Agridoce

porque eu sou um agridoce de menina…

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Ao bem-amado

Por Luciana | 23/07/2009, 14h14

Olha, já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre casamento.

Aí, quando foi anteontem, a Eva me enviou um mail sobre um casamento de dois jovens que namoravam desde a adolescência.

Ela tinha câncer em estágio terminal, contudo fez questão de tratar dos mínimos detalhes do casamento.

Eu poderia terminar meu relato dizendo que, infelizmente, ela faleceu cinco dias após à cerimônia, mas não o farei.

Não, porque o que ando pensando muito sobre casamento tem justamente a ver com isso: tempo.

São muitas – quase todas as que conheço! – as pessoas que perguntam quando vou me casar. Eu sempre respondo que ainda falta – a resposta mais subjetiva do mundo, eu sei.

A verdade é que entendi que dizer que quero logo me casar é veladamente dizer que quero logo ver o homem que eu amo todos os dias, afinal, ao casar, não vou mais viver longe fisicamente dele.

Tirando isso, minha felicidade já vem de quatro anos, quando eu o conheci. Ou seja: se eu morresse cinco dias depois do meu casamento, ainda assim, teria encontrado aquela pessoa que muitos levam vidas e vidas sem encontrar – a moça das fotos que a Eva me mandou, com absoluta certeza, também encontrou aquela pessoa.

E, então, só posso mesmo concordar com Vinicius de Moraes e reafirmar que “tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada – para viver um grande amor”.

Mais importante que o tempo que você passe com o seu bem-amado é que você o encontre para viver um grande amor.

O grande amor.

Do Açúcar Amargo

Por Luciana | 13/07/2009, 12h14

Semana passada recebi um mail com o assunto “te achei na net”. De imediato, pensei: – Xi, é spam.

Mas abri.

Eram palavras simpáticas que diziam assim:

Luciana, meu nome é Luiz Puntel, sou professor de Literatura. O livro CAPITÃES DA AREIA é leitura exigida este ano nos vestibulares da UNICAMP e da FUVEST. Vamos trabalhar com ele em sala de aula. Aí, pesquisa daqui, dali, caí no teu site, o teu blog. E gostei do que você resenhou sobre DORA e as mulheres do JORGE AMADO.
Posso usar seu texto com os meninos? Podemos lê-lo e analisar?
Beijão!!

Como assim, “meu nome é Luiz Puntel”?

***

Na época do colégio, eu esperava ansiosa pelo dia, geralmente entre janeiro e fevereiro, em que minha mãe comprava o material escolar. Muito mais que os cadernos, livros didáticos, estojo-canetas-lápis, o que me interessava mesmo eram os livros paradidáticos.

Lia todos assim que minha mãe chegava da livraria. Todos, num tapa só.

Minha mãe dizia que assim, quando fosse a hora de lê-los pra escola, eu enjoaria e não estudaria.

Ledo engano, afinal, faz parte de quem gosta de ler gostar também de reler…

***

Pois bem.

Vai ver que por isso, por dar tanta importância assim aos paradidáticos – tenho todos guardados até hoje aliás – é que respondi assim para o professor Luiz Puntel:

Nossa! Você é o Luiz Puntel de Açúcar Amargo? Se for, saiba que li esse livro na sétima série e gostei muito, tanto que guardo até hoje com carinho. :)
Lógico que você pode usar os textos do meu TCC para analisar com seus alunos! É um prazer – pena que moro em Belém e não vou poder participar também, pois adoro falar e falar sobre Jorge Amado.
E agora sou eu que tenho que te pedir: posso contar no meu blog sobre o seu pedido? Afinal, não é todo dia que recebo um mail do Luiz Puntel, um dos autores queridos da minha adolescência! :)
Abraço grande em você e nos seus alunos.

Açúcar Amargo, o livro em questão, foi lido por mim na 7ª série, e contava sobre a vida da Marta, que trabalhava como bóia-fria em plantações de cana-de-açúcar em São Paulo. Um dia, eles resolveram fazer uma greve, diante das irregularidades com que o trabalho deles era tratado. E aí, do meio daquele protesto, surgiu uma frase que lembro sempre, que foi escrita com batom, em uma faixa:

UNIDOS SOMOS FORTES COMO UM CANAVIAL.

Tem coisa mais linda que esse blog me dar um presente como esse?

PS – Ainda tenho dentro do livro o Suplemento de Trabalho! Meus professores usavam só pra exercício e faziam outro teste pra valer. ;)

Tina – um ano depois

Por Luciana | 09/07/2009, 01h01

Há uma semana recebi um mail do Plaxo: dia 09 de julho, aniversário de Tina Oiticica Harris.

