porque eu sou um agridoce de menina…

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    Em ti bendigo o amor das coisas simples” (Dialética - Vinicius de Moraes)

    Para o André

    Dia desses - acho que foi domingo, assim que o Necessaire entrou no ar - não resisti e liguei pro André pra dizer: - Ei, eu tô MUITO feliz com o Dialética!

    Ele riu, perguntou se eu estava mesmo feliz, e eu confirmei que sim.

    Em novembro do ano passado, quando iniciou, o Dialética só abrigava meu blog, o Agridoce; o blog com as fotografias que faço, o Belém, Belém; o podcast em que eu discuto a relação com o André, Love Live; o Se7e Segundos, do André; e o Próximos Capítulos, blog de novelas meu e do André também.

    Nem preciso dizer que o grande responsável pelo Dialética.org é o André - eu sou a irresponsável. Eu sonho e ele realiza. Ele fez todo um esquema no Flickr pra eu poder postar por lá as fotinhas que ficam aqui, no Belém, Belém; faz o feed por mail dos blogs (rá!); se você digita o endereço errado de alguma página nossa e lê um poema, também é por ideia dele; e se sabe de todas as postagens pelo Twitter, é porque ele fez a coisa toda por lá - acredite, o Dialética tem mais seguidores que eu e eu acho isso lindo!

    Até que em março desse ano o André trouxe o blog famoso dele - Marmota Mais dos Mesmos - para os nossos domínios. Quando ele veio, o “familiar” que designava o miniportal que criamos passou a fazer total sentido.

    Mas decidimos não esperar os filhos se tornarem blogueirinhos para aumentar a família de blog do Dialética e começamos a convidar nossos amigos - que, afinal de contas, também são da família - para participar do miniportal.

    Então veio a Cláudia, veio a Marília com o Rodrigo, veio a Luna. O Adilson, a Yasmin, o Cassio. A Eva, o Marcelo, a Elis, a Tainá.

    Por conta do Blog da Copa, veio o Doni, o Marcos VP, o Pedro, o Leandro.

    São pessoas que não preciso de links pra identificar porque são amigos do homem de todas as minhas vidas, meus amigos, amigos nossos.

    Por isso estou TÃO feliz.

    Mas como diz o André, sempre quero mais… Por isso, quero ainda a Lúcia aqui, a Pat…

    Eu já disse aqui, né? Como são poucos, meus amigos são os melhores. ;)

    Luciana
    01/07/09

    Muito infame

    - André, sabia que dá pra fazer um Top 5 de músicas do Michael Jackson que começam com B?

    - B? Mas por que B?

    - Ah, eu estava ouvindo algumas e notei a coincidência. Olha só: Bad, Billie Jean, Beat it, Black or white e Ben, não necessariamente nessa ordem…

    - Mas e Bhriller?

    (André, como sempre, infame!)

    PS - Pelo menos foi uma brincadeirinha saudável, sem as pitadas de crueldade que li/ouvi por aí. Como disse a @sabineas, nojinho de quem faz piadas sobre morte. Quando for a mãe dessas pessoas será tão divertido.

    Luciana
    29/06/09

    De brinquinhos

    Desde 2005, eu invariavelmente usava uns brinquinhos de três aros ovalados, um dentro do outro, presente da minha amiga Lúcia pelo meu aniversário de 26 anos. Veja:

    Aí, no feriado de 1º de maio, infelizmente perdi um lado dos brincos.

    No dia seguinte, sábado, a Cláudia sem saber de nada, claro, me presenteou com um par de brincos coloridinhos que comprou em Penedo, cidade fofa que fica pertíssimo de Resende, onde ela mora. Veja:

    Passei a usá-lo no dia-a-dia e o fato é que, assim como o antecessor, esse brinquinho faz o maior sucesso!

    Na faculdade, na escola, na agência, além de ver, meus amigos, alunos, conhecidos, colegas fazem questão de pegar no brinquinho, ver bem as cores e formas, saber onde comprei.

