porque eu sou um agridoce de menina…

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Há alguns meses, o Cássio me indagou a respeito da rivalidade Belém x Manaus.

 

Eu fui sincera em responder que devido ao fato dos meus pais serem paraenses e do meu irmão e eu sermos amazonenses, em nossa casa essa rixa nunca foi alimentada.

 

(Tanto que eu sou aquela amazonense/manauara que torce pelo Paysandu!)

 

No máximo, meu pai convidava os amigos amazonenses para virem a Belém na época do Círio.

 

Tudo bem, devo confessar que ele quis que minha mãe viesse para Belém grávida, para que eu nascesse aqui e fosse paraense como eles.

 

Só que minha mãe, pra variar, foi sábia e disse a ele que foi em Manaus que me fizeram e era justo que eu nascesse lá.

 

Eu acho boba essa briguinha porque no final das contas somos todos moradores da Amazônia, do Norte, do Brasil. E independentemente de ser em Belém ou em Manaus, não nos iludimos que nenhuma grande seleção venha pra cá.

 

Penso que ao invés de questionar o lobby dos manauaras, os belenenses deveriam questionar os governantes e a comissão formada para batalhar pela Copa 2014 na cidade.

 

É muito fácil a coordenadora da comissão ir à TV e dizer que a ficha não caiu e que ela não deve explicações, quem deve é a FIFA (!); que quem perde é o mundo por não conhecer Belém (!), e não a própria cidade.

 

Eu já disse que fico pasma?

 

Devíamos, em uma visão macro da coisa, questionar por que a Região Sul do país, composta de apenas três estados, teve duas capitais eleitas, enquanto a Região Norte, o pulmão do mundo (rá!), ficou só com uma. Copa do Meio Ambiente, sei…  

 

Concordo com o pensamento de que pra ficar de cabeça erguida, a prefeitura e o governo locais têm mais é que cumprir as metas prometidas, mesmo sem a Copa.

 

E rio muito até agora da nota conjunta que o prefeito e a governadora publicaram, falando que foi INJUSTIÇA o que fizeram com Belém.

 

Ora, assim como é INJUSTIÇA o que andam fazendo com a saúde e a educação da cidade e do estado, só pra ficar em dois tópicos dos mais graves, em minha singela opinião.

 

De minha parte, quero ter um furgão lindão até 2014 e visitar com a família cada uma das cidades que sediarão os jogos. Não precisamos entrar em todos os estádios, queremos apenas sentir aquele clima “voa, canarinho, voa” pelo Brasil afora.

 

Pra fechar, um momento Balão Roots: eu morava perto do Vivaldão, em Manaus, e lá assisti ao primeiro show da minha vida, da melhor banda infantil do meu mundo, Balão Mágico!

Luciana

Dia desses, rodando alucinadamente de carro com a célebre Patrícia Köhler e começamos a ouvir um CD incrível da Pat, só com músicas do Balão Mágico.
Sim, somos fãs. Fãs daquelas que batem palma cantando – mesmo que dirigindo! – e que adorariam ter desfilado por aí com alguma roupinha Caramelo, grife que vestia o grupo.
Música vai, música vem, controle de choro em algumas horas e explosão de gargalhadas em outras, chegamos a mais um ponto em comum: nossos corações infantis batiam ambos pelo Tob.
Uma vez um amigo falou que todo menino daquela época foi meio apaixonado pela Simony. Eu não sei. Eu sei que as garotas tinham a sorte de poder escolher entre Tob e Mike e minha amiga Patrícia e eu éramos da ala do primeiro.
Você deve estar estranhando eu não citar o Jairzinho como uma dessas opções e vou começar a me explicar agora.
O Tob é a personificação dos típicos namoros infantis e adolescentes. Na música Se enamora ele interpreta esse papel com perfeição. O cara que não sabe como se aproximar da garota, que torce pra que um dia ela tropece nele ou que tenha coragem para tirá-la para dançar.
Nos dois primeiros discos do Balão, Tob divide com Simony a maioria das canções, uma espécie de primeira voz do grupo. Até que acontece o terceiro disco, exatamente o que traz Se enamora – o mesmo que traz Jairzinho para a turma.
Ele chega botando banca, com “gatinhas me perseguindo / curtindo com o meu som / gritando: lindo, lindo / me chamando de bombom”. E, abruptamente, vimos Tob ser aos poucos substituído por Jairzinho nas canções mezzo românticas do Balão – Mochila azul, por exemplo.
Tob é tímido; Jairzinho é garanhinho. Tob é o garoto que, por mais que não se declare, a menina sabe que gosta dela e, por conseguinte gosta dele também, vive sonhando com o dia em que ele se declarará finalmente.
Aí, de repente, vem o Jairzinho. O Jairzinho é o cara que chega e ganha de nocaute. Rápido, sagaz, veloz. Sem enrolação, sem paciência de Jó.
Mas preferimos, Pat e eu, o Tob. Os poucos rapazes que continuaram a ser Tob.

Tímidos, doces, românticos, em um exercício leve e lento do amor.

PS – Do Uma garota apenas, da Pat, do Tob, de mim. ;)

Luciana