tudo o que eu queria era tomar banho, comer, dormir, relaxar.</p>
<p>Mas as palavras do professor martelaram demais na minha cabeça. E o meu comprometimento fez com que eu deixasse as malas na sala de casa e fosse pra aula.</p>
<p>E foi lindo.</p>
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		<title>As pontes de Madison no teatro</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva? Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que vi o filme As pontes de Madison foi em 1996, ainda numa fita de vídeo, com a mamãe. Será que preciso escrever aqui que choramos loucamente como se estivéssemos ao lado do Robert naquela chuva?</p>
<p>Aí, já não me lembro mais o ano, um belo dia me deparo com o livro que inspirou o filme e claro o comprei e dei de presente para a mamãe.</p>
<p>Até hoje quando revejo o filme sinto falta de algumas falas, como se tivessem cortado partes, mas não: essa lacuna que eu sinto se deve aos diálogos e situações extras que o livro proporciona.</p>
<p>Depois da minha mãe ter emprestado o livro pra cento e duzentas amigas, dei o livro pro André. Até hoje minha mãe não sabe que o livro que ela já revirou toda a casa a procura, está com o André&#8230; E que ele nem leu!</p>
<p>Dei o livro a ele por um motivo muito simples: essa certeza só temos uma vez na vida. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já procurei a trama escrita por Robert James Waller diversas vezes pra comprar outro livro pra mamãe, mas não acho. A última edição esgotou faz tempo.</p>
<p>Como vi que o André não vai ler o livro nunca, o presenteei também com o DVD d&#8217;As pontes de Madison.</p>
<p>Vimos o filme juntos há quase três anos, no dia 19 de janeiro de 2007 &#8211; essa data eu lembro porque é o aniversário do pai do André.</p>
<p>Nesse dia, após cantarmos os parabéns para o pai dele, nos enroscamos no sofá da casa dele e ficamos vendo o filme. Naquela época, ele ainda não sabia que eu era a mulher da vida dele&#8230; Mas eu já sabia, afinal, esse tipo de certeza&#8230;</p>
<p>Até que no finzinho do ano passado ele me levou pra ver a peça d&#8217;As pontes de Madison, no Teatro Renaissance, em São Paulo, sendo um dos poucos homens presentes no recinto lotado na maioria por mulheres de meia-idade &#8211; por que será?&#8230;</p>
<p>Com um elenco enxuto &#8211; Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato &#8211; e um cenário muito agradável, As pontes de Madison do teatro me agradou muito.</p>
<p>A forma com que contam a história no teatro lembra um pouco Véu de Noiva, de Nelson Rodrigues. Aquela coisa de misturar o tempo, o espaço e as personagens, manja?</p>
<p>Mais divertida e leve que o filme, menos erótica e dramática também, ver essa peça foi como reencontrar dois velhos amigos e ver que eles ainda continuam lá, se amando apaixonadamente dentro daqueles quatro dias mágicos do Condado de Madison.</p>
<p>E assim como quando vejo Kramer vs. Kramer e torço toda vez pra guarda do filho ser dada a ele, sempre que eu vir As pontes de Madison vou torcer pra ela ir embora com ele no meio daquela chuva.</p>
<p>Como torci no teatro, em novembro.</p>
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		<title>Pequeno Príncipe na OCA</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA. Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230; Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, infelizmente já acabou, mas foi lindo: O Pequeno Príncipe na OCA.</p>
<p>Fui à exposição no feriado de Finados e posso dizer que ela me tirou de um baixo-astral filho da mãe &#8211; sem contar a companhia&#8230;</p>
<p>Pra começar, inúmeros ambientes contando a história do livro com retroprojetores a iluminar por todos os cantos da OCA os desenhos queridos de Saint-Exupèry.</p>
<p>Destaque absoluto pra a caixinha do carneiro. Explico: um dos ambientes tinha três janelinhas redondas, fazendo com que nos sentíssemos dentro da caixinha com um carneiro dentro, desenhada pelo Aviador. Lá, um monte de giz de cera à disposição para que desenhássemos nas paredes! Muitos deixaram seus nomes, outros se arriscaram a desenhar carneirinhos mesmo. Tudo bem colorido, lúdico e lindo.</p>
<p>Em outra ala, um histórico minucioso da vida do autor de O Pequeno Príncipe e da trajetória do livro, além de telas que reproduziam as várias adaptações pra cinema, teatro e televisão que o livro já ganhou.</p>
<p>Também tinha um espaço onde um deserto era reproduzido, onde podíamos ver o avião caído no meio do nada. Também do nada surgiu um ator encarnando o Aviador e convidando todo mundo pra uma peça que contava aquela história toda que toda miss sabe de cor de salteado – eu que não sou miss sei e amo&#8230;</p>
<p>Tinha um lugarzinho cheio de estrelas penduradas no teto, onde podíamos deixar recados e desejos&#8230; Tinha uma lojinha com mil badulaques do Pequeno Príncipe – saímos de lá com um livro sobre Saint-Exupèry e uma camiseta do Petit.</p>