    Aí digo que foi uma amiga querida que me deu e que esse é uniquinho por essas bandas. :P

    Luciana

    Olha, em abril, antes dos dois meses de greve pelos quais as escolas públicas do Pará passaram, recomendei aos meus alunos de 8ª série - são duas turmas - a leitura do livro Capitães da Areia.

    Antes perguntei se eles preferiam organizar um sarau a fazer um teste sobre a leitura do livro. Preferiram o teste - “dá menos trabalho”, alegaram.

    Pois bem.

    A greve acabou, as aulas voltaram. A 2ª avaliação ficou só pro 2º semestre, assim como o teste.

    Então eu disse a eles que teriam mais o mês das férias, além dois dois da greve, para ler o livro.

    Foi quando uma aluna respondeu dizendo que não ia gastar o tempo dela de férias lendo livro nenhum, e que ela não tinha culpa da gente ter “inventado” essa greve.

    Eu disse que tudo bem, que ela não lesse então. Mas que em agosto, doa a quem doer, farei esse teste sobre o livro e valerá metade dos pontos da prova. E não existe essa de não fazer o teste e fazer a prova valendo 10. Não fez o teste, faz a prova valendo 5.

    Ponderei mais um pouco, disse que a greve não é “inventada” por nós só pra aumento salarial. Um dos pedidos desde o ano passado é por mais segurança nas escolas - e os episódios da feira da cultura e da festa junina da escola onde trabalho são provas mais do que concretas de que esse problema está longe de ser sanado.

    Disse também que quando eu estudava era “obrigada” a ler pelo menos quatro livros por ano para trabalhos da escola. Capitães da Areia foi um desses, mas eu já tinha lido antes, porque, pra mim, ler nunca foi uma obrigação.

    Aí, ontem à noite, contei essa história toda para o homem de todas as minhas vidas e recordei do primeiro livrinho que li para a escola: Fantasma só faz buuu!, da Flávia Muniz. Li aos oito anos, na antiga 2ª série do 2º grau.

    Então, não resisti, e puxei meu livrinho que já tem pra mais de 20 anos da estante, e me pus a ler a historinha para ele, no Skype! E ele, coitado, ouvindo paciente… Como diria meu grande amigo Milton, “quem sabe isso quer dizer amor”?

    E quem sabe um dia meus alunos entendam o motivo de se ler e leiam para aqueles que amam. Poemas, parábolas, posts, piadas ou quem sabe um livrinho de 2ª série.

    Luciana

    Semana passada foi a festa junina da escola onde eu trabalho.

    Comilança, bandeirinhas, forró tocando alto, concurso de miss caipira, grupo folclórico da comunidade, quadrinhas dos alunos, bingo.

    Por volta de umas oito e meia da noite, ainda tinha três quadrilhas mais o grupo folclórico para se apresentar quando os seguranças comunicam à diretora que duas gangues estavam infiltradas lá dentro e que ela deveria encerrar a festa pois daquele momento em diante eles não se responsabilizariam por nada nem por ninguém.

    Foi assim que, a exemplo da Feira da Cultura do ano passado, a festa junina da escola foi encerrada por conta das gangues do entorno da escola, da qual os alunos nem fazem parte.

    Foi frustrante ver a cara de decepção dos meus alunos, todos fantasiados, maquiados, animados para dançar quadrilha e terem que voltar pra casa por conta de gente que não estuda na escola deles.

    No dia seguinte perguntei a uma das alunas - uma que jurou nunca mais participar de nada naquela escola - pra onde eles foram depois que tiveram que sair da festa. E ela: - Ah, professora, fomos pra porta de casa, colocamos o som na rua e dançamos do mesmo jeito!

    Por puro prazer. Um prazer que eu achei que tinha sido roubado deles, mas que não deixaram escapar pelas mãos.

    E é assim que professores aprendem com alunos. Eu aprendi.

    Luciana