“Quando eu quis me consertar
Alguém chegou pra me elogiar”
“Minha vida
meus mortos
meus caminhos tortos
meu sangue latino
minha alma cativa”
Uma colega de faculdade comentou meio aflita, antes da aula começar:
- Gente, vocês já pararam pra pensar em quantos jornalistas se formam por ano? É uma concorrência enorme!
Eu:
- Calma, se formar é fácil; difícil é ser mesmo jornalista.
Ninguém entendeu muito bem, e ficamos especulando quem seria quem. A mais bonita da sala vai pra TV, claro; o rapaz que tem voz bonita vai pro rádio; não sei quem tem cara de garota do tempo.
Os meninos que gritam e dão gargalhadas altíssimas como se ainda estivessem no Ensino Médio – pra não dizer na Educação Infantil –, eu não sei para onde vão. As meninas que vão para a faculdade como se fossem a um desfile de moda, eu também não sei.
A aula começa. Surge um exemplo revelador. Um aluno relata que, em uma entrevista com o Ney Matogrosso, em turnê recente por aqui, um repórter perguntou:
- Ney, por que os Secos & Molhados não vieram com você?
Resposta-pergunta do Ney:
– Por onde você andou todo esse tempo?
Olho pra minha colega e pergunto:
– É com essa concorrência fora de série que você está se preocupando?
Sim, preciso ser mais humilde, mas entenda, o mundo ao redor insiste em não deixar.
E Não, os Secos & Molhados não voltaram, infelizmente, diga-se.
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Mas que atualizadíssimo esse ser!!
Ai, puxa… cheguei a ficar feliz com a “manchete”. Que peninha que não é verdade…
Mas esse seu coleguinha é bem ruinzinho, né não?
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