<p>Mas o que de mais surpreendente e lindo e mágico aconteceu foi o último andar da OCA.</p>
<p>Ao chegar lá, a gente simplesmente se deparou com o B-612! Vários planetas, estrelas, e no meio desse cenário todo um planetinha com vulcõezinhos e uma rosa vermelha incrível iluminando tudo.</p>
<p>Cara, quando vi o B-612 não sabia o que fazer. Não sabia se ria, se chorava, se fotografava. Até que vi umas crianças indo até lá, subindo no planeta! E perguntei candidamente aos organizadores se eu podia subir também. Eles sorriram e disseram que sim, claro.</p>
<p>E foi lindo.</p>
<p>E vivi tudo isso num momento bem triste e desanimado, com a auto-estima a zero. E essa foi só a manhã de um dia querido ao lado do meu querido. Dia que terminou no teatro, vendo As pontes de Madison – coisa que merece outro texto só pra si.</p>
<p>PS – As fotos do Pequeno Príncipe na OCA estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem/sets/72157622732137012">AQUI</a>, no <a href="http://www.flickr.com/photos/belembelem">Belém, Belém</a>, claro. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Como será dois mil e SEX?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 17:09:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo. rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>final do ano vamos ver se consegui fazer tudo o que planejo.</p>
<p>rever porto alegre, gramado, rio, são paulo, salvador, ilhéus, ouro preto - conhecer florianópolis, pelotas, brasília &#8211; morar em beagá &#8211; fazer um primeiro ano de mestrado exemplar &#8211; voltar a blogar com regularidade &#8211; fazer o blog da copa uma coisa bacana pra quem curte futebol como nós - ver o Brasil ser hexacampeão - fotografar beagá, escrever sobre beagá, tudo mais em beagá &#8211; dar adeus aos refrigerantes &#8211; ajudar as pessoas de alguma forma &#8211; abstrair mais &#8211; sentir saudade como de praxe &#8211; voltar a malhar e perder os malditos seis quilos que me assolam &#8211; ir mais ao cinema, ler mais e fazer mais todas aquelas coisas que nem deveriam fazer parte das promessas de fim de ano, mas do cotidiano &#8211; poupar (hahahahahaha!) &#8211; e&#8230;</p>
<p>que os textos desse Agridoce voltem a emocionar as pessoas.</p>
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		<title>Dois mil e love foi assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 18:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[hoje com os olhos mais claros olhando as coisas como as coisas são eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor de toda mulher de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou e muito embora eu nao sinta eu sei que eu sou o que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>hoje com os olhos mais claros<br />
olhando as coisas como as coisas são<br />
eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor<br />
de <strong>toda mulher</strong> de trinta. . . trinta moleques que o tempo criou<br />
e muito embora eu nao sinta<br />
eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou</em></p>
<p>meus alunos leram Ana &amp; Pedro e Capitães da areia &#8211; me formei em Jornalismo &#8211; voltei a Resende, Penedo, Mosqueiro, São Paulo, Beagá, Rio de Janeiro &#8211; escrevi um TCC sobre violência nas escolas que poderia ter sido bem melhor &#8211; fui reprovada no mestrado de Teoria Literária da UFMG &#8211; ampliamos o Dialética com mais pessoas queridas &#8211; coloquei aparelho nos dentes e não vou sorrir nunca mais &#8211; fui ao show de 50 anos de carreira do Rei Rob Car com a companhia ideal &#8211; conheci Ubatuba, Petrópolis, Parati, Campos do Jordão - tive dias de luluzinha com as amigas &#8211; passei a amar comida japonesa e comi mais temakis do que deveria &#8211; revi o belo parque do Ibirapuera &#8211; fui ao Museu do Futebol, à exposição do Vik Muniz no MASP, à exposição do Pequeno Príncipe na OCA -vi As pontes de Madison no teatro - li mais livros acadêmicos que livros por prazer (não que seja um desprazer a academia, vai) &#8211; vi A felicidade não se compra com o meu George Bailey particular &#8211; engordei seis malditos quilos - abandonei meus blogs (mas isso vai acabar!) - comemorei meus 30 anos (com carinha de 17 por conta do aparelho) - voltei a trabalhar como revisora em uma agência de publicidade - acompanhei o homem de todas as minhas vidas no primeiro Círio dele &#8211; passei no mestrado de Literatura Brasileira da PUC-MG - e&#8230;</p>
<p>FIQUEI NOIVA! <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Afinal, o nome já dizia: dois mil e LOVE.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1446" src="http://dialetica.org/agridoce/files/2009/12/DSC04027-300x225.jpg" alt="DSC04027" width="300" height="225" /></p>