:(

Infelizmente não falei com a Tina no aniversário dela do ano passado e não falarei esse ano. Mas pra compensar a falta das palavras dela não só escritas quanto faladas, tenho duas coisas a dizer:

Primeiro, repetir o mail amoroso que enviei à Tina no ano passado, sem saber da morte dela -

Tina, querida, feliz aniversário.
Eu gosto muito de você e desde nossa última conversa pelo Skype venho pensando bastante em ir aí um dia conhecer você e sua família. Ou mesmo ir te encontrar quando você voltar ao Brasil.
Desejo toda a felicidade pra você hoje e sempre. Você tem uma família linda e é isso que importa. Se metade da blogosfera brasileira tivesse carinho dentro de casa não seria tão boba e fútil.
Espero que você tenha aproveitado bem o seu dia e depois quero saber como foi.
André tá em Recife a trabalho e me mandou o áudio de duas horas de nossa conversa… Estou selecionando as partes que acho mais interessantes e divertidas pra que ele coloque no programa.
Não postei sobre você, mas farei isso assim que o podcast ficar pronto, sim? Será seu presente de aniversário.
Um abraço grande e muita, muita alegria, saúde e paz da sua amiga amazônica,
Luciana.

Segundo, dizer que hoje o Love Live - podcast meu e do André – volta em grande estilo, depois de um ano de luto. Colocamos no ar finalmente o programa que gravamos com a Tina no final de semana antes dela nos deixar - o programa seria uma homenagem pelo aniversário dela, no ano passado.

Pra fechar, uma das certezas que André e eu sempre comentamos: a Tina sem dúvida alguma faria parte desse miniportal familiar, o Dialética. Em nossa conversa no Love Live cada um poderá entender os motivos.

MUITO feliz com o Dialética

Por Luciana | 03/07/2009, 09h09

“É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples” (Dialética – Vinicius de Moraes)

Para o André

Dia desses – acho que foi domingo, assim que o Necessaire entrou no ar – não resisti e liguei pro André pra dizer: – Ei, eu tô MUITO feliz com o Dialética!

Ele riu, perguntou se eu estava mesmo feliz, e eu confirmei que sim.

Em novembro do ano passado, quando iniciou, o Dialética só abrigava meu blog, o Agridoce; o blog com as fotografias que faço, o Belém, Belém; o podcast em que eu discuto a relação com o André, Love Live; o Se7e Segundos, do André; e o Próximos Capítulos, blog de novelas meu e do André também.

Nem preciso dizer que o grande responsável pelo Dialética.org é o André – eu sou a irresponsável. Eu sonho e ele realiza. Ele fez todo um esquema no Flickr pra eu poder postar por lá as fotinhas que ficam aqui, no Belém, Belém; faz o feed por mail dos blogs (rá!); se você digita o endereço errado de alguma página nossa e lê um poema, também é por ideia dele; e se sabe de todas as postagens pelo Twitter, é porque ele fez a coisa toda por lá – acredite, o Dialética tem mais seguidores que eu e eu acho isso lindo!

Até que em março desse ano o André trouxe o blog famoso dele – Marmota Mais dos Mesmos – para os nossos domínios. Quando ele veio, o “familiar” que designava o miniportal que criamos passou a fazer total sentido.

Mas decidimos não esperar os filhos se tornarem blogueirinhos para aumentar a família de blog do Dialética e começamos a convidar nossos amigos – que, afinal de contas, também são da família – para participar do miniportal.

Então veio a Cláudia, veio a Marília com o Rodrigo, veio a Luna. O Adilson, a Yasmin, o Cassio. A Eva, o Marcelo, a Elis, a Tainá.

Por conta do Blog da Copa, veio o Doni, o Marcos VP, o Pedro, o Leandro.

São pessoas que não preciso de links pra identificar porque são amigos do homem de todas as minhas vidas, meus amigos, amigos nossos.

Por isso estou TÃO feliz.

Mas como diz o André, sempre quero mais… Por isso, quero ainda a Lúcia aqui, a Pat…

Eu já disse aqui, né? Como são poucos, meus amigos são os melhores. ;)

Muito infame

Por Luciana | 01/07/2009, 09h09

- André, sabia que dá pra fazer um Top 5 de músicas do Michael Jackson que começam com B?

- B? Mas por que B?

- Ah, eu estava ouvindo algumas e notei a coincidência. Olha só: Bad, Billie Jean, Beat it, Black or white e Ben, não necessariamente nessa ordem…

- Mas e Bhriller?

(André, como sempre, infame!)

PS – Pelo menos foi uma brincadeirinha saudável, sem as pitadas de crueldade que li/ouvi por aí. Como disse a @sabineas, nojinho de quem faz piadas sobre morte. Quando for a mãe dessas pessoas será tão divertido.

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