<p>PS1 &#8211; Que o seu dois mil e LOVE tenha sido bem bom também, leitor. E que ano que ve m &#8211; que  já é logo amanhã &#8211; eu escreva mais e você venha mais me ler. <img src='http://dialetica.org/agridoce/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS2 &#8211; Post de amanhã: Como será dois mil e SEX?</p>
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		<title>Rei</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 17:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos. Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Tudo bem, eu adoro futebol. Tudo certo, o Pelé é gênio. Mas rei, leitor súdito, pra mim, é o Roberto Carlos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Por isso, hoje à noite, é bem provável que, se você ligar pra minha casa, qualquer um de nós que atenda, minha mãe, meu irmão ou eu, pegue o telefone e diga simplesmente isso: “Liga depois, estamos vendo o especial do Rei!” pra em seguida, desligar solenemente na sua cara, como todo ano acontece quando algum desavisado liga nesse dia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Hoje à noite o Roberto Carlos vai entrar no palco mais uma vez entre gritos, aplausos e euforia, vai ficar esperando parado, sorrindo, até que toda a emoção se amenize um pouco e vai dizer: “É um prazer rever vocês”. E todo mundo vai gritar e aplaudir e ficar eufórico em dobro!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Já vi essa cena, ao vivo, em pleno Mineirinho e lhe digo: é das coisas mais incríveis que já vi. Homens, mulheres, jovens, crianças, idosos. Famílias, amigos, casais. Um mar de gente gritando junto que é um prazer revê-lo também. Nesse momento ninguém mais conversa com ninguém, ninguém mais olha pro lado – ele hipnotiza a gente. E quando a gente se dá conta está lá, alternando riso e choro, cantando junto com ele, mas baixinho, pra não atrapalhar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">E ele conversa no meio das músicas, fazendo você se sentir amigo mesmo, próximo. Apresenta a banda RC-7, e conta que o maestro é compadre dele. E quando canta Outra vez, naquela parte que diz que você foi “o maior dos enganos que eu pude fazer” ele emenda e confessa: “Mentira, da boca pra fora”. E o ginásio quase vem abaixo! Ou quando ele canta Nossa canção, antes fica mostrando no telão imagens de quando ele era jovem e a mulherada fica histérica gritando “Lindo!” e então ele canta: “Olhe aqui, preste atenção”, e se ouve um grande suspiro no ar emendado com todas as vozes juntas, a plenos pulmões: “Essa é a nossa canção”!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Aí, ele vai cantar Emoções, Detalhes, Como é grande o meu amor por você. Vai cantar um pouco de Jovem Guarda e talvez chamar o “meu amigo Erasmo Carlos”. Vai cantar Jesus Cristo, Nossa Senhora, O Terço. Vai cantar alguma música nova ou velha que ele tenha feito pra Maria Rita. E finalizar jogando rosas para o público.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333"> Nisso, o leitor indagador vai perguntar: Mas por que você vai assistir ao especial do Rei se já sabe tudo o que vai acontecer, se já está tudo roteirizado na sua cabeça, se já viu ao vivo? Porque eu sou fã! Ora, ora!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Eu comecei a gostar do Roberto Carlos com uns 12, 13 anos, influência óbvia dos meus pais. Gostei de saber pelo meu pai que aquele cara chato que minha mãe adorava tinha feito uma música pra o Caetano quando ele estava exilado em Londres. Achei corajoso, bonito mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Daí comecei a reparar que sempre tem um comercial, uma novela, uma história com as músicas do Rei. Sempre tem um monte de outros artistas regravando músicas dele. E essas músicas sempre têm um pouco de mim, de você. Simples, clichês, encantadoras, passionais, meio bregas, como cada um de nós, abençoadamente, é.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Elas falam dos nossos desencontros, brigas, separações, derrotas. De saudade, amor, ciúme, fé, rebeldia. Servem pra lembrar, esquecer, amar, maldizer, conquistar, levar pra passear – de calhambeque pelas curvas da estrada de Santos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Pra que eu vou falar que de uns tempos pra cá a produção do Roberto caiu demais? Pra que eu vou dizer que prefiro o Roberto da Jovem Guarda e da década de 70 – da época enfim, que eu nem era nascida? Tudo o que ele fez naquele tempo foi tão forte e tão bonito que sustenta até hoje a coroa dele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana;color: #333333">Mesmo ele sendo cheio de manias, mesmo ele tendo aquele cabelo ridículo, mesmo ele vindo tão pouco a minha cidade. Pra mim o que importa é que ele gosta de azul que nem eu, pra mim ele é “uma brasa, mora?”, pra mim ele é o cara que sabe como ninguém cantar os meus amores, as minhas paixões. Os altos e baixos das minhas emoções. </span></p>